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Mar
23
2010

Dia 1

Escritor: Jones Viana Gonçalves

dia-1

Fazem dois meses, dois meses que tudo começou. Vou tentar me lembrar de todos os fatos, mas é quase impossível, os traumas, os horrores me fizeram esquecer de quase tudo.

Eu estava em casa, olhava televisão, sabe aqueles telejornais da TV aberta, aqueles que só falavam de morte, violência e tragédias, aqueles que você não se surpreenderia caso começasse a correr sangue pela tela, era esse tipo de lixo que estava assistindo. A primeira batida na porta me despertou do meu transe, a minha imersão era total antes dela. A segunda batida fez-me levantar, ainda olhava para a tela, não lembro sobre o que era a reportagem, apenas me esforcei para responder um “Já vou”. Então veio o primeiro grito, um grito de horror, de suplica, batidas mais rápidas a porta, e eu paralisei. O som surdo de um corpo caindo, o sangue correndo na soleira porta para dentro da casa, isso sim me fez acordar de vez.

Novamente no mundo desperto tive ciência dos sons a minha volta. Gritos, gemidos, pequenos estouros, batidas nas paredes, portas, carros, buzinas, tudo freneticamente interligado. Me joguei ao chão atrás do sofá, mãos nos ouvidos, não queria escutar, não queria sair dali.

Não sei o quanto fiquei ali, só sei que fiquei. Os sons pioraram, pneus gritaram, um novo estouro, as luzes se apagaram, a TV desligou. Fiquei em pânico novamente, sabia que aquilo era um sinal de algum colapso, guerra civil, sei lá. Só então distingui os estouros como sendo tiros e então tudo parou. Sim, os gemidos, os gritos, os recém descobertos tiros, tudo terminou. Fiquei parado por mais um tempo esperando. Nada, levantei, caminhei até a porta tremulo, abri ela e olhei a rua.

Sangue, era tudo o que eu via, nas paredes, no chão. Ninguém nas ruas, ninguém no pátio. Voltei para dentro de casa, fui até a cozinha e peguei a maior faca de carne que tinha na gaveta. Fiquei com ela nas mãos, aquilo me deu uma certa confiança, olhei na volta da casa novamente, sem corpos, apenas sangue. Com cuidado fui para a rua. Um carro havia batido contra um poste mais a diante, os fios arrebentados ficaram sobre o veiculo, e ainda assim não havia nenhum corpo em frente ao volante.

Sem barulho, sem gemidos, sem tiros e o pior, sem corpos. Me sentia um lunático andando e procurando qualquer sinal anormal. Caminhei por três quadras, não ouvia nada, mas o que me deixava mais perplexo, eu não via ninguém. Nenhuma outra pessoa teria saído a rua, ou talvez não houvesse ninguém nas casas. Só sei que as ruas estavam vazias. Girei a faca nervosamente nas mãos, ajeitei-a para que não caísse, nunca fui bom com essas coisas.

Lá no fim da terceira quadra encontrei um carro de policia parado, não existia movimento, ninguém se movia, nada. Passo a passo sempre olhando para todos os lados me aproximei. Ali pude ver muitas poças de sangue, no meio de uma delas uma pistola. Juntei a arma lambuzada pelo liquido vermelho e voltei a olhar ao redor. Nada, sentei no banco do motorista, no radio apenas estática. Fiquei ali parado até ouvir o primeiro sinal de vida.

“ Cambio, alguém na escuta?”, não falei nada, apenas esperei, e se fossem eles que criaram toda essa bagunça, se estivessem a procura de sobreviventes para terminar o serviço? Não podia me mostrar agora. “ Por favor, se houver alguém na escuta se pronuncie.” Pela voz, a pessoa parecia estar em pânico, continuei em silêncio. “ Eles estão lá fora, não sei quantos são, mas sei que estão lá fora.” Então ele parou, no rádio apenas estática novamente.

Voltei a olhar para fora do carro, nada. A pistola em minha mão estava bem suja, procurei no porta luvas por algo para limpa-la, voltei a olhar ao redor, nenhum problema. Peguei um pano e fiz o melhor que pude. Alguns minutos depois a voz retornou. “Estão forçando a porta, não sei o quanto ela agüentará, acho que esta é minha ultima transmissão, vou dar um jeito de sair daqui.”

Não encontrei as chaves do carro, então decidi voltar para casa, pegar meu celular, comunicar com alguém conhecido, ou pelo menos tentar, precisava disso. Caminhei rapidamente, pois havia deixado a porta da casa aberta na euforia de sair a rua depois do acontecido.

Cheguei na esquina de casa e lá no pátio reparei algum movimento, três pessoas andavam pelo pátio da casa. Segurei firme a pistola e, um tanto tremulo caminhei na direção deles. Queria descobrir quem eram aquelas pessoas, mas ao mesmo tempo não queria.

