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Mar
15
2010

O Grande Abismo

Escritor: R. E. Bueno

O homem chegou ao guichê de passagens e adquiriu um bilhete para o trem que sairia dali a quinze minutos. A figura esguia do rapaz se destacava entre a multidão apressada de pessoas que iam e vinham. Sua capa preta raspava no chão frio de cimento da estação ferroviária.

Um barulho férreo invadiu os ouvidos do homem, que segurava sua mala entre os dedos. O trem encostou e rapidamente suas portas se abriram. Dezenas de pessoas apertavam-se para entrar primeiro e conseguir um bom lugar. Uma fina garoa umedecia a roupa do homem, que foi empurrado na direção da porta. Entregou seu bilhete a um homem gordo uniformizado, que se espremia nas laterais da porta para que as pessoas entrassem.

Já dentro do trem, o homem se acomodou em um banco próximo à janela e postou-se a observar a nuvem negra que trazia os pingos de chuva ao teto do trem. Olhou no relógio, cinco horas exatas e o trem começou a andar. O homem pensou que teria a sorte de ter o banco ao lado vazio durante a viagem. Enganara-se. Um senhor de barba branca comprida, cabelos também brancos até os ombros e capa cinza sentou-se ao seu lado. Tirou um livro de sua mala branca que havia trazido consigo. O livro já tinha as páginas amareladas pelo tempo e a capa preta também já se descascava.

– Você já pensou que estamos envoltos em um abismo? – indagou o velho.

– Desculpe?

– A Terra, e todos nós, em um abismo literalmente universal, infinito e, o que é pior, inescapável. Estamos presos dentro de um abismo, que nos cerca por todos os lados.

– Boa resolução… – disse o homem, ignorando o velho e virando-se para dormir.

O velho tamborilava os dedos marcados pelo tempo sobre a capa dura do livro. Puxou conversa novamente.

– Como somos pequenos, não é? Afinal, vivemos num planeta pequeno em comparação a outros e somos guiados por um sol também pequeno. Por sua vez, esse mesmo sol está nos arrastando pelo abismo infinito que é o universo. O nosso sistema solar está envolto em outro sistema, que é nossa galáxia. Agora, quem pode dizer que inconcebível a idéia de que toda essa nossa galáxia esteja envolvida em outro sistema muito maior, e que nosso infinito universo é também uma pequena parte de um conjunto de outras coisas inimagináveis?

A esta altura o homem do sobretudo preto já prestava atenção às palavras do velho. Porém não falava nada, como homem reservado que era. O senhor continuou falando, e a cada palavra dita, o homem prestava mais atenção.

– E, dentre tantas teorias, suposições e histórias, e mais ainda, o fato de sermos tão insignificantes e indefesos, ainda nos achamos no direito de subjugarmos membros de nossa própria espécie. Você não acha isso uma grande contradição?

– Com certeza. – respondeu o homem, ainda meio tímido.

O senhor batia os dedos no livro mais nervosamente, com os dedos cerrados. Mas continuava falando.

– Filho, o que sabemos é apenas uma gota, mas o que está a nossa volta e simplesmente ignoramos, é um oceano, que está para ser descoberto. A única coisa que podemos fazer é passar essa idéia adiante, para ver se mudamos esse mundo.

Depois de tamanho discurso, o homem do sobretudo preto descobriu realmente que a única coisa que sabemos, é que nada sabemos. E, virando-se para o velho, perguntou:

– A propósito, que livro é esse que você lê?

Mas o senhor já não estava mais lá, porém sua idéia ainda estava nítida na cabeça do homem. Corpos e matérias se vão, mas boas idéias perduram para sempre.


Categorias: Agenda |

5 Comments»

  • Zaratrusta Almeida says:

    A efemeridade das ideias, a duvida sobre a sua existência. Ouve um homem que defendeu que as ideias eram matéria e que existiam, e que podiam portanto ser devoradas pelos buracos negros. O conto está bom, mas acho que podia ser mais explorado, ir mais longe com a dissertação…

  • Raione LP says:

    O conto ficou bom. A descrição é excelente. O tema é ótimo. Também acho que faltou mais um pouco de desenvolvimento, mas gostei.

  • peregrina says:

    ficou legal. faltou um pouco de desenvolvimento,nada de mais.

  • Asami says:

    O tema do qual o conto trata é muito interessante… poderia ser mais explorado, mas a estoria em si já é bastante conclusiva… muito legal!

  • Lord Jessé says:

    Parabéns.

    Achei muito bom, a forma como vc usou as palavras, a forma como o velho diz. Sinceramente, vc consegui prender minha atenção, e é isso que eu espero nos contos.

    Mas como já foi dito, poderia ter explorado um pouco mais.

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