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Mar
15
2010

O que me deixa mais triste – Parte 4

Escritor: Lucas Schutz

Chego em casa e ela está intacta, minha casa está intacta. Nada quebrado, nada arranhado, nada fora do lugar. Tudo contra minhas expectativas. Vou tomar um banho, tirar a porcaria do ar da cidade de mim. Ar poluído, aquele que ainda é a única coisa grátis que temos, o resto tudo é pago. Se quisermos a porra da praia, em um fim de semana qualquer, pagamos pedágio, se pensamos em dar uma volta no parque, nós também pagamos por ele, ou pra que servem os impostos? Agora, o ar não. Não pagamos nada pelo ar que respiramos e talvez seja isso que influência um bando de filhos da puta a poluírem a merda do ar que respiramos por um punhado de pedaços de papéis coloridos. Essa coisa toda de poluição, efeito estufa, essa baboseira toda… É tudo um suicídio, o suicídio mais lento e idiota que já aconteceu.

Estou limpo vou sair do banheiro, ponho meu pé para fora da banheira, tenho uma tontura, tudo gira como se eu recém tivesse decido de um carrossel pornô, um carrossel para maiores de 21 anos, uma merda que gira rápido demais, caio no chão, sem reação, duro. É curiosa a quantidade de pensamentos que passaram pela minha cabeça enquanto eu caia. Um deles foi uma lembrança de um livro ótimo que dizia que para voar bastava que você errasse o chão, uma visão completamente diferente, o autor dessa merda deve ser daquelas pessoas que olham para a direita quando todos olham para a esquerda, ele nunca jogou siga o mestre, não sei se eles tem isso na Inglaterra.

A dor no lado do meu rosto é insuportável. Não consigo agüentar. Vou ligar pra porra do meu vizinho pra pedir ajuda, querendo ou não ele é meu único amigo, mesmo sendo um merda que vive dos royalties que ganha pelas obras do pai, parece que o pai dele inventou o guarda chuva que se coloca em alguns drinks. O dinheiro sai de onde menos se espera.

Acordo rumo ao hospital. As luzes passam velozes e me deixam um pouco tonto, Ambulância? Não, não, vou indo no carro dele, no banco do carona. Tento me distrair contando os postes da rua, isso só me deixa mais tonto, acho que vou vomitar, merda! Vou ter pagar a lavagem do estofamento desse merda.

O que acontece agora é uma merda gigante, não que perder a mulher, ter a vida ameaçada ou escorregar no banheiro sejam coisas boas, mas enfim, você vai entender. Se tiver QI suficiente para isso, claro.

Quando eu entro no hospital duas ou três enfermeiras me chamam pelo nome, eu estranho, como elas fazem pra decorar os nomes das pessoas tão rápido, eu me registrei na portaria não faz 5 minutos. Um dos seguranças do hospital me leva até a sala onde tenho que esperar, ela está cheia de gente, como sempre. Uma das coisas mais curiosas e instrutivas para alguém fazer em uma cidade grande é uma visita ao pronto socorro. Você fica sabendo da ocorrência de lesões que nem imaginava existir, é algo fantástico. Crianças que engoliram carrinhos, pessoas com coisas enfiadas no olho, pernas e ossos em ângulos inéditos, e, apesar de tanta coisa desse gênero, o hospital é limpo. Uma limpeza impera nestes hospitais, parece que é feito um pacto sagrado para não sangrar, cuspir ou babar no chão, nas paredes ou onde quer que seja, é uma merda impressionante.

Sou atendido por uma médica baixinha, gordinha, tenho que dizer que lembro remotamente dela, não lembro de onde, não lembro quando, mas eu conheço ela.

? Você de novo meu querido, gostou do que teve aqui, ou ainda não lembra de nada?

Sem entender merda nenhuma eu finjo que ela se enganou.
? Eu escorreguei, bati a cabeça…

? Claro, entendo, mas você não lembra de nada, nada do que fizemos? Ainda não lembrou do teu plano, essas coisas…

? O que fizemos? Que merda é isso? Não lembro do que aconteceu a três dias, afora isso eu lembro da merda do resto todo e não lembro de ti, então…

? Claro, eu imaginei… Bom, é bom que você saiba que teve Amnésia… Amnésia psicogênica. É aquela dos filmes, aquela que se perde a memória depois de um evento traumático. Eu sempre achei que você gostasse dela, fazer o que…

? Fazer o que? Que mer… Que porr… Do que você tá falando? Que isso? Que história é essa? Essas pessoas me ligando deve ter algo a ver com esse ‘evento traumático’ que aconteceu comigo?

Amigos, vocês sabem, é uma grande merda quando o nervosismo ataca nossos corações, é realmente complicado, não dá pra entender direito, ninguém consegue raciocinar, uma bosta.

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