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– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

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Feb
01
2010

Kzak o senhor dos mortos – Fogo e Cruz II

Escritor: Jones Viana Gonçalves

kzak-o-senhor-dos-mortos

Capitulo 3
Fogo e Cruz

Durante aquela manhã vislumbraram as montanhas a sua frente, Navel era imponente e segundo Evinwerr a trilha de sua caça ia direto para lá, não havia o que esperar, tudo se resumia em apenas caminhar até lá, mas foi perto do meio dia que os companheiros viram uma fina fumaça subir a sua direita. Talvez seu foco estivesse a alguns quilômetros, porém mesmo assim eles pararam.

– O que acha elfo? – Perguntou o cavaleiro.

– Não sei ao certo, mas não parece estar longe.

– E a trilha vai para aquele lado?

– Jovem Mirthand, já lhe disse que a trilha segue para as montanhas, até agora não existe nem sinal de desvio.

– Mas e se mais a frente eles desviaram?

– Mirthand eles não teriam o porquê fazer isso, poderiam ter ido por aqui, um desvio mais a frente só os iria atrasar. – A voz de Miriane fez-se ouvir vinda da carroça.

– Bom Miriane, eu gostaria de arriscar, mesmo que eles não tenham ido para aquele lado.

– Eu disse que trazer um garoto era perda de tempo, Mirthand lembre-se de nosso objetivo, resgatar teu pai e vingar meu mentor.

– Esta certo Degos, vamos em frente, mas Alef para onde esta indo? – o homem já caminhava na direção da fumaça sem nem ao menos se importar com a discussão entre seus companheiros.

– Existe algo familiar aqui garoto e eu não gosto disso, elfo prepara teu arco, venha cavaleiro, vou precisar de apoio.

– Mas…….

– Faz o que eu to te dizendo cavaleiro, eu sei do que estou falando, se não resolvermos isso agora podemos ser surpreendidos mais tarde. – Alef nem olhou para trás, apenas continuou em direção a fumaça já seus aliados não o questionaram mais, apenas o seguiram.

Por algum tempo andaram e quando já estavam bem perto puderam enxergar seis casas. A coluna de fumaça estava maior e vinha do outro lado delas, existia ainda algum movimento por lá. Decidiram então deixar a carroça por ali e seguir a pé, apenas Degos não considerou deixar seu cavalo para trás. Alef foi a frente, os cinco andavam sorrateiramente tendo Evinwerr ao lado do assassino na frente. A sacerdotisa seguia mais atrás junto a Mirthand e o cavaleiro que tinha desmontado de seu cavalo o puxava calmamente pelas rédeas tentando fazer o mínimo possível de barulho, mas para Alef com exceção do elfo todos seus companheiros faziam mais barulho do que o estouro de uma boiada.

Existia algum movimento do outro lado das casas junto a um murmúrio de vozes gritando louvores. O ladrão já sabia do que se tratava, conquista, aquela fazenda estava bem no caminho de um grupo de execução. Ele saltou as cercas e encostou-se contra a parede de uma das casas, agora apenas o cavaleiro não havia se juntado a eles, pois seu cavalo não poderia saltar aquela cerca, ela era bastante alta e por isso ele contornava as palancas de madeira indo para a entrada da fazenda.

Alef se esgueirou pelo corredor formado entre as casas, Evinwerr vinha logo atrás. os dois tendo Mirthand e Miriane protegendo a retaguarda, porém nenhum dos dois batedores estava preparado para aquela visão. Ao chegar e observar a cena a clériga quase deixou um grito escapar por entre seus lábios, não fosse o jovem guerreiro tampar a sua boca com uma das mãos. Ali podiam ver a origem da fumaça, no centro do terreno estavam dispostos quatro pilares de madeira, cada um deles cravado no chão, unindo-os existiam outras toras amarradas formando um grande retângulo no alto. Atravessando o retângulo de um lado ao outro outras toras traziam o verdadeiro horror, com os pulsos pregados quinze pessoas penduradas, seus pés a cerca de dez centímetros do chão, a dor estampada em seus rostos mortos.

