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Mar
03
2010

O Ladrão de Harpas – Parte 1

Escritor: Luis Oselieri

o-ladrao-de-harpas

Quando Kirdis olhou para uma barraca de maçãs que estava mais à sua frente, perto de uma tenda de escravos, sentiu uma vontade enorme de pegar só uma delas. Ninguém iria perceber, e também se tivesse dinheiro poderia voltar lá e pagar o vendedor depois. Deu dois passos e acabou esbarrando em uma senhora muito gorda, que exalava um cheiro de cebola nada agradável. Havia muitas pessoas perto da barraca, então Kirdis achou melhor procurar outro lugar que poderia ser mais fácil para roubar algo.

Kirdis era um dos ladrões mais habilidosos de todo o Reino de Girrad, pelo menos ele se considerava o melhor, e ninguém havia aparecido para lhe dizer que não era um bom ladrão.Sua família, depois de muitos anos, se cansou de todos os soldados que apareciam invadindo sua casa quase todos os dias, procurando por Kirdis, por isso resolveram que não queriam mais ele em sua casa. Kirdis não se importou com isso, não precisava deles, não precisava nem mesmo de morar em uma casa. Depois de completar seus quinze anos de vida, já havia conquistado toda a boa reputação entre os mercenários, ladrões, prostitutas, mendigos e toda espécie de pessoas marginalizadas da sociedade.

Seu pai, Kirren, um excelente clérigo do Reino, havia lhe avisado várias vezes : “Kirdis, seu imprestável, não sabe nem mesmo descascar laranjas, vai passar a vida toda como um pequeno rato.” Pequeno rato… sim, Kirdis gostava de ser um rato, espreitando no escuro, furtando sacos de moedas de nobres distraídos e bêbados. Não achava isso uma desvantagem, pois seus melhores amigos eram os mercenários. Eles haviam lhe ensinado todos os segredos e artimanhas na arte de roubar, e com isso recebiam alguma parte das jóias ou de itens raros que Kirdis conseguia furtar dentro das casas dos nobres.

O jovem ladrão se aproximou atento de outra barraca, e desta vez percebeu que o dono era um homem de aparência severa, mas ao mesmo tempo mostrava um sorriso muito bem feito. Dentro de alguns cestos, haviam vários objetos exóticos, flautas, vasos de cerâmica pintados à mão, uma harpa, e muitos escudos de madeira de diferentes tamanhos e formatos. Kirdis sentiu que agora seria o momento certo de tentar uma aproximação furtiva e precisa. Olhou atento para cada objeto, e ficou fascinado pela harpa que se destacava facilmente entre os outros itens. Era um belo instrumento musical de ouro, muito bem trabalhado, com detalhes que impressionavam até mesmo os artesãos mais experientes.

– Estou vendo que o jovem parece ansioso, deseja algo de especial ? – disse o vendedor, se esforçando para mostrar um sorriso.

– Não. Só estou olhando mesmo. Esta barraca suja, digo, todos estes cestos cobertos de poeira… não deve estar conseguindo vender muito, não é ? – disse Kirdis, olhando curioso para o cesto da harpa.

– Escute aqui, rapaz ! – gritou o homem, bastante nervoso – Se veio até aqui para me atrapalhar, pode ir dando o fora daqui. Não preciso de seus conselhos inúteis.

– Calma, não quis ofendê-lo, pelo contrário, vejo que o senhor precisa de ajuda. Sou muito bom em limpezas, já trabalhei na taberna Anão Errante, e inclusive sou filho de Kirren, o clérigo. – Kirdis respondeu com um ar de orgulho.

– Está me dizendo que é filho daquele clérigo bêbado, que sempre aparece na praça assustando as crianças ? Agora percebo porque é assim… tão magro e fraco. Mas tudo bem, não vou lhe pagar um centavo, se quer mesmo me ajudar, terá de provar seu valor. – o homem disse com a voz mais firme, e erguendo as sombrancelhas.

No dia seguinte, Kirdis retornou até a barraca do homem. Desceu rapidamente de sua mula, ajeitando o cinturão de couro que apertava sua calça. Aceitou a proposta do vendedor, assim seria mais fácil de tentar roubá-lo. Olhou espantado para dezenas de objetos estranhos que se espalhavam no chão, e então perguntou ao homem :

– Por que alguém iria querer comprar um par de botas velhas e mal cuidadas ?

O homem parecia cada vez mais irritado, mas acabou respondendo friamente :

– Estas botas, elas eram de Gneriol, o rei dos tritões. São muito raras, rapaz. Você ainda tem muito o que aprender.

Kirdis sentou-se ao lado de um pequeno baú de madeira que estava aberto, perto de dois cestos de palha, repletos de poeira, e então olhou fascinado para alguns objetos, que pareciam ser bastante valiosos. Depois de ter limpado um dos cestos com uma grande escova velha, disse ao homem :

– Agora sim, estão ficando bem limpos. Qual o seu nome ?

