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Jun
01
2010

O Ladrão de Harpas – Parte 2

Escritor: Luis Oselieri

o-ladrao-de-harpas

Kirdis se sentiu aliviado por não ter perdido sua língua, mas ao mesmo tempo estava desesperado por não ter mais seu dedo mínimo da mão esquerda. Pelo menos poderia continuar falando, e também um dedo tão inútil não iria fazer diferença para ele. Quatro dias de viagem foram suficientes para chegar até a Floresta do Vale Vermelho. O jovem ladrão olhou maravilhado para as imensas árvores cercadas de bandos de besouros de todas as cores, voando rapidamente e fazendo barulhos fortes, mas de certa forma agradáveis. Já estava longe de Quebra-Ossos, e não queria ter de trabalhar novamente para um mercador tão mesquinho quanto ele.

A Floresta do Vale Vermelho era um lugar magnífico e perigoso, repleto de criaturas estranhas. Lendas antigas diziam que os viajantes que tentavam atravessá-la durante o período da lua cheia, ficavam loucos e corriam no meio das árvores, sem rumo e sem suas próprias roupas. Kirdis nunca acreditou nestas histórias, mas sentia um pouco de medo quando tentava dormir próximo às árvores, que balançavam seus galhos, fazendo barulhos que lembravam crianças chorando por seus pais. A neblina também dificultava bastante a visão, e algumas vezes podia se ver almas perdidas, caminhando no meio da noite, e sussurrando palavras de maldição.

Era difícil para o jovem ladrão acreditar que conseguiria convencer Nertik. Centauros, criaturas estúpidas, só servem para te dar carona quando você precisa deles, pensou Kirdis. Ficam entre as árvores, fingindo que são protetores da natureza, mas na verdade só querem encontrar comida fácil, bebida fácil, uma vida muito tranquila e prazerosa, longe dos problemas que os humanos tem de enfrentar. O jovem ficou imaginando por um bom tempo, se qualquer centauro já havia passado por situações tão humilhantes quanto ele passou, se morassem em sua terra natal, e se tivessem de dormir no meio de mendigos e aguentar os cheiros horríveis de prostitutas bêbadas.

Kirdis desceu rapidamente de sua mula, ajeitando o cinturão de couro que apertava sua calça, e olhou atento para uma clareira repleta de esquilos e coelhos que saltavam para dentro dos arbustos. No meio de todos aqueles pequenos animais, havia um centauro tocando tambor, e com um grande cachimbo preto em sua boca. O jovem ladrão ficou surpreso, pois era a primeira vez que ele via Nertik usando algum instrumento musical. Ele sempre achou que centauros eram muito estúpidos para aprender qualquer coisa, mas desta vez teve de aceitar que Nertik não era tão imbecil quanto parecia.

– Gostei do ritmo, Quatro-Patas! – o jovem gritou, caminhando em direção ao centauro, e sorrindo de forma nada convincente.

Nertik largou o tambor, e olhou para os lados desconfiado, mas não disse qualquer palavra.

– O que foi? O gato comeu sua língua? Já que não quer conversar com as elfas, vou avisar a elas de que você não quer vê-las. – o jovem olhou para trás, fingindo estar se comunicando com alguém através de gestos com as mãos.

– Espera! Traga elas aqui! – disse o centauro, estufando o peito e avançando rapidamente na direção do jovem ladrão.

– Não, acho que não vai gostar delas. Elas são muito jovens, delicadas, e inocentes. Você não precisa delas, não é? Gosta mais das experientes, eu sei disso. – Kirdis desta vez fez uma expressão de indiferença, mas ao mesmo tempo estava ansioso para saber a reação de Nertik.

– Olha, tudo bem. Você entrou aqui na floresta de novo e me chamou de Quatro-Patas! Sabe que eu odeio esse nome, e continua agindo deste jeito comigo, seu palhaço? – o centauro então retirou de suas costas um longo arco e preparou uma flecha.