A dor da crucificação não era a única aflição destas pessoas, pois não bastasse esta tortura ainda tinha o fogo, sim o fogo lhes lambia as pernas. Da cintura para baixo em todos os corpos a carne já estava assada, o cheiro da fumaça enojava ainda mais os companheiros e as chamas ainda acesas tocavam as plantas dos pés das vítimas. Este fogo agora voltava a ser alimentado, três homens vestidos em armaduras traziam a lenha, enquanto um outro gritava suas orações e louvores ao Deus único, pois ele estava purificando a alma destes hereges e livrando-os de seus pecados. Neste momento outros cinco homens vinham de dentro de uma das casas, traziam uma mulher arrastada pelos cabelos, suas roupas imundas e ensangüentadas denunciavam o que acontecera lá dentro.

– Tragam a bruxa soldados, – dizia o homem que orava. – é chegada a hora de ser purificada.

Os homens a levaram até um outro lado. Lá existia um tronco cercado de galhos e foi nele que os soldados a estavam prendendo. Alef olhou para seus amigos e fez sinal para que fossem embora, porém um barulho de cascos o fez olhar para trás. Degos irrompera em fúria ao ver aquela cena toda e já investia contra os homens do Deus único, sua investida surpreendeu os soldados e sem resistência nenhuma a frente atravessou o campo entre as casas deixando sua lança nas costas de um daqueles que alimentava a fogueira. Fazendo seu cavalo dar a volta puxou a espada, os sete soldados que restavam foram proteger o sacerdote. Alef olhou para o elfo que trazia seu arco a frente e o impediu de atirar,

– Não, agora não, espere mais um pouco, Mirthand venha comigo e Miriane fique ao lado do elfo, espere até que o garoto chegue a fogueira e depois atire. – o elfo balançou afirmativamente a cabeça, Mirthand correu na direção da bruxa e Alef na direção do clérigo.

– O que eu posso fazer. – Disse Miriane não vendo para si utilidade nenhuma naquela batalha.

– Reze para seu deus garota. – foi a resposta do elfo.

Ela olhou para o elfo e o tocou no braço, neste momento como que em transe murmurou algumas palavras e sua mão iluminou-se, o elfo sentiu seu corpo ficar leve, estava mais rápido, porém a menina não ficou ao seu lado partiu na direção de Mirthand. O garoto logo chegou até a mulher que o olhava surpresa, Degos fez seu cavalo correr o mais rápido que podia, mas algo aconteceu. Alguma coisa invadira sua mente e nitidamente ele ouviu “Largue”, seus dedos inadvertidamente se abriram, sentiu o punho da espada escapar-lhe, tentou lutar contra, porém nada pode fazer, a vontade do Clérigo sobre ele era muito forte. A espada caiu no chão e ficou para trás, seu cavalo em disparada o levou desarmado, tudo o que podia fazer seria tentar frear o animal, mas algo melhor veio em sua cabeça. Com uma batida de calcanhares jogou o cavalo contra um de seus inimigos, o homem atropelado caiu, porém Degos com isso fora puxado, o impacto de suas costas contra o chão não foi em nada amaciado por sua armadura e neste momento três soldados o cercavam.

Evinwerr estava ciente da condição de seu aliado e não mais esperou, duas flechas entraram nas costas de um dos soldados que caiu de frente quase por cima do cavaleiro fazendo assim com que os outros olhassem para a posição do elfo, o que deu tempo a Degos que rolou para o lado e levantou-se buscando em sua cintura por uma adaga. Olhou para seus oponentes e percebeu aquele que havia derrubado, o soldado levantara-se também, mas para sua sorte um dos outros corria na direção de Mirthand e Miriane. Degos defendia-se como podia só que com uma adaga ele era quase inofensivo, não conseguia nem mesmo atacar, seus quatro oponentes golpeavam com fúria, golpe após golpe, mas o cavaleiro bloqueava e se esquivava. Já estivera em situações difíceis como esta antes, sentia o ar deslocado pelas espadas e em algumas ocasiões as sentia arranhando-lhe inofensivamente os braços, porém novamente ouviu em sua cabeça a voz do sacerdote que falava “Largue”, mas desta vez conseguiu segurar firme a própria arma sua vontade havia sido maior e ele fez seus dedos fecharem-se no punho da adaga tão forte que esbranquiçaram-se pela pressão.

