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– que publicou 282 textos no ONE.

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Jun
02
2010

Um sorriso

Escritor: Vinicius Machado

um-sorriso

A família Fonseca nem sempre foi desgraçada. Luiz nem sempre precisou passar as noites afogando-se em álcool para amenizar a dor de ter um filho morto pelo vicio no crack. Bebia a cachaça mais barata que o seu Portuga, dono do bar, tinha no estoque. Não podia se dar o luxo de beber algo mais caro, pois não estava trabalhando tanto quando antes. O seu chefe só não o despedira por pena, eram muito amigos. A cada gole que dava, a cachaça ia dilacerando sua alma, seu espirito. Luiz chorava a noite toda lembrando de como era bom no que fazia, dos amigos que tinha e da carreira promissora do filho. Este que passara na faculdade federal para para cursar medicina. Tinha tudo para ser alguém na vida, tinha tudo para ter o que seu pai não pudera dar, mas foi consumido pela droga.

Dentre essa orgia de emoções que o bêbado sentia, ali no meio, pequena, mas estava, a felicidade, a alegria. Ria sempre que lembrava como era seu apelido na marcenaria: Mosca. Tinha esse apelido pelo efeito que os óculos de proteção causavam aos seu olhos, que estranhamente não causavam mais em ninguém. Seus olhos pareciam dobrar de tamanho quando os colocava, fazendo cair sobre ele uma torrente de apelidos e brincadeiras, mas só um pegou, Mosca. Só que, como a vida de uma mosca, essa alegria logo se esvaia, quando lembrava onde estava, nas condições que estava. Todos os dias eram assim: Luiz trabalhando de ressaca, matando serviço, se escondendo no banheiro, e no final terminava com ele substituindo as refeições por litros de cachaça barata.

Como sua rotina mandava, às 20h Luiz já estava no bar do seu Portuga, para “jantar”. Sentado em frende ao balcão, comia alguns amendoins velhos, que o seu Portuga deixava sobre a mesa, apenas para forrar um pouco o estomago.
Luiz não acreditara. Será que mesmo com essa magreza desumana ele atraíra o olhar de uma mulher?, uma bela mulher. Sabia que não era pena, nem desdém. Estava acostumado a receber olhares de pessoas que fingiam estar preocupados com ele. Mas ela não, ela estava olhando diferente. Ela não olhava para roupa suja, ou para seu cotovelo cortado, nem mesmo para o sinto improvisado com uma corda. Ela lhe olhava diretamente nos olhos, deixando-o até um pouco sem jeito. Então, timidamente, Luiz, levanta o copo e ensaia um sorriso para a moça, que retribui o gesto. Uma felicidade acalentou seu coração. Resolveu fechar a conta no terceiro martelinho.

– Sabe, Portuga!? Tenho que ir. Coisas a fazer, você sabe, né?- O Português entendeu o recado, e confirmou com a cabeça.
– Madame!- Agora com um sorriso, que mostrava os dentes amarelados, Luiz se despedia da moça. Que lhