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Apr
09
2010

Entre Ouro e Sangue

Escritor: Carlos Geovanni Chrestani

entre-ouro-e-sangue

Prefácio

O presente conto foi criado com base no relato de minha avó, Lídia Migdalski, que aparece aqui como personagem principal. Segundo ela, o fato ocorreu nos idos de 1964, no distrito de Guaragi, município de Ponta Grossa, Paraná.
Sobre a veracidade da narração, pude constatar pelo seu olhar sombrio que tal lembrança mantém-se viva, como se houvesse ocorrido há uma semana.

Mantive propositalmente os nomes reais, pois todos participaram do episódio e, mesmo que para os mais novos tenha-se apagado da memória, há qualquer relâmpago que não os faz duvidar.

Dedico este conto dramatizado ao meu dziadzia1 Luís Migdalski (in memorian), com muito carinho.

Geovanni Chrestani
Ponta Grossa, Primavera de 2009

Gaúcho latia ferozmente em direção ao capão localizado meia centena de metros da velha casa. Descomedido, esticava a corrente até onde lhe era permitido. A pelagem da nuca ouriçada. Esbravejava. Enfurecia-se com… nada. Foi o que Lídia constatou quando decidiu ver o motivo por tanto estardalhaço.

Da porta, olhava o capão de longe, próximo de onde farfalhavam os galhos do Ipê recém-chegado. Viu de relance algo brilhante, até então latente, que atravessou a mata negra que a lua cheia iluminava.

Os miúdos olhos de longe sondavam a velha casa da chácara. Gaúcho havia denunciado algo.

As crianças estavam com medo.

“Mãe, o que é isso?”, perguntou a pequena Dirce, logo atrás de sua mãe.

“Isso, o quê?”, indagou Lídia.

Dário, irmão gêmeo de Dirce, estava próximo ao fogão. Apontando para a janela, indicou:
“Isso”.

Lídia olhou para a janela e pensou, durante um milésimo de segundo, se sua visão não apresentava algum distúrbio, pois a imagem que processava era algo inédito para ela.

Um ser descomunal os observava através do vidro, fitando um rosto de cada vez, como se estivesse escolhendo sua primeira vítima. Era coberto de pelo grosso, acinzentado, todo embaraçado. O focinho curto servia de teto para alvas presas que estavam à vista, intimidadoras. A bestialidade da criatura era tamanha, que relatos posteriores fariam Lídia quase perder os sentidos ao lembrar da cena.

Eram as mesmas negras orbes que fitavam a casa em meio à mata.

As crianças emudeceram e o pavor deixou-as como estátuas de mármore branco.

A medonha besta mantinha-se observando. Parecia sorrir com o medo estampado nas faces das crianças.

“Dirce, Dário. Venham aqui, rápido”, falou Lídia com veemência, empurrando as crianças para baixo da mesa assim como a galinha protege os pintinhos sob suas asas.

Mancando devido à queda nas limosas rochas que margeiam o rio das Almas, Lídia apressou-se em fechar a porta de entrada da casa, travando-a com uma tranca de imbuia.

O coração palpitava no peito, e com um pouco mais de força, rasgaria a caixa torácica da pobre mulher, para abandoná-la juntamente com sua cria.

Quase que de imediato, sentiu-se um forte estrondo no assoalho, provindo da varanda. Um funesto uivo iniciou-se, diferente de qualquer coisa que ela já havia ouvido.

Os tenebrosos acordes conseguiam propagar o mal através das ondas sonoras. Se o diabo existia, ela estava ouvindo o cântico horrendo de seu rebento.

Sucessivamente, violentos socos e arranhões foram lançados contra a porta. Era velha, não agüentaria muito tempo.

“O que fazer? Que Deus nos ajude!”

Era pavoroso demais aguardar a monstruosa besta estraçalhar a porta e devorá-los. Então, Lídia pegou os dois filhos e levou-os para o seu quarto, ordenando que se escondessem embaixo da cama.

Lembrou da espingarda de Luís, seu marido, que encontrava-se na primeira noite de pescaria.

Foi até o armário, mas nada encontrou. Ele havia levado tudo, até mesmo seu estilingue. As mal-sucedidas pescarias muitas vezes eram eclipsadas por bem-sucedidas caçadas, como da última vez, que dois míseros cartuchos restantes bastaram para abater um lindo e vistoso veado campeiro.