Quase cercado o cavaleiro deu um salto para trás, tentava ver seus quatro inimigos de frente, mas agora algo o surpreendera. Um deles estava no chão, morto com uma adaga nas costas. Ele nem mesmo havia visto Alef mover-se, tão rápido era o assassino, com destreza de sobra brincou com um dos outros, bateu em seu ombro com a arma de prancha sem nem mesmo feri-lo, o homem assustado girou e atacou, mas encontrou a flecha de Evinwerr que atravessou seu olho. Aproveitando a distração dos soldados por estarem perdendo seus companheiros o cavaleiro saltou sobre um outro a adaga rasgou o pescoço do oponente que caiu e Alef ainda brincando deixou outra adaga atravessada na face do ultimo homem. O assassino olhou para Mirthand ao longe, o garoto estava usando o sabre que ele o entregara, um sabre que Alef havia retirado do corpo de um Garko.

Mirthand era habilidoso e rápido, com graça bloqueava aos ataques ensandecidos do soldado. Esperava apenas uma chance para dar cabo da vida do homem, ele protegia Miriane que libertava a mulher da fogueira. O garoto gingava e cortava seu oponente, pequenos golpes inofensivos, mas que causavam muita dor, eram muitos e faziam o soldado relaxar a guarda, tanto que o sabre logo atravessou a garganta dele, agora apenas o sacerdote continuava de pé.

Alef buscou por duas outras adagas em seu cinto e parou Degos antes que o guerreiro atacasse. Os olhos do assassino estavam fixos em seu oponente e o cavaleiro logo entendeu, Alef segurou uma adaga em cada mão, levando uma a frente olhou para o sacerdote que desembainhava sua espada com uma das mãos enquanto a outra brilhava com uma luz pálida. Com aquela mão tocou o próprio peito, algumas palavras saiam de sua boca e em pouco tempo até a espada do clérigo brilhava e o assassino apenas sorria.

– Assim será mais divertido, você pede auxilio ao seu deus, mas ele não protegeu nem mesmo seu sumo-sacerdote contra mim, então o que te faz pensar que ele vai te proteger?

O sacerdote não respondeu, segurou a espada com as duas mãos e avançou. O golpe teria dividido Alef ao meio, tamanha fora a força, mas o jovem era mais rápido e vendo antecipadamente os movimentos de seu oponente esquivou-se indo contra ele. O homem levou sua mão contra o braço esquerdo, uma das adagas do assassino estava alojada na musculatura dele e o sangue corria pela mesma. Incrédulo olhou para o céu depois para o assassino que esboçava um meio sorriso ao brincar com a adaga girando-a com a mão esquerda. O clérigo levantou a espada e pôs-se em defensiva esperando pelo ataque, o assassino não o deixou esperar muito e logo atacou. Com a mão esquerda por sobre a cabeça levava a adaga, vindo dali o oponente esperava o ataque, mas não veio, com sua velocidade Alef havia sacado outra adaga da cintura e atacou deixando-a na linha de cintura do homem que agonizou em seus braços.

Todos estavam mortos, Degos parecia atônito pela velocidade e perícia de seu aliado, mas nada disse, apenas caminhou até sua espada, juntou-a para depois retirar sua lança das costas do inimigo abatido.

– Apenas dois. – Dizia ele.

– Pelo menos desta vez meu amigo você não teve ferimentos.

– O que quer dizer com isso Alef?

– Você foi imprudente cavaleiro.

– Mas ele salvou a mulher, um pouco mais que demorássemos Alef e ela estaria morta.

– Mirthand ela não era problema nosso.

– Mas você gostou de matar aquele homem. – Degos apontava para o corpo do sacerdote.

– Rixas antigas cavaleiro, nada que lhe diga respeito. Agora é hora de irmos embora.

– Hei, hei, hei você diz que a culpa é minha, mas quem foi que quis vir para este lugar ein?

– Chega de discussão cavaleiro, vamos embora.

– E quanto a ela? – Miriane vinha carregando a mulher.

– Deixe-a aí, ela só nos atrasará.

– Alef ela morreria se fosse deixada aqui.

– Miriane não faça isso. – Vendo que a clériga o observava acrescentou. – Pois bem Mirthand eu coloco a decisão em suas mãos, mas se decidir levá-la o problema é seu.

– Iremos levá-la. Degos me ajude aqui.

O cavaleiro nada disse apenas colocou a mulher deitada sobre o cavalo e a levou até a carroça. Lá Mirthand e Miriane a ajeitaram como podiam e a clériga cuidou dos ferimentos, a mulher continuou inconsciente até o outro dia.

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