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Mar
17
2010

A Janela

Escritor: Rafael Sanchez

a-janela

Suzana, sentada em sua cama, olha para o telefone. Ele olha para ela. Eles se olham. Existe uma espécie flerte entre eles. O telefone a quer. Ela quer se entregar, mas sabe que não deve fazer isso tão fácil…

Suzana consegue até mesmo escutá-lo dizendo: Vamos, só uma vez! Só uma ligada rápida! Seu marido está viajando, nunca vai saber! Só umazinha, vamos!

– Não – responde ela corando e sorrindo.

– Eu juro que não mordo – diz o aparelho de forma maliciosa.

– Não posso… É errado…

– Não haverá marcas.

– Por fora. E por dentro?

– Essas… Bem você fala como se já não tivesse aos montes!

– O senhor me respeite!

– Vamos Su! Já fizemos isso tantas noites antes! Até mesmo quando seu marido estava aí, ao seu lado!

– Não! Vou mudar! Nunca mais…

– Você não consegue! Sabe que precisa disso para dormir bem…

– Pare… – Suzana gemia.

O telefone branco continuava a encará-la com sua luz vermelha acesa. A luz do pecado. A luz da tentação. A luz que indicava que ele estava ligado.

Suzana começa a transpirar. Mordia compulsivamente seus lábios. Fechou o roupão de seda. Levantou-se da cama e foi até a janela, ficando de costas para o telefone. O vento a pegou de frente, fazendo a cortina voar.

– Ligue – sussurrava o vento no ouvido de Suzana.

– Não, não devo… Já está ficando doentio!

– Uma última vez… O adeus…

– N… N… Não…

O vento a envolvia. Era uma brisa quente de verão. Quente como um abraço… Quente como o abraço dele deveria ser…

A luz branca iluminou as paredes frias do banheiro. A água fria escorreu pelo rosto o pelo pescoço de Suzana. Ela ergueu a cabeça e viu-se no espelho.

– Cadê o seu pudor? – perguntava-lhe o seu reflexo.

– E… a… – gaguejou Suzana.

– Volte para seu quart e trate de dormir! Onde já se viu uma mulher de cinqüenta anos fazer isso que você faz toda noite?!

Obediente Suzana voltou para a sua cama e se sentou. Ela olhou para a janela que tanto odiava. Era grande e com um vista gigantesca para todos os demais prédios da rua. Com freqüência Suzana sentia-se observada quando ficava perto da janela.

Querendo evitar este desconforto, virou o rosto. Mais uma vez o telefone lhe chamava:

– Venha Su – sua voz era sexy.

– Não vá! – gritou seu reflexo no espelho logo acima do telefone.

As cortinas se mexeram com o vento que entrou. Dessa vez Suzana gelou pensando em quem poderia estar vendo aquilo. Diriam que era louca. Podia até ver todos comentando dela. A louca que flertava com o telefone e brigava com o espelho.

Tomada de medo, Suzana deitou-se no travesseiro do marido e tapou-se até o pescoço. Em pouco tempo o calor a invadiu e ela jogou todas as cobertas longe. Depois o travesseiro, pois o cheiro a sufocava com culpa.

Suzana saiu da cama e foi até a cozinha. Encheu um copo d’água e bebeu tudo com dois goles. Uma façanha e tanto para ela que em geral demorava uma tarde inteira para beber 500ml de água, isso quando bebia tudo. Ela encheu novamente o copo. Bebeu um gole e foi ajeitar a cortina de renda que comprara da última vez que fora ao nordeste. Ao encostar seus delicados dedos nos delicados fios, Suzana parou com o olhar vidrado.

Sem pressa Suzana voltou para o quarto com a água na mão. Aproximou-se da janela e encostou-se no marco da mesma. De maneira lenta e dissimulada fechou sua mão em garra na trama de algodão que comprara na promoção do supermercado e fechou a cortina, tapando a visão para o mundo externo. Seu reflexo chorava, mas não o telefone, que tinha suas brilhantes teclas pressionadas com luxúria.