Não era exatamente este o resultado que Kirdis esperava, por isso saiu correndo no meio da floresta até encontrar sua mula próximo à uma das grandes árvores. A noite passou sem maiores problemas, e no dia seguinte o jovem ladrão acordou animado, olhando para os raios de sol que atravessavam por entre as folhas. Deveria pensar em alguma forma de enganar o maldito centauro, por isso resolveu que desta vez faria de tudo para levá-lo até a cidade. Se lembrou de uma velha casa de madeira abandonada que estava localizada perto de um pequeno riacho da floresta, talvez encontraria algo que pudesse lhe ajudar.

Depois de alguns minutos, Kirdis desceu com cuidado de sua mula, apertando seu cinturão de couro, e olhou com sede para as águas cristalinas do riacho, mas preferiu continuar o resto do caminho sem sua montaria, até se aproximar da porta da casa abandonada, que estava entreaberta. Um cheiro de mofo invadiu seu nariz em uma velocidade surpreendente, talvez aquela casa poderia estar desabitada por muitos anos. Seria loucura entrar em um local tão estranho, mas o jovem ladrão gostava de correr riscos, mesmo que pudessem lhe trazer sérias consequências.

Atravessando o corredor com cuidado, Kirdis olhou surpreso para restos de frutas podres que se espalhavam por todo o chão de madeira. Cascas de bananas, laranjas mastigadas e vários outros pedaços de coisas que ele não conseguiu identificar, tudo aquilo produzia um cheiro insuportável de podridão, fazendo com que o jovem despejasse um grande vômito ao lado de alguns ossos cobertos por roupas velhas e rasgadas. Limpou a boca suja e continuou caminhando até entrar em um cômodo que parecia ser a cozinha. Diversas panelas, garrafas vazias e mais próximo à mesa havia um grande barril fechado por uma tampa que parecia bem frágil.

O jovem ladrão saiu da velha casa com uma expressão de orgulho em seu rosto. Levava em sua mão esquerda um cesto de palha repleto de garrafas de vinho, que ele havia enchido no barril da cozinha, e em sua mão direita carregava três vestidos verdes empoeirados, que havia encontrado atrás de um armário do quarto da casa. Um grande plano começava a se formar em sua mente, desta vez só precisaria de fazer com habilidade os espantalhos. Nunca pensou que um dia teria de passar por isso, mas de certa forma queria mostrar a Quebra-Ossos de que aquela harpa seria dele.

Kirdis se levantou da grama úmida a abriu os olhos com dificuldade, não havia dormido muito bem na noite passada. Observou admirado alguns pássaros amarelos que pousavam sobre os galhos das árvores, cantando e anunciando o início de mais uma manhã na Floresta do Vale Vermelho. O jovem então sentiu que desta vez já havia completado todos os passos de seu plano, por isso só faltava convencer Nertik a voltar com ele para a cidade. Caminhou rapidamente até se aproximar de sua mula, que estava amarrada em uma das árvores, próximo ao riacho, e conferiu se tudo estava em ordem.

Após algumas horas seguindo por uma trilha coberta de folhas secas, Kirdis finalmente encontrou o centauro, ao lado de uma grande fogueira, e sobre as chamas havia um belo pedaço de carne enfiado em um espeto de ferro. O maldito estava se fartando, comendo do bom e do melhor, então o jovem não resistiu e acabou gritando:

– Quatro… quer dizer… – Kirdis pensou por um momento, seria loucura dizer o apelido de Nertik em uma hora destas – não são quatro, são três elfas!

O centauro abriu um grande sorriso, e saiu galopando com uma velocidade surpreendente na direção do jovem ladrão, então ele finalmente disse:

– Elas estão aqui na floresta? Chame elas logo, o que está esperando?

– Não, elas são muito tímidas. Não querem vir até aqui, mas querem que nós dois entremos em uma disputa. – quando Kirdis terminou de responder Nertik, apontou com o dedo em direção aos três espantalhos que ele havia feito com bastante cuidado.

– Mas são muito magras… aquela da direita, está quase caindo. Elas estão bem?

