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– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

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Mar
05
2010

The Power

Escritor: Fran Fujikawa

the-power

”Marcela poderia ser tao normal quanto qualquer garota, se não fosse pelos seus pensamentos. Ela vivia tão dentro deles, que olhar em seus olhos enquanto estava pensando dava a sensação de que ela tinha se transportado para outro mundo. Seus olhos se tornavam negros. Algo impossível para uma garota de olhos tão cristalinos como as aguas do oceano. Seus olhos eram azuis, e contrastavam com seus cabelos castanhos, que, ao sol, se tornavam avermelhados, tinha a pele com um tom tão branco que lembrava porcelana, poderia ser modelo se não fosse por sua altura, 1,65 cm. Qualquer um diria que aquela escuridão repentina em seus olhos era ilusão, mas tinha uma explicação tão absurda para qualquer pessoa, quanto para Marcela.

Era quinta-feira, o céu estava nublado, apesar da meteorologia ter dito que estaria sol. Era a folga da Marcela, ela pediu por ela para que pudesse ir ao médico com sua mãe. A mãe de Marcela não se parecia com ela, e vivia lhe dizendo o quanto Marcela era parecida com o pai, sua mãe tinha olhos castanhos, cabelos lisos, mas eram mais escuros que os de Marcela, sua pele era clara também, mas não se via tanta pureza nela, não tinha nada de porcelana, estava mais para gelo puro, e vivia com os pensamentos e os pés no chão.

Enquanto estava no carro, Marcela observava sempre os carros de trás, paranoica depois de ter assistido à um filme de perseguição com seu ator preferido, foi quando notou que sua mãe não havia dito uma palavra sequer no caminho todo, era estranho, já que sua mãe nunca se calava, preocupada ela a observou, nada parecia fora do lugar, não que devesse estar, então Marcela decidiu começar um assunto.

– Disseram que daria sol hoje – Ela dizia com uma cara de falsa indignação, mas sua mãe nem se preocupou em responder. Ela achou que talvez fosse nervosismo, sua mãe não gostava de médicos, não que alguém realmente goste. Marcela se aquietou e continuou com seu jogo de perseguição em sua mente.

Um tempo depois Marcela e Mary, sua mãe, chegaram ao lugar de destino. Marcela analisava cada ponto, até estranhar o fato de que não havia civilização à menos de 100km, e que não havia nenhuma placa no lugar afirmando o que afinal era aquilo. Era um prédio branco, como qualquer hospital seria, mas ele não tinha pessoas entrando e saindo, alias, não parecia ter nada la dentro, só havia uma janela com clara visão do local, e a única coisa que se via era … nada, eram umas paredes com coisa alguma ao redor, se fosse mesmo um hospital aquela seria a sala para deixar as crianças de castigo, só poderia ser isso.

-Chegamos? – Marcela encarou sua mãe, esperando que ela dissesse que não, ela não tinha gostado daquele lugar, não sabia porque sua mãe estava daquele jeito, mas sabia que nenhuma delas deveria ter parado ali.

-Chegamos, Marcela. – Por algum motivo, enquanto dizia essas palavras, Mary soou como se também não quisesse estar ali, ela olhou para Marcela como se pedisse desculpas.

As duas caminhavam para a porta da frente, foi quando Mary parou, assustada pelo que via. Já haviam lhe dito do que se tratava o local, mas não imaginava que precisavam de guardas tão grandes, ao menos não para a filha dela, alguém tão delicada, que não sabia o mal que fazia enquanto não estava presente.

Marcela encarou sua mãe sem entender, não sabia se corria, afinal, para onde correria? Iria até o carro de sua mãe e faria uma super ligação para que o carro funcionasse, igual àquele filme que tinha visto uns dias atras? Correria pela estrada sem rumo gritando para quem? Não havia ninguém perto. Ela não sabia, mas não ficaria parada ali, não sabia porque sua mãe lhe trouxera ali, mas era claro que não era uma consulta qualquer, nenhum médico precisa de três guardas daquele tamanho só para dar às boas vindas para uma nova paciente. Mas antes que Marcela pudesse tentar qualquer coisa, sua mãe a segurou, com lagrimas nos olhos …

É para o seu bem, Marcela.

