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Feb
28
2010

Wulfgaard ‘Bjorn’: A saga de um guerreiro – Parte 10

Escritor: Gabriel Cunha

a-saga-de-um-guerreiro

Capitulo 1 – Um Novo Começo – Continuação

O grito que Ingvar deu quando viu os saxões, se igualava ao grito de uma menina vendo um enxame de abelhas. Os desgraçados haviam colocado aquela carroça ali justamente para que um pequeno grupo parasse e eles atacassem. Começaram a aparecer do mato alto e foram nos cercando rapidamente. Pude contar doze homens, mas poderia haver mais escondidos. Não eram homens pertencentes a um exército, a maioria não tinha cota de malha ou couro, utilizavam apenas lã. Dois ou três estavam com couro apenas. Também não havia muitas espadas nem escudos, nos atacariam com lanças, foices e machados em sua maioria. Mesmo assim ainda estávamos em desvantagem, éramos dois contra doze, já que Ingvar era inexperiente e o padre Baldwyn ainda não tinha aparecido desde que caíra no mato alto.

– De costas um para o outro! – Eu gritava a ordem para que os dois imbecis viessem para junto de mim e formássemos um triângulo, onde um ficando de costas para o outro, nos defenderíamos melhor.

Eu não acreditava que sairíamos com vida dali. Eu sabia que o triângulo não iria durar muito tempo, e quando isso acontecesse, os dois que estariam de pé receberiam a lâmina no meio das costas e assim minha missão estaria terminada.

Ingvar estava na minha direita e sua espada tremia feito vara verde. Coitado do cagalhão. Imagino que seu pai já o tenha levado para assistir alguma batalha, mas já tendo visto ou não, lutar contra doze saxões ao lado de apenas dois guerreiros dinamarqueses, dava medo em qualquer um. Até Naddod que parecia ser um bom guerreiro, não parava de xingar e reclamar por não termos avançado com os cavalos pelo capim alto, e assim, fugido dos saxões. Eles, por sua vez, estavam agora vindo devagar e se juntavam mais. Seria apenas um ataque, homem após homem, eles viriam para nos matar.

– Teremos que segurar esses desgraçados ao máximo – Eu estava nervoso, mas conseguia pensar no que fazer, isso é ser um guerreiro. – Vamos acabar com o moral deles e depois com suas vidas!

– Depois que isso terminar, resolveremos nosso problema, pequeno guerreiro. – Naddod mantinha os olhos fixos nos saxões á sua frente, insultava-os e batia com sua espada na bossa do escudo vermelho e branco que carregava.

Os saxões iam chegando mais perto e o cerco ia se fechando. Os cães que Naddod trouxera estavam latindo sem cessar para o inimigo, e só aguardavam a ordem para atacar e assim, poderem rasgar pele e músculos com seus afiados dentes. Meus pés estavam firmes no chão, minha mente concentrada em apenas retalhar e matar, e eu segurava com força Sangue Fresco. A fumaça era soprada pelo vento em nossa direção fazendo com que meus olhos ardessem e minha boca ficasse seca. O suor descia de minha testa e eu sentia a cota de malha pesar sobre meu corpo. O elmo parecia me atrapalhar e o escudo não me permitia fazer movimentos rápidos. Não sabia o que estava havendo comigo, pois sempre lutei muito bem com todo esse equipamento, mas naquele dia era diferente. Eu me sentia pesado e lento com tudo aquilo e ainda tinha a maldita fumaça que fazia com que meus olhos ardessem sem parar.

Os saxões estavam mais perto, ao ponto de podermos ver os dentes podres que eles exibiam com as risadas que davam, em ver três ratos dinamarqueses totalmente cercados. O que eles não tinham aprendido ainda, ou tinham se esquecido, é que nós dinamarqueses não somos ratos como eles. Nós somos ursos que urram diante da morte.

– Seus vermes filhos de uma cadela imunda!

Eu não conseguia mais ficar sentindo todo aquele peso sobre meu corpo, e em um ato rápido e impensável, joguei o elmo no chão, tirei a cota de malha e minha camisa, e deixei o escudo cair de meu braço. Eu estava nu da cintura para cima e meu corpo mostrava as marcas de antigos combates. Meu cabelo estava preso por uma fita de couro, então o soltei e naquele momento o festim de sangue, a vontade de matar, o gosto pela morte havia tomado conta de mim.

