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Jun
15
2010
Conto em Série

Irdan e as Montanhas Negras – Parte 3

Escritor: Jones Viana Gonçalves

irdan-e-as-montanhas-negras

Fora da cidade e finalmente na estrada

Alguns minutos depois Irdan encontrou Uruk, Min’Or, Miranda, Sor Ottin e Toranuth, estes agora caminhavam na direção das montanhas para procurar seus outros dois aliados, que foram encontrados parados em volta da carroça. Rafael foi quem veio recepciona-los, Irdan perguntou por seu irmão, nesse momento seu amigo guerreiro mostrou o que havia feito, atrás da carroça estava o clérigo, completamente amarrado e amordaçado, Rafael disse que foi preciso, era isso ou matar Irwyn que quis contar com detalhes sua aventura na cidade.

O jovem guerreiro explicou a Irdan o que o sacerdote havia feito, este ficou enraivecido, pois a aventura do irmão quase custou sua vida, mas ainda assim resolveu soltá-lo e em meio a discussões o grupo começou sua jornada, esta duraria dois dias.  Sor Ottin, Miranda, Toranuth, Irwyn e Rafael iriam na carroça, enquanto Uruk, Min’Or e Irdan montavam cavalos. Passaram por várias casas e fazendas no meio da planície, estas seriam saqueadas por seus colegas, não fosse a forte liderança de Irdan, mesmo sendo um assassino mercenário ainda carregava uma forte herança de seu passado, no qual havia sido um cavaleiro de grande nobreza e lealdade, mas o destino que sempre prega peças fez com que sua vida fosse arruinada.

Em meio a uma de suas inúmeras batalhas foi atacado por uma criatura capaz de mudar de fisionomia, esta ao receber um ataque de grande força caiu ao chão, ao ver-se ferida mortalmente mudou sua forma para a de um garoto, uma pequena criança, e seus colegas cavaleiros ao verem Irdan erguer sua espada contra a criança o impediram de matar o oponente, travando com ele uma batalha, que quase resultou na morte do guerreiro e de pelo menos dois de seus antigos amigos, subindo rapidamente em seu cavalo fugiu e vagou pelas Khullands, sendo caçado por seus outrora aliados.

Procurou aventurar-se, tornar-se mais forte, encontrou Min’Or em seus primeiros dias, um bárbaro prisioneiro em Beliriand por ter matado três pessoas em uma taverna, nesta época Irdan estava preso, havia sido pego na mesma taverna, pois lutava no meio da baderna com uma perna de cadeira em uma das mãos e uma caneca de cerveja na outra, os soldados tiveram muito trabalho pra derrubar e prender os dois. Seriam executados no dia seguinte, mas Min’Or não precisava de armas para ser perigoso, entrando em um estado insano de grande fúria o bárbaro deixou os soldados da carceragem inconscientes, e com isso os dois fugiram e não mais se separaram, vivendo muitas aventuras antes de encontrar outra dupla como eles.

Estes eram Uruk e Rafael, dois mercenários a procura de fortuna, estavam na fronteira sul de Menegroth, e enfrentavam dificuldades lutando contra uma criatura na beira de um lago, era como uma serpente, mas tinha quatro patas e varias cabeças, Min’Or e Irdan resolveram auxilia-los, com esta ajuda derrotaram o monstro, logo Uruk e Rafael tornaram-se aliados importantes do cavaleiro. Já  Sor Ottin estava sendo caçada pelos membros de sua própria raça, havia renegado o seu povo e estes queriam sua cabeça, os elfos cinzentos sempre foram conhecidos por sua grande maldade, e pior ainda ela era para com aqueles que tornavam-se traidores de sua raça, o grupo salvou a elfa e ela por gratidão e por conveniência seguiu-os, mas não foi bem aceita por Min’Or, pois sua família fora dizimada por drows e o bárbaro era o único sobrevivente, mas mesmo com profundo ódio por ela, obedeceu a decisão de seu líder, porém isso os afastou um pouco.

Miranda, a maga, foi dada de presente a Irdan por um Krell, que a mantinha como escrava, este teria contratado os mercenários para um serviço rápido, mas como não tinha dinheiro para paga-los deu a eles Miranda, e após morreu sob o machado de Min’Or, que enfurecido atacou-o. Irdan decidiu por sua vez libertar a maga, alguns contestaram, mas não serviu de grande coisa sua contestação.

Em meio a uma missão em uma fortaleza nos portos do extremo sul o grupo encontrou Toranuth, dentro de uma catacumba, ele estava acorrentado, era o prisioneiro de Rayoth, um minotauro, que havia roubado um precioso artefato, o qual era o motivo da missão dos aventureiros. Após matarem a criatura libertaram o ladrão, mais um que ficou junto ao grupo, mas sempre almejando a liderança do grupo.

O velho druida ao qual Irwyn matou, era um vingador, ele teve a família aniquilada por um dos membros do grupo, que antes fazia parte de um bando de saqueadores, o druida por não saber quem era o saqueador, sabia apenas que estava neste bando, queria eliminar a todos os integrantes. Sem saber o sacerdote salvou seu odiado irmão e o resto do grupo, a origem do ódio do jovem clérigo não é desconhecida, esta veio quando o pai e a mãe dos dois foram expulsos do castelo, onde Irdan os tinha levado para lá morar, Irwyn foi expulso da academia, onde treinava para ser um cavaleiro como o irmão. Foi tratado como paria entre os seus, tudo porque seu irmão fora um covarde e quase matou uma criança, de tanto ódio acabou sendo atraído para as graças de Loki, e com os clérigos foi viver.