O que você esta fazendo? Porque esta fazendo isso? Mãe … – Antes de concluir ela sentiu uma picada em sua nuca, era uma injeção, algo que fizesse Marcela dormir, até alguém poder fazer seja la o que fossem fazer com ela naquele lugar.

Marcela acordou atordoada em uma sala normal, haviam dois sofás, uma mesa de centro, televisão, e tudo que há em qualquer sala-de-estar por aí. Mas como ela foi parar ali? Não poderia ter sonhado com tudo aquilo, ela tinha uma ótima imaginação, mas nunca chegou tão perto de sentir que fosse realidade. Foi quando correu em direção à porta, com sua voz da consciência lhe dizendo para se preparar, que ela notou que não fora um sonho. Atras da porta haviam tijolos, não havia janelas, como não tinha reparado nisso antes?

Hei! Alguém está me ouvindo? Apareça agora! – Ela não sabia se deveria pedir por isso ou só sentar la e tentar ligar a televisão, tudo parecida assustador e tão normal ao mesmo tempo – O que foi? Teve todo aquele trabalho só para brincar de Big Brother?

Algo se moveu atras dela, naquele instante ela desejou não ter feito piada.

Ola, Marcela. – Dizia uma voz masculina, não parecia bravo ou gozador.

Marcela se virou lentamente, porque seu coração não estava pulando? Ela não deveria estar infartando agora mesmo?

O que você quer? – Ela tentou se manter séria, não parecia tão dificil quanto descreviam por aí. Ela reparou em cada detalhe do homem que estava a sua frente, era alto, mais ou menos 1,80cm de altura, tinha olhos azuis, tão azuis que lhe faziam se lembrar dos olhos dela, tinha a barba por fazer, mas não do estilo que não se cuida, era como se fizesse de proposito, seu cabelo estava bagunçado de um jeito tão perfeito que chegava a irritar, e seu sorriso .. seu sorriso era tão correto que combinava com todo o resto. – Psicopata, com toda essa perfeição ele escolheu ser psicopata! – Ela pensava nisso tão inconformada que nem parecia que estava encurralada.

Eu quero lhe ensinar a usar o poder que você tem!

Marcela queria rir, ele tinha feito todo aquele show só para tirar sarro da cara dela? Ela devia estar mesmo no Big Brother, sua mãe lhe pagaria se fosse isso mesmo no final das contas.

O poder que eu tenho?! Claro! Porque eu nao imaginei isso antes?!

Voce acha que é brincadeira? Acredita que convenci sua mae a te trazer ate aqui so para brincar com voce?
Nao acho nada! – Ela gritou, porque estava tao brava? Porque aquele homem a estava prendendo? Porque sua mae fez isso com ela? O que estava acontecendo? Marcela estava com varias perguntas em mente, e, naquele momento, ela estava perdendo a paciencia, o que andava acontecendo com facilidade nos ultimos tempos.

Escute! – o homem respirava fundo, parecia precisar segurar sua calma tanto quanto Marcela – Eu vou lhe explicar tudo, se no fim voce achar que ainda é tudo brincadeira, te deixo sair, se acreditar em mim, tera que ficar, mesmo se achar que nao precisa de ajuda.

Marcela mal ouviu o que o ”senhor perfeição” havia dito, ela estava tomada de raiva, nao conseguia parar de pensar que sua mae a deixou em um lugar como aquele, se seu pai estivesse la nada daquilo teria acontecido, mas ela nao podia perder a calma, antes de seu pai partir, pediu-lhe que tentasse nunca se estressar demais, assim nao desmaiaria, como sempre acontecia quando Marcela ficava brava, aconteceu até mesmo quando Spike, seu cachorro, mordeu seu chinelo, ela nem usava àquele chinelo, mas se irritou tao rapido e depois so lembrava de tudo ficar escuro, entao acordou no chao da sala, contou para sua mae o que havia acontecido e sua mae disse que ela espantou o cachorro com toda aquela raiva e ele fugiu.