Lídia estava consciente que somente um milagre poderia afugentar aquele monstro, livrando-os de serem devorados de forma hedionda e vil. Esse milagre teria que vir logo, pois Lídia constatou que uma grande lasca da porta já havia sido despedaçada na mandíbula da criatura.

De tempos em tempos a besta pausava os arranhões e trancos, e colocava o úmido e acanhado focinho por entre a abertura lascada na porta. Lídia observava com horror a cena da besta sondando através dos odores que seus trêmulos e impotentes corpos exalavam.

Apesar do assustador frenesi, Lídia notou um brilho dourado que emanava de um dos dentes localizado entre as presas superiores. Seu subconsciente considerou o detalhe curioso. O consciente somente pensava em preservar a sua vida e a de seus filhos.

Silêncio.

Inesperadamente o barulho cessou. O ar estava impregnado de terror.

Lá fora, os grilos continuavam a sinfonia da noite, como se nada estivesse acontecendo.

“Será que o bicho já foi?”, pensou Lídia. “Só pode ser coisa do Satanás!”.

A passagem do tempo não era sentida.

Contrariando a razão, Lídia foi até a porta, ainda mancando, pé ante pé. Teria que sondar através da fresta aberta pela criatura na porta.

Esperou alguns segundos, então abaixou-se. Apoiada pelos joelhos, desceu o rosto até a fresta. A não ser pelo estrago que a besta fizera no assoalho e na porta, tudo estava em seu devido lugar. Gaúcho mantinha-se enclausurado em sua casinha.

Levantou em um único movimento. Não sentia a perna doer. O pavor tomou conta de todos os outros sentidos.

Teria que sair na varanda. Antes, porém, verificou se todas as janelas estavam devidamente fechadas.

Em seu quarto, entrou debaixo da cama e, como pôde, abraçou e beijos seus filhos como nunca o fizera.

“Enquanto eu não vir buscá-los”, disse Lídia, “não saiam”.

Com os olhos repletos de lágrimas, os dois irmão consentiram em silêncio, agarrados um ao outro, anestesiados de terror. A tenra idade já os possibilitava de discernir o bem do mal.

Em penosa peregrinação até a porta, Lídia abaixou-se e sondou mais uma vez através da fresta.

Nada.

O vento leste deitava o capim como em todas as noites de verão, aliviando a temperatura com seu frescor.

Lídia retirou a tranca de imbuia, segurando-a como um rebatedor de beisebol. Segurou na fechadura e, numa forma de tortura, abriu lentamente a porta.

Uma lufada de vento adentrou a casa, agitando a longa e florida saia de Lídia.

Ela aguardou em prontidão algo aparecer a sua frente, mas nada aconteceu. Foi esticando vagarosamente a cabeça para sondar as laterais da varanda, e quando constatou que nada havia do lado esquerdo, virou rapidamente para o lado direito, onde se deu o mesmo.

Finalmente, conseguiu relaxar. Antes, esquadrinhou com sua vista apurada todos os possíveis recantos que o demônio poderia estar escondido, sempre com a verga de imbuia em mãos.

Foi até a casinha de Gaúcho.

O cão, mesmo sentindo o odor de alguém familiar se aproximando, não ousou sair de seu esconderijo. Somente quando Lídia surgiu entre a abertura de sua maltrapilha casinha, ele tomou coragem para sair, movimentando o toco do rabo a velocidade máxima.

Se algum dia um cachorro sorriu, posso lhe afirmar, amigo leitor, que foi nesta pavorosa e hedionda noite.

Lídia, pela primeira vez pegou Gaúcho nos braços e, sem dar a mínima para a higiene, beijou-o, sendo retribuída instantaneamente pelo animal.

O coração da mulher estava em ótimo estado, pois o salto que deu instantes depois teria levado a óbito qualquer cardíaco da face da Terra.

Gaúcho, em meio aos beijos de sua dona, esquivou-se e latiu como havia feito uma hora antes.

Lídia o largou e correu os olhos para a varanda, onde Dário, o desobediente Dário1, postava-se estático no batente, olhando fixamente, com os olhos arregalados, para a lateral esquerda da varanda.

No canto esquerdo, a besta demoníaca empoleirava-se na amurada, mirando o menino com toda a cólera permitida a um ser vivo, rosnando, pronta para dar o bote na vitela humana.

Lídia, logicando rapidamente, notara que a fera não a havia percebido.

