O Irmão Mais Velho – Parte 1
Escritor: André Monsev
Antes de mais nada, gostaria de frisar que essa história é verídica, e ocorreu comigo, quando eu tinha uns 12 anos de idade. Atualmente, estou para completar 20.
Parte I
Fui criado numa família de pais ateus. Na verdade, pai ateu e mãe agnóstica. Por parte de mãe, a família é formada por, majoritariamente, antepassados espíritas e, já por parte de pai, protestante. Vim do Rio de Janeiro para Porto Alegre, com minha família, aos três anos de idade, e então não obtive muita influência em questões religiosas por parte da família materna, e como a paterna também nunca foi muito praticante, a influência sobre minhas crenças acabou sendo unicamente de meus próprios pais.
No entanto, para continuar essa história – ou relato – eu preciso explicar algumas questões sobre meu avô materno. Quanto aos pais de meu pai, podemos deixá-los de lado pois não terão mais participação aqui, com todo o respeito.
Meu avô, Nelson, era um homem de família e, com vinte e cinco anos a mais que uma jovem moça que acabara de conhecer, já tinha dois filhos nos quais não me sinto confortável revelando seus nomes, e já era casado com sua mulher. A moça – Neyde, minha avó – era realmente uma mulher linda. Jovem, professora de jardim de infância, querida e morena de olhos claros, tinha uma longa vida repleta de sonhos pela frente. Conheceu o meu avô, e acabou tendo com ele dois filhos: meu tio Sérgio e minha mãe Sony.
Sobre os filhos de Nelson, que ele tivera com a primeira mulher, não sei muito. Mas, o que sei é crucial para a compreensão da história: o mais velho tinha o sonho de ser piloto de avião porém não havia conseguido, além disso era apegado à bens materiais e, segundo meu avô, egoísta. Depois de um casamento mal sucedido, voltou a morar no apartamento grande de Nelson. Certo dia, do quarto dele veio um som estrondoso, incômodo e, quando meu avô entrou no cômodo para ver o que tinha acontecido, seu filho estava no chão, ainda vivo, com a arma ao seu lado. Tinha tentado o suicídio, mas não conseguiu. Como consequência teve de usar uma cadeira de rodas, pois o tiro que não havia acertado sua cabeça, acertou sua coluna e o paralisou.
Quanto ao mais novo, sei menos ainda: era esquizofrênico, mas de ótimo coração. Chegou a casar e se divorciar assim como seu irmão mais velho, e voltou a morar com meu avô no mesmo apartamento grande localizado em Copacabana. Tomava uma grande quantidade de remédios.
Anos se passaram, ambos os filhos morreram. Meu irmão nasceu e, nove anos depois, em fevereiro de 1990, eu nasci. Em 93 viemos para o Rio Grande do Sul. Minha família materna permaneceu no Rio de Janeiro. O tempo passou, e em seguida veio a virada do século: o mundo comemorava, pois deixávamos o século XX, rumo ao XXI.
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O teu pai não era praticante como pai ou o lado paterno da tua família não era praticante?
Fica a dúvida.
O meu pai era ateu e, por isso, não era praticante (não havia nada a ser praticado). A minha família paterna era protestante, mas não era praticante
Só pra avisar sobre a parte 2…eu ainda não a terminei. Ela não será grande nem nada, mas está realmente difícil continuar a história. É um ritmo difícil de se manter, com detalhes a serem contados, no entanto não posso simplesmente os colocando pois tornaria a leitura cansativa – esse foi um dos maiores desafios dessa primeira parte.
Com certeza tem e terão alguns problemas, pois apesar de ser de fato sobre uma história verídica, eu até então meio que nunca tinha me dedicado a escrever conto algum.
Espero as críticas de vocês, e já agradeço por terem lido
. Mais uma vez, não tenho previsão exata da segunda parte mas não vou abandonar o projeto, hehe.
Abraço!
Se eu tocar no assunto de ateismo aqui em casa tenho o risco de acordar com marcas permanentes. (not)
Que o texto é bem escrito não há dúvida, mas é meio chato esse negócio de diário ou ficar contando a própria vida. O enredo fica sem graça.
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Abraço.
Eu gostei desse conto, gosto de coisas reais. Posso te fazer uma pergunta, o que o motivou a escrever esse conto?
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Nunca pensei em escrever sobre mim mesmo, mas se um dia eu escrevesse, cara sei lá, acho que seria estranho tipo escrever sobre a fobia e da sindrome do pânico, poxa vida, isso seria a maior loucura, eu sou um Edward Monk na vida real por assim dizer, mas o conto ficou bom por conta da realidade como eu li no começo, valeu mesmo.
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Muita coragem da tua parte em escrever um conto verídico, parabéns!
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Sem quero pedir demais, mas se puder ler meu conto eu adoraria muito sua opinião nele, abraços!
http://www.onerdescritor.com.br/2012/12/uma-onca-na-cidade/