Nesse momento do gosto pela matança eu não consigo me lembrar de tudo, mas sei que abandonei o triângulo e corri em direção ao saxão que estava à minha frente exibindo aqueles dentes podres. Ouvi o comando de Naddod para seus cães, que passaram correndo por mim e saltaram sobre um dos homens. Mas o que eu queria era o saxão à minha frente, que vinha empunhando uma foice. Corri em sua direção com Sangue Fresco abaixada, deslizando sobre o capim da minha lateral. O homem baixou a foice, cortando o ar, vindo na altura dos meus olhos, então levantei Sangue Fresco e aparei seu golpe jogando a foice para longe. Ele estava com uma expressão de pavor e abriu os braços como se pedisse misericórdia, o problema é que eu não sou Deus para tê-la. Com Sangue Fresco ainda no ar, baixei-a e fiz um corte fundo no peito do homem que caiu de braços abertos e esvaindo-se em sangue. Havia sangue dele salpicado no meu rosto e no meu corpo, e como tudo estava sendo muito rápido um segundo agressor tentou investir sua espada contra meu flanco esquerdo. Girei e aparei o golpe, bati com o punho de Sangue Fresco na sua cara de porco e vi alguns dentes voarem junto com sangue. O homem cambaleou e antes mesmo que abrisse os olhos, cravei minha lâmina em seu peito, fazendo com que ele se encolhesse para frente. Ele estava caindo, então puxei Sangue Fresco, sangue voou sobre o capim, e antes que ele caísse a enterrei em suas costas. Sangue Fresco ficou presa e tive que pisar no homem ainda agonizante para soltá-la. Vi que os outros saxões estavam fugindo apavorados, e que Naddod e Ingvar também tinham lutado.

Eu estava com a respiração pesada e com uma vontade enorme de continuar a matança. Ainda com o pé no peito do saxão com cara de porco, levantei minha espada e dei um brado de vitória a Odin, e não teve como não ouvir. Fui caminhando em direção aos dois, quando escutei um gemido atrá de mim. Virei-me e vi que um saxão estava parado com uma lâmina saindo de seu peito, o machado em sua mão havia caído e seu corpo perdia a força. Seus olhos já sem o brilho de vida olharam nos meus enquanto ele caía. Foi então que vi padre Baldwyn atrás do homem caído, suas mãos sujas de sangue e uma cara de assustado pior que a de Ingvar. Ele caiu de joelhos e começou a chorar feito uma criança desmamada. Olhava para as mãos sujas com o sangue do homem que matou e pedia perdão pelo que tinha feito.

– Senhor Jesus! Perdoe-me por ter tirado a vida desse pobre homem – O choro não cessava e as lágrimas escorriam pelo seu rosto cansado. – Quero teu perdão! Não quero ir para o inferno, Deus!

– Por que está chorando padre? Deveria estar alegre, afinal, salvou minha vida. Tenho que admitir que para um padre, você matou bem. Temos uma dívida.

– Você não entende Johan. Eu infringi um dos dez mandamentos de Deus, matei um homem. Como posso ficar alegre sabendo que irei para o tormento eterno do inferno?

– Dez mandamentos? Para quê um homem precisa de tantos? – Padre Baldwyn me olhou com uma cara feia depois que disse isso. – Você iria para o inferno mesmo salvando a vida de outro homem?

– Sim. – Respondeu confuso.

– Se seu deus não entende isso, ele não é Deus. Se ele não é Deus, suas leis não valem, e você não fez nada de errado.

Desde que eu conhecera o padre Baldwyn nunca o tinha visto ou falando algo que mostrasse alguma maldade. Ele realmente não era como os outros malditos padres, bispos e monges que falavam do deus deles, mas acabavam fazendo justamente o contrário. Por isso também é que achávamos divertido matar esses miseráveis e vê-los clamarem para seu deus que nunca os respondia.

Caminhamos de volta para os cavalos, onde Naddod e Ingvar haviam lutado. As mãos do padre ainda tremiam e o soluço de seu choro continuava. O capim alto à nossa volta estava salpicado com o sangue dos saxões que foram mortos, bastardos que agora serviriam de alimento para os animais. Sangue Fresco havia provado o sangue desses saxões imundos e agora estava tão vermelha que não podia se ver o brilho meio azulado do aço de sua lâmina. Meu corpo nu, da cintura para cima, também estava respingado com o sangue dos desgraçados, meus cabelos estavam molhados por causa do suor e sangue, e meu espírito exultante pelo sabor do combate. A morte é minha vida.

– De onde esses bastardos surgiram e por que fugiram assim? – Naddod também sujo de sangue empurrava um dos mortos para o lado com seu pé. – Um bando de covardes!

– Não meu senhor, eles não fugiram porque são covardes, mas sim porque pensaram que Johan era o demônio. – Interveio padre Baldwyn.

– Eu? O demônio? – Dei uma risada e coloquei a camisa e a cota de malha. – Quando eu for o demônio padre, levarei você comigo.

Padre Baldwyn fez o sinal da cruz.

– Johan, um homem que tira a cota de malha, elmo, e luta sem escudo como peito nu, não é algo muito comum de se ver.

– Também não é comum um padre matar um homem, do seu próprio povo, e, no entanto você o fez. – Naddod falou rispidamente enquanto bebia um gole d’água.

– Matei por impulso e estou arrependido. Estou em pecado e não sou merecedor da glória de Deus. – O padre estava com as mãos para o alto e olhava para o céu.