O jovem segurou para não demonstrar qualquer sorriso, ao perceber a estupidez do centauro, e depois de algum tempo respondeu:

– São muito lindas, a da direita se chama Matilde, ela é a mais empolgada. Parece que vai desmaiar a qualquer momento. É melhor nos apressarmos. Tome! Pegue estas garrafas!

O centauro olhou surpreso para a grande quantidade de vinho que estava dentro do cesto de palha. Então ele pegou rapidamente quatro garrafas, e retirou a rolha de uma delas, aproximando seu nariz e sentindo o cheiro da bebida.

– Elas me disseram que você não seria capaz de beber mais vinho do que eu. Acha mesmo que conseguiria me vencer?

Nertik soltou uma grande gargalhada, estufou o peito com um ar de orgulho e disse:

– Vai ser mais fácil do que tirar leite de vaca. Vamos começar isto logo!

Meia hora havia se passado, Kirdis começou a perceber de que talvez ganhar do centauro não seria assim tão fácil. Nertik bebia do vinho como se fosse a água cristalina do riacho, e não demonstrava qualquer sinal de embriaguez, por isso o jovem ladrão sentia de que ele nunca iria ficar bêbado. Quando se preparou para desistir de enfrentar o centauro, olhou bastante assustado para um bando de vinte orcs correndo próximo aos três espantalhos.

– Chefe Nertik! Encontramos três pedaços de pau enfiados na terra! Mas todos eles estavam com vestidos! É muito engraçado! – disse com empolgação o líder dos orcs, enquanto coçava a cabeça e retirava um pedaço de gosma amarelada de dentro do nariz.


Categorias: Contos,O Ladrão de Harpas | Tags: ,

23 Comments»

  • Alex Silva says:

    Pô, Luis!!! Que conto mais louco!!!

    Outra vez vc se mostra talentoso, amigo!!!

  • Asami says:

    Seus dois contos ficaram excelentes, Luis, e conseguiram prender totalmente minha atenção… adorei o personagem principal e o contexto da estória. 😀 Aguardo continuações, parabéns!! *_*

  • Andrey Ximenez says:

    KRa gostei, está empolgante…MAS…

    Como assim mula?!

    Ele foi amarrado e preso pelo velho quebra-ossos, mas ainda assim apareceu na floresta com a mula?
    Deveria estar a pé e só com a roupa do corpo!

    Outra coisa. Eu nunca perdi um dedo, mas não deve ser uma coisa mt boa, que me permitiria acordar com felicidade durante por vários dias. Sem dizer que necessitaria de um tratamento adequado pra não ferrar a mão inteira.

    Mesmo que a mula não estivesse lá cuide uma coisa. Toda vez que vc diz q ele desce da mula, diz q ele ajeita o cinto.

    E (aff), ainda falando em mulas, vc deveria definir mais o espaço, pq primeiro ele está pé, foge correndo do centauro e logo ja aparece sorridente com a tal mula.

    De novo, vale uma revisão.
    Aguardo a continuação

    ^^v

  • Andrey Ximenez says:

    Kra eu escrevi um commtz bem trabalhado e não saiu. To com preguiça de reescreve-lo agora
    xD
    Daki a poko venho aki e escrevo de novo.

    • Andrey Ximenez says:

      Agora ele brotou do nada

      @.@

      Acho q tenho q parar com os tóchicos!

      • Ele caiu para aprovação… por algum motivo desconhecido 😛

        • Andrey Ximenez says:

          Acabei de comentar um texto da Samila, e ocorreu a msm coisa.

          Será q virei um frequentador suspeito aki no ONE O.o

          • No texto da Samila, foi pq vc utilizou a palavra “gay” no texto. Eu sempre jogo isso para aprovação para evitar que o pessoal fique se referindo, ofensivamente, uns aos outros desta forma.

          • Andrey Ximenez says:

            Faz sentido.

