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Feb
28
2010

O Inferno na Terra – As Mortes

Escritor: Carlos Fischer

O sr. Bakler sentara-se num banco, e seu jornal lhe trazia um pequeno punhado de notícias inúteis, ao redor da principal. Mesmo assim ele preferia lê-las meticulosa e vagarosamente. O aparentemente jovem Edward Berg olhou o display de seu relógio digital, e ele exibia o mesmo nome cintilante com um cronômetro em contagem regressiva de três minutos. Por fim chegou do nada uma mulher muito sedutora, com cabelos loiros e olhos verdes, usando uma roupa muito provocante, seu nome era Anne Taylor. Ela abriu a pequena bolsa que carregava e puxou um pequeno papel de recados vermelho, com bordas divinamente douradas. Ela segurou o papel por longos instantes, até que um nome surgiu nele e um rapaz olhando seu relógio ficou cintilante em sua visão.

O velho sentado saiu detrás de seu jornal e então falou para os demais:

– Imagino que vocês, mortes jovens como são, não imaginam o que esteja acontecendo.

Edward e Anne, ao ouvirem a palavra “morte”, perceberam que uma situação curiosa estava acontecendo.

– Pois bem, o vovô aqui lhes explica. Nenhuma morte é eterna, se querem saber. Como sabem somos recrutados e treinados pelos demônios, porque os anjos não suportariam o trabalho de lidar tão intimamente com a barbárie humana, além de seus ofícios mais baixos, como os de anjos da guarda. Mas enfim, não é este o tópico. O fato é que os demônios odeiam as coisas muito certinhas, e aí tramam estes nossos encontros para que recusemos o trabalho, de modo que tomemos tal prática como hábito, e assim o caos reinaria, nos contornos do puro acaso.

– Como pode saber disso, velho? – indagou Edward, já com uma expressão encrispada.

– Porque sempre mandam um já iniciado nesta prática para tais encontros, de modo que eu venho sendo este sujeito há algumas décadas. Observe como funciona, eu tenho que matar, segundo diz meu jornal, uma tal de Anne Taylor, que por acaso é a senhorita cintilante, não?

A mulher ficou um tanto perplexa, e olhou para Edward, que cintilava:

– Você está brilhando para mim, portanto só pode ser Edward Berg.

– Curioso, não? – ironizou o velho. – Não me diga que estou cintilando para você, meu jovem? – entoou entre risos.

O jovem então prosseguiu:

– Mas e se na verdade tratar-se de uma prova, para ver quem é realmente fiel ao trabalho?

– Garanto que, no caso de continuar cumprindo com exatidão seu trabalho, não vai ser um de nós que receberá a ordem de matá-lo.

Houve um breve momento de silêncio.

– O que significa a morte, em nosso caso? – perguntou Anne ao velho.

– Significa voltar sem crédito algum para onde quer que você tenha saído.

– Como assim? Pensei que fossemos todos do purgatório – entoou Edward, desconcertado.

– A grande maioria é, como imagino que vocês sejam – disse o velho, olhando para os dois, que responderam afirmativamente com as cabeças, – mas eu, meus caros, vim do nível mais superficial dos infernos.

Os dois outros interlocutores ficaram um tanto perplexos, ao que o velho se explicou:

– Atravessei lagos de enxofre, desfiladeiros intransponíveis, enfrentei feras abomináveis, sofri as mais fortes dores, implorei pela morte, e então cheguei ao cume de um monte, onde recebi a oferta.

– Mas o que fez de tão grave em vida, para merecer o inferno? – disse Anne, que tinha lá seus pecados graves, temendo o que o velho tinha feito.

– Lembrar de suas vidas é um privilégio dado as almas do purgatório – explicou o velho. – Nós infernais esquecemos de tudo, para que soframos sem saber o porquê, aumentando nossa angústia.

Agora os dois estavam horrorizados.

– Os quinze minutos de tolerância estão acabando – disse Edward a Anne. – O que quer que façamos terá resultados breves.

– Com toda certeza – disse o velho. – A propósito, o que deram aos demônios em troca da liberdade como mortes?

– Duzentas e cinquenta mil ganâncias, que é o dinheiro do purgatório – disse Edward, sendo que Anne concordou com o que ele dissera.

– Mesmo? – disse o velho, sorrindo. – Já eu fiz um acordo com os demônios: prometi cem mil almas para eles. Hoje, eles ganharão mais duas. Já disse que nenhuma morte é eterna? Imagino que sim.

Uma foice se materializou ao lado do velho, e era vermelha, com frestas demoníacas e alaranjadas, vapores sulfúricos lhe saíam, e ela cortou tão rápido o abdômem de Edward e o flanco esquerdo de Anne, que os dois mal tiveram tempo de sucumbir, antes que os vapores e fagulhas do inferno os invadissem.

Naquele parque cinzento, o velho jogou seu jornal, agora inútil, e por acaso um transeunte inocente leu o enunciado em caixa alta: “Corrompa e nos dê as duas mortes”. O jornal queimou em cinzas, e um cheiro horrivelmente demoníaco tomou os ares.


Categorias: Agenda,O Inferno na Terra |

3 Comments»

  • Atreus says:

    Eu tenho um certo problema com nomes estrangeiros em contos em portugues. A nao ser que as origens dos personagens sejam do pais.
    _
    Historia bem legal por sinal.
    _
    Keep on keeping on!

  • RodrigoBS says:

    Legal. Criativo 🙂

  • peregrina says:

    legal!
    muito criativo!
    acho que eu talvez possa mostrar isso a minha velha……
    talvez isso mostre a ela que eu não fico só lendo bobagens na net,ou que pelo menos uma vez li algo construtivo.

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