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Feb
09
2010

Um Tiro – Parte 1

Escritor: Anderson Fortes

um-tiro

Mais uma vez Donovan se encontra sozinho. Ele ainda não está acostumado com tudo que vem acontecendo ultimamente e isso piora sabendo que está em uma garagem abandonada, com um revólver, mirando na cabeça de um zumbi.

A cidade encontra-se num caos total. Não era de se esperar por menos, algo que parecia apenas fantasia aconteceu realmente, a famosa “invasão zumbi”. Ninguém tem informações de como eles surgiram e, por mais irônico que possa parecer, é como se tivessem simplesmente brotado do chão. Começou com o corte do abastecimento de energia elétrica, seguido com o fim das telecomunicações e como se fosse um formigueiro que acabara de ser chutado, apareceram por todos os lados. O exército ainda tentou combater como pode, mas já perdeu toda a sua unidade como grupo, o que parece funcionar são pequenos grupos de resistência, como o de Donovan.

Como um bom adolescente, estava sempre desobedecendo a ordens do grupo, agindo por conta própria e deixando todos preocupados, tentando sempre ficar sozinho. Dessa vez resolveu subir até o terraço do prédio onde se encontravam, com seu MP3 colado no ouvido. Quando chegou lá em cima tocava “Highway to Hell”, música que combinava exatamente com o que acontecia no momento. Chegou próximo ao parapeito e olhou para a avenida que dava acesso ao edifício, ficando totalmente apavorado com a imgem que presenciava. Parecia uma grande marcha de ‘4 de julho’, totalmente composta de zumbis e se encaminhavam diretamente para a entrada do prédio.

Correu o mais rápido que pode, descendo as escadas quatro degraus de cada vez, assim chegando ao 8° andar onde não encontrou ninguém do grupo, deixando-o mais em choque. A única coisa que sobrara na sala eram algumas sacolas com pouquíssimos mantimentos e um revólver com o tambor cheio de balas.

Nunca tinha pegado uma arma na vida, nem mesmo após a invasão, pois o grupo sempre o protegera por ser o mais novo. Então, pegou-a rapidamente e continuou descendo sem saber o que poderia acontecer. Ainda não havia chegado ao térreo quando ouviu os primeiros barulhos de tiros e vidros quebrando. Abriu a porta de emergência no final da escadaria e presenciou o caos no hall de entrada: as portas já estavam totalmente destruídas juntamente com as paredes de vidro e em torno de 30 zumbis já haviam entrado; alguns de seus amigos se encontravam atrás de uma bancada, atirando o máximo possível contra os seus atacantes.

Donovan correu e saltou para trás da defesa juntando-se ao grupo e caindo ao lado de Arthur, que era denominado líder do grupo.

– Onde estão os outros? – pergunta a Arthur, se referindo aos oito integrantes que não estavam ali.

-Provavelmente fugiram antes que nós tivéssemos percebido. E levaram toda a comida! – grita Arthur.

-E o que faremos agora?

-Tentamos sobreviver!

Quase que perdendo as esperanças, olha para os quatro companheiros que sobraram e sente uma profunda tristeza pensando em suas mortes. Agindo impulsivamente, ele percebe que Bob, o mais fortes de todos, está com um cinto atravessado no peito que contém em torno de 10 granadas, e decide que fará um bom uso delas. Guarda seu revólver na cintura e arranca o utensílio de Bob, para a surpresa do mesmo, e corre em direção à horda, tirando todos os pinos de segurança das granadas e lançando com o máximo de força que possuía perto das colunas que sustentavam a marquise do prédio. Quase que sobrenaturalmente ele percebe de relance que a porta do elevador está aberta, então se dirige para lá, tentando escapar da explosão. Antes de chegar, as granadas explodem, fazendo com que seu corpo seja lançado para dentro do elevador, e ao mesmo tempo, com que o cabo de força se soltasse, caindo vertiginosamente para o subsolo. A parte onde os zumbis estavam desmoronou violentamente, tapando a entrada do prédio, mas o local onde Arthur e os outros estavam ficou quase que intacta, salvando-os da morte certa.

Donovan abriu os olhos, ainda desorientado pela grande explosão, e se levantou percebendo que ainda se encontrava dentro do elevador. Uma luz de emergência iluminava o local, mostrando que a porta estava aberta e dando acesso a um grande espaço vazio, provavelmente o antigo estacionamento. Saiu e olhou em volta procurando uma saída daquele lugar que parecia estar abandonado há alguns anos, embora não faça nem três meses que a invasão ocorreu. Começou a andar pelo local e pensar no que tinha feito lá em cima, não acreditando na sua coragem e loucura, nunca sequer tinha pensado que podia matar algo, mesmo que fosse algo que já estivesse morto. Andando aleatoriamente pela garagem, envolto em seus pensamentos, não percebeu que um zumbi caiu junto com ele pelo elevador e já tinha saído, esgueirando-se e esperando a hora certa de atacar.

Ouviu algo ao seu lado e imediatamente, virou-se. Ao ver a criatura em disparada para cima dele, foi como se o tempo entrasse em câmera lenta. Pegou o revólver que ainda se encontrava na sua cintura, mirou na cabeça e não atirou. O sentimento de que iria atirar e matar algo a sangue frio o incomodava de tal forma que ele simplesmente paralisou, enquanto o zumbi se aproximava cada vez mais. Mas seu instinto de sobrevivência falou mais alto: ele fechou os olhos, engatilhou a arma e disparou, sentindo o coice e o cheiro de pólvora. Quando abriu os olhos viu o corpo inerte no chão, com a cabeça aberta, mostrando a podridão de seu interior.

Depois de dar seu primeiro tiro, selou o seu destino. A partir de agora não existiria mais volta, esse seria seu ‘Um Tiro’, dentre os muitos que daria daqui por diante. Mas antes disso teria que reencontrar seu grupo, para que outras histórias pudessem ocorrer.


Categorias: Contos,Um Tiro | Tags: , ,

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