            Embora obviamente o sentido não seja esse como vc deve ter notado, vale esse tipo de precaução

          • Claro que seu comentário não era ofensivo. Por isso liberei 😉

  • Luis Oselieri says:

    Andrey, valeu pelo comment, entao vou tentar responder bem trabalhado tb, hehe

    Talvez nao ficou muito bem explicado, mas quando Kirdis deixou a cidade, ele fez um tipo de acordo com Quebra-Ossos, o que significa que ele continua com a mula e seus equipamentos. No momento em que o facão iria cortar sua lingua, ele colocou a mao na frente pra se defender, e perdeu o dedo, lol. Talvez na revisao vou adicionar que Quebra-Ossos lhe deu algum tratamento medico rudimentar na mao antes de partir. Quando ele fugiu de Nertik, ele estava a pé, porque tinha amarrado a mula em uma árvore, entao logicamente depois ele iria buscar a mula. Quando ele desce da mula e ajeita o cinturao de couro, isso eh uma mania dele mesmo, hehe. E voce tem razao quando diz que ninguem fica feliz por ter perdido um dedo, mas como o conto tem um tom mais cômico, preferi nao partir pra esse lado mais dramatico, por medo de perder a essencia engracada da estoria.

  • Bruno Vox says:

    O gostoso é a troca de ideias e as dicas, isso eu adoro.

    Esperando continuação 🙂

    • Luis Oselieri says:

      Tem razao, Bruno, a troca de ideias eh o melhor !

      Quanto a continuacao do conto, vai depender do tempo em que ele sair da agenda, porque estou envolvido em mais 2 projetos. Um é o livro de fantasia Edryon, que ainda não está pronto. O outro é um conto especial para um projeto de 7 autores que se chama “7 Visões”, e meu conto se chama “Gaarth e o Medalhão das Visões”. Quando algum destes projetos estiver pronto, eu aviso aqui no ONE !

      Valeu !

      • Andrey Ximenez says:

        Estaremos na espera então Lucas.

        =]

        • Luis Oselieri says:

          Lucas ? Que isso, Andrey, assim voce me deixa confuso, lol. É Luís, hehe.

          • Andrey Ximenez says:

            shuashaushaus

            Tem uma explicação isso ai!

            Bem na hora q estava escrevendo o commntz, tive um flashback inconsciente de qnd conheci um contista chamado Lucas Ogliari. Por algum motivo achei semelhança entre os nomes, por isso da confusão na escrita.

            Mas não fique confuso, essas coisas acontecem, Leandro.

            @.@

  • Aaaa .. bem legal. Mas acabou do nada!

    Ou seja… quero continuacão!! 😛

  • Lord Jessé says:

    Nossa! Muito bom!

    Agora estou na instiga pela continuação.

    Quanto a ele ter perdido o dedo e ter ficado calmo… Bom, eu faria o mesmo, porque prefereria perder o dedo do que perder a lingua. Imagina que foda ficar sem falar! Eu mesmo tenho um problema na fala.( quando começo a falar não paro mais), e como ele conseguiria convencer o centauro se não tivesse como falar. Isso seria bem mais complicado.

    Mas ficou muito bom mesmo.

    • Andrey Ximenez says:

      Td bem que é melhor perder um dedo do que a lingua neh Jessé.

      Mas isso não faz com que o incomodo e a dor diminua.

      u.ú

      • Lord Jessé says:

        Não em momento algum diminui o incomodo e a dor! E o pior é o incomodo que viria depois.

        Eu até estava pensando…

        Sem um dedo da mão esquerda fica mais fodastico pra fazer solos, é preciso todos os dodes, ou eu teria que se mais rapido.

        Sem um dedo da maõ diretita…
        Não sendo o indicador e o polegar, porque se não eu não conseguiria desenhar!

  • Luis Oselieri says:

    Fico feliz que a parte 2 conseguiu sair da agenda, hehe… E Kirdis ainda vai passar por muitos problemas ! Aguardem ! Valeu !

    • Andrey Ximenez says:

      Ta devendo a continuação hein! (Olha quem falando xD )

      Tamo no aguardo
      o/

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