Esta bem, aposto que nao me deixaria ir se eu nao escutasse voce, afinal.

Meu nome é Leandro, ja que voce perguntou. – Ele riu do proprio sarcasmo e convidou Marcela para segui-lo, ele caminhava em direçao à parede, parou em frente dela e estendeu a mao para Marcela. – Vou precisar que voce respire fundo e nao me solte enquanto fizermos isso!

O que!? – Marcela encarava a mao dele, proposta tentadora, mas ele queria atravessar a parede?! Homens, fazem um mes de academia e ja acham que sao imortais. Marcela riu com o pensamento e segurou a mao de Leandro. – Sim, senhor!

Leandro ia em direçao à parede como se estivesse saindo por uma porta aberta, obviamente Marcela achava aquilo tudo absurdo, mas se batessem, ele bateria primeiro, entao nao haveria problema.

Foi entao que Marcela notou Leandro ficando transparente, nao totalmente, era como se ele estivesse como um camaleao, da para saber que esta ali quando voce ja sabe que ele esta ali, mas esta tao parecido com o ambiente que voce se recusa a acreditar. Ele apertou a mao de Marcela, como se soubesse que ela o soltaria no instante em que visse ele daquela forma. Entao os dois passaram pela parede, de uma forma tao clara como se todo mundo fizesse isso o tempo todo.

No outro lado havia um carro, nao estava claro, entao ela imaginou que pudesse ser a garagem, mas garagem de onde? Do hospital?

Ele soltou a mao de Marcela e seguiu para o carro, chamando-a para segui-lo.

Na estrada ela nao sabia se arriscava perguntar algo ou se tentava pular do carro. Mas novamente ele soube o que fazer.

Voce andou desmaiando com frequencia no ultimo ano, certo?

Marcela se surpreendeu com a quebra do silencio – Ah, sim, meu pai disse que é por causa do estresse, ele era médico. – Ela nao sabia porque se sentia tao a vontade para contar essas coisas para aquele estranho, mas parecia que ele a entenderia de qualquer forma.

Nao é por causa do estresse, a raiva é só um aviso de que tem algo querendo sair.

Algo querendo sair? Do que esta falando? – E la estava ele com a conversa estranha de historias em quadrinho novamente.

Eu vou contar uma historia, mas so quero que me pergunte algo quando terminar, certo?! – Ele sorria para ela, como se tudo aquilo fosse normal.

Okay, como quiser. – Ele deveria parar de sorrir daquele jeito ou ela nao repararia no assunto.

Desde sempre, fazer 18 anos quer dizer que voce tem novas obrigaçoes, acabou as aulas, hora de trabalhar, se preparar. O único problema nisso tudo é quando voce tem um ancestral como o meu ou o seu. Nao se sabe o porque isso aconteceu, mas muitos seculos atras, certas pessoas tinham certos poderes, eles nao passavam isso com contato fisico, isso so se passa para seus descendentes, nem todos, ja que voce deve ter notado que sua mae nao esta aqui e ela é a descendente. – Marcela se mantinha calada, centrada em algum ponto á sua frente, como uma estatua. – Acontece que isso é como virus, voce precisa de uma certa combinaçao no seu dna para que ele se ative dentro de voce, e esse virus so pode se mostrar totalmente aos dezoito anos, que é quando voce ja cresceu tudo o que precisava crescer e ja formou tudo que precisava formar, ao menos é o que acreditamos ser o motivo. – Ele esperava que nessa altura Marcela ja o tivesse interrompido, mas ela estava ali parada, quieta, como se ele estivesse lhe contando o seu dia de trabalho. – Voce nao quer perguntar nada?

Voce disse para eu guardar para o fim – Ela disse, fria e desinteressada.

Pergunte, Marcela. Eu estava esperando voce perguntar, a historia nao tem tanta graça sem pausas.

Nessa hora Marcela respirou fundo, como alguem que precisava se concentrar para seguir adiante.

Isso é como uma maldiçao familiar?

Leandro ficou assustado com a calma de Marcela e como ela fez uma teoria para aquilo tudo.

Sim, pode-se dizer que sim.