Cheguei sorrateiro, escutava os gemidos, o escuro da rua me fez chegar muito mais perto para poder perceber o que eles eram. Parei, estaquei antes que me vissem. Não acreditava em meus olhos, caminhei em silêncio para trás, até ouvir novos ruídos vindos desta direção, me virei e pude ver mais quatro daquelas coisas do outro lado da rua. Me escondi atrás de um muro e fiquei quieto, o mais quieto que consegui. Ouvi os passos arrastados na calçada, um gemido e então um outro tipo de som, parecia com um cão farejando o ar, ele parecia tentar sentir meu cheiro.

Não esperei que me descobrisse, levantei rápido e corri saltando o muro e descendo a rua, a coisa gritou como um animal. Olhei sobre o ombro e para meu horror os quatro corriam atrás de mim. Não posso me esquecer dos olhos, aqueles olhos amarelos, famintos, terríveis. Não quis olhar de novo, queria correr e corri, mas logo cansei. As pernas fraquejaram e rolei no chão.

Me agarrei a pistola e fiquei de joelhos, as coisas vinham correndo, apontei e escutei o click ao apertar o gatilho. Merda, eu havia esquecido a porra da trava, eles se aproximavam. Quando finalmente consegui atirar, cinco disparos fiz, acertei apenas um, no primeiro que vinha correndo, ele caiu com o impacto do projétil, rolou e levantou-se novamente. Eu voltei a correr.

Não tinha esperança de fugir, mas mesmo assim corria, sentia os dedos roçarem minhas costas, passei a gritar, não olhava para trás. O medo me impulsionava, encontrei ao longe uma casa com a porta aberta, aquilo me deu novo gás e consegui uma certa vantagem, entrei na casa fechando a porta com toda a minha força, mas não era meu dia de sorte, pois não tinha chaves na porta, nem nada para segurar o soco dos corpos que se chocariam contra ela.

Sai para um lado, para um pequeno corredor e abri fogo na direção da porta quando ela foi escancarada. Atirei até não ter mais balas, as coisas gemiam com buracos no peito e cabeça, mas continuavam. Arremessei a pistola contra eles e corri pela casa, fechei uma porta e me tranquei em um quarto. Fui direto para a janela, queria sair da casa, mas tinha grades. Por ali eu não sairia.

Batidas contra a porta, ela não resistiria, olhei para todos os lados, encontrei um alçapão de forro, arrastei um móvel para baixo do alçapão e subi para cima do forro. Fechei com pressa o alçapão bem a tempo de não ser visto pelas coisas. Elas pareciam incrédulas depois de terem arrombado a porta e eu ter sumido, mas nem por um segundo olharam para cima. Dois deles farejaram o ar, chegaram a ficar debaixo de mim, e mesmo assim não me encontraram.

Por mais algum tempo os quatro ficaram ali no quarto e então saíram. Não quis sair dali, então esperei até amanhecer.

35 Comments»

  • Jones says:

    Ei Guns, preciso de algumas correções: 2° paragrafo = “aqueles que se você não se” retira o primeiro se. 7° paragrafo = “Lá no fim da terceira quara encontrei um carro” ali é quadra. 8° paragrafo ” e se fossem eles quem criou toda essa bagunça” ao invés de quem criou coloca “que criaram” paragrafo 12 = ” pude ver ais quatro daquelas coisas” ali é “mais”, Cara acho que estou com problema na letra “m” paragrafo 13 = “queria correr e corri, as logo cansei. As ” ali é “mas”, paragrafo 15 = “mas não era eu dia de sorte” ali é “meu”

    Caçamba, que merda, hauhauhauhauhau sei lá se o teclado estava com problemas, mas tipo se puder concertar isso pra mim Guns. Valeu.

  • Zumbiiiiiiiiiiiiiiis!
    Ótimo!
    O início me pareceu muito corrido, não na ação, mas na narrativa, como se quisesse que chegasse logo aos últimos parágrafos.
    O desespero é ótimo. Parece que o cara está contando para alguém (o leitor)…
    Não sou adepto a xingamentos, mas gostei do palavrão “Merda, eu havia esquecido a porra da trava, eles se aproximavam.”
    Bem empregado… 🙂
    Conto ágil. Não sei se você esperava fazer suspense sobre os zumbis, pois deu pra perceber nas primeiras linhas.
    Muito bom Jones!

  • Jones says:

    Huahuahuahuahuahuahha, não sou bom em manter o suspense!!! Mas tipo, como já é algo batido não dá pra esconder muito!

  • RodrigoBS says:

    Muito bom Jones 😀
    Pensei que no final ali o cara iria morrer 😛

    • Jones says:

      Bah Rodrigo não teria como, é que tipo ficaria sem sentido, o cara esta narrando a história, só se ele fosse um fantasma narrando a morte dele, he he he he he

  • Luís Oselieri says:

    Muito bom, Jones, esta é a melhor estória sua que achei, hehe

  • Felipe Lopez says:

    Ótimo! Parabéns Jones! 😀

    Tem continuação??

    • Jones says:

      Opa, e ai Felipe, cara a continuação esta a sair do forno, he he he, espera mais uns dias ai que mando ela pro Guns.

