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Apr
21
2010

Cinema Mudo – Sala 2

Escritor: Zé Saika

Hoje o dia estava belo. Chovia nuvens e gotas d’água. O céu estava nublado e sereno. Sem motivo aparente fui ver “The Book of Eli” em um cinema não tão perto aqui de casa. Ao chegar à bilheteria me deparei com uma fila grande demais para um feriado. Quando você passa mais de trinta minutos em uma fila já deve perceber que toda e qualquer pessoa ao seu redor está falando. Esse meu pensamento entrou em choque com o silêncio da sala dois. Ao entrar vi algumas pessoas. Sentei no meio do cinema como sempre. Olhei a hora e vi que ainda faltavam vinte e sete minutos para o início da sessão. Em um momento de tédio resolvi observar todos naquela sala.

Ao meu lado estava uma senhora de mais ou menos 60 anos de idade que carregava em um saco 10 litros de água. Acho que ninguém entenderia aquela cena senão ela, ou uma peneira, quem sabe? Na fileira em frente a minha tinha um homem com um saco de pipoca comendo tão rápido que me fez pensar se ele iria precisar de água da velha para desentalar. Mais lá pra frente tinha um casal. O cara estava dormindo e sua namorada estava no celular. Nos dias de hoje as pessoas estão se ocupando tanto que não tem tempo de fazer uma coisa por vez. Se todo mundo é assim acho que sou um ser desocupado.

Mais uma vez o relógio puxou minha atenção e ainda faltavam dezenove minutos. Veio a minha cabeça uma lembrança de meu pai. Eu e ele disputávamos quem conseguia contar até 20 mais rápido. Ele sempre ganha enquanto eu ainda estava no 10. Dizeum, dizedois, dizetrês, dizequatro, dizecinco, dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove, VINTE! Era assim que ele sempre ganhava de mim. Eu devia ser muito lerdo para não ter notado isso.

Enquanto essa lembrança patrocinada pelo YouTube passava em minha mente mais e mais pessoas entraram na sala. Famílias inteiras, grupos de amigos, muitos casais e pessoas sozinhas até. O mais interessante é que daquele momento em diante o único som que prevaleceu foi o do silêncio. Devia ter umas 20 pessoas no total e todas estavam em total silêncio. Apenas se comunicando por gestos e sorrisos. Não pude observar metade das pessoas que estavam lá, mas foi um belo momento. Foi naquele cinema mudo que minha mente fluiu como nunca antes. Todas as possibilidades existiam e tudo acontecia ao mesmo tempo.

Nunca vou adivinhar o que estava na mente daquelas pessoas, muito menos chegar perto disso. Fico feliz por ter tido a chance de perceber que mesmo com a ausência de som ainda existe uma comunicação. Tudo é comunicação. Um sorriso, um gesto, andar de olhos. Tudo é comunicação. Basta achar alguém que entenda.


Categorias: Agenda |

3 Comments»

  • Rainier Morilla says:

    Gostei muito.

    Olhar para a vida é algo que falta em nós hj. Estamos tão ligados a informação e milhões de coisas acontecendo ao mesmo tempo, que as vezes nem notamos o quanto nós, humanos, somos curiosos e interessante.

  • Gabriel Monteiro says:

    Gostei. E acho que devo ser um ser desocupado.

  • Thainá Gomes says:

    Viva a linguagem corporal!huhu.Ficou muito legal.

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