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Jun
04
2010
Conto em Série

Irdan e as Montanhas Negras – Parte 1

Escritor: Jones Viana Gonçalves

irdan-e-as-montanhas-negras

O inicio das aventuras geradas por Tuliph

Irdan observou a noite, uma bela noite de lua cheia. Ele e seu bando haviam sido chamados a capital de Menegroth por Tuliph Mongrest, o conselheiro do rei. Tudo o que Irdan sabia era que Tuliph tinha um serviço para o grupo.

O guerreiro era o líder daquelas pessoas, se podemos chamá-los de pessoas, um homem determinado, forte de cabelos vermelhos e olhos felinos. Como companheiros tinha Miranda, uma maga de corpo esbelto, olhos azuis e cabelos de um tom tão dourado que quase cegava a luz do sol, Rafael, companheiro de armas de Irdan, um guerreiro rápido, mas não muito forte, tinha estatura mediana e cabelos negros, Uruk, um dos meio-Krell do bando, de pele acinzentada, e um gênio bravo que o fazia parecer uma criatura vinda diretamente dos reinos demoníacos quando este franzia o senho e expunha com grande fúria seus caninos, os quais saltavam da boca como os dentes de um javali, o outro meio Krell era Min’Or o bárbaro,  uma criatura selvagem de humor satírico que cultivava imenso desprezo por Sor Ottin a Elfa vinda dos mundos subterrâneos, sua raça é chamada pelos demais elfos de cinzentos, não por sua cor, mas sim pelo seu coração negro como o carvão,  uma clériga devota dos deuses profanos da escuridão de seu mundo, Irwyn, o irmão mais novo de Irdan, um clérigo de Loki o deus da morte e dos massacres, Irwyn sempre fora um homem fechado e que não gostava de seu irmão, pois considerava-o culpado por tudo o que sofreu na infância, e por fim o ladrão Toranuth, aquele que tentava a todo custo retirar a liderança do grupo das mãos de Irdan, um homem alto, magro de cabelos negros na altura de seus ombros e de olhos que pareciam destilar o puro veneno da intriga.

O grupo estava a espreita pelas ruas da cidade dirigindo-se ao local de encontro, uma casa abandonada no distrito sul da cidade. No recado recebido vinha escrito que deveriam entrar em uma das casas abandonadas naquele setor e esperar por Tuliph, antes de entrarem Irdan ponderou sobre o assunto, pois a todo o momento Toranuth deixava expressamente claro que era contra a situação, pois o rei de Menegroth sempre fora contra mercenários em seu reino, caçando-os até o fim, dizia que provavelmente se tratava de uma armadilha e com isso tentava provar aos outros que seria mais preparado para a liderança do bando que o guerreiro, este já o aturava faziam cinco longos meses e agora já não agüentava mais.

- Tenho faro para armadilhas – dizia ele – e tenho certeza de que esta será uma das mais perigosas, sei que dela escaparei, mas você, terei prazer em fazer com que não escape.

Irdan nem mesmo deu ouvidos aos resmungos do ladrão, pois havia chegado seu anfitrião, um velho de cabelos ainda não completamente grisalhos, barba longa com a mesma textura dos cabelos, os companheiros do antigo cavaleiro estavam todos com suas armas preparadas para qualquer tipo de surpresas, o velho deu um passo para dentro da casa e por fim falou:

- Boa noite jovens aventureiros, eu sou Tuliph o conselheiro do rei. Jovem ladrão – olhava para Toranuth mostrando que ouvira os resmungos deste. – sua preocupação é fundada devido ao relacionamento do rei com mercenários, mas os chamei a mando de meu senhor. Quem precisa de seus trabalhos sou eu, tenho uma pequena missão para vocês.

- Que tipo de missão? – argüiu Irdan agora com ares preocupados.

- Sem duvida uma missão de muito perigo, mas de grandes recompensas senhores. Antes de explica-la, gostaria de saber se já subiram as montanhas negras? – pergunta o mago ao guerreiro.