Categorias: Contos | Tags: , ,

41 Comments»

  • Sanchez says:

    (Agora usando meu nome de batalha!) Pode ser narcisismo, mas ficou muito simpático meu conto! ;^P

    meu 1º aqui! \o/

  • Fran Fujikawa says:

    kkkkk, ficou simpático seu conto (Y)

  • carol m. says:

    Adorei o conto! Gostei do estilo!beijos

  • Atreus says:

    Nice,sweet and short…
    _
    Gostei mesmo!Ah Suzana safada!

  • Aline Pinheiro says:

    ADOREEEI!! farei meu trabalho de colégio com ele ^^

  • RodrigoBS says:

    Gostei bastante do conto. Adorei o final.

  • Andrey Ximenez says:

    Hmmm… será q perdi alguma coisa no penultimo paragrafo?

    • Sanchez says:

      o penultimo tem um ponto para comparação com o ultimo. Quando ela mexe na cortina delicada de maneira delicada está sendo uma boa esposa. Agora para fazer algo não-boa esposa eu coloquei uma descrição mas agressiva (mão em garra) e uma cortina barata.

      Fico melhor agora de entender ou foi outra coisa? Tô aqui para esclarecer se precisar.

  • Vitor Vitali says:

    Não sei se entendi com precisão, mas a idéia geral acheo que peguei. Bem, não é o tipo de conto que em geral me agrada, mas desse eu gostei, ficou bem simples e interessante de se ler; gostei 🙂

  • E.U Atmard says:

    Nota-se que está bem escrito, mas não tem grande movimento pois não? Não acontece nada no texto, parece um grande cliffholder…tem continuação?
    Mas tirando isso, está bom, acho que está bastante bom

    • Sanchez says:

      Realmete E.U Atmard este não é um texto de movimentação. Eu escrevi ele mais pensando em mostrar a briga dela com ela mesma do que alguma ação.

      Obrigado pelo elogio!

      • Sanchez says:

        e não tem continuação. Pensei em fazer alguma coisa, mas falando do marido… Por enquanto nada!

  • Sanchez says:

    Aí, valeu a todos que leram e comentaram! b(^^)d

  • Alex Tzimisce says:

    O que mais me chamou a atenção foi o tamanho, não consigo escrever contos assim, invejo os que conseguem.^^

    A personagem falando com a própria consciência é show. Gostei muito. A aflição é gostosa de ler. O telefone é muito sedutor, e o espelho, coitado, perdeu mais uma.

    Entretanto, tive que ler os dois últimos parágrafos duas vezes para entender direito, acho que é porque li rápido. Como o texto é curto, acabei devorando.

    Está bem escrito. As descrições estão no ponto e ação da personagem nessa briga interna foi muito bem passada. Só que senti falta de um clímax para deixar uma curiosidade no que ela fazia, talvez ele discando para alguém ou dizendo algo que a comprometesse. Enfim, uma opinião deveras particular.

    Parabéns!

  • Geovanni Chrestani says:

    Eu conheço várias mulheres em situações semelhantes, porém, com seus celulares! rs.

  • Tomás Kroth says:

    Conto bem escrito, sucinto e objetivo. Uma proeza que eu não tenho xD

    Mas muito bom cara, senti falta de um clímax também, apesar de toda a briga com si mesma ser algo estacionário, acho que isso não anula a grandeza de um climax.

    Mas cara, sério, muito bom!

    • Sanchez says:

      fico feliz que tu tenha gostado e prometo que encontro um clímax para um próximo conto!

      Abçs

  • Bianca says:

    Gostei bastante. A briga com a consciência é bem interessante e comum em muitos de nós.
    Também tive que reler os dois últimos parágrafos, talvez pela pressa de chegar a uma conclusão, mas gostei bastante.

    • Sanchez says:

      mt obrigado. É realmente acho que todos brigamos com a nossa consciência de vez em sempre!

      Abçs

  • Andrey Ximenez says:

    Concordo com lente negra, muitos aqui tem mais inclinação para romance (não necessariamente o romantico, vale destacar) do que conto. Enfim.

    Sanchez, creio q ou meu “sei lá” se deve a alguns fatos.
    1) Gostei da sua narração. Está rápida, fluída e atraente.
    2) O debate da personagem com seus próprios desejos e com sua moral é ótimo, mt bem detalhado.

    Porém, O conflito se apresenta logo no inicio do texto, e infelizmente o restante do texto só corrobora a idéia inicial do leitor: Ela não vai resistir.