– Pare com essa baboseira padre – Não adiantava que o santo homem ficasse choramingando o que já fora feito. – Eu ficando sem o equipamento, só serviria de incentivo para que eles atacassem, e não fugissem como veados sendo caçados.

– Seus olhos Johan, estão vermelhos. Ficaram irritados por causa da fumaça, e você ainda partindo apenas com sua espada, eles pensaram que você fosse o demônio. – O padre ria com o que dizia.

– Eu já sabia que eram todos uns cagalhões covardes, mas achar que o homenzinho fosse o demônio é burrice – Naddod ria com o ocorrido ou por terem achado que eu seria um demônio. – Fugiram de medo por causa de um skald. Medrosos.

Eu já estava novamente vestido para a guerra e prendia meu escudo à sela de Swarta. Ingvar estava sentado em seu elmo e olhava para o chão com uma expressão de completo idiota, enquanto limpava sua espada em um movimento quase automático e frenético. Ele podia ser um cagalhão, mas eu não o culpava, afinal, sentir o gosto do sangue de um homem pela primeira vez era algo único e medonho. Eu me lembro da primeira vez que matei um homem, eu tinha 12 anos e não foi nada fácil. Quando eu escrevo um poema sobre os homens e suas vitórias, sempre descrevo como foi fácil para o guerreiro matar o inimigo, me pagam bem para isso, mas só quem luta é que sabe que matar é uma arte difícil de aprender, mas depois de dominada transforma um homem em uma arma letal.

– Acha que eram tão medrosos assim cão imundo? – Só porque tivemos um contratempo, não significava que eu fugiria de Naddod, por isso o convidei para o combate. – Se pensa assim, lute comigo e descubra o motivo de tamanho medo.

– Não tenho medo de um homenzinho. O matarei logo e mijarei em você, depois seguirei viagem. Quando chegar ao mundo dos mortos, Hel saberá que morreu por minhas mãos ao sentir o cheiro do meu mijo.

Como antes, nós dois empunhávamos as espadas e trocávamos insultos, e em breve, sangue seria derramado.

– Se ficarmos aqui, os homens que fugiram irão voltar com reforços, e não haverá demônio que os espante. – Ingvar falou pela primeira vez desde o ataque.

– O senhor Ingvar está certo, e além do mais, se perdermos tempo com mais uma luta, não chegaremos antes do anoitecer em Withburga.

Naddod e eu nos encaramos ainda por alguns minutos, e sem dizer uma palavra, percebemos que Ingvar e padre Baldwyn estavam certos. Era muito arriscado ficarmos ali e aparecerem mais saxões, por isso embainhamos as espadas e montamos novamente. Antes nós ainda pegamos duas espadas, dois elmos, uma cota de malha e três machados.

Ao chegar a Withburga, contaria o ocorrido a Wulfgaard e eu sabia que descobriríamos quem foram os saxões que nos atacaram. Não pertenciam a nenhum exército, portanto eram camponeses que não estavam satisfeitos com o controle dinamarquês na sua terra, ou algum monge incitou-os ao levante. Os desgraçados iriam pagar por isso, assim como suas mulheres, filhos e filhas. Mas, para que isso ocorresse, deveríamos chegar à aldeia antes do anoitecer. Agradeci a Odin pela vitória e trotamos pela estrada.

Nesse momento eu apenas desejava beber um bom hidromel, comer uma boa carne e ter a minha mulher.
Eu apenas desejava isso.

5 Comments»

  • Fernanda says:

    Essa história eu vou ter que ler com calma, desde a parte 1, pra me lembrar de tudo e fazer um comentário decente… XD

  • Atreus says:

    Bom, acabei de ler as dez partes.

    Achei bom.

    Realmente tu pesca muitas influencias em Cornwell e em filmes. Mas cuidado com os cliches (a historia de deus nao sendo deus,ele se despindo feito leonidas,ela dizendo “volte com o cavalo ou sobre ele”, 13 guerreiro.)
    Essas coisas sao perceptiveis,e tiram um pouco da aurea de sua imaginacao.

    Como eu disse no primeiro comentario,uma edicao é necessaria.Virgulas faltando.Mas no todo esta bem escrito.

    O que me impressionou foi a dinamica.Muito bacana isso. Tudo rapido e fluido,mas acho que tu pode detalhar as coisas mais.Como por exemplo a espada,a armadura,o elmo.Toques sutis pra cativar ainda mais o leitor.

    Digo isso,mas o que mais gostei é o fluir do conto.

    Impossivel nao o comparar com Dervel!hehe. E tem outra coisa,quando é que essa historia se transforma na historia de Wulfgaard? =D

    Quero ver mais!!!

  • Obrigado pelas dicas. É sempre bom receber críticas, pois assim posso melhorar meu trabalho.

    E sim, a história é de Wulfgaard, mas calma. Ainda há muita coisa pela frente. Mais do que seus olhos podem ver. hehe

    Hamingja í orrosta!

  • Sentindo falta da Sayu.

    Desistiu da leitura? rs

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