Num ato de desespero, somente compreendido por pessoas que passaram por tais apuros, o menino saiu correndo para os braços de sua mãe, sendo interceptado pelo demônio.

Dando às costas para Lídia, a fera aprumou-se na frente do menino, ensaiando o movimento fatídico.

Sem mais delongas, Lídia ergueu a tranca de imbuia e golpeou a besta com estrondosa força na altura das costelas.

O animal tombou para o lado depois de ganir dolorosamente. Algumas costelas haviam se esfacelado.

Seguiram-se mais golpes de Lídia. Um espectador, mesmo atento aos movimentos, não conseguiria acompanhá-los devidamente. A fúria dominava os punhos da mulher.

A cada golpe, a fera tornava-se menor, lânguida, chegando a dar pena em determinados momentos. E foi por esse motivo que Lídia parou.

O monstro procurava forças para se erguer. Os golpes foram desferidos com tamanha força que deixariam marcas profundas no que quer que fosse aquele animal.

A mulher manteve-se ereta, pronta para desferir o golpe de misericórdia, mas não o fez.

Rastejando lentamente, a besta perdeu-se entre os galhos e o capim alto para, quem sabe, nunca mais ser vista.

Epílogo

Luís chegou da pescaria na manhã seguinte, juntamente com Renato, o filho mais velho, e Arleu, o filho do meio. A pescaria havia sido muito boa, e possibilitaria vender o excedente à vizinhança. Ninguém nem de longe imaginava a grande noite de vicissitudes que Lídia, Dário e Dirce haviam enfrentado.

Rita, gêmea de Renato, estava na casa de sua avó, ajudando-a recuperar-se de uma terrível lombalgia.

Somente depois de limpar e enlatar os peixes e guardar as tralhas da pescaria, foi que Lídia tomou fôlego para contar o que havia transcorrido durante a noite.

Luís já havia notado as arranhaduras e a lasca retirada da porta, mas sabia pela apresentação facial de sua esposa que algo estranho acontecera. Notara também as expressões de Dário e Dirce.

Assustado, Luís imaginou o que de pior poderia ter acontecido. Prometeu a si mesmo que nunca mais deixaria Lídia sozinha durante a noite, à mercê do perigo. Promessa que foi descumprida quando a família se mudou para a cidade.

Uma semana depois…

“Ô de casa”.

Foi o que Rita ouviu enquanto lavava a louça do almoço.

Luís, que descansava na varanda, deu a volta na casa e foi ver quem era. Parecia a voz de Stacho, irmão de Lídia, mas logo viu que estava enganado.

Parado em frente à cerca, um sujeito maltrapilho com hematomas e ferimentos espalhados por todo o corpo olhou penosamente para Luís.

“O senhor poderia me arranjar um pouco de sal?”, solicitou.

Luís, que não era de questionar a loucura alheia, muito menos de negar um pouco do que tinha em abundância, retornou à casa para pegar o que o sujeito havia pedido.

Lídia, com pena do breve relato que o marido fizera do pedinte, preparou-lhe um copo com água fresca e foi, juntamente com Luís, oferecer ao pobre diabo.

Viu que Luís não exagerara. O sujeito estava mesmo esmolambado.

“O senhor aceita um copo de água?”, perguntou Lídia, ainda com muita pena.

“Claro”, respondeu o homem.

Ao responder sob o sol do meio-dia, um brilho dourado saído da boca do sujeito, fustigou os olhos de Lídia, que estremeceu de pavor sem saber, naquele momento, o motivo exato para tal reação.

Até seus últimos dias, eles não esqueceram àquela noite de terror.

XXX

Personagens

Luís Migdalski (01/10/1927–09/11/2008) – descendente de poloneses, falava fluentemente a língua de seus pais. Nasceu na colônia Guaraúna, município de Teixeira Soares. Na segunda metade da década de 1940, serve o exército brasileiro na então capital do Brasil, Rio de Janeiro. É interrompido o serviço militar por motivo da morte inesperada de seu pai. Muda-se para Jaguariaíva no final da década de 1950 em busca de melhor qualidade de vida. Junta soldo suficiente para comprar uma pequena propriedade no distrito de Guaragi, a 20 quilômetros de Ponta Grossa, e uma residência no bairro Nova Rússia. Posteriormente trabalha como soldador em uma metalúrgica. Se aposenta como pedreiro, tendo construído mais de 50 casas. Em 2002, perde os movimentos do lado direito do corpo, além da fala, devido a um acidente vascular cerebral. Faleceu em 2008 decorrente de uma pneumonia que se alastrava desde 2002. Foi o enfermo mais alegre que eu já conheci em toda minha vida.

Lídia [Michalowski] Migdalski (09/10/1933) – descendente de poloneses, ainda fala fluentemente a língua de seus pais. Casa-se com Luís aos 17 anos de idade. Não possui vesícula biliar e útero. Já teve cinco ameaças de enfarte. Sofre de reumatismo. Recentemente efetuou cirurgia de remoção de cataratas. É a pessoa mais forte que eu conheço.

Renato (1954) – gêmeo de Rita. Mecânico de caminhões. É casado e possui três filhos e um neto.

Rita (1954) – gêmea de Renato. Empregada doméstica. É casada e possui cinco filhos e cinco netos.

Arleu (01/12/1957) – Vive desde 1980 nos Estados Unidos. Em seu primeiro dia em solo estadunidense, desconhecendo a língua inglesa, foi esquecido pelos anfitriões brasileiros, onde ficou esperando durante dois dias. Seu primeiro emprego foi num restaurante de Chicago. Hoje vive em Belleville, New Jersey. Trabalha como motorista de caminhão de uma companhia de serviços públicos. Possui um filho.

Dário (07/11/1960) – gêmeo de Dirce. Pedreiro mandrião. É casado e assumiu dois filhos.

Dirce (07/11/1960) – gêmea de Dário. Dona de casa. É casada e possui três filhos, sendo eu um deles.


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16 Comments»

  • Báthory says:

    é bom, mas não chega a ser surpreendente. Gostei dos momentos de tensão, quando ela está com as crianças, sem descrição da tal criatura.

  • Hummm.. tenho que arrumar este conto. Colocar em negrito algumas partes… os personagens por exemplo.

    Vou dar uma geral antes de publica-lo mesmo. =)

  • Felipe Lopez says:

    Teve uma hora que me confundi com os personagens, mas até que gostei do conto!

  • Andrey Ximenez says:

    Gostei. Uma boa narrativa.

  • Rainier says:

    Muito bom. Os momentos de tensão foram excelentes. Eu consegui enxergar a cena perfeitamente em minha mente. Está de parabéns Carlos.

  • Geovanni Chrestani says:

    Valeu Rainer. Obrigado mesmo.

  • Muito bom o relato. Conheco bastante de cidades do interior, pois vivia na casa dos meus avós que são sítios em lugares afastados e a minha imaginacão fluiu legal na história acima! =)

  • Geovanni Chrestani says:

    Valeu Guns. Muito bonito o banner!

    PS: Gaúcho, o cão, assim como todos os outros personagens existiram e alguns ainda existem. Sentei ao lado de minha avó e, com uma caderneta, registrei tudo aquilo que ela me contou. Agora vejo algumas coisinhas que preciso arrumar. Preciso da opinião sincera de muitos.

  • Geovanni Chrestani says:

    Podem perceber que depois de dziadzia tem o número 1. Isso se deve a nota de rodapé. Dziadzia significa avô em polonês.

  • Asami says:

    Muito boa a sua narração. Simples e objetiva. Adorei! Parabéns!!

  • Geovanni Chrestani says:

    Valeu Asami!

  • GILBERTO CHRESTANI says:

    Parabéns Geovane,a sua narração, me levou aos tempos que teus bisavós contavam suas estórias para nós. Pena que hoje não se praticam mais estas narrativas.

  • Felipe Mateus says:

    Parabéns Gio, gostei bastante, consegui tambem imaginar as cenas.

  • Marivete Chjrestani says:

    Fiz confusão, o comentário é meu e não do Felipe, mas repito…Parabéns Gio, gostei bastante, consegui tambem imaginar as cenas

  • Ian says:

    Professor não sabia que você escrevia histórias.Adorei essa história tá de parabéns!!!

  • In the great design of things you actually get a B+ just for hard work. Where exactly you actually misplaced me personally ended up being on your facts. As people say, the devil is in the details… And that couldn’t be much more true right here. Having said that, let me inform you just what did do the job. Your writing is definitely extremely persuasive and this is probably why I am making an effort to comment. I do not really make it a regular habit of doing that. Secondly, although I can certainly see a leaps in logic you come up with, I am not certain of just how you appear to connect the ideas which inturn help to make the actual conclusion. For the moment I will, no doubt yield to your issue however trust in the near future you actually link your dots much better.

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