- Não, nunca em meu comando essas pessoas subiram as montanhas negras, muitos dizem que as cavernas das montanhas abrigam segredos mortais. – responde o mesmo.

- Sim, é o que dizem, a subida é feita sob o efeito de pesadelos que podem enlouquecer, e no alto delas existem varias cavernas que abrigam perigos inomináveis, sim é isso o que todos que subiram e conseguiram retornar dizem, mas estou disposto a pagar oito mil peças de ouro para vocês assim que retornarem com o objeto que devem procurar para mim. – Após falar fez um sinal para a porta, chamando assim dois homens que aguardavam do lado de fora da casa. Os soldados adentraram na sala carregando um baú.

- Este é o seu adiantamento, aí dentro tem duas mil peças de ouro, o que me dizem aceitam? – Pergunta o velho.

Irdan olhava no rosto de seus companheiros e acabou falando por fim:

- Precisamos discutir sobre o assunto, poderia meu senhor dar-nos um tempo para que possamos fazer isso?

- Sim, é claro, não seremos precipitados, vocês tem até o inicio da manhã para darem a resposta, mas nem pensem em sair da casa. Sua presença já foi alertada ao rei e ele enviou um grupo a sua procura para esta região da cidade, ou seja eles estão do lado de fora da casa esperando que eu de a ordem de atacar, tambem ficarão com o ouro até eu voltar e vocês decidirem-se, não façam a burrice de tentar sair da casa, seria muito arriscado. – Ao terminar de falar deu ordens aos soldados que estavam ao seu lado para que esses levassem o baú até o lado de fora e junto saiu.

Neste momento Irdan voltou-se aos companheiros perguntando:

- Então pessoal o que faremos?

- Eu disse, não disse, sim eu tinha razão, era uma armadilha. – fortemente esbravejou Toranuth.

- Não, Toranuth, você não tinha razão, pois se fosse essa a intenção deles, o mago não teria vindo falar conosco – argüi Sor Ottin.

- Sim ela esta certa, odeio admitir isso, mas ela esta certa, se quiser lutar Irdan estou pronto para agarrar essa coisa orelhuda e arremessar como peso morto contra os soldados, se for do seu agrado o ladrão vai também. – e ao completar a frase com o machado firmemente seguro em suas mãos Min’Or olhava friamente para a elfa.

- Não – responde Irwyn após olhar para fora da casa – estamos em desvantagem numérica de dez para um, mas podemos, contudo aceitar o serviço e após fugir com o ouro do adiantamento.

- Garoto ele é um mago e muito poderoso, acha que não saberia que nossa intenção seria essa, iria mandar seus homens atacar antes de entrar. – comentou Miranda tirando o brilho da esperteza dos olhos de Irwyn.

- A maga esta certa, – falava Uruk – não podemos atacar, isso seria suicídio, devemos então aceitar a missão, assim teremos pelo menos uma chance de voltar vivos, não todo o grupo, mas talvez alguns.

Irdan refletiu por alguns segundos e por fim deu a sua resposta para desespero de Toranuth:

- É Uruk, devemos ir em busca deste artefato e quem conseguir retornar reclamara o ouro, esta é a minha decisão e se algum de vocês quiser reclamar terá de fazer isso com a minha espada enfiada em seus intestinos.

E com isso todos concordaram, resolveram então descansar o resto da noite e esperar pelo velho mago, que chegou logo que o sol raiou, esperava pela resposta, adentrando a sala junto com uma pequena comitiva de dez homens, sendo que dois carregavam a arca.

- É chegada a hora de darem a sua resposta senhores, aceitam ir em minha missão as montanhas negras?– Perguntou logo ao ver Irdan.

- Nós iremos até as montanhas e traremos o objeto de seu desejo, apenas queremos saber como iremos encontrá-lo? Pois dizem que existem várias cavernas, e também inúmeras montanhas naquela cordilheira. – pergunta Irdan.