Entao eu posso ter um filho e um neto, mas so meu bisneto ter a combinaçao para o virus?

É, ou ficarem mais seculos sem nenhuma demonstraçao e de repente um ter, ai voce sabera que ele é seu descendente ou de algum de nos.

E quem são ”nós”? Voce ja citou isso algumas vezes.

Marcela costumava prestar atençao a todos os detalhes, apesar de todos sempre dizerem que ela é desligada, ela prestava muita atençao à coisas que lhe interessavam.

”Nós” é o grupo de pessoas que tem os poderes dos ancestrais, nao temos um nome ainda, acho que podemos considerar esse – Ele tentava aliviar o ambiente, mesmo sabendo que nao funcionaria.

Sao muitos?

Estao por todo o mundo, mas nao devem ser muitos, nao é facil pra todos conseguirem passar por isso se estiverem sozinhos, nao é algo que se ensina na escola ou esta em livros, os antigos aprenderam sozinhos e os bons tentaram ensinar os que apareciam.

Os bons ensinaram e os maus fizeram o que?

Se quer saber se os maus aproveitam isso de alguma forma ruim, tenho que avisar que nao conheci nenhum mau, parece que ser maduro faz parte da combinaçao necessaria. Mas tem os mais bravos, isso porque alguem tem que manter a ordem. – Leandro nao parecia concordar com o que ele mesmo dizia, mas tentava manter a indiferença.

O que há de tao dificil para se conseguir nisso?

A pouco lhe perguntei se anda desmaiando com frequencia nesse ultimo ano. Isso porque voce tem 19 anos, e voce me disse que sim. Voce nao reparou algo estranho quando acordava depois?

Marcela fechou a cara, nao é como se nao tivesse reparado, mas todos tinham otimas explicaçoes depois dos acontecimentos.

Sim, e daí?

E daí que voce nao é voce depois de desmaiar, e se nao tiver ajuda, os desmaios ficam mais frequentes, alguns enlouquecem e chegam até a se matar, outros sao mortos, humanos tem medo, saiba disso.

Se é assim, como os primeiros nao enlouqueceram?

Nao sabemos ao certo, mas acreditamos que eles ja sabiam do que iria acontecer, e so notaram que passavam para seus filhos depois de um certo tempo, entao foram ajudando até onde podiam, ate as coisas sairem da ordem e nao se saber ao certo quem é descendente.

Marcela se aquietou, ela nao queria mais aquilo ali, estava cansada, durante o ano todo, todos os acontecimentos, ela nem sabia o que ela fez durante aquele tempo desmaiada.

Marcela? Voce esta bem?

Me deixe em casa!

O que? – Leandro nao acreditava no que ouvia, ela nao prestou atençao no final das contas? Nao entendeu o perigo?

Voce disse que eu so precisava te ouvir, e se achasse que é brincadeira, voce me deixava ir.

Sim, mas voce acredita em mim! – Ele estava irritado, como aquela garota se atrevia a tentar mentir para ele?

Acho que é tudo brincadeira, me deixe em casa. – Ela nao estava falando a verdade, Marcela mentia bem, principalmente quando queria acreditar na propria mentira.

Certo! – Ele prometeu, o que poderia fazer? Deixe a garota se matar, enlouquecer, matar a todos ao redor, nao era problema dele. Ao menos era o que ele queria estar sentindo, que aquilo nao era problema dele.

Leandro deu meia volta com o carro, seguindo de volta para a casa de Marcela, seus olhos começavam a mudar o tom, como quando Marcela se desconectava do mundo, os olhos dele estavam escurecendo, dava-se para notar que ele tentava controlar mas nao conseguia, foi quando ele parou o carro e saiu dele batendo a porta. Estavam em meio a uma estrada deserta, perto de um bosque, final de tarde, Marcela nao sabia se ia atras dele ou aproveitava a oportunidade, ela sabia dirigir, ir embora dali seria facil se nao fosse por seu bom coraçao que a fazia se preocupar com um cara que nem conhecia. Ela se dirigiu a ele, com um pouco de medo unido com preocupaçao, ela tocou seu ombro.