Seus pais no meio da pobreza foi o que Irdan havia visto quando chegou na vila de Terugh, ele estava ali para responder ao chamado de sua mãe, de alguma forma os mensageiros o haviam encontrado, seu pai estava morrendo quando pediu ao ex-cavaleiro para proteger seu irmão e leva-lo junto em suas jornadas. Irwyn não entendia porque seu pai, mesmo depois de tudo o que seu irmão havia aprontado, ainda achava-o melhor do que qualquer um até mesmo que o garoto que foi prejudicado pela covardia do irmão, e isso aumentava ainda mais o seu ódio.

38 Comments»

  • Rubens (HIOTO) says:

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    Essa parte funcionou como prelúdio dos personagens. Dá pra entender um pouco mais sobre eles mas me pareceu um pouco corrido cada descrição. Vamos ver como vai ser a próxima.

    Continua indo bem Jones.
    ^^

    • Jones says:

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      É bem assim, essa parte era apenas para apresentar melhor o pessoal, falar sobre eles um pouco. Tem mais três partes aguardando a aprovação para entrarem na Agenda. Partes bem interessantes.

  • Rubens (HIOTO) says:

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    Tomara que não demore ou eu terei que reler para acompanhar. Aliás, quero aproveitar pra deixar aqui uma reclamação:

    É muito ruim ficar procurando as partes pra ler. Não teria jeito de organizar as partes de um mesmo conto em um único lugar? Fuçar posts antigos é osso.

    Sei que não é você (Jones) o responsável por isso, mas acho que esse é um grande problema do site.

    Abraço e continue sua bela obra.

    • Jones says:

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      Opa, Rubens, quanto a ler os contos em partes, tem um pedaço de pizza abaixo da data, se clicar ali terá todas as partes de um mesmo conto em uma tela, ai não precisa procurar. Quanto as outras partes do conto, na agenda temos as partes 4, 5 e 6 já postadas, podes ir lá ler he he he e comentar é claro. Valeu carinha, abraços.

  • Asami says:

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    Muito legal o passado do grupo. Essa estória de ódio atrás de cada membro do bando, a inveja e cobiça estão tornando o conto ainda melhor. Gostei muito do cap 2, mas esse foi mais legal, pois esclareceu certos pontos da estória que eu ainda não entendia e descreveu melhor o interior de cada personagem ;)

    • Jones says:

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      He he he, pois é, eu quis dar um background pra essa galera, ai saiu isso! he he he

  • Victor says:

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    Nossa, muito bo mesmo vil.

    • HIOTO says:

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      Gostei do “vil” – sei que é um erro de ortografia mas descreve bem o ponto onde ele ataca a “criança”.

      Tive pesadelo lembrando disso.
      o.O

  • Artur says:

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    a história tá pegando fogo agora hein

  • Caio says:

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    Gostei, tem futuro essa história.

    • HIOTO says:

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      Tem mesmo – partes 4, 5, 6 etc

      \o/

      • Jones says:

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        O Hioto seu sobrenome é Saraiva??? huahauhauhauhauhauahuah!!! Cara, o rapaz da a resposta na lata, tô abismado he he he he!!

        • HIOTO says:

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          Não é não.
          >
          Kkkkkkkkkk.
          >
          É Teles de Faria.
          >
          É que eu acho o fim comentários assim. Acabo respondendo na lata.
          Foi mal ae, não era pra intimidar seus leitores.

  • Vinicius Maboni says:

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    Segue muito bem, melhor que não pegue fogo ainda mesmo…
    Parabens Jones

  • Andrey Ximenez says:

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    Sinceramente, não gostei desse episódio, Jones.
    -
    Acho que o vc poderia manter mais um pouco o mistério da união desse grupo, desenrrolando o passado aos poucos.
    -
    Sério. Não gostei mesmo.
    -
    Mas vamos aos demais caps.

    • Jones says:

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      Ah, tranquilo Andrey, sem problemas, é que como o conto era tiro rápido pensei que precisaria disso!

    • HIOTO says:

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      Talvez pudesse ser mais detalhado. Mas, Andrey, tente ler todo o conto pulando essa parte. Você não ia se achar na história.

      Eu vejo esse trecho como um complemento. Numa história em partes não dá pra fazer ação, emoção, destruição e aniquilação em todas as partes.
      .
      ^^

      • Andrey Ximenez says:

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        Hioto, li as demais partes, e ainda mantenho minha postura. Acho que essa cap é totalmente desnecessário. O mistério da união seria mt mais interessante então.

  • Victor says:

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    ta doido pode cre, mo lombra ae, mo doidera, conto so uoro, kramba que lombra massa ae.

  • Betinho says:

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    vei muito boa historia
    acompanharei todas as partes
    adorei esse clerigo ahusuhasuaus

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    Estou gostando que a ordem de contos a serem publicados do Irdan, está seguindo a conforme a quantidade de comentários, sem problemas. =)

  • Franz Lima says:

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    Agora as coisas estão mais claras. Com a apresentação das “origens” dos componentes do grupo, algumas coisas se encaixaram. O Andrey e o Hioto expressaram bem suas opiniões, levando-em a concordar com ambos. As apresentações poderiam ser mais dosadas, mas também são indispensáveis para a compreensão do texto. Claro, nada disso trouxe prejuízos ao conto.
    Go to the next level…
    Sucesso!

  • Franz Lima says:

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    Imprimi todas as partes e estou anotando as opiniões para postar mais tarde.
    Um grande abraço, Jones.
    Att
    Franz.

  • Leo Debacco says:

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    História de vida bem trágica. Vivaria um ladrão e mernário também, se tivesse tudo arrancado de mim, só por que queria proteger meus amigos de um monstro.

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