O Prédio de época # 1
Escritora: Queren Alcca
Capítulo I
Gabriel era um garoto muito arteiro, aprontava de tudo. Seu apelido de infancia não era algo do qual ele se gabava, mas não podia fazer nada pois, não foi ele quem o pôs. O apelido não era muito carinhoso, mas só o recebeu devido a sua peripécias como a de um dia qualquer por entre os campos; Gabriel, muito tinhoso e levado a breca, queria assustar os coleguinhas de sala. Mas antes vamos a descrição do Cenário :
Nas paredes o verde e o amarelo , piso branco, uniformes azuis. A sala quieta, apenas o barulho do ventilador, dos pássaros e das folhas. O tic tac do relógio sempre constante irritava Gabriel, tudo o irritava naquele dia tão singelo, tão sem nada.
- Posso ir bebe água, professora ? – perguntou com certa lentidão baiana na voz e educado como sempre fora – Sim. Gabriel, mas volte logo, você ainda não me entregou os exercícios – respondeu a professora, com um sorriso acolhedor. Seria um anjo se não lecionasse matemática, a matéria que por sinal da falta de entusiasmo, era a matéria que Gabriel mais odiava, não por mal mas, não tinha vocação nenhuma para tal ciencia.
Enquanto tal fato ocorria, um certo ser que tinha feições de um rapaz normal, mas algo característico lhe traía o disfarce, estava a vigiar. Asas em cor de prata pura brilhavam com os raios solares, plumas prateadas faziam daquele par, um deslumbrante coração iluminado. Não era um homem, muito menos um garotinho, não era musculoso, muito menos macérrimo; Mas transpirava tranquilidade e alegria de todos os poros.
Muita pena que este ser não poderia ser visto por olhos normais. Nós, os mortais, tínhamos a missão de mantermos a fé para que eles, os anjos, vivessem e nos protegessem das forças sombrias que rondam a todos, esperando um deslize, uma fresta para acabar com a fé, a esperança e a calmaria de qualquer um que permitisse, por um simples deslize.
- Ande, Ande! Preciso ir logo, já já o sinal da escola do meu filho bate e eu tenho que buscar aquele garoto sapeca, antes que ele se meta a besta de entrar naquele prédio que os garotos apelidaram de mal assombrado, como são bobos! – Uma mulher de aparencia ja um pouco desgastada pelo tempo, mas jovial em seus movimentos, exclamava para o marido, um senhor aparentemente mais velho que ela, de cabelos lisos e ja grisalhos.
O anjo estava vigiando todos os seus protegidos, a mulher e o marido, as crianças, aquela senhora do outro lado da rua. Ele sozinho enfrentava todos que queriam atormentar a fé aparentemente inabalável daquelas pessoas.
Capítulo II
Gabriel saiu da Sala quase que correndo, seu entusiasmo de sair dali era evidente até para um cego, que não poderia vê-lo pulando ao descer as escadas, mas com certeza ouviria os seus pés dando trotes largos e rápidos ao descer, descer e descer as escadas. Enganou-se quem pensava que Gabriel iria beber somente água, ele queria ar fresco, não gostava de ficar trancafiado em uma sala de aula muda com alunos concentrados em somatória, divisões, multiplicações e outras coisas mais complicadas do monstro da matemática.
Ao chegar no térreo, observou e esperou pouco tempo até que mais dois garotos, maiores que Gabriel aparecessem. Os três se olharam e saíram correndo em direção aos fundos da escola, onde ficavam a quadra poliesportiva e uma outra sala, de laboratório para os alunos do ensino médio. subiram um barranco muito íngreme e espreitaram através da grade, só para checar se o cachorro guardião daquele terreno abandonado estava por perto. Pularam a grade e correram em competição até a entrada do prédio abandonado.
O prédio era totalmente sem cor específica, manchada com o tempo, quebrado, enferrujado. A porta de entrada era igual àquelas portas giratórias de banco. Por dentro, mesmo estando com o sol a pino, tudo era escuro além do normal, todos os seus 10 andares pareciam ser luxuosos quando inaugurado, porém com o abandono, estava em trapos como uma roupa de grife acaba ficando após ser usada e jogada ao relento, no lixo por longos anos.
Entraram com certa dificuldade, o tempo e a poeira acumulada deixaram a porta giratória um pouco travada, como se todos estivessem com metais no bolso ou talvez, como se alguém estivesse conspirando contra a entrada daquele recinto. O brio era assustador, Gabriel engoliu seco, Nicholas ja estava à beira do pranto infantil e Pedro estava contrariado com o que vira.
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Dois capítulos na mesma parte? Isso não é muito normal, mas está certo…
Não sei qual é a ideia do autor ao colocar dois capítulos em uma parte, mas se o conto fosse dividido em dois, os capítulos ficariam muito pequenos e o enredo desnecessariamente “cortado”…
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Não há muito o que dizer do conto em si, pra mim esses dois capítulos pareceram bem mais um prefácio, com a continuação talvez eu dê uma opinião melhor…