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Apr
21
2010

Aquilani

Escritor: Ramza

Essa é a historia de Mathias de Ankanberg, também conhecido com Mathias de Loreal. Ankanberg é o nome de um Mosteiro isolado e recluso no reino que hoje se chama “Reino de Leão”. Já Loreal é uma pequena cidade, porém movimentado de onde vários comerciantes de lã jazem.

Mas nossa historia começa a ter relevância em Juanes, feudo do reino vizinho ao de Leão. Mathias, nessa época ainda de Loreal era um jovem, porém brilhante militar ao lado de Vsª Majestade, Alberto II de Leão.

Os condes e duques que acompanhavam o rei na empreitada pelo reino vizinho não apreciavam a companhia de Mathias. Nascido de uma família nobre, mas de segunda linda e hoje sem terra.

Porém mais de uma vez seus conselhos ignorados se mostraram sábios em campo de batalha. E Alberto mesmo sem lhe dar tanta importância mantinha Mathias nas reuniões que decidiam o futuro da marcha.

Os condes e principalmente o irmão mais novo de Alberto, Sebastian da Condunha achavam Mathias muito cauteloso e até covarde.

Já Alberto apreciava os comentários de Mathias, e achava que ele mantinha o equilíbrio nas reuniões, havia muitos homens belicosos e o rei foi um dos primeiros a descobrir que o segredo da vida é o equilíbrio.

Juanes á muito foi um feudo subjugado a Crizalina e hoje fiel a coroa dos “Bastardos”. Bastardos são como os Leoninos chamavam os habitantes do Reino de Aquilani.

Quando Alberto II de Leão casou-se com Maria Ester de Crizalina reivindicou para si o controle do feudo que era importante na fabricação dos famosos metais negros. Metais que eram completamente ordinários para a fabricação de lanças e espadas, mas quem continham especiais poderes medicinais. Comumente usados por exércitos imperiais.

Afonso o Bastardo impôs por meses um forte exercito no canal que separava Juanes do Reino Leonino. Período esse que a burguesia local teve lucros exorbitantes. Alberto ciente das dificuldades que encontraria se ataca-se o feudo naquele instante apenas esperou,

Quando ao final de nove meses as tropas de Alberto nada fizeram Afonso sentido-se seguro, e forçado pelos altos custos de manter um exercito reunido dispensou seus Duques, condes e barões.

Quando tomou ciência do recuo bélico o já preparado Alberto invadiu o norte de Juanes com dois mil cavaleiros. Após um batalha rápida e fácil contra os poucos homens responsáveis pela proteção da cidade formou-se a reunião dos Nobres.

Acampados sob o que fora um grande campo de grãos os homens resmungavam mal humorados. Uns falavam dos poucos espólios de guerra que conseguiram, outros tantos de fome e cansaço, porém o verdadeiro motivo do mal humor era o frio que assolava a região fria e montanhosa mais ao sul.

Enquanto os soldados ficaram em finas e sujas cabanas, seus senhores descansavam em grandes cabanas feitas com uma grossa lã.

No centro do acampamento as grossas cabanas ostentavam ornamentados brasões do senhores feudais. A maioria tinham cabeças de leões, enquanto outras elmos prateados e alguns dourados, chifres de animais e dragões lustrosos.

Ao lado da cabana do rei Alberto uma flâmula tremulava com o escudo da família real de Leão. Mais alta que qualquer outra, mais feroz que todas juntas.

Dentro, ao contrario do leão de seu estandarte um Rei pensativo e compenetrado discutia com seus aliados o avanço ou não das tropas. Haviam conquistado seu objetivo principal, mas não podiam se dar ao luxo de perderem boas oportunidades.

– Não podemos esperar mais Alberto – dizia Sebastian – Os bastardos estão desmotivados e seus homens temerosos – um murmúrio de concordância seguiu-se – Se guardamos Juanes por mais alguns meses, poderemos juntar homens suficientes para tomar boa parte de Aquilani.

– Não tenha tanta certeza Milorde – retrucou um calmo mas seguro Mathias – Aquilani inteira não é como a pequena e rochosa Juanes, e Afonso não é de todo burro.

Sebastian nem sequer olhou para Mathias e continuou a falar para o irmão.

– Tu mais do que ninguém sabe que eu me importo com o futuro de nosso povo – mentiu – E sabes também que Afonso agora mesmo está pensando e retomar aquilo que és vosso por direito – os homens murmuraram uma vez mais – Quem sabe o mau que seria uma retomada de Juanes por parte dos bastardos.

Mathias tentou falar mas foi interrompido

– Uma vitória bastarda poderia ameaçar vosso reino – disse um ardiloso conde – O que impediria Afonso de avançar sobre suas cidades como fizeste com a dele?

Quem falava era o conde de Amodeus, um velho de nome Frederico, que tornou-se conde muito mais por sua esperteza e lucrosos negócios com a coroa que serviços ao rei. O único conde de Leão que não descendia de família nobre e portanto não tinha brasão. Com uns cinqüenta anos e cabelos vermelhos e ralos, tinham uma testa já bem avançada pela falta de cabelos. Sabia como tratar os poderosos, como infligir medo em seus corações e confiança em suas espadas.

Quando falava com Alberto tratava sempre como o senhor maior, e quando falava com outros condes tratava-os como irmãos. Insinuava para Alberto que as cidades não eram apenas do reino dele, mas dele, fazendo o rei esquecer que os maiores prejudicados com uma invasão seriam na verdade os próprios senhores feudais.

– Devemos por nós e por Deus tomar de vez esse reino de pecadores – Continuou Frederico – Já não é de hoje que os Leoninos nutrem um ódio mortal e completamente justificado daqueles bastardos.

– Escute este homem meu Irmão – Ralhou Sebastian – Não são muitos os homens sábios o suficiente para ascender a nobreza da onde veio esse – disse, ao mesmo tempo elogiando e lembrando das origens sórdidas de Frederico.

Frederico fez uma cara de desgosto que mais pareceu uma careta antes de se amiudar no meio dos outros condes orgulhos – Para cima deles Alberto – gritou o conde de Montloir exaltado.

– Não é tão simples assim senhor – começou a explicar Mathias – Aquilani é um reino extremamente rochoso, todos sabemos que a coroa bastarda sobrevive das suas minas e pedreiras – olhou com um olhar apelativo ao bom senso – Juanes é a única cidade que fica fora do cinturão de montanhas que cerca Aquilani – disse – Não importa quantos homens levemos, os Bastardos estarão sempre em vantagem, não haverá espaço suficiente na maioria das batalhas que travarmos para impormos uma vantagem numérica acima de sua táticas planejadas a favor do terreno.

– Não diga bobagens garoto – alguém falou alto suficiente para provocar risadas nos demais.

Alberto permanecia compenetrado e frio à acalorada discussão. Vez ou outra inclinava a cabeça para escutar algo que seu duque de guerra lhe falava.

Falou Sebastian – Se não fosse pela segurança de Leão, não investiríamos tão precipitadamente contra os bastardos – E respondeu Mathias – Perderíamos até mesmo Juanes.

– Faremos o possível por Leão – entoou aos companheiros – e que Deus nos proteja – Os condes gritaram de satisfação e uivaram como animais glorificando a guerra eminente.

Alberto do alto de sua calma, sentado observava os nobres não tão nobres empunharem suas espadas em comemoração como se algo já estivesse decidido. Sábia que poucos ali se importavam com os camponeses e pobres servos, via nos olhos daqueles animais que o que os impulsionava era o desejo por mais terra, mais poder. Mas no fundo também se sentia assim.

Pesou os riscos e concluiu que seria muito arriscado, por fim disse com sua voz rouca e imponente como tem de ser a voz de um Rei. Todos se calaram para ouvir o rei que levantará a mão em um pedido de silêncio.

– Que Deus nos abençoe, porque vamos a guerra!

Os homens enlouqueceram.

***

Francisca agachava-se entre umas folhas ásperas com o coração na boca. Ficou tão quieta que podia jurar que ouvia seu próprio coração. Escutava os passos abafados de corpos pesados passarem por perto.

Os homens do outro lado do rio haviam invadido Juanes e agora procuravam mulheres para que pudessem se divertir. Os muito bêbados estupravam as camponesas indefesas, enquanto os mais sóbrios primeiro roubavam as casas antes de tomar as donas.

Só teve tempo de correr para o pequeno matagal no sopé da montanha. Juanes era uma cidade com pouca vegetação, uma cidade de pedras negras.

No sudoeste do feudo uma plantação de trigo, aveia e alguns pomares e umas poucas macieiras. Mais a sudeste videiras e pastos para as vacas magras, juntas as famosas ovelhas mal humoradas de Aquilani.

Metade da plantação de trigo já havia sido consumida pelo exercito invasor. Plantação que serviria de alimento para os camponeses por pelo menos metade do ano. Tudo aquilo que não fosse consumido pelos algozes seriam queimados e destruídos posteriormente, não era seguro deixar provisões que poderiam se tornar do inimigo.

O coração de Francisca acelerado quase a denunciava a seus perseguidores, na sua pele escorria um suor frio. Mas seu rosto permanecia impassível, fria como gelo.

No momento da invasão ela estava fora das muralhas da cidade e foi a primeira a avistar a corja invasora. Correu para avisar os guardas da cidade sabendo que nada adiantaria. Eram poucos, se ao menos fosse algumas semanas atrás… quando metade dos cavaleiros do reino estavam ali.

Pela bandeira percebeu que quem vinha era Alberto II de Leão. Odiava os Leoninos, alias, odiava a todos que não fossem conterrâneos. Todos os tratavam como o povo que trairá Deus, portanto os xingavam e tacavam lhes pedras quando sabiam de onde viam. Mas Francisca não conhecia povo melhor, mais trabalhador e sofrido.

O joelho doía de tanto tempo que estava ali agachada, mas não sentia o corpo, só um odio constante misturado com o medo oscilante. Fugirá de dois brutamontes que tentaram a estuprar, nenhum deles se deram conta quando Francisco desceu vascilando para o fundo da casa com as roupas tão rasgadas que teve de as abandonar no meio do caminho.

Quando chegaram os homens de Alberto, Francisca preparava-se para fugir com os dois filhos, o marido havia sumido. Um dos brutamontes postou-se na única entrada da choupana velha.

A mulher temeu pela vida dos filhos, não pela sua. O outro homem com sua armadura cinzenta veio em sua direção sem nem ver os dois meninos que o olhavam assustados.

Francisca vacilou e caminhou lentamente até a mesa atrás dela, sentou-se e com um sorriso dissimulado abriu as pernas e levantou a saia. O homem escancarou um sorriso débil.

Porém no momento em que abaixava as calças o pé de Francisca acertou bem no meio de suas pernas, o homem caiu gemendo de dor. O outro correu em direção da mulher com ódio nos olhos e foi quando ela mandou os filhos fugirem. Foi a ultima vez que viu as crianças.

Não ouve misericórdia por parte dos “rapazes”, o grandalhão da porta de cabelos ruivos acertou um soco violento no meio da boca de Francisca. Quando o outro se recuperou a puxou pelos cabelos jogando-a no chão e acertando vários chutes em seu ventre. Francisca desmaiou.

Acordou instantes depois quando jogaram-na de volta na mesa, dessa vez tiveram o cuidado de segurarem suas pernas e braços.

O primeiro homem arremeteu e Francisca gemeu de dor, nojo, tristeza e desgosto. Não sentiu ódio nem raiva, mas uma desesperança profunda e maligna.

O corpo antes rígido amoleceu, estremeceu. Ela desistiu por instantes da vida inteira. Seu marido havia sumido, seus filhos fugidos para uma cidade cheia de sanguinários homens e ela ali, sendo devorada por monstros carnívoros.

O homem gemia de prazer enquanto o outro já havia soltado um de seus braços para acariciar os seios pequenos de Francisca. Percebeu pelo rosto do seu violentador o que ia acontecer. Sem contorceu, tentou desvencilhar, girou o Maximo que pode o corpo mas não conseguiu tirar o homem de dentro de si. Ele gozou dentro dela.

O homem amoleceu cambaleante, foi cair no canto da choupana. O chão coberto por palha amorteceu o impacto. O outro preparou-se para se aproveitar de Francisca mas alguma coisa chamou mais sua atenção. Algumas correntes de ouro caíram do seu parceiro, nem hesitou em furtar seu colega.

Francisca aproveitou para escorregar rente a mesa bem devargazinho enquanto seu atacante furtava o parceiro, ela com o vestido marrom em frangalhos saltou pela janela partindo em disparada para o matagal.

Enquanto corria um turbilhão de coisas passava em sua cabeça: Seus filhos, sua amada casa, seus conhecidos e seu marido. Verdade que George nunca fora um marido exemplar, mas alimentara a família por mais de 10 plantações.

Uma dor visceral e avassaladora a fez chorar, os músculos de sua face não se moviam, mas seus olhos despejavam uma chuva de sentimentos doloridos e incolores.

Correu sem rumo, rumando pro mato ralo que cercava a montanha de pedras negras; motivo dos sofrimentos. Jogou-se ali chorando copiosamente e gemendo baixinho, até ouvir passos.

Calou-se com medo que fosse seus atacantes uma outra vez.

***

O dia amanheceu agradável, um sol fraco mas quentinho iluminava o grande acampamento e melhorava o animo dos homens. Um cheiro de pão doce subia das cabanas onde ficavam os padeiros.

Os mais novos já estavam impacientes com os dias que passavam sem batalhas ou ao menos caçadas para se distrair, mas não havia bosques por perto. Os mais velhos, portanto sem tanta vitalidade preferiam descansar e o observar os jovens bezerros brigarem por qualquer coisa só para terem algo violento para fazer.

Ao contrario do que acontece nos livros, as guerras tinham longos momentos de inércia e reflexão. Os homens precisavam descansar, os feridos se cuidarem, os ferreiros soldar armaduras, arqueiros recolherem as flechas que ainda podem ser usadas.

Principalmente os nobres ficavam satisfeitos com aqueles momentos de calmaria.

Apesar da campanha de guerra não seria digno dos nobres se privarem de seus luxos habituais. Há alguns dias que Alberto não comia leitões, aves e ovos, isso começava a irritar i rei. Em compensação os cozinheiros e padeiros faziam o maior esforço para criar pratos que agradassem o rei e conseqüentemente toda a sua comitiva de nobres.

Foi nesse clima de leve otimismo que Mathias levantou-se na sua cabana nem tão grande e nem tão pequena. A sua cabana não estava exatamente no centro, mas estava bem próxima à aquelas que estavam.
Ajudado por Rubens, um dos poucos velhos empregados que a família manteve, ele se vestiu para uma missão diplomática. Ninguém lhe encarregou daquilo, mas sentia que encontraria um motivo para mudar a decisão de Alberto.

Não encontraria ajuda dos outros nobres, eles na verdade o odiavam. Alguns poucos os desprezavam por sua incapacidade de ver a beleza na guerra ou então por não conseguir dar o valor devido para o poder que podiam conquistar com mais terras, mais vassalos, mais plantações, pedágios, moinhos e tantos outros.

Mas a grande maioria o desprezava por ele ser um nobre sem terra, muitos inclusive colocavam sua nobreza em cheque. A família Loreal veio de um caso impar no universo da nobreza.

O Avô de Mathias foi Sir Alan de Loreal um homem que pela espada conquistou tudo ao lado de Alberto I, terras, tesouros, favores e um lugar na corte. Já o pai foi Nancy de Loreal, um preguiçoso beberrão que fez um grande favor a família, perdeu tudo o que Alan conquistou.

Nancy adquiriu dividas, tiranizada os territórios sob seu domínio, estuprava camponesas, encomendava especiarias que não podia pagar, negava-se a pagar dizimo a igreja e por ultimo, não pagava impostos ao rei. Depois de tantos motins e das negações aos pagamentos de impostos o rei deveria punir os Loreal.

Em contrapartida o rei era tão grato a Alan que não poderia simplesmente renegar sua família a uma humilhação tão grande e eterna como o exílio ou a pobreza total.

Ouviu muitos conselheiros maldosos e condes invejosos, cobiçosos de seus domínios. Por fim encontrou uma solução senão satisfatória, ao menos misericordiosa.

Chamou na corte Sir Ludvin, na época seu Duque de guerra. Ludvin tinha recebido varias terras e grandes favores de Alberto. Foram amigos na infância e companheiros de guerra no passado. Alberto consultou-lhe sobre feudos e pequenas vilas que tinham um baixo rendimento anual. Escolheram Luzyn, Elena e Munilia. Cidadelas todas sobre controle de Ludvin.

Alberto então informou a Nancy que seriam retirados de sua família todas as terras que até então o rei lhes concedera. Nancy ficou atônico e então furioso, só depois de horas percebeu a desgraça em que a família cairia. Correu aos pés do rei para lhe implorar perdão.

Alberto deseja lhe conceder uma nova chance, mas já tinha prometido muito daqueles feudos para outros nobres em maior destaca e com uma ficha mais notória de serviços a coroa. Nancy insistia que ao menos Loreal fosse concedido à sua família, mas o rei foi taxativo. Expulso-os de qualquer terra sobre seu antigo domínio.

Quando o homem já estava em prantos e desespero o Rei lhe fez uma oferta:
– Nancy de Loreal, filho do destemido e corajoso Alan de Loreal, tem apenas uma chance de não jogar o nome de sua família por completo na lama.

– Diga, Vossa Majestade, farei de tudo por mim e minha família.

– No extremo sul das terras de Sir Ludvin há três pequenas vilas – Falou o Rei – lá está sua honra agora.

– Conheço bem aquelas terras meu Senhor – Nancy tremia de tanto medo – São secas como só Deus sabe, nenhum homem de classe pode viver lá.

– Pois você fará daquelas terras verdejantes.

– Aquelas não meu senhor, por favor me concedas terras melhores – sua voz sairá tão suplicante que nem aquela negação pareceu de fato desrespeitosa.

– Eu lhe ofereço uma solução para tua desgraça e o que me fazes é rejeitar minha misericórdia?