Leandro, voce esta bem?

Estou – Ele dizia entre os dentes, virando o rosto para que ela nao o olhasse diretamente
O que esta acontecendo com voce? – Ela tentava o olhar nos olhos, mostrar sua preocupaçao, mas ele se inclinava toda vez que ela tentava.

É o dom que todos nós temos, me estresso muito facil, só isso.

Voce ia se transformar ou algo assim?

Nao exatamente, eu sou treinado, ia perder um pouco o controle, mas ia estar ciente do que estaria fazendo, so nao sei se poderia me conter.

Voce poderia ter me feito algum mal, é isso? – ela deu um passo para tras, sentia como se o estivesse forçando.

Não sei, mas nao quis arriscar. E voce tambem nao deveria, nao sei como nunca machucou alguem seriamente.

Eu devo ter matado o Spike, vai saber! – Agora era ela tentando tornando o clima mais ameno.

Podemos perguntar a sua mae o que voce ja fez, assim podemos comparar com o que eu ja fiz, quem sabe assim voce veja que ainda ha tempo. – Ele falava isso enquanto respirava fundo, era engraçado e assustador.

Eu preciso descobrir algumas coisas antes de ir com voce, me leve até em casa e depois nós veremos, okay?!

Leandro respirou aliviado, nao sabia que quase perder os sentidos perto daquela garota a faria ver as coisas de uma maneira melhor. – Okay, vamos.

Os dois foram em silencio embora, Marcela queria fazer perguntas, mas tinha medo de tirar o controle de Leandro, os olhos dele ainda nao estavam cristalinos, talvez isso significasse algo, vai saber.

Em casa Mary estava de um lado para o outro, sua casa estava toda fechada, ela a arrumava todo instante porque nao conseguia ficar parada, queria voltar atras e ao mesmo tempo achava mesmo que tinha feito o certo. De repente ela escutou um barulho na porta da frente, correu para la, achava que era alguem trazendo noticias de sua filha, nao esperava que fosse sua filha.

Mae!? – Marcela entrava em casa com uma cautela estranha, era sua casa, porque estava com tanto medo?

Mary via sua filha entrando como se fosse um fantasma, assustada e feliz ela correu em sua direçao.

Desculpa, minha filha, eu achei que fosse o melhor, mas talvez nao fosse, eu nao sei, se seu pai … – Tudo bem, mae – Marcela a interrompeu – Voce estava certa, eu vim até aqui porque preciso saber de algumas coisas antes de ir.

Antes de ir? Ir para onde?

Eu tenho que aprender como me controlar, mae, talvez isso seja algo bom afinal, eu posso virar a Mulher Maravilha no futuro – Marcela estava tentando achar algo bom para mostrar a sua mae que tudo ficaria bem.

E o que precisa saber, minha filha? – Mary ja tinha considerado a possibilidade de que um dia teria coisas a contar para sua filha, so nao sabia que estaria contando para libertar ela para algo mais.

O que eu ja fiz? Quero dizer, quando desmaiava?

Mary precisava de ar, de um buraco na terra, qualquer coisa que a tirasse aquela sensaçao, parecia que ia tirar algo super secreto de dentro dela, nao sabia se isso a aliviaria, mas sabia que sua filha nao ficaria bem ao saber.

Na primeira vez que voce desmaiou era pouco depois de completar seus 18 anos, Fernanda, sua amiga do colégio veio se despedir porque ia se mudar e voce estava triste, até que começou a jogar fotos no chao, acho que estava se lembrando das coisas que ja fizeram, de repente voce desmaiou, pra voce tudo tinha acabado ali, mas eu a observei mudar, seus olhos escureceram e estavam fixos em algo alem de mim, entao as coisas ao seu redor estavam se levantando, eu notei que voce fazia movimentos com a mao, como se os tivesse na sua palma, foi tudo rapido e entao voce voltou ao normal, me perguntou o que tinha acontecido e eu achei melhor nao te contar nada, eu sabia o que estava acontecendo, meu pai me disse uma historia quando eu era criança, ele queria que eu tivesse os tais poderes da familia porque minha avó teve, ele contava essa historia para todos, e todos sempre riam dele, mas eu me lembrava bem do que minha avó era capaz e o que houve quando descobriram tudo sobre ela. – Mary agora parecia observar uma tela a sua frente, como se estivesse narrando um filme mudo.