    Por isso ao terminar de ler fiquei sem muito o que dizer, pq desde o inicio o final ja estava definido. Não me causou estranheza, nem emoção.

    Enfim, a técnica está boa ( o q em grandes casos é o problema), agora é só trabalhar conceitos de sub-texto, conflito e climax.

    =]

    Abraz

    • lentenegra says:

      belo comentario. mas eu axo k o fim definido se investigarmx bem. e uma das caracteristicas do conto convenxional.tendo como referencia contos tipo a cigara e a formiga. chapeusinho vermelho.a cinderela etc. na modernidad nx agrada mais o dferente. emocao… etc.

      • Andrey Ximenez says:

        Acontece, Lente, que o “conto de antigamente” não é o conto de hj. Hj seriam categorizados como fábulas ou algo que o valha. Assim como hj a Metamorfose de Kafka ou o Alienista de Machado de Assis tb ja divergiram do atual conceito de conto, partindo para micro-novelas ou um termo mais especifico que agora me falha.

        • Sanchez says:

          Gente, Literatura é Literatura. Ela é viva, não adianta hoje querermos nomear/enquadrar os textos. No futuro alguém vai olhar e dizer o que é! Não se estressem! ^^

          • Andrey Ximenez says:

            Não é stress meu amigo. Mas há uma diferença entre conto, novela e romance. É disso que estamos falando.
            ^^v

    • E.U Atmard says:

      Mas isso está presente até em livros como “Crónica de Uma Morte Anunciada”, e em muitos livros de MIlan Kundera a meio descobre-se o fim. Eu acho que nem é isso que está pior, eu acho que o problema aqui foi a forma como a história foi apresentada. O texto é curto, e não há mal com isso, mas acho que ficou algo por dizer…Não sei, pareceu que faltava alguma coisa…

      Os contos do Kafka e do MAchado de Assis são considerados, se não me engano, novelletes, ou então contos mesmo. Não tenho a certeza…

      • Andrey Ximenez says:

        Qnt a questão do “Crônica de uma Morte Anunciada” entra a colacação mt feliz de LenteNegra, algusn aqui tem mais talento para romance. qnt a machado, era considerado conto na epoca, hj passaria por micro novela, mas não como conto. A extrutura conteporanea q delimita “conto” hj não fecha mais com os padrões de antigamente.

        • lentenegra says:

          a solucao para este mt importante debate seria tentar definir o que seria um conto nos nossos tempos. daqui a alguns anos. nao sera possivel destinguir os varios generos literarios. pois qualquer texto curto e tido como conto.

          • Andrey Ximenez says:

            Não necessariamente lente. Há mts crônicas que tem seu tamanho identico a um conto, e ainda assim é possivel, tranquilamente, discernir um gênero de outro.

          • lentenegra says:

            esta complicado destinguir contos e romances neste site. e cmo se existisse uma tendencia a uma fusao de ambos os generos literarios. e de uma certa forma isso e lindo. ja nao vejo contos de caracter educativo. estao em estinxao

          • Sanchez says:

            lente, talvez tu não tenha percebido, mas há muito tempo que contos deixaram de ter uma moral no fim. Na minha visão, contos nada mais são do que retalhos de uma história que muito mais longa poderia ser se o autor assim quisesse/conseguisse.

  • Raione LP says:

    Sou um novo “frequentador” do site, primeiro conto que leio aqui. o/

    Achei bem interessante a idéia de personificar os objetos e através deles mostrar a batalha interna da personagem; usar imagens simples para espelhar estados profundos. É um conto curto e envolvente. Gostei bastante do fim descrevendo de forma concisa a esperada mudança de postura(ou resolução) da personagem.
    Parabéns!

    • Sanchez says:

      mt obrigado pelos elogios! espero qeu o meu conto tenha sido o 1º de mts que tu ainda vá aqui ler e gostar! E espero ler contos teus aqui tmb!

      Abçs!

  • LuizLuna says:

    Você definitivamente escreve bem, sabe levar bem a história.
    As conversas são amigáveis, todo cenário é assim.
    Escreve coisas bem atrativas.

  • Thaina Gomes says:

    Eu vivo de de discutir comigo mesma kkk
    Eu gostei do texto, só fiquei meio aérea no final.

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