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Mar
15
2010

O Dia em Que Me Entreguei à Morte

Escritor: R. E. Bueno

“Há dezesseis dias me perdi do meu grupo de passeio. Saímos do acampamento para olhar as flores e a mata abundante da floresta. Deixamos o acampamento a tarde e caminhamos durante longo tempo, observando as raízes grossas das árvores que se enterravam na terra fofa e coberta de folhas úmidas. Prestamos atenção à quantidade de vida que habita por estas regiões.

Num instante de distração, olhei um belo pássaro amarelo vivo que voava rapidamente por entre as copas das árvores. Como que me provocando a segui-lo, fazia manobras ao redor do tronco das árvores. Ele piava alegremente.

Com um ímpeto juvenil de desafio, eu o segui. Deixei meu grupo por alguns segundos e corri velozmente pelo mato que se fechava cada vez mais a cada passo meu. O pássaro piava cada vez mais longe e o mato já bloqueava totalmente meus movimentos. De repente, deixei de ouvir seu canto tranqüilizador.

Foi quando me dei conta da situação. Eu havia me afastado do grupo e agora estava perdido. ‘Maldito pássaro’, pensei. Comecei a voltar por onde eu achava que tinha vindo. Agora não ouvia as vozes animadas dos integrantes do meu grupo, e não os vi também.

Ao mesmo tempo em que eu tive a nítida impressão que as árvores se movimentaram enquanto eu não olhava, um sentimento de desespero invadiu meu corpo.

Comecei a gritar os nomes dos meus companheiros enquanto pulava em esforços totalmente inúteis para vê-los por entre a densa mata.

Caminhei por algum tempo, todavia já havia perdido completamente a referência de onde estava.

Percebi que estava perdido e que a noite caía. ‘Terei que passar a noite aqui’, pensei. Na minha mochila carregava fósforos, um bloco de anotações (onde escrevo minhas memórias agora), um lápis, algumas frutas e um Guia de Identificação de Árvores.

Meus sentimentos se resumiam em medo, angústia, solidão e desespero. Com um pouco de motivação isso tudo virou uma espécie de coragem mal resolvida. Puxei uns galhos secos e fiz uma estrutura na qual ateei fogo. Os mosquitos deram uma trégua e eu aproveitei para secar minhas roupas e me esquentar. Acabo dormindo profundamente, derrubado pelo cansaço.”

XXX

Enquanto escrevo, minha mão começa a doer por causa do frio, portanto tentarei resumir a história ao máximo possível.

“Acordei no dia seguinte e levei alguns momentos para me dar conta de onde estava. O fogo havia se extinguido e a luz do sol passava por entre as altas folhas das árvores, banhando a mata virgem com uma luminosidade dourada. O calor da manhã me animou e novamente comecei a caminhar novamente. Já não gritava os nomes dos meus amigos.”

Recostei minha cabeça na árvore dura e seca. Olhei para tudo o que tinha escrito. Para que adiantaria aquilo? Nada, a resposta fria e cruel. Mais provável é que eu tenha escrito isso como uma espécie de desabafo.

Meu corpo, debilitado pelos dezesseis dias de caminhadas infrutíferas, solitárias, angustiantes, implorava pelo descanso eterno. Não, eu tinha que terminar aquilo.

“O final do segundo dia e os outros quatorze dias se resumiram a uma rotina aterradora. Andar, correr quando ouvia um som diferente, achando que a salvação se aproximava, mas depois descobrir que foi só mais um animal. Continuar andando, enquanto minhas forças se esvaíam de uma forma surpreendente. Depois de acabadas as frutas que eu trazia em minha mala, passei a procurar frutos silvestres e água.

Porém, essas substâncias não ofereciam toda a energia que eu precisava para caminhar continuamente. No décimo sexto dia de caminhada, cãibras fortíssimas tomavam conta do meu corpo. Até que compreendi que meu fim estava próximo. Sentei junto a uma árvore seca e dura, peguei um papel, um lápis e comecei a narrar minha aventura dos últimos dias.”

Depositei o papel escrito e o lápis dentro da minha mochila, que coloquei em meu colo. Chorei. Não é fácil se entregar à morte. Mãos pesadas como de ursos me puxaram para o abismo do esgotamento físico, mental e emocional.

Fechei os olhos e dormi. Para sempre.


Categorias: Agenda |

4 Comments»

  • Zaratrusta Almeida says:

    Está muito bom, o conto está bem tratado, as partes que precisam de ser tratadas com delicadeza têm-na na dose praticamente certa. Mas podia ter sido continuado, expandido um pouco…acho que ficaram boas ideias por desenvolver, como a natureza da viagem e a evolução da percepção da inutilidade dela mesma, ficaram um pouco frouxas…

  • Asami says:

    Muito interessante o conto… uma história bem narrada e envolvente, depressiva como imaginei pelo título… concordo que deveria haver uma sequência para complemantar certas ideias vagas, mesmo assim o conto ficou de ótima leitura e bem descrito…

    No décimo primeiro parágrafo ocorre uma redundância desnecessária “novamente comecei a caminhar novamente”… fora esse pequeno erro, o conto ficou muito bom 😀

  • Vinicius Maboni says:

    Historia interessante, mas poderia se alongar mais né?
    Escrita bem fluida, tá de parabens!

  • Peregrina says:

    História legal,mas fiquei com pena do garoto.
    É o tipo de conto Dark que faz sucesso aqui no One.

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