- Encontrarão facilmente, darei a vocês um mapa que foi-me revelado em meus estudos, foi desenhado por Phoeb, um poderoso mago o qual dominava uma inestimável arte da magia, segundo os livros nos quais pesquisei ele escreveu a maioria de suas descobertas em um tomo e o guardou em uma das cavernas nestas montanhas, aqui estão descritos todos os caminhos que levam a ela.

- Tudo bem, mas para cumprir a missão precisaremos de suprimentos e equipamentos. – observou Irdan.

- Por isso lhes dei este adiantamento, comprem os equipamentos e suprimentos de que necessitarem e partam ainda hoje, quando o dia acabar não os quero mais dentro da cidade, esta entendido.

- Sim é claro. – responde por fim Irdan.

Terminando de ouvir a resposta de Irdan, Tuliph mandou os soldados soltarem a caixa e depois saiu com sua comitiva, deixando os aventureiros sozinhos dentro da casa.

32 Comments»

  • Lord Jessé says:

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    Legal!
    Muito bom. Agora vou ler as partes 2 e 3!

    • Jones says:

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      Opa, obrigado, este é outro de meus contos antigos que estão indo do papel para o PC, ele inicia os acontecimentos que culminam em “O fim das batalhas de Noah”, que tambem esta publicado no ONE.

  • Rubens (HIOTO) says:

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    A introdução de uma grande aventura eu acredito.

    Gostei.

    Me parece um grupo de aventureiros do rpg em alguma nova missão.

    • Jones says:

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      Cara, deram 25 pags A4 esta aventur, he he he, já esta fechada em muitas partes se não me engano, falta apenas conseguir tempo e vencer a preguiça de postar. He he he he.

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    Bem ao estilo do Jones. Legal! Parabéns!

  • Vinicius Maboni says:

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    Muito Bom, aparenta ser a introdução de um bela aventura…
    É um grupo bem variado, interessante.

  • Jones says:

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    Opa, valeu Vinicius, estou acompanhando a lenda da Rosa Azul que você e o Hioto estão postando, esta ficando bem legal também. Abraços carinha!

  • Priscila Marcia Mariano says:

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    Gostei e muito do ínicio de seu conto… é muito versátil e parece-me carregado de aventuras e mistérios. Vou continuar a ler as outras partes de seu conto, assim que tiver tempo.
    Parabéns!
    Talvés um dia você leia um texto de minha autoria…

  • Andrey Ximenez says:

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    Vale uma revisão, uma ou outra vírgula, e algum uso de crase. Coisa boba.
    -
    Mas gostei bastante, isso me faz lembrar as antigas mesas de AD&D, bons tempos…
    -
    Me lembrou um pouco BG, jogo que aprecio mt tb.
    -
    Acho que tem tudo pra dar uma boa história, principalmente pelo conflito interno que é grande.
    -
    =]

    • Jones says:

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      Cara, Baldurs Gate é muito bom, tenho ainda os dois boxes em casa, o primeiro game que comprei que tinha 5 cds, muito bom.
      -
      Revisão é uma constante, é uma coisa falha comigo he he he he
      -
      Obrigado Andrey!

      • Andrey Ximenez says:

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        Man!
        -
        Se um dia tu puder, eu gostaria de umas cópias. As minhas do Baldurs II fuderam, não funfam mais. Eu te largo os cds, será q um dia, distante na tua agenda, tu me faz esse favor?

  • HIOTO says:

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    Confesso que não sou muito paciente para esperar.

    Acabei de reler aqui a primeira parte e vou reler as outras também.

    Algo que tenho observado: pouca gente comenta sobre o conteúdo da história em si, atendo-se a “bom ou ruim” e “esperando a próxima”.

    Triste né? Pra mim, comentar é falar a respeito.

    • Lord Jessé says:

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      Elementar meu caro Watson!
      -
      Realmente o que você falou é verdade. As vezes nos limitamos em nossas palavras quando temos tanto a dizer!

      • JonesVG says:

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        Bom, não posso falar muito, quando estou meio que com preguiça eu uso este artificio de falar apenas isso. Mas que é um saco chegar empolgadão pra ler os comments a respeito de seu conto e ver apenas um Muito bom, ou um Gostei, é meio que broxante.

    • JonesVG says:

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      He he he, calma rapaz, esta na fila. he he he

    • Andrey Ximenez says:

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      Por isso que sempre falo… Diga do pq gostou, ou o pq não gostou… realmente passar e dizer somente um mt bom é triste.
      -
      Não que eu não faça isso as vezes… faço sim… mas é qnd realmente o texto ficou tão megaboga, tão nos minimos detalhes que não preciso dizer nada.

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    Caramba… esta saga já tem 7 partes! hehehe… é bom comecar a tirar ela da agenda :D

  • Artur says:

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    Não deviam ter aceitado a missão, não vai sair nada de bom disso

    • Jones says:

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      He he he, pior que não dá mesmo, esta aventura da inicio a uma grande guerra, que é falada em muitas partes da história de Kzak O senhor dos Mortos, cujas três ou quatro partes já foram colocadas aqui no ONE e o restante esta sendo postado lá no Paragons semanalmente, quem quiser é só ir lá conferir!

  • Tiago says:

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    “Começou bem, vamo lá (agora sim). Hehe

    • Jones says:

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      Valeu Tiago, temos mais seis partes na agenda, e devem vir as duas ultimas esta semana, se eu não tiver extrema preguiça de postar!
      He he he

  • Asami says:

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    Falta algumas virgulazinhas aqui, outras ali, mas seu conto começou muito bem. O enredo da estória proporciona ao leitor aquela expectativa acerca do que acontecerá durante a aventura especialmente pelo conflito interno já mencionado acima. Parabéns! Agora vou pra parte dois… :D

    • Jones says:

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      Vai lá Asami, obrigado por te lido, abraços. Minha revisão de meus contos antigos está dando Fail, imagina que reviso um por um quando digito e antes de postar, então imaginem como estão eles no bruto he he he he

  • Renan MacSan says:

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    Gostei Jones, bem RPGzão como seus outros contos. Início típico de aventura, e os personagens parecem legais, espero que dê tempo de desenvolvê-los bem…
    E que alguns morram também, hehe, prefiro os RPGs em que alguns morrem, fica mais realista. Se não vira só um “lá e de volta outra vez”.

    • Jones says:

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      Ai Renan vai lendo, tem alguns errinhos aqui e ali como de costume, mas garanto que no quesito mortes você não se arrependerá!! He he he he

  • Rainier Morilla says:

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    Muito bom Jones!
    Me senti jogando uma boa rodada de RPG!

  • Franz Lima says:

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    Jones, o início da trama está bem coeso, porém há a necessidade de uma revisão ortográfica e outra na pontuação. Alguns trechos apresentam certa dificuldade para a leitura. Contudo, nada que impeça o entendimento do leitor.
    Tive a impressão de que as personagens foram postas de foram súbita na aventura, o que me levou a reler o início, buscando uma melhor compreensão.
    Como conheço outros trabalhos seus, acredito que estas pequenas lacunas são fruto do pouco tempo, tão comum a todos nós.
    Vou para a parte 2…
    Abraços.

  • Leo Debacco says:

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    Bem legal. Aventura RPG é bem meu estilo. Agora vou ler as outras partes que prometem.

  • Pablo Grilo says:

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    Fiquei interessado em continuar a ler as outras partes. Me lembrou as aventuras do Conan, a inspiração veio dai?

    De qualquer forma, minha única crítica é: achei confuso a apresentação dos personagens, tipo, jogar tudo na sua cara assim, logo nos primeiros paragrafos. Penso que seria mais interessante introduzir o perfil deles aos poucos, ao longo da narrativa.

    Vou ler as outras partes!

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