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Publicado por ONEbot

– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

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Feb
07
2010

Marcos e Mariana

Escritor: Pedro Nogueira Nunes

marcos-e-mariana

Tudo começou com uma roda. Uma roda de borracha, simples e direta no alvo. Passou por cima do corpo de mariana, quebrando varias de suas costelas e danificando irreversivelmente seu corpo de apenas 20 anos de idade. Enquanto ela era feita em pedaços pela roda do carro desgovernado, olhava com olhos suplicantes para o amor de sua vida. Marcos. Os olhos de mariana expressaram todo o que conseguiam antes de perder o brilho e a vida. Eles diziam : me salve. Mariana morreu aos 20 anos de idade, estirada em um jardim com os orgãos destruidos pelo peso de uma picape desgovernada que invadira o local. Foi doloroso e fatal.

Marcos não compreendia, não conseguia. Em um minuto, estava pedindo mariana em casamento, no proximo ele estava tentando reanimar o corpo ensanguentado do seu amor. Foi em vão. Sonhos, planos e uma vida inteira pela frente foram destruidos por um pneu sem rumo.

Marcos ficou em estado de choque. Não saiu de casa, não ia para a faculdade, não falava com os amigos nem com a familia. Ficava em estado catatonico olhando fotos de mariana na tela de seu computador. Já se faziam tres semanas que a tragedia havia acontecido. Nenhum alimento era digerido, o estomago de marcos não queria funcionar, seus olhos não queria ver, seu coração era cortado pela navalha da solidão. Ele não queria mais viver.

Ao olhar de relance pela estante de livros de mariana. Marcos finalmente percebeu o que os escritores romanticos queiram dizer sobre perder a mulher amada, ve-la tornar-se inatingivel. Agora ele entendia o mundo na sua negritude e tristeza.

A vida passou. Uma hora, marcos deixou de ignorar o telefone, passou a olhar a sua caixa de e-mails. Uns 2 meses depois da morte de mariana, marcos começou a olhar o mundo pela janela novamente. Agora ele não escutava apenas a voz de mariana em sua mente, em flashes do passado, ouviu a voz dos amigos, que vieram visita-lo.

– cara!, você tá bem brother ? Falou diego, seu melhor amigo

– deixa ele Di, ele precisa de mais tempo. Respondeu thays

– que bom que você abriu a porta para nós, nós ficamos com medo que você tivesse cometido uma besteira, nós viemos umas 8 vezes essa semana e nada. falou thays

– Eu já tou um pouco melhor gente, obrigado por me visitarem. Desculpe o descaso com vocês, cês não merecem isso. Falou marcos, com uma voz rouca, que já estava desacostumada a ser usada.

– Que tal darmos uma volta cara, você está péssimo. Sugerio Diego ao ver as olheiras do seu amigo.

– Boa idéia diego, vamos marcos, deixa eu pergar um casaco pra você, está frio lá fora.

Marcos, Thays e Diego sairam na rua com o ceu acinzentado. Havia chovido por 3 semanas e só agora o céu aparentava estar mais limpo. Ainda assim, estava cinza. Depois de comerem um cachorro quente, o trio rumou para um shopping. Diego e thays queriam comprar um presente pra Marcos, para ele limpar um pouco a sua mente. No Shopping, pararam em frente a uma loja de equipamentos eletronicos e marcos saiu dela com um mp3 player novo.

– Vamos encher esse treco de musica alegres cara, você tem que botar o seu animo pra cima.

– Vamos lá pra minha casa, falou thays, vamos assistir uma animação nova que eu comprei esta semana, nós aproveitamos e colocamos umas musicas no seu mp3 player marcos.

Ao sair do Shopping, marcos parou e olhou para o céu. Agora estava azul, brilhante e vivo, e deu um novo sopro de energia a marcos. Ele sentiu um pouco menos de peso em seus ombros, pela primeira vez desde a morte de mariana, ele tirou os olhos mortos de mariana da sua mente. Marcos e Diego assitiam TV enquanto Thays preparava a pipoca para o filme. A animação que thays havia comprado mostrava a historia de uma abelhinha, que havia sido expulsa da sua colmeia por que era diferente. A abelhinha era azul, ao contrario de suas companheiras que eram amarelas. Ela voava diferente, falava diferente e pensava diferente. Ela decidiu ir embora da colmeia, em busca de outra abelhinha que a compreendesse. Marcos lembrou de mariana, eles haviam se conhecido em uma situação semelhante. Ele era diferente. Criativo e Esperto. Ela era inteligente e inovadora. Ela era estudante de Fisica. Ele estuda historia da arte. Os dois eram excepcionais em suas ocupações. Seus colegas ficavam com inveja de seu talento. Os dois estavam alem da maioria, eram differentes e brilhavam em meio a massa. E foi isto que fez os dois se encontrarem e se amarem. Os dois eram abelhinhas em busca de um par.

