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– que publicou 282 textos no ONE.

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Mar
15
2010

Cianeto

Escritor: Yuri de Mesquita Barichivich

Eram somente alguns adolescentes, achando que o que faziam era somente por diversão. Diversão, eles diziam, embora nada de divertido realmente estivesse acontecendo. Tormento e angústia. Nada além desses dois sentimentos se passava pela cabeça dele. Sofrimento perpétuo por quatro horas e meia todas as manhãs.

Jovem, estranho e fora dos padrões de normalidade. Abusado, marcado como pária. Um ninguém. Invisível. Assim era tratado, e assim se sentia.

Chamava-se Douglas, apesar de ninguém se importar com esse fato. Não que alguém se importasse com qualquer fato da vida dele, nem seus pais, nem ninguém. Uma sombra e nada mais que isso. Seu único e patético consolo eram suas horas no laboratório da escola. Suas poucas horas quando, somente nesses momentos, se sentia humano. Na maior parte do tempo uma barata se sentia melhor que ele, pelo menos elas são imunes a radioatividade.

O magnífico cheiro de amêndoas. Um cheiro que para muitos se relaciona com soberbo prazer, indescritível para alguns, de degustá-las. Cheiro que também significa morte, indolor e pacifica. Apropriado para poetas depressivos, lideres fanáticos e suicidas famosos. Esse odor tão característico, que traz belas memórias de infância ou tristes momentos. Possivelmente os últimos.

Em seus tranqüilos momentos solitários livres da atenção de pessoas, todas elas estúpidas e indesejáveis, Douglas planejava seu adeus, breve e pacífico. Um adeus que não queria causar consternação, como Douglas sabia muito bem, queria causar temor e culpa. Queria que aqueles por tanto tempo o torturaram, o afligiram sadicamente pelo mero prazer de se sentir superior. Queria grava a fogo em seus minúsculos cérebros a culpa, que ela os corroesse por dentro, os transformando em nada além de cascas inúteis e ignóbeis.

Levantou-se calmamente de seu lugar habitual, colocou seu pequeno e precioso objeto de vingança em suas vestes e saiu porta afora. Passando como um fantasma pelos corredores lotados de pequenos diabretes, todos eles que de uma forma ou outra causaram dor a ele. Olhava os olhos deles, dos que o rejeitaram, dos que o machucaram e daqueles que foram simplesmente indiferentes. Todos, sem exceção mereciam vê-lo morrer, infelizmente isso não seria possível.

Chegou finalmente à sala desejada, adentrou-se e se colocou a frente da turma. Esperou que entrassem os atrasados, acompanhados pelo professor. Tirou sua criação do bolso, colocou na boca e mordeu. Poucos segundos depois se encontrava no chão, com a espuma branca em sua boca e com um sorriso. Choque e pânico, temor e culpa foram o resultado dessa ação.

O cheiro de amêndoas, tão enigmático, percorreu as narinas dos presentes, deixando marcado em suas mentes essa triste associação. Ninguém jamais as degustou com o mesmo prazer. No dia seguinte não houve aula. Nada foi comentado, mas não foi esquecido. Como um pária viveu, com ódio morreu.


Categorias: Agenda |

2 Comments»

  • Andrey Ximenez says:

    Errr… bem… terrivel, terrivel…

    A técnica está boa… Hmm… mas fico com a sensação de que algo falta… Não sei se é exatamente pq sou contra a prática realizada, e tb pelos motivos apresentados.

    Enfim, sem mt o que dizer.

  • Sanchez says:

    uma boa ideia que poderia ter sido trabalhada de uma outra forma, acho. sei lá, ficar lendo como a vida de alguém é uma desgraça da maneira como está apresentada não me agrada…

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