A Lenda da Rosa Azul – Capítulo II
Escritor: Vinicius Maboni e HIOTO

Numa cidade agitada
Era mais um jovem rapaz pobre e sem sorte que vagava pelas ruas de Hal, a extenuante cidade dos humanos, a mais próxima de Alzegrim e de onde se podia ver o mar, embora não ficasse exatamente na praia. Branco, de cabelo castanho liso, curto e ralo, aparentava ser um menino ainda e andava apressado carregando sua bolsa de ervas. Tinha vontade de gritar que veio de Alzegrim para toda a cidade, mas sabia que não acreditariam nele. Talvez os elfos não fossem os monstros que diziam. De qualquer modo, a bolsa de ervas precisava ser entregue ao estalajadeiro conforme solicitado. Era assim que Markus sobrevivia – de pequenos serviços para as pessoas de Hal – serviços às vezes arriscados demais para pessoas que davam valor à própria vida. Não que fosse um suicida ou herói. Era só um rapaz sem família e sem razão pra viver. Contava com a sorte sempre que ia em alguma de suas “missões” e era tão conhecido como garoto de serviços quanto ignorado nas ruas como pessoa. Pelo menos os guardas não o importunavam mais. Nem os maus elementos conhecidos.
Perambulava pela praça da feira sul quando percebeu que as pessoas a sua frente corriam pros lados apressadas em abrir passagem. Poucas pessoas causavam essa situação e Wordz certamente era uma delas. Não que fosse exatamente uma pessoa.
E em meio à multidão parecia um homem bem alto e quando essa se dispersava é que se podia notar que se tratava de um dos raros centauros. Era o único que habitava Hal, onde ganhava a vida como ferreiro.
Rapidamente todos já haviam se dispersado e Markus pôde ver claramente aquele meio homem que se aproximava dele. A parte humana exibia fortes músculos que já assustariam mesmo sem contar com a ainda mais forte parte cavalo. Só quando chegou mais perto Markus pode notar algumas tatuagens e o enorme cabelo branco em trança única.
– Tenho um destino para você que faz serviços.
– Sim, sou eu – respondeu olhando de baixo pra cima a imponente criatura de dorso rajado, que lhe dirigia a palavra.
Markus, que nunca recusava até mesmo as ninharias que os mercadores pagavam pelas ervas, se sentia atraído por qualquer quantidade de moedas. Precisava comer, como todos, além de pagar quinzenalmente pelo quarto na pousada.
– De quantas moedas de prata estamos falando?
– Talvez devesse perguntar antes de que serviço se trata.
– Sim… claro – respondeu embaraçado.
– Preciso que vá até as ruínas da velha cidade que está entre Hal e Alzegrim e me traga uma espada forjada pelos elfos.
Obviamente Markus ignorava por completo a existência de tal espada e sabia também, como era de conhecimento geral, que a vila era evitada por causa dos cavaleiros caídos.
– Eu não recusaria serviço. Mas não vou arriscar meu pescoço por poucas moedas.
– Acredite, vai gostar da recompensa.
– Espera aí. Você é grande e forte. Porque não vai pessoalmente buscar sua espada?
– Não gosto de lutas e não sairia da cidade por tão pouco. Você dá conta do serviço.
– Ta bem. Estou a caminho – disse Markus virando as costas e se dirigindo ao estalajadeiro a fim de entregar as ervas. Wordz parecia esconder algo importante.
Quando a praça “voltou ao normal” com seus vendedores, compradores e ladinos, Markus dirigiu-se à saída norte de Hal. Folheava seu velho livro. Não conseguia compreender tudo que ali estava. Na verdade, quase nada. Havia no livro trechos escritos na língua comum dos humanos, como observações. Era isso que ele procurava às vezes, pois lhe fazia sentir como pensava seu pai que mal conhecera. Encontrou um trecho que já havia lido, sem dar atenção completa.
“O limite entre glória e desgraça só existe na cabeça de cada um e para os caídos, a glória foi a desgraça. A luz deixou de iluminar quando o olho se tornou negro para todo o sempre e triste do que é vivo diante da espada daqueles que um dia defenderam a todos.”
Fechou o livro e continuou devagar. O receio pelo incerto era ludibriado pelas palavras do livro que remoía ao caminhar cada vez mais depressa na direção do seu destino. Seus companheiros, o velho alforje de couro onde carregava ração e um cantil de ferro quase enferrujado, que ele carrega desde que se lembra, serviriam para ajudar a fazer os três dias que o separavam das ruínas.
A trilha que o levaria ao seu destino era por algumas horas a mesma de Alzegrim até em determinado ponto onde pegou um solitário desvio à esquerda e caminhou por ali por mais dois dias, valendo-se da ração que trouxera e da capacidade de sobreviver com o que encontrasse. Por vezes simplesmente esquecia o que o preocupava e dedicava-se simplesmente a andar até seu destino.