  • Andrey Ximenez says:

    Maravilha de conto Jones… me deu inspiração pra escrever algo sobre zumbis, e olha que não sou muito fã
    =]

    • Jones says:

      Cara tenho este trabalho sobre zumbis, tipo terá alguams continuações e tal, mas tenho um outro que tive a ideia ontem de fazer, e um professor complementou com uma outra ideia que eu achei genial, acho que vai ficar maneiro.

  • Vitali Vitor says:

    Cara, sonho com coisas assim frequentemente. É desesperador, mas estou bem preparado, acredito. Enfim, conto legal, simples e direito como tem que ser contos de Zumbi. Gostei ^^

    • Jones says:

      Temos de estar preparados, he he he, se não me engano tem uma imagem no Sedentario e Hiperativo com seqüencias de ações e resultados delas em uma iminente invasão de zumbis. Muito legal.

  • Albino Silva says:

    A primeira palavra do conto “Fazem”, acredito que deve ser substituida por “Faz”, uma vez que ao indicar tempo ela é invariável.

  • Albino Silva says:

    É claro que enquanto “fala de personagem”, tudo pode, cada um fala de um jeito, mas como não há travessão nem aspas…

    bom, em todo caso, fica a dica.

  • André says:

    Não quero dar uma de professor, dono ds letras nem nada assim, quero apenas dar uns toques construtivos para a melhor estética e até compreensão do conto. Lá vai:

    Falta uma interrogação depois da palavra “tela” no segundo parágrafo.

    • Andrey Ximenez says:

      Desculpe André, mas creio que não seja necessário nenhuma interrogação, sequer no paragrafo inteiro, muito menos após “tela”. Ali a vírgula se aplica bem, e emprega a velocidade de um narrador acelerado ao texto.

    • Jones says:

      Ei André, tipo coloquei a virgula ali por não estar me referindo a uma pergunta, ele esta afirmando que qualquer pessoa não se surpreenderia caso espirrasse sangue da tela mesmo, não perguntando que alguem poderia vira a achar estranho que tal fato acontecesse.

      Valeu pela dica cara, e caso encontre qualquer outra coisa pode falar sem problemas.

  • Bianca says:

    Emocionante.
    Eu sou medrosa então gelei. rsrs
    Gostei bastante. Eu queria devorar o texto para saber se ele sobreviveria ou não. ^^

    • Jones says:

      Bah menina, não sabe o quanto me agrada saber que provoquei esta emoção com o texto. Muito obrigado, o papel de um escritor de terror é causar medo, quando consegue é muito bom.

  • André says:

    Ok,

    Estamos aqui pra isso.

    (Será que alguém mais além de mim lembra-se disso de um dos episódios do Chapolin?)

    • Jones says:

      Não consigo me recordar de um episodio assim, mas tambem não olhava muito chapolim, quem olha bastante é meu guri mais velho.

      • André says:

        O episódio que falo faz refer~encia a frase “estamos aqui pra isso”

        Tem um garçom que sempre apanha ou é mandado fazer as coisas mais sem noção (é o cara do seu Barriga que faz este papel), daí seguindo a linha de que o freguês tem sempre razão, ele tomava porrada e lançava o jargão: “Estamos aqui pra isso”

        E é mais ou menos o que passei ali em cima: Nós “escritores virtuais” nos expomos e estamos sujeitos a correções, críticas, elogios e sugestões. nos resta aproveitar o máximo que rola de positivo.

        • Jones says:

          Ah, sim claro, lembrei até do episodio referido, e como já disse antes, criticas, correções e qualquer outra coisa do genero desde que construtivas são muito bem vindas. E é por causa deste canal de comunicação direto com quem esta lendo que gosto de postar no ONE, aqui o escritor tem um contato com os leitores que não tem quando publica um livro por exemplo.

  • may says:

    gostei muito..apesar de não gostar muito de xingamentos no que eu leio…..eles foram bem empregados gostei mesmo …muito bom! 🙂

  • Rubens (HIOTO) says:

    Vai ter continuação? Se sim, quando? Tá bom pra caramba o conto cara. Zumbis correm??? Antes de ler os comentários achei que fosse algum tipo de demônio ou lobisomem.

    De qualquer modo, parabéns e aguardo a continuação.

    PS: Não ligue tanto pros erros/correções, só revise o máximo que puder antes de mandar.

    Parabéns.

    • Jones says:

      Cara, estou trabalhando na continuação, mas tipo ainda não a conclui, acho que logo mais deve sair a próxima parte sim.

      Bah, até revisei, mas só depois de ler de novo quando estava na agenda é que percebi algumas coisas. He he he he he

      • HIOTO says:

        Se você demorar muito, esses bichos vão se reproduzindo e logo te acham ai na sua casa.

  • Quase ouvi o William Bonner dizendo “Boa Noite” no seguindo parágrafo! rsrsrs…

    Jones, falar que um conto teu está maravilhoso já é pleonasmo. Mas este aqui está demais meu caro. Me lembrou a série que estreou esta semana. The Walking Dead

    • JonesVG says:

      Ha ha ha ha, Walking Dead é demais, que é isso Rainier, muito obrigado carinha! Abraços brother.

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