– Por que quer saber meu nome ?

– Se estou trabalhando para você, tenho de saber como costumam lhe chamar, não acha ?

– Tem razão. Me chamam de Quebra-Ossos. – disse o homem, mostrando os dentes amarelos cobertos de restos de comida.

O homem pegou uma pequena caixa de madeira que estava atrás de um barril. Sua tampa possuía símbolos estranhos, como caveiras, monstros, o homem abriu a caixa e mostrou a Kirdis muitos pedaços de carne seca, apodrecida.

– Está vendo tudo isto ? É minha pequena coleção.

Kirdis olhou com atenção e percebeu que na verdade eram línguas, de diferentes tamanhos. Pareciam também ser de várias raças, então o jovem ladrão arriscou dizer algo :

– Parabéns ! Fico orgulhoso em saber que trabalho para um açougueiro.

O homem retirou um facão enorme que estava dentro de um barril, e o mostrou a Kirdis, dizendo :

– Você não iria querer fazer parte da minha coleção, não é ?

O jovem se esforçou para ficar em silêncio, não poderia dizer qualquer bobagem em uma hora destas. Pegou a escova velha e continuou limpando os cestos vazios. O homem sentou-se ao lado de Kirdis, enquanto o observava trabalhando, e finalmente disse :

– Rapaz, trabalha muito bem. Se continuar assim durante mais duas semanas, poderá ganhar umas boas moedas de prata.

Três dias se passaram, Kirdis já havia se acostumado à rotina diária de acordar cedo para ir até a barraca de Quebra-Ossos. Abriu os olhos, sentindo os raios do sol esquentarem seu cobertor velho, então se levantou ansioso para mais um dia de trabalho. Olhou ao redor para dois mendigos muito sujos que dormiam ao seu lado, e pegou uma garrafa de vinho que estava com um deles. Costumava dormir quase sempre neste beco, pois era menos frequentado pelos soldados, que procuravam incomodá-lo nos momentos mais inesperados. Subiu na sela de sua mula, que estava ao lado de um barril, e então cavalgou sem pressa até chegar na barraca.

Quando chegou de frente para o mercado, percebeu que Quebra-Ossos ainda não tinha chegado. Rapidamente desceu de sua mula, e então entrou na barraca, depois de ter desamarrado algumas cordas e destrancado um grande baú, que ficava escondido dentro de um falso piso de madeira. Não pensou duas vezes ao olhar para todos aqueles objetos exóticos, então sentiu que havia chegado o momento certo. Revirou ansioso algumas jóias, livros e medalhões, até encontrar a harpa dourada que era motivo de sua fascinação. Deveria valer muitas moedas de ouro, por isso seria melhor roubá-la e entregá-la aos mercenários.

Pegou com cuidado a harpa, e então quando se preparou para fechar o baú, escutou uma voz familiar :

– Kirdis, o que está fazendo aqui tão cedo ?

O jovem ladrão percebeu que Quebra-Ossos estava ao lado da barraca, segurando seu facão e demonstrando uma grande desconfiança.

– Nada. – disse Kirdis, enquanto segurava com as duas mãos a harpa atrás de suas costas. – Escutei uns barulhos estranhos, e resolvi vir até aqui para conferir se estava tudo bem.

Quebra-Ossos se aproximou caminhando lentamente, então encostou a lâmina de seu facão no pescoço do jovem, e disse :

– Me entregue a harpa. Agora.

Kirdis sentiu a pressão da arma contra sua pele, tentou se afastar um pouco, enquanto devolvia a harpa para o homem. Não podia fazer mais nada, mas então resolveu arriscar mais uma conversa :

– Olha, sinto muito mesmo. Não quis fazer estas coisas com você. Espero que me entenda, pois gostei de ter trabalhado aqui.

Quebra-Ossos soltou uma forte gargalhada, então pegou o jovem ladrão pelo braço e disse :

– Não me venha com besteiras. Conheço alguém que irá gostar muito de sua companhia.

Depois de alguns minutos, Quebra-Ossos amarrou firmemente as pernas e braços de Kirdis, e o colocou dentro de sua carroça velha.

– Escute, agora você terá uma única chance. – disse Quebra-Ossos – Se resolver ir até a Floresta do Vale Vermelho, e conseguir convencer Nertik a vir até aqui na cidade, estará perdoado, , e a harpa será sua.

Kirdis pensou durante algum tempo, não tinha mais nenhuma escolha, percebeu que desta vez Quebra-Ossos estava ainda mais sério. O jovem sabia que Nertik, o centauro, não gostava de pessoas, e preferia viver isolado. Mas decidiu que teria de convencê-lo, então quando abriu a boca para responder Quebra-Ossos, olhou espantado para a lâmina do facão, avançando contra sua língua, tão rápido quanto um relâmpago.


