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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Feb
01
2010

Uma Gota

Escritor: J. G. Valério

uma-gota

Alto no céu, raios cortam as nuvens, trovões ribombam e um vendaval incessante faz com que a paisagem se torne caótica.  Em meio a tudo isso, pequenas partículas se chocam uma nas outras e reações químicas acontecem. Destas reações, uma gota d’água se forma, dentre vários metros cúbicos de nuvens, esta única gota vislumbra a imensidão dos céus, do espaço e da terra.

Eis então que esta gota d’água, cai. Sozinha despencando em direção ao desconhecido, ela cai. Cortando os céus, livre de qualquer força conhecida que pudesse prende-la a sua nuvem materna, ela trilha seu caminho desbravando fronteiras e sem olhar para trás, ela cai.

Uma única gota segue seu caminho, mas sem perceber que este mesmo caminho agora é seguido. Atrás dela dezenas, centenas de gotas seguem seu rastro, hora por necessidade, hora por querer sentir o mesmo que outros sentiram, hora por não saber o que fazer, hora por se aventurar, milhares de gotas d’água desabam no céu. Mas la na frente, uma gota solitária, cai.

Mal sabe ela o que existe a frente, mal sabe ela o que a aguarda, mal sabe ela.

Parada em um ponto de onibus, uma jovem garota é acertada pelo frio toque do acaso. Uma gota d’água cai sob seu nariz. A jovem retira um lenço de seu bolso, e a desbravadora gota solitária se desfaz em meio ao algodão macio sob a mão da garota. Alertada pela gota, a jovem olha para cima, calmamente pega seu guarda-chuva e o abre e por fim leva seu lenço novamente ao bolso.

Dezenas, centenas, milhares de gotas d’água, em uma chuva como nunca vista antes, desabam do céu.

A jovem garota esboça um sorriso, esta feliz por ter recebido uma gota d’água em seu nariz, foi o aviso da chuva que viria em seguida. Ela calmamente resolve seguir seu caminho e sai andando do lugar onde estava. Porém ela não vai muito longe, um onibus que passa pela rua ergue uma grande massa de água do chão, que cai sem piedade sobre a garota. Ela se molha da cabeça aos pés.

De que serviu o aviso da gota? A jovem se olha toda molhada, abaixa o guarda-chuva, leva sua mão ao bolso e joga seu lenço de algodão no chão.

Ela nunca iria saber se foi o acaso que  lhe pregou uma peça, ou foi o desígnio que a esperava com sua roda e suas engrenagens, sempre caminhando ao seu lado.

O aviso da gota d’água não funcionara, ou talvez o banho inesperado tenha sido em troca da pretenção da jovem garota, de achar que aquela gota, a primeira gota a cair do céu, a se ver livre explorando um novo mundo, deveria ficar presa em um pano escondida em seu bolso.

Os motivos reais nós nunca saberemos, pode ser que seja tudo préviamente arquitetado pelo engenhoso desígnio, ou tudo pode ser uma grande peça do observador acaso. Por fim a garota se viu toda molhada olhando para o horizonte, enquanto a gota d’água que antes presa a um lenço de algodão, se via livre novamente, correndo pelos caminhos da terra, acompanhada pela enchurrada que eram suas seguidoras.


Categorias: Contos | Tags: , ,

31 Comments»

  • Como eu disse para alguns, o primeiro conto de 2010 seria meu!

    Como o ano só começa após a Campus Party, esta ai, um continho, saido de um delírio onírico. =)

    Espero que gostem! 😀

  • Vitor Vitali says:

    Bem, o conto começou com uma sutileza poética e terminou meio… estranho, mas interessante. Gostei.

  • Foi assim com o meu sonho, começou calmo.. ai eu acordei.. e tudo desandou… acho que relfeitu um pouco. =/

  • É um conto sem graça mas é legalzinho hahahahaha.

  • Hehehe.. sua chata. Repare na simplicidade! Na analogia! 🙂

  • Danilo Luiz says:

    Ah eu gostei! rsrs

    Achei legal essa parte de começar a descrever um ponto e depois iniciar uma segunda narração a partir de outro objeto, no caso a garota.

    Já o final de fato houve deveras poesia.

  • Olha.. o Danilo tem um ótimo gosto literário. Ganho um ponto no meu conceito! =)

  • Bruno Vox says:

    Hhahahaa Olha o conto do chefe. Tb gostei. 🙂

  • Bruno Vox também, sempre achei que esse menino tinha futuro. Esta ai, ótimo gosto para literatura. =)

  • legal o conto, muito poético, mas o final ficou meio estranho….=D

  • Fernanda Henriques says:

    Interessante.

  • Arjan says:

    Meio pirado, que é algo que gosto, mas poético demais pro meu gosto. Nada mal.

  • É, não ficou um conto … conto mesmo, fluído e tal. Esta meio rebuscado. Mas foi só um reflexo do que passou na minha cabeça. =)

  • Jones says:

    Gostei, fiz algumas analogias ao desbravador que tenta algo novo e após seu sucesso é seguido por muitos outros, então vem alguém e detem seu progresso, mas de alguma forma algo maior conspira para que o desbravador seja liberto e busque trilhar um novo caminho sendo seguido por aqueles que já o seguiam, interessante. Vem cá Guns, esse sonho veio antes ou depois do blog começar a crescer de forma astronomica??? he he he he Por que de certa forma a gota reflete em vc não acha?? Outra coisa que me fez ver foi a simplicidade de um gameplay baseado nisso, arremangar as mangas e voltar a trabalhar he he he he.