Ao amanhecer do terceiro dia, um novo ânimo tomava conta do garoto-homem. Dormiu na floresta e a noite transcorreu bem. Com o canto dos pássaros e a primeira luz do dia, veio à memória de sua recente estada em Alzegrim e a sensação de estar sendo observado ali. Uma sensação de que havia algo errado naquilo que lhe ensinaram sobre os elfos passou a perseguir seus pensamentos desde então. Envolto quase perdido nesses mesmos devaneios, nem mesmo percebeu que já estava bem próximo das ruínas. Deve ter sido uma grande cidade esse grande cemitério e pedras e escombros imundos, escondidos sob a densa camada branca de neblina que permanecia parada, dando um ar fantasmagórico àquele ambiente. Sentiu medo.
Não era medo da morte. Era um medo diferente, cheio de expectativa. Respirou fundo e embrenhou-se na neblina. Estava agora dentro do território dos caídos, seja lá o que isso quisesse dizer.
O silêncio dominava o lugar, a densa neblina impedia de ver mais que alguns palmos à frente. Tudo o que Markus podia ouvir era o som de seus passos além de seu próprio coração. Em todas as direções do lugar, só havia paredes derrubadas, armas enferrujadas ao chão, cenas de guerra.
Dava passos lentos seguindo pelo que parecia a entrada da cidade. Pensava sobre o tempo em que ainda havia vida ali, quase podia ver as pessoas vendendo e comprando coisas no mercado. Estava longe do jeito de pensar de Markus entender os porquês da guerra.
Estacou de repente, havia pisado em algo e fez barulho. Droga vão saber que estou aqui. Notou que era uma espada velha e enferrujada, feita por homens e decidiu levava embora soubesse que em suas mão não era de muita ajuda.
Ao contrário do que pensava chegou ao local indicado pelo centauro sem muitas dificuldades, havia atravessado uma pequena ponte que o levou pra antiga parte nobre da cidade. Continuou em frente e logo encontrou a entrada do cemitério. Seguindo as referências encontrou o único túmulo sem nome ali.
Sem grande esforço desenterrou o falso caixão e retirou dali a mais bela espada que seus olhos mortais haviam contemplado. Toda essa admiração logo foi interrompida quando ouviu cavalos trotando.
Os caídos, droga tinha esquecido deles.
Pendurou a espada nas costas e se pôs a correr, mesmo sabendo que de nada adiantaria, seria pêgo. Corria desesperadamente em direção a saída. Mal saiu do cemitério quando avistou três grandes e imponentes homens vestidos com imensas túnicas negras. O do meio carregava uma imensa espada nas costas, enquanto o da direita trazia praticamente pendurada no braço uma grande e pesada maça e o da esquerda já apontava um arco para Markus.
Eu vou morrer.
Por sorte se abaixou bem a tempo de não ser atingido pela primeira fecha que veio zunindo e desapareceu no ar. Voltou a correr, seguiu pelo antigo mercado enquanto abria o livro de seu pai, mesmo que no fundo não soubesse ao menos sobre o que procurar.
Escondeu-se atrás de uma pilastra, evitando fazer barulho. Os cavaleiros passaram direto em direção a saída.
O que meu pai faria agora?
Lembrou-se de seu pai falando dos Caídos, eram guerreiros amaldiçoados, que não podiam ver a luz. É isso! Abriu então o velho caderno de seu pai, e procurou pela pagina que havia visto mais cedo. Numa nota de rodapé feito com escrita rudimentar viu a fórmula de um feitiço bem simples.
Em duas ou três tentativas conseguiu formar uma esfera de luz muito fraca. Com a qual atravessou tranquilamente a cidade. A névoa parecia abrir caminho para à luz. Como que a temendo. Dos cavaleiros nem mesmo rastro, porém Markus tinha a sensação que ainda os veria outra vez.
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ta muito bom…
ate o proximo… *-*
Muitos estavam esperando por esta continuação.
interessanta
mas vou ler o primeiro capitulo
primeiro!!!!!
gostei…
mas agora vou ler a segunda parte…
e tenho um critica simples….
muitoo bomm !!!
mais continuações plx ..
Krai, Ou vcs dois estão muito bons.Vo ate guarda a historia no meu computador!
Aguardando continuaçao.
Muito bom, esperando pelo restante.
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Quanto a procurar continuações Hioto, tem um icone lá em cima que é um pedaço de pizza, clicando nele vc consegue ver os posts com as partes daquela história.
Não sabia disso.
Valeu Jones.
Agora vai ser mais fácil ler os contos daqui. Por falar nisso, o dos zumbis tem continuação já?