Categorias: Contos,O Ladrão de Harpas | Tags: ,

20 Comments»

  • Luiz Gustavo says:

    O que me chamou atenção neste conto foi o título.. Bem, confesso que é bastante diferente do que eu espera que seria, mas não é ruim; pelo contrário, é fascinante. No entanto, tenho algumas dicas: seria bom substituir os nomes dos personagens por alguns sinônimos, principalmente o do pequeno ladrão (sendo este já um ótimo sinônimo para ele), e recomendo dar uma revisada na última frase, que pareceu um pouco ambígua. No mais, aguardo pela continuação 😀

  • Rainier says:

    Realmente amei esse conto. Mas achei, assim como o Luiz que ficou muito repetitivo citar os nomes tantas vezes… Entretanto, continua sendo uma boa obra e estou ansioso por continuações…

  • Luis says:

    Sim, concordo com voces, hehe. Preciso de tirar alguns “Kirdis” do texto, que estah muito repetitivo, eh que nao cheguei a fazer nenhuma revisao ainda, mas fico feliz em saber que o conto estah agradando voces !!

  • Jones says:

    Belo conto, gostei do que li, tem alguns pequenos ajustes a serem feitos, mas tá bem bom.

  • John Macedo says:

    O conto está muito bom. Arrumando o que o pessoal sugeriu, ficará ainda melhor.

  • Rainier says:

    Poxa vida, esse conto ainda não foi publicado?
    Vou comentar só para ver se publica mais rápido!

  • Gostei do conto! =)

    Achei que ele poderia ser limado um pouco, tirado algumas palavras, mas o enredo ta bom. To gostando… que venha a continuação! =)

  • Vitor Vitali says:

    Bem, achei algumas partes meio clichês e outras muito fora de realidade, como o ladrão ter uma mula e os mendigos terem vinho. No geral, não gostei, embora o conto esteja bem escrito :3

    • Bom, não achei ele tão bem escrito assim. Como disse acima, algumas palavras poderiam ser limadas.

      Mas o conto começou satírico, afianl o grande ladrão do reino, que não conseguia roubar uma maça. hehehehe.. acho que estas partes é para fugir da realidade mesmo. =)

      • Vitor Vitali says:

        Acredito que a sátira não tenha sido proposital. 🙂

        • Jones says:

          Porra!!! Não deixou nbem o Guns tentarajudaro rapaz, o Vitor que coisa huahauhauhauhauahuahuahuahuahauhauhauha

          • Luis says:

            Tranquilo, estou satisfeito em saber que eh soh o Vitor que nao gostou do conto, haha

            Ainda bem, lol

          • Jones says:

            Ah cara tipo assim, tem que encarar como critica construtiva,tem que saber que pessoas vão gostar do teu trabalho e outras não vão gostar, o bom que o Vitor é um cara sincero que te deu a real e provavelmente isso te motive a escrever mais e melhor pra ver se consegue melhorar ao gosto dele e de outros que possam não ter gostado do teu trabalho.

          • Luis says:

            Ei Jones, mas eu penso o seguinte, eh impossivel voce conseguir agradar todo mundo, mesmo que voce tenha feito uma coisa muito legal etc, entao acho que nao seria uma boa ideia se eu mudasse alguns elementos da historia porque eh clichê etc, por exemplo : tirar a mula do ladrao, e tirar o vinho dos mendigos, hehe, mas as criticas sempre sao bem vindas 🙂

  • Atreus says:

    Linguas de varias raças?
    _
    Como assim?Lingua de girafa,crocodilo, T-Rex?
    _
    😉
    _
    Its ok.Ediçao necessaria!

  • Luis says:

    Valeu pelos comentarios.

    E pra explicar melhor algumas partes : Guns, ele talvez nao seja o melhor ladrao do reino, mas de certa forma ele se acha o melhor, lol

    Vitor, nao vejo nada de mais em um ladrao ter uma mula, e mendigos podem comprar vinhos baratos com o dinheiro das esmolas, lol

    E quanto as linguas de varias raças : linguas de orcs, elfos, goblins, humanos e outros tipos de raças de fantasia.

  • Andrey Ximenez says:

    Bom, depois de um tempo, lido.

    Essa imagem de bom ladrão ficou meio confusa mesmo. Pq bom ladrão não tem guardas batendo na porta de casa

    =]

    O conto está bem escrito, falando-se em técnica e envolvimento do leitor, embora, como ja dito acima, houve repetição de muitas palavras que poderiam ser facilmente substituidas

    Nâo gostei do titulo, me remeteu a muitos outros “O Vendedor de SOnhos”, “A menina que roubava livros” “O ladrão de raios” sei lá… todos esses ai. Acho q o titulo não foi feliz.

    Enfim, vale uma revisão nos próximos e, falando em próximo, vou para o cap. II.
    o/

  • Lord Jessé says:

    Gostei do conto! Bem legal. Parabéns!

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