  • Eu tive esse sonho no domingo a noite hehehehe… anotei em um papel.. e ontem a noite escrevi o conto =)

    A analogia se da a todos que buscam algo novo e de coisas que acontecem por acaso em nossas vidas… ou será tudo premeditado? Não se sabe =)

  • Pandion says:

    Eu gostei, e do meu ponto de vista se caracteriza muito bem como um conto, onde o autor descorre sobre a vida, o acaso e a existência de forma poética e reflexiva.

  • Muito obrigado! =)

    Tem partes que não fluem muito bem, ai fica meio confuso. Um texto fluído sempre ajuda na leitura. Esse ficou meio rebuscado.

  • Vitor Vitali says:

    Eu gosto mais de ler rebuscado, embora não escreva dessa forma. A poesia do conto ficou boa, sim. ^^

  • Adoro prosa poética. Ela reflete o que há de mais belo no uso das palavras.
    Mandou muito bem sócio. Parabéns!!

    Abção.

  • Renan MacSan says:

    Cara, gostei. Mal sabia a garota que a gota d’água nunca teria um fim, sempre continuará exercendo seu ciclo de cair e subir novamente.
    Curto como um bom conto deve ser e bem poético.

  • Hehehe.. legal seu ponto de vista. Nem passou na minha cabeça o ciclo da água 😀

    Interpretações, isso é muito bom num conto como esse. =)

  • Pandion says:

    Sócio? A Laize anda meio sumida durante a semana?

  • A Laize começou a trabalhar hoje! =)

  • sola says:

    Mto bom, concordo com a analogia feita plo Jones…

    gostei…

  • Fernanda says:

    Lindo.

  • Também acho que o Jones acertou em cheio, na analogia. Muito bom, Guns…

  • Andrey Ximenez says:

    A analogia está mt boa. E não acho q o final tenha ficado confuso ou qualquer outra coisa. Gosto qnd contos de coisas simples e naturais fazem olharmos para dentro de uma certa forma

    =]

  • Mauricio C. Dovanci says:

    Incrível é o fato de como poucas linhas conseguem fazer grandes histórias, na minha concepção isto está beirando a crônica, tem algumas características embora não seja totalmente um crônica, você utiliza de um fato comum narrando com muitos detalhes. Tem um fundo poético e liberta uma moral. Como algo inotavel segue o seu destino. Ficou claro que a primeira, ousada e pioneira “gota”, não poderia acabar presa em meio ao tecido do pequeno lenço. Ela tinha de ser libertada. Diferente de um cronista você trouxe algo dos seus sonhos para realidade, algo comum que depois transformou-se em algo airoso.

  • Zatar says:

    Vou para minha segunda resenha de contos no site. =)

    – Enredo: O bonito do conto? Incrível como uma única gota d’ água pode proporcionar uma reação em cadeia de idéias numa mente pensadora. Bonita a reflexão.

    – Estrutura do texto: Simples, rápido de ler e bem escrito.

    – Personagens: Para quê personagens, quando se tem milhares e milhares de gotas?

    Gostei bastante do conto, simples e bonito. Continue assim!

  • Claudeir da Silva Martins says:

    O conto está bom e realmente faz refletir sobre diversas coisas. Só uma questão que percebi no primeiro trecho:

    Em meio a tudo isso, pequenas partículas se chocam uma nas outras e reações químicas acontecem. Destas reações, uma gota d’água se forma, dentre vários metros cúbicos de nuvens,

    De fato reações acontecem na formação da chuva. Eu não sou físico, apenas um nerd qualquer, mas acho que o correto é: “reações físicas” e não químicas, a menos que seja uma chuva ácida. 🙂 Pois reação física é o fenômeno que não muda a composição da matéria, ou seja, ela permanece a mesma antes e depois do fenômeno. Ex: Água que ferve no fogão sobe como vapor e forma chuva que transborda o rio. Depois ela repete o ciclo, todavia a água continuará sendo água, hehe… Já a reação química modifica a matéria e blah blah blah… Ex: Chuva ácida, onde ocorre a reação química. Não leve a mal minha explicação, apenas acho que ficaria melhor se fosse: Reações físicas. A menos que eu esteja errado, então que outro nerd me corrija. E foi até bom ter lido esse trecho, pois tenho algumas mudanças para fazer em um dos meus contos de ficção.

    Agora, eu gosto muito de ler textos que falam sobre a natureza e que ao mesmo tempo me leva a meditar sobre o mundo em volta, e o funcionamento das coisas. Acho que transmitiu bem os pensamentos na narrativa. E odeio quando um carro passa próximo de uma poça em dia de chuva. 🙂 Isso já aconteceu comigo algumas vezes. Azar ou por que estava no lugar errado na hora errada? Oo

    Outra questão que notei foi no trecho: A jovem garota esboça um sorriso, esta feliz. Nesse caso deveria ser: Está feliz.

    Voltando ao texto… Às vezes somos avisados sobre muitas coisas na vida, contudo, há situações que nos pegam de surpresa. Pode ser que seja o acaso, destino ou azar, descuido, lei da retribuição, etc… Bom, não sei responder, mas é um ótimo texto, pois faz refletir sobre essas coisas. Gostei do final. Esse texto me fez lembrar de outro semelhante ao teu, mas não me lembro do nome. Contudo, gostei da técnica de redação que tu usaste ai. Abraço! Se puder, leia: De volta para 3000.

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