Os meses se passaram, marcos voltou a falar com a familia, e com o resto dos amigos. Voltou a faculdade, por causa das faltas perdeu o periodo. Mas não importava, marcos estava disposto a começar do zero. As primeiras gotas de criatividade voltaram a pingar na mente de marcos novamente e ele estava começando a se tornar o aluno genial que antes fora. Seus professores estavam felizes em ver que ele estava quase recuperado. Seu mp3 player estava com musicas novas, nele não entrou nada que lembrasse mariana. Ele não suportaria ve-la novamente em seus pensamentos.

O chaveiro metálico de marcos tilintou quando ele abriu a porta do seu apartamento. Ao entrar em seu lar, largou a mochila com os livros e seu notebook e se dirigiu a cozinha para pegar uma lata de refrigerante. Ao abrir a geladeira, entre os restos de alimentos congelados e latas de cerveja e refrigerante, havia um bloco de papel rosa. Em sua capa havia uma abelha azul estampada. Marcos ficou inicialmente curioso, não se lembrava de ter comprado nenhum bloco de anotações e nem se tinha algum amigo que possuia tal bloco. Marcos retirou uma lata de Coca-Cola da geladeira e com a outra mão, pegou o bloco de papel rosa. A lata estava quase congelada, mas, mesmo estando ao lado da lata, o bloco estava com a temperatura ambiente. A umidade da geladeira também não afetou o bloco, ele estava seco.

Marcos se jogou no sofá e ligou sua TV com o controle remoto. Abriu o refrigerante e deu uns goles profundos. Colocou a lata na mesinha ao lado do sofá e começou a mecher no bloco de papel. Ele o girou nas mãos, o objeto parecia ser novo e não tinha logomarca de nenhum fabricante. Marcos abriu o bloquinho de papel e leu o que estava escrito na primeira pagina : Sinto saudades, eu te amo.

Ele sentiu os braços ficarem dormentes e o coração acelerar. Sua respiração ficou mais rápida e forte. Marcos não sabia o que pensar quando viu a pequena mensagem escrita na letra corrida de marina. Ele aproximou o bloco do rosto para ver a frase com mais detalhes e sentiu os pelos do corpo se arrepiarem ao perceber o cheiro de marina entrar em suas narinas. Marcos desmaiou no sofá, o bloco caiu no chão.

O depertador do celular de marcos apitava ruidosamente em seu bolso. Ele sentiu a dor nas costas provocada pela noite de sono so sofá. Marcos demorou para lembrar por que passara a noite ali, quando a lembrança do bloco rosa veio a sua mente ele olhou ao seu redor para ver se encontrava o pequeno objeto. Ele pensou que telvez tudo tivesse sido um sonho, pois não achava o bloco de papel rosa. A Coca-Cola jazia na mesinha ao lado do sofá, quente e sem gas. A duvida sobre o evento da noite anterior nasceu em sua mente. Se a Coca-Cola era real, o que mais não era.

Decidiu esquecer o bloco, tomou um banho e saiu para a faculdade. Marcos teve dificuldade de se concentrar nas aulas durante todo o dia. No intervalo das aulo, ele perguntou a thayse sobre o bloco.

– Thay, você esqueceu um bloquinho cor-de-rosa lá em casa ?

– Não Marquito, nem tenho bloquinho. Principialmente rosa, argh!.

Continua …


Categorias: Contos |

3 Comments»

  • E.U Atmard says:

    Então G., tudo bem? Diga, eu que estou com um pc meio velho, como é esta nova política do ONE?

  • Ops Atmard! Quanto tempo. Para não me prolongar aqui no comentário deste conto, vou fazer um post hoje a noite (horário do Brasil 😀 ) sobre como vai funcionar a agenda. =)

    Abraços!

  • Thaina Gomes says:

    Eu gostei tanto desse conto, não vai ter continuação?

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