Ascenção e Queda de Um Maloqueiro
Escritor: Andrey Ximenez

Há certas coisas que influenciam na formação de uma pessoa. Família, amigos, vizinhos. Enfim, inúmeras coisas.
Mas hoje, em especial, vamos falar sobre como se forma um legitimo maloqueiro.
As pessoas acham que isso é algo que não deve dispensar muita atenção. Engano delas. Maloqueiro qualquer um pode ser, o problema é atuar na área durante algum tempo. Para esboçar melhor sobre o que estou dizendo, vamos falar de dois amigos. Vejamos… Cris e Guga.
Eram amigos há algum tempo. Moravam próximos, sendo a casa de Guga em frente à casa de Cris. Este último, a olhos vistos, sempre fora um fracasso em estabelecer amizades com as outras pessoas. Magro, alto, meio desastrado, o rapaz passava seus dias trancado em seu quarto jogando vídeo game. Isso só mudou quando Guga aparecera, este mais baixo, porém bom na pelada e com conversa atraente às garotas.
Firmar a amizade fora complicado. Encontravam-se na fila do pão na padaria, cumprimentavam-se apenas. Depois de algum tempo já comentavam sobre o clima. Meses mais tarde Guga então convidara o mais tímido para substituir um cara que tinha viajado e não poderia jogar bola no fim de semana. De principio o garoto não aceitara. – Não sei jogar – dissera. – Não precisa saber, amigo. Não atrapalhando já ta de bom tamanho. – E foi assim que tudo começou, por volta dos quatorze anos.
Nos dezesseis, na fase tempestuosa da juventude, as colegas de sala nem sequer olhavam para eles. Guga para não ficar na vontade saía com as mais novas, Cris por sua vez nunca havia beijado.
Certo dia, inexplicavelmente, as garotas começaram a falar sobre as festas com a dupla. – Hoje tem uma – comentou uma delas, – Mas acho que não é o tipo que vocês curtem – completou, apontando para a camisa do Guns de Guga.
- O que vai tocar na festa – perguntou, timidamente, Cris.
- Ora, funk e pagode, né? – brincaram as meninas, falando da coisa mais óbvia do mundo.
O mais alto da dupla torcera a boca só de pensar, no entanto Guga fora mais rápido, disparando – Ora, então iremos.
E foram, para surpresa das meninas. Dançaram, beberam e, pela primeira vez, Cris sentira o prazer das volúpias que uma garota pode instigar em um jovem.
Daí a caminhada foi gradual. Em poucos meses as camisetas negras e as calças surradas foram ficando de lado. All Star rasgado? Lixeira! O negócio agora era guardar dinheiro para mais uma corrente de prata no fim do mês. No computador o som continuava pesado, só que agora microfone e batida somente.
Nessa época, Cris já tinha perdido o cabaço. A garota chamava-se Thalita, conhecida carinhosamente por “De Todos”, um apelido que não necessita de mais explicações.
Depois dela não parara mais. Cada festa era ao menos uma. O mais baixo ria com os amigos, brincando que tinha levado o vizinho para o lado negro da força. Sua única critica era que seu amigo não se protegia. Ele tinha a péssima mania de ”estourar as meninas no pêlo”, segundo Guga .
Até ai as coisas até que andavam bem. Só que numa dessas festas o ex-timido se passara na tequila, fazendo com que sua mão se passasse pelo corpo de uma menina. Na verdade ela não se importara muito. Mas o namorado parece que sim. Fora a primeira grande surra do rapaz.
A briga fora feia e garantiu uma cicatriz no canto da boca. Coisas que fazem parte da vida. Numa tarde de novembro, Cris chamara seu melhor amigo até sua casa, queria lhe mostrar algo. O visitante então, ao adentrar no quarto do anfitrião, dera de cara com um canivete comprido. Estava aberto, mostrando uma lâmina reluzente de quase um palmo de comprimento.
-Que merda é essa, cara! – exclamara Guga, voltando-se em sua direção.
- Shiu! Não precisa avisar a casa inteira! – exclamou enquanto fechava a porta. – Parece que aquele cara da festa me marcou, não posso dar bobeira.
- Porra Cris! Você não tem noção nenhuma. Você pretende andar com essa merda agora?
- Tenho que me proteger né cara. Óbvio que vou andar com isso durante um tempo, pelo menos até ele me esquecer.
Carregava perto da cintura, ao alcance da mão. Não demorou dois dias e todo o colégio já sabia. Lembro-me que tinha pessoas que até achavam interessante. Uma idiotice. Porém, como havia de ser imaginado, o tempo passou. Nada ocorreu, entretanto, o canivete mantinha-se em seu lugar.
