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Mar
15
2010

Diário de Voo

Escritor: R. E. Bueno

Estou voando acima do mar. As límpidas águas azuis refletem o branco perfeito das nuvens acima de mim, que mais parecem algodões flutuantes. Calculo que estou a cerca de cem metros acima do mar, a hegemonia cromática azul do mar me confunde. Olho ao horizonte e vejo apenas uma linha tênue que divide o azul anil do mar com o azul mais claro do céu.

O sol esquenta a minha nuca. Parece que estou sendo atingido por dois sóis. Um ao céu, e outro refletido pela água. O vento agita fortemente meus cabelos e mascara o calor do sol, porém sinto minha pele sendo levemente queimada.

Olho para cima e fito as nuvens que evocam os sonhos mais infantis. “Vou até lá”, penso. Subo na diagonal, em direção ao céu, ganho mais altura e atinjo a primeira nuvem, que parece sumir à medida que me aproximo. Subo mais, ganhando velocidade. Após algum tempo incontável por mim, passo a última nuvem. Ergo meu corpo mais acima das nuvens e as vejo por cima. Elas estão numa cor em que se mistura âmbar e dourado, em vários tons, por causa do reflexo do sol. O vento acima das nuvens é extremamente forte, ao ponto de atrapalhar meu vôo. Agora o sol atinge-me com força máxima, e percebo seu calor com nitidez. O vento me desequilibra, mas tento ao máximo manter o equilíbrio.

Como não tenho mais as nuvens para me proteger da radiação solar, que começa a causar-me leves queimaduras, decido descer abaixo das nuvens. O ar rarefeito das alturas me provoca sonolência e tonturas. Começo a descer, passo as primeiras nuvens. Vejo uma águia ao longe. Devia ter cerca de um metro e meio de envergadura. Penso que se existem pássaros ali, devem haver terras por perto.

Após alguns segundos descendo quase verticalmente, fico abaixo de todas as nuvens. Ao longe, cerca de dois ou três quilômetros de distância, vejo terra. Parecem várias ilhas aglomeradas, com muitas árvores. Sigo em direção à porção de terras, e já vejo, perto da praia, finas linhas brancas que marcam a crista das ondas.

Estou em boa velocidade de vôo, portanto chego rápido até a praia. Vou descendo, e fico a aproximadamente dez metros de altura em relação ao mar. Recebo respingos de água das ondas que quebram abaixo de mim. Percorro os cem metros que me separavam da terra firme em poucos segundos, e estaco meus pés na areia macia e fina.

Sinto o calor da areia, enterro meus pés descalços até os tornozelos. Ali desfruto de uma sensação de contato, aproximação com a natureza que nunca havia sentido porém, não queria perder tempo em terra. Alço vôo novamente ganho altura. Pequenos canais de água separavam as pequenas ilhas.

Percebo um nítido gosto de sal na minha boca, dos respingos de água das ondas. O sol já estava no limiar do horizonte. Quero ver novamente como está acima das nuvens. Olho para cima e começo a subir, cem metros, duzentos, trezentos, quatrocentos…

Calculo que agora estou a um quilômetro de altura. Subitamente, não consigo mais empurrar-me para cima. Ainda subo alguns metros, embalado. Minha velocidade diminui com rapidez. Começo a cair, tento me concentrar ao máximo para conseguir voar novamente.

Ganho muita velocidade em direção da água. Perco muita altura. Um desespero incontrolável e infinitamente grande se abate sobre mim. Começo a gritar, estou a trezentos metros altura a mais de duzentos quilômetros por hora. Não conseguirei voltar. Mesmo que caia sobre as águas, o impacto estilhaçará meus ossos. Imagino meus órgãos sendo estraçalhados pelos meus próprios ossos, sinto que terei um ataque do coração antes da colisão…

A morte se aproxima a mais de trezentos quilômetros por hora. Apenas alguns metros e… Colido violentamente.

Acordo todo suado na minha cama, sento, havia tido um sonho, que se transformara em um terrível pesadelo. Mas há algo estranho, ainda sinto um nítido gosto de sal na minha boca.


Categorias: Agenda |

5 Comments»

  • Zaratrusta Almeida says:

    O texto é puramente delicioso. A descrição longa, a forma melancólica como ela avança, tudo muito bonito. O fim, por outro lado é um pouco duvidoso, não sou grande fã d'”O Sonho”…mas muito bom, gostei muito =)

  • Andrey Ximenez says:

    Bem… para mim ficou claro desde o inicio que era um sonho… por isso não causou muito efeito, embora tenha sido um texto bom de se ler pela qualidade técnica.

  • Gabriel Monteiro says:

    Muito legal o texto! Gostei. Só achei uma pena porque eu acabei antecipando o final… Já tive mais de um sonho assim.

  • Asami says:

    Uma bela narrativa, leve, realmente gostosa de se ler. As descrições também são lindas. Eu também já imaginava o final do donto como um sonho, mas nem por isso gostei menos do desfecho. Parabéns!

  • nielperugini says:

    Já aconteceu comigo várias vezes algo semelhante.

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