Entao o ano foi passando e parecia que seu tempo desmaiada demorava mais, voce destruiu nossa sala uma vez e eu tive que inventar aquela viagem de ultima hora para pedir ao meu pai que arrumasse a sala como era antes.

E o que eu fiz ao Spike?

Voce o fez voar pela sala, ele nao aguentou os ferimentos, eu o levei ao veterinario e disse que ele pulou da janela, nos moramos em uma casa sem segundo andar, mas o veterinario nao sabia disso. Entao, depois de pensar muito, eu decidi leva-la nesse lugar que seu avö indicou, ele disse que haviam pessoas la que poderiam te fazer entender melhor seus poderes, assim voce nao correria risco de se machucar ou machucar alguem.

Marcela se levantou sem aviso algum e seguiu ate a porta, chamando Leandro para acompanha-la.

Eu entendo, agora eu preciso ir, mae – Ela estava distante, se sentia uma alienigena agora.

Okay, Marcela – Mary sabia que nao poderia exigir muito de sua filha nessa hora.

Eles demoraram horas até chegarem aonde Leandro queria, o prédio aparentava ter uns 10 andares, todas as janelas pareciam espelhos, nao dava para ver nada do que estava dentro, a entrada parecia como de qualquer condominio, mas essa ilusao acabou quando Marcela entrou no elevador, só haviam 5 andares, ela nao poderia ter errado tanto na conta que fez pelo lado de fora.

Leandro, esse prédio só tem 5 andares?

Leandro parecia se divertir com a pergunta de Marcela.

Só tem 5, mas os 4 primeiros sao muito grandes e ocupam dois andares a mais do que deveriam, entao voce nao errou a conta quando analisou pelo lado de fora.

Eles pararam no ultimo andar, o elevador dava em um corredor , com algumas portas seguidas nao tao perto umas das outras. A porta de Marcela era exatamente a de frente para o elevador, e era um quarto enorme, ela nao esperava tanto, ja que Leandro deu a entender que aquele andar era o unico de tamanho ”normal”.

Esse quarto é seu, ao menos por enquanto, nao sabiamos se voce ia aceitar entao nao arrumamos um quarto para voce, amanha eu mostro o restante do prédio, e voce vai entender o porque do exagero no tamanho! – Leandro saiu rindo baixo, ele se divertia quando trazia alguém ali, todos reagiam da mesma forma.

Marcela seguiu pelo quarto tentando se ordenar, viu que haviam roupas limpas na cama, Leandro tinha dito que nao sabiam se ela aceitaria, provavelmente deixaram algo ”meio arrumado” para o caso dela aceitar. Ela seguiu direto para o banho, estava exausta e só pensava em dormir. O banheiro nao era de um tamanho normal, até meio desproporsional para o restante da casa, mas Marcela nao ligou, entrou e se lavou, notou que havia um aparelho de som abaixo do chuveiro e o ligou, tentou relaxar e repensar as coisas que haviam acontecido, tudo aquilo em um dia, ou sera que tinha passado mais de um dia e ela nao reparou?!

A agua estava muito boa e Marcela estava perdida em seus pensamentos, sua banda preferida tocando ao fundo, seria tao perfeito se ela pudesse parar ali, naquele instante para sempre, mas ela sabia que nao seria assim, que logo que acordasse no dia seguinte teria que enfrentar o que quer que ela fosse, entao terminou seu banho e foi se deitar, por um instante pensou se nao deveria comer algo, mas antes de terminar seu pensamento ela ouviu um barulho vindo do outro lado da parede de seu quarto, ela se levantou rapidamente e se afastou da parede, como se algo fosse atravessar por ali, isso nao era exatamente impossivel e ela sabia disso, entao alguem bateu na porta e a abriu lentamente, era um adolescente, provavelmente da mesma idade que ela, tinha os olhos castanhos claros e um tom de pele moreno, parecia até que ele tinha acabado de voltar da praia, seu cabelo estava em formato de moicano e ele parecia meio sem graça por estar ali.