– Mas meu senhor…

– Não há problemas ficarás sem nada – disse o rei – Melhor terra nenhuma que uma terra ruim.

– Não Senhor, Por favor Senhor – implorava por algo, mínimo que fosse, mas digno de um nobre – Eu aceito meu Rei, serei senhor daquelas terras com muita satisfação.

– Senhor das Terras? – indagou – Pode ser que um dia consigas.

– Não entendi Vossa Majestade – disse Nancy confuso – Não me ofereces agora as secas vilas nas terras que eram de Sir Ludvin?

– Tais palavras nunca saíram de minha boca – respondeu já cansado daquela falação – O que ti ofereço é que cuide daquelas terras, de fato de ordens àquela gente e recebas parte de tudo que for produzido nessas “três marias” da tua vida – Olhou em volta procurando algo – Mas será Ludvin a manter seu poder como senhor das terras.

Mathias abriu os olhos tentando esquecer as lembranças, por mais que tenta-se não ligar, no fundo do seu peito tinida um orgulho pela busca da honra familiar.

Passou as mãos nos cabelos vermelhos e soltou um grande suspiro enquanto observava o acampamento, que pela manhã era completamente diferente do restante do dia. Era calmo, suave, silencioso e ate harmonioso.

Aquela floresta de barracões marrons, cor de coro cru, com seus enormes estandartes e flamulas com cabeças de leões e outros milhões de brasões.

A terra era seca e batida de tanto os soldados irem e virem por onde antes fora um milharal. Resolveu que era melhor sair logo, antes que outros soldados o vissem sair e reportassem tudo aos seus companheiros.

Rubens trouxe um cavalo grande e acinzentado, um cavalo de guerra, exigência máxima dos nobres e cavaleiros reais. O Jovem de Loreal não teve problemas para montar no garanhão. Era magro e ágil, tinha plena noção que deveria ser mais forte para se tornar um soldado ideal. Pretendia ficar mais gordo e talvez mais forte, mas não tinha pressa.

Do alto de Aaroll, sua égua, Mathias sentia-se melhor mais confiante. Via com mais nitidez, tanto a cidade quanto seus objetivos. Aaroll lhe transmitia uma confiança que nenhum homem conseguiu lhe transmitir até hoje, foi, é e provavelmente será, mais amigo de Mathias que qualquer outro homem ou mulher.

Esporreou-a devagar a Aaroll saiu em leve trote pela ladeira suave de de pouquíssima inclinação. A região era grande, mas grande parte era montahosa e sem utilidade para a agronomia.

A maior fonte de renda de Juanes era a exploração de sua grandes minas de Minek, também conhecido como metal negro.

A fama das Mineks nascera da época em que Aquilane formava parte de mais três reinos, um deles Leão. Um grupo de nobres resolveu se rebelar contra o Rei de Leão, não pretendia mesmo uma guerra, apenas demonstrar o valor das terras negras.

O rei de leão investiu contra Juanes com exercito de mais de cinco mil homens e algumas centenas de cavaleiros. A maioria fora mercenários, mas mesmo assim era um numero muito superior aos poucos Juaneses.

Quando os nobres foram mortos, morreram com eles suas mentiras também. E todos aqueles ditos de lealdade, liberdade e força para a vitória tornou-se real, Numa mostra nunca vista antes o povo uni-se a nobreza pela defesa do reino. A cada homem que morria o povo Juanese colocava uma das Mineks em cima dos cadaveres. No dia seguinte alguns deles ressuscitavam e os feridos se curava. Por toda a cadeia de montanhas negras o povo começava a se rebelar, formando o reino de Aquilani.


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2 Comments»

  • Rainier says:

    Gostei muito deste conto, mas acho que houve uma poluição muito grande de informações.

    Mathias de Ankanberg, conhecido como Mathias de Loreal. Ankanberg é o nome de um Mosteiro no reino que hoje se chama “Reino de Leão”. Já Loreal é uma pequena cidade.

    No primeiro paragrafo conhecemos o personagem, o apelido dele, o mosteiro que fica em um reino, tendo o mesmo nome do personagem, que não tem nada a ver com loreal, mas como é o apelido do personagem também teve uma explicação. Ahhh! Minha cabeça explodiu!

    Eu também dividiria o conto.
    A segunda parte realmente me deixou de queixo caido. Muito bom. Mas junto com tudo deixa muita informação em um só conto.

    No geral eu gostei muito do conto, e já o li 3 vezes, entretanto sempre fico confuso com tantos personagens e locais. Nos próximos limpe um pouco este excesso. Atrapalha muito a compreensão do texto.

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