As coisas foram evoluindo de uma maneira muito acelerada a partir desse ponto. De noite, Guga ficava algum tempo pensando em sua amizade. Beber não era só beber agora. Agitar na festa não era só agitar. Tudo já estava perdendo seu controle e, no fundo, por mais que quisesse negar, alguma coisa havia mudado de uma maneira radical por ali.
Algum tempo passou.
Já era o ultimo ano do colégio, março. Cris decidira pedir transferência para a noite, disse que deseja trabalhar. Convidara o amigo para fazer o mesmo.
- Valeu, mas não me agrada a idéia. – Respondera com uma expressão de desgosto. Após tanto tempo, enfim, iriam se despedir. Nesse dia, ao ouvir isso, o mais alto sorrira como se fosse um convite normal a ser recusado, enquanto que Guga na hora já sabia que não era por causa do trabalho que seu amigo migraria de turno. Deveria haver algo por trás disto.
Foi necessário apenas três meses para o rapaz descobrir o que havia atraído Cris. Ouvira pela boca miúda que seu amigo estava andando ao lado da gangue de uma vila próxima. Parece que já estava puxando fumo nos fundos do colégio também.
Decidira intervir.
Um dia no sábado, fora visitar o amigo. Não precisou dizer nada. Ao ficarem a sós no quarto, Cris baixara a cabeça, em expressão de culpa.
Esse dia, provavelmente, deve ter sido o pior dia da vida de Guga. Olhar para seu melhor amigo, seu irmão, sabendo que não poderia fazer nada para lhe ajudar.
Fora embora, sem sequer dizer nada.
Os tempos passaram. Formaram-se e cada um foi para um lado. Cris não ouvira mais falar de Guga. A vizinha havia comentado que estava fazendo cursinho pré-vestibular. Lembrava-se, ao pensar nisso, que seu amigo falava sobre cursar Direito um dia. – É… Boa sorte – desejava do fundo do coração antes, claro, de formar mais uma carreirinha.
Mês seguinte quem obtivera noticias fora o estudante. Estava no cursinho quando ouviu em uma conversa paralela que Cris havia matado dois na saída de uma festa. À noite, após a aula não conseguiria dormir pensando nisso. Chorava e se culpava por palavras não ditas.
O bairro inteiro ficou sabendo desse caso, mas ninguém denunciaria Cris. Ao que Guga ficou sabendo mais tarde, parece que seu companheiro havia baleado dois homens que queriam se vingar por uma briga do réveillon. O problema estava que um desses que morrera era simplesmente irmão do traficante da região.
Foi então, numa manhã ensolarada, que o bairro inteiro despertara com um grito de pavor e surpresa.
Após acordar, a mãe de Cris abrira as janelas da casa como sempre. Ao abrir a ultima, a da frente, dera-se de frente com uma cena terrível.
Um homem nu jazia de quatro com somente a cabeça enterrada no solo. O corpo, repleto de marcas de queimadura, trazia cinco orifícios provenientes de facadas. Rins, bexiga e pernas.
Os vizinhos acordaram com o pranto ensandecido – Mataram meu filho, o que fizeram ao meu filho!
Porém, depois de dois minutos, a mulher se surpreendera quando, ao seu lado, aparecera Cris, com uma cara de sono autêntica – O que diabos está acontecendo aqui, velha.
Não precisaram dizer nada. Dizem os presentes naquele dia que, até hoje, não assistiram uma cena mais triste, quando o rapaz desesperou-se, pela primeira e única vez de sua vida, em um pranto genuíno.
Os anos passaram. Pouco se fala de Cris pelo bairro. Alguns dizem que ele sumira para tratar a AIDS que contraira. Outros comentam que após o fato tomara jeito e começara a cursar uma faculdade. Porém alguns, raros, mais ligados a sua mãe, costumam dizer que por fim virara escritor, de tempos que não existem mais em conversas.
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Muito boa, embora o fim da história já esteja escrita na mente de qualquer um. Clichê? Talvez, mas na vida real é assim que acontece… Infelizmente.
Poizeh.
-
Embora na vida real quem morreria seja o marginal em questão.
-
Mas é meio cliche sim
=]
Esse eu considero um dos melhores textos do andrey! muito bom!
Sério?
-
E eu achando q tava entrando em decadência por falta de inspiração!
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Valeu viny! o/
É afude xD, gosto de contos assim xD
Vc me fala isso depois do megaboga conto da STER?
-
Que personagem está tão gravada na mente de qualquer nerd escritor como a querida STER???
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A vá…
Nem me fala dessa pequena! XD
~~~~
E em decadência só, o maloqueiro mesmo, Andrey…
Pô, ele era metaleiro?!?! DECADÊNCIA²²²!!!!!
Deu pana da mãe…
enfim, ótimo conto, fluído, linguagem boa, descrito na medida certa, ritmo perfeito!
adorei!
Poizeh… a Ster foi um caso a parte… Minha criação literária anda bem em baixa atualmente. Acho q é pq estou sem meu mp4 a dois meses. Normalmente são músicas que me dão idéia pra escrever.
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Esse conto, apesar de ser razoavel é muito querido por mim, pq em algumas partes representam o que foi minha adolescência
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U.u
Pior, musica dá inspiração muito grande para escrever…
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Tem uns meus, tipo “Demonios de Jack” (Olha o peeexe) que só vai ouvindo Marilyn Manson… rsrsrs…
-
Outros só com trilha sonora. Cara, como trilha sonora de filme te dá um pique para escrever.
-
Entretanto tem vezes que isso atrapalha. Vc está com um sentimento e inspiração foda, e de repente a musica muda, e quebra o clima. Putz, isso é ruim demais.
Bah nem fala.
-
Escolhas na Escuridão em rolado ao som de Marilyn Manson, Mystikal Fever e outras coisas mt doidas.
-
Mas eu sou caótico tb. Teve um dia que eu tava ouvindo valsas escrevendo esse conto de zumbis, vai entender.
Eu uso Marilyn Mason para escrever cenas de sexo mais brutais *0*
***
Eu gosto de escrever contos de terror ao som de musica clássica ou gothic metal… Para fantasias light, estilo lobsomem, nada melhor que folk metal.
E para contos medievais o bom mesmo é Power Metal \,,/
Nunca escrevi cenas de sexo brutais
-
o.o
-
Mas acho que Manson fecha bem com isso.
-
Para escrever depende. Dificilmente um estilo de música seja mais apropriado para mim. As vezes ouço músicas calmas e românticas para escrever cenas de violência. Outras vezes ouço Dope, System para escrever cenas tranquilas
-
@.@
Falando de música, percebi esta semana que não existe nada melhor para blogar, do que Enya
Enya é bom para cenas de romance entre vampiros e lobisomens, ou entre fadas *-*
muito bom!
esse é um de seus melhores contos andrey.
Que bom que gostastes peregrina.
-
Você usam musicas de fundo para escrever? xD Eu não consigo xD normalmente coloco qualquer CD/MP3 e fico escutando, seja a cena que for xD Vai ver é isso que eu to fazendo de errado xD
Eu faço isso tb…. seleciono uma musik qualquer q to afim de ouvir e começo escrever.
=]
eu geralmente me inspiro em músicas…
mas levando em consideração que eu não vivo sem música…
Poizeh… minha inspiração tb vem delas… mas vem ao acaso. As vezes surge sem explicação. Não tem um tipo de musik q me inspire mais.
Caramba!
-
depois de gostar de Rock ele se disvirtuou para o lado pagodeiro!!!
-
Nãoooooo…
Ou pior q isso.
-
Pro lado “Repeiro”
-
u.u
Ainda acho pagodeiro pior!
-
É um povo biltre, e… arrg…
Bah!!! Ri mt aki!
-
“Povo Biltre”
-
Suhsuahsuahushaus
ahuahauahauahauaha
pior, né?
Enfim, escutem metal, meu povo
está provado cientificamente que metaleiros possuem QI maior que a média da população.
Grande conto Andrey, muito bom. Sua narrativa me foi envolvente, fiquei fascinada pela estória dos dois. Realmente é um dos seus melhores contos, parabéns! x_x
Valeu pela força Asami.
-
=]
Cara, não achei tão clichê não, me pegou desprevenido. Estava lendo tranquilo e… opa… como? li de novo. Legal, e flui bem.
Se eles não tivessem trocado o rock pelo “funk pancadão” isso não acontecia!
-
Achei o conto muito bom. Também fui pego desprevinido no final, achava que ia acontecer o contrário. Quando terminei de ler até me senti meio mal.
Andrey, dessa vez voce se superou, hehe
Conto muito bom mesmo, o texto flui tranquilo e sem frescuras, eh assim que um bom conto deve ser. É o seu melhor texto. Parabens !
Que bom que surpreendeu a todos.
-
Como fisseo Rainier lá em cima, a história é meio cliche, pq é algo q realmente acontece por ai. Mas quis dar um encerramento especial para ela.
-
Engraçado todos acharem q esse o meu melhor texto. Pr justamente pela linguagem ser totalmente direta, é bem diferente do meu stilo de escrita normal.
-
‘.’
não acho que seja só pela linguagem, andrey…
mas pela familiaridade que nós sentimos ao lê-lo. É algo real e palpável, do tipo que nos deixa confortáveis e abertos à emoções presentes no texto, acabando por nos colocar no lugar do protagonista.
foi tudo.
Hmmm… poder ser isso mesmo, talvez a simplicidade a realidade tenha dado a medida certa
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=]
-
Em breve sairá mais um nesses estilo. Será bem mais curto no entanto, e um pouco mais leve, passando somente uma vez por revisão. Vamos ver o q o pessoal vai achar.
-
=]
Cara, agora que acabei de ler, to me culpando por não ter o feito antes.
Muito bom Andrey!!!
Realidade humana, vida, infelismente.
Nota 10!
=]
-
Que bom que gostou tche. Me pegou de surpresa a galera gostar mais deste texto do que o “As Dores de um Adulto”, que também esta na agenda (Quem quer Peixeeeeee???)
-
Mas fico feliz, como disse mais la em cima, esse é um texto mt especial pra mim
-
=]
Eu gostei dos dois textos de forma diferente.
-
Nesse eu gostei de como ele é direto, real e pela identificação com os personagens. Eu me senti identificado com o Cris e Guga no começo da história (até passarem para o lado negro da força), e quase pude ouvir umas garotas da sala falando da festa ao ler o texto.
Do “As Dores de um Adulto”, eu gostei da tensão a cada paragrafo e do desfecho da história principalmente.
Eu acho que esse ponto das garotas em relação a festas é algo muito atual e real não?
-
Esse trecho sobre a festa foi descaradamente roubado de minhas lembranças. O diálogo ocorreu na integra, xD
-
Mas que bom que causou o efeito esperado, me alegra muito
-
^_^
Eu gostei mais desse do que “As dores de um adulto”.
-
Mas, ainda quem está ganhando é Ster!^^
Ster 4 ever!
xD
-
A Saga de Ster vai dar as caras por aqui daki a poko.
-
Só vão se preparando, as persoagens vão mudar algumas vezes na história pra se encontrar depois.
Estou esperando.
Daqui a pouco vou ler,
e já que é pra vender peixe,
Passa lá pelo Lenda da Rosa Azul….
auhauha
Daqui a pouco vo ler “A Dores de um adulto”…
rsrs
Kra… ja passei por esses textos umas qnts vezes. Só nunca li pq dou preferencia pra ler textos curtos no trampo, não da pra ter mt tempo de concentração por la. Mas gostei do q li, vou dar uma olhada melhor hj, se deus quiser. Me lembrou a narrativa de dragonlance.
-
=]
Droga.. a imagem estava mais legal antes de eu cortar. Não gostei.
Eu achei boa
-
=]
Pessoal, uma questão que tem me preocupado. Esses dias tive falando com uma amiga minha, e bem, ela não entendeu o desfecho…
-
Deu pra pegar ali no final que quem é o narrador de toda a história, desde o inicio, é o Cris?
O Cris se trata em 3° pessoa? Sinceramente não deu para notar que o Cris narrava a história. O narrador está fora do texto, mesmo focando a história em Cris.
-
Concordo com o pessoal, no quesito de que este texto está muito próximo à realidade e nos faz sentir dentro dele.
-
Quanto ao clichê, me explico. Vingança usando alguém que o protagonista ama, ou melhor amigo, ou parceiro (Em filmes de policial principalmente) é mais normal que a morte do próprio protagonista.
-
Entretanto, a jornada do herói não é o maior clichê existente? E não é uma receita de ótimos textos, filmes, e séries…
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Daria para começar uma história furiosa de Cris caçando o traficante até… (Max Payne Feelings!)
asuhaushaushaus
-
É vero.
-
Sim Cris é o narrador que quer contar sua história sem assinar em baixo, sem dizer seu nome verdadeiro.
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“Porém alguns, raros, mais ligados a sua mãe, costumam dizer que por fim virara escritor, de tempos que não existem mais em conversas.”
-
Sabe aquela história “Isso aconteceu com um amigo meu…”
-
Mai ou menos por ai
Meu caro Andrey!
-
Perdoe a minha ignorancia, sei que pode até ser uma pergunta obvia mas, eu li já não sei quantas vezes, e até havia entendido de inicio que era o Cris que narrava.
-
Mas só não entendi uma coisa. Afinal… Quem foi que morreu!
“Porém, depois de dois minutos, a mulher se surpreendera quando, ao seu lado, aparecera Cris, com uma cara de sono autêntica – O que diabos está acontecendo aqui, velha.”
-
Foi o guga que morreu, como vingança pelo irmão do traficante ter morrido. O susto da mãe de cris inicialmente é pq ela mesmo sabia q seu filho andava fazendo, por isso que achou que fosse ele.
Ah! Era basicament isso que eu estava pensando! Ao invés de matar ele mataram o amigo!