Hey, desculpe o barulho! – Dizia o garoto que so deixava a cabeça a mostra pela fresta da porta. – Eu apertei um botao para ligar a televisao mas ligou algo na cama e ela fez algo muito estranho e entao, bom, resumindo a cama atacou a parede e eu vim pedir desculpas.

Marcela nao acreditava no que estava vendo, em resumo ela era uma descendente de um povo super poderoso que se irritava facil e seu dna, entre tantos na familia, se destacou e entao ela teve que perder um dia de trabalho pra encontrar um cara lindo que a levou para uma mansao em forma de apartamento e por ultimo um garoto estranho abriu a porta dela sem permissao para se desculpar porque a cama dele tambem deve ser descendente de pessoas que se irritam facil. Dia perfeito!

Tudo bem. Me assustou um pouco, mas nao tem problema.

Ah! Okay, entao. Eu vou indo, desculpa novamente. – Parecia que ele esperava por mais, por um instante Marcela pensou que ele tinha feito de proposito, mas nao queria pensar naquilo agora, ela so queria dormir. Ela seguiu até a porta, se despediu e a trancou, ela dormiria ainda essa noite, nem que tivesse que desmaiar pra isso.


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16 Comments»

  • A Autora *O* says:

    Só queria dizer que fico feliz por terem publicado, *O* .
    Deixando claro que a primeira vez que escrevo, tenho muito pra aprender ainda, kkkkkkkkk. Dúvidas ou sugestões que possam me ajudar, @Fran_Fuji , twitter está lá *O*

  • Sanchez says:

    bem legal! pode vir a ser um livro, ou uma HQ! parabéns!

  • Fernando Bandeca says:

    Muito bom, nem parece ser sua primeira história, estou muito surpresso e curtindo muito a história.
    Parabéns Fran.

  • keila Ferreira says:

    Muito criativo manaa ! Você escreve muito bem gemula !
    Estou orgulhosaa /FATO

  • Adriana Alves says:

    Muito foda a história. ADOREI *O*

  • Eu gostei do texto. Criativo e bem escrito.. massss.. você também deve tomar cuidado com a repretição de palavas. Neste caso foi o nome “Marcela”, que aparece diversas vezes.

    MAs é só isso, no mais o texto ta beleza! 🙂

  • A sim e a imagem do conto foi a própria Fran, escritora do conto, que sugeriu! 😉

    Antes que a Laize venha me questionar pq coloquei foto de menininha la em cima! 😛

    • Fran Fujikawa says:

      Yeah, *O* , eu peguei porque a atriz se parece bastante com a minha imagem da Marcela, =B

  • Vitor Vitali says:

    Ainda não li o conto, mas devo dizer que a Alexis Bledel é uma das mulheres mais bonitas na minha opinião, além claro de Sin City ser uma puta HQ foda. Mais tarde leio o conto 🙂

  • Bianca says:

    Gostei bastante. Provoca a curiosidade. ^^

  • Vitor Vitali says:

    Bem, o texto tem algumas repetições incômodas no começo e algumas problemas com o til no meio, mas nada de mais. No entanto, não sei, fui me perdendo no texto e no final já não entendia mais nada. :/

  • Marcolino Marcondes says:

    Estou usando esse pseudônimo, já que não gosto de me identificar. Esses foram os únicos nomes que me lembrei. Adorei sua história, mas é uma pena que você ainda não tenha terminado de escrevê-la. Espero que sua inspiração retorne logo.

  • Stefs Lestrange says:

    Essa personagem é minha e eu vou te processar, beleza?..HUAHUAUAHAUHUAHUAHAUHAU Own mana, eu gostei do novo enredo que vc fez pra Marcela, pq ela sempre sofre por causa de macho e apanha das ex-namoradas…agora ela será valente e fará todo mundo calar a boca é.

    Acho digno que continue. Terás meu patrocínio, paola10 HAUUAHUAUAHAUHUA

    Te amo mana *-*

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