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May
19
2010

Só Uma Noite de Verão

Escritor: Caio Rian

O telefone pegou-a de surpresa. Atendeu com impaciência, os olhos presos a um livro que tinha nas mãos, uma história policial que não conseguia parar de ler. Era bom estar sozinha, lendo um livro de suspense numa noite de ventania. O sábado já estava quase no fim e ela ali, presa aquelas páginas. O som do telefone era uma intromissão, um estorvo. Atendeu a contragosto. Uma voz rouca sussurrou friamente a palavra morte, fazendo-a se arrepiar. Desligou o telefone totalmente apavorada, não sabia o que fazer, o que pensar. Respirou fundo e em sua mente concluiu que aquilo não passava de uma brincadeira boba.

Voltou a ler o livro calmamente e com o passar das paginas, foi se sentindo cada vez mais dentro da história, tornando-a mais realista e intensa.

O telefone tocou novamente. Ela atendeu receosa. Era só a sua tia pedindo para que ligasse a TV no noticiário, pois segundo ela, era importante. Despedriram-se e em seguida ligou a TV. O jornalista alertava para fuga de um criminoso molestador e logo ela notou a semelhança entre o livro fictício e a vida real, pois no livro, a personagem principal perseguia também um criminoso molestador.

Ela rapidamente tratou de fechar a porta e as janelas, desligou a TV, acalmou-se e retomou a leitura.

Seus olhos começaram a pedir descanso, ela fechou o livro e foi atender a campainha que acabara de ser tocada. Olhou pelo olho mágico e o corredor do prédio onde morava estava vazio, não havia ninguém e o único movimento captado era de uma lâmpada velha que piscava continuamente. Ela pensou, “Devo estar pirando, é o sono” e se dirigiu para o sofá onde tirou uma bela soneca.

Acordou cansada, o relógio marcava 03h00min da manha e percebeu que dormira 04h00min seguidas. Levantou-se. Tudo estava apagado, ela andava descalça e com um medo inconsciente de alguém agarrá-la no escuro enquanto ia para o seu quarto.

Chegou segura até ele, iluminada pela luz pálida da lua, deitou-se na cama e pensou, “Que mente fértil eu tenho, melhor dormir logo, pois amanhã acordarei cedo e não quero mais paranóias em minha cabeça!”. Mal sabia ela, que em sua janela, um homem de cabelos negros e desgrenhados, com olhos horripilantemente arregalados e um sorriso maléfico a observava através do vidro na penumbra daquela noite quente de verão…


Written by Caio Rian in: Agenda,Caio Rian,Contos |

5 Comments»

  • Andrey Ximenez says:

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    Poizeh… não há impacto. O conflito apresentado no inicio se realiza como o esperado.

  • Lord Jessé says:

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    É realmente.
    -
    Faltou aquele TCHARAM!!!

  • Rainier Morilla says:

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    Igual ao teu outro conto, não senti o medo da personagem, o suspense do ambiente ou qualquer outra coisa.

  • Sanchez says:

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    Faltou alguma coisa, mas tá legal! tudo bem que eu comecei a ler pq o titulo me lembrou “Sonho de uma Noite de Verão”, logo esperava algo do genero, mas tá bem bacana.

  • joana says:

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    concordo com o sanchez,ta legal mas falta alguma coisa e eu tb comecei a ler pq me lembrou ¨Sonhos de uma noite de verão¨

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