Bah, esse tá dificil de sair né, he he he, estou meio que com pouco tempo para escrever agora, tem um projeto bombando pra sair junto com o livro do DEIS que esta exigindo um pouco mais de atenção do que o normal, mas assim que tudo ficar mais calmo por aqui este conto será a minha prioridade.
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Abraços.
Muiiiito legaal !
Adoreei .. Até oh proximo !
Nossa! Me lembra do tempo de RPG. Ohhhhh saudade!
Muito bom, esperando o próximo capítulo também.
Excelente!
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Quero mais!!!!!
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^^
Muito bom mesmo !! Os dois estão de parabéns.
Assim como os demais, aguardo a continuação.,
Bjss
O que vai acontecer com Markus??
Nossa deixou a gente na curiosidade!!
Muitoo bom!1
Publiquem logo o terceiro capítulo!!
Nossa, nos mostra claramente a evolução em produção textual na qual foram vítimas estes dois rapazes!
Meus parabéns, alguns poucos errinhos e a maioria deles digitacional, portanto minha crítica para o capítulo será:
EXCEPCIONAL !
Muito bom mesmo!!!
Continuem assim que (com certeza) chegarão a um nível onde publicar com livro será tão inevitável quanto beber água, rsrs.
Um abraço e até o próximo!
Obrigado Geeks, a verdade é que o capitulo 1 acabou sendo enviado sem correção, mas suas criticas são bem vindas. O proximo será enviado logo logo, fica de olho.
Abraço…
Isso é história boa de verdade, não precisa de truque pra ser comentada
nossa muito bom mesmo!, continue assim
Hioto, nao preciso nem falar que eu gosto de seus texto desde de antigamente né rsss…
Ficou ótimo, fiquei curiosa com o que vai acontecer.
Espero anciosa pelo próximo.
Valeu Mônica. Já estamos trabalhando na parte 4 e vamos enviar a 3 logo depois da correção.
Que bom que gostou!
Muito bom Rubens!
Parabéns!
até o proximo!
Muito boom kra, ta de parabeens ^^
po Rubens parabens vei, muito bom!
Gostei muito do texto. Esperando pra ler o desenrolar. Até a próxima.
Caraca véiu cada dia que passa vc se supera rubens..e agora em parceria com vinição fico mais foda…
Gostei continue assim to ansioso pro próximo…
abraços
Nossa muito chique!!! Muito bom mesmo! xDD
Parabéns Rubens o esperado de uma pessoa como vc!!!continue,quero ver mais,sucessos…
=)
Demais cara, continue assim, quero ler mais dessas historias incriveis, parabéns msm
Rubens, muito bom mesmo, continua assim XD : )
nooossa!!!!esse suspense que ainda paira no ar e show, decha tods loucos pela continuaçao, inclusive eu!!!!!nao demorem estou contando o tempo.chiok de mais
Excelente. Gostei muito dos dois contos que eu li. A estória é muito interessante e bem redigida. Estou muito curiosa acerca das próximas partes, portanto espero a continuação! Parabéns
Vinicius e Rubens Otimo conto…
Realmente vc’s conseguiram trabalhar com o tema!
Parabens!
Não lí os que antescederam a este, mas se forem pelo menos semelhantes, então são ótimos! muito envolvente, intrigante e faz a adrenalina ebulir….
Saiu meu login. Que bunitim.
Kkkkkkk.
Mais um grande Texto… Pra variar neah?
Gostei…
Continue nesse ritmo!
Uma trama definitivamente muito envolvente, é narrada de uma forma que nos proporciona exercitar a imaginação e sentir como se fosse um telespectador ”privê”. ADOREI VINICIUS! Só tem que se atentar a alguns relevantes erros de pontuação, coesão e português. Porém a trama está 10! Adorei mesmo.
Vale uma revisão
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Tche… to gostando do que to lendo. Mas ainda acho que voces poderiam alonga mais a história. Sei lá… ela anda muito rápido onde poderia ir mais devagar. Não sei.
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Carência de personagens também, mas isso é o tipo de coisa que será mais pra frente, imagino.
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Um belo cenário para uma jogatina com os amigos
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=]
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Espero a continuação.
Pois então Andrey, tudo o que disse já foi pensado, queriamos que esses dois primeiros fossem uma apresentação dos personagens.
Continua acompnhando que tera muita surpresa…
Valeu pelo coment.
Imaginei desde o principio.
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Vamos ver no que vai dar.
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=]
adorei… Belo texto, irei ler todas partes que forem publicadas… Era como se eu estivesse vivenciando a cena! Abraco.
Parabens ,tah massa! Na espera pelo prox!
Ta muito Rox,
PArece uma narração de RPG
superou o outro ein
nem podia imaginar q esse garoto seria um começo de feiticero
xD
muito bom
xD
espero q o proximo supere este
Q máximo muito bom.
Obrigado por acompanhar…
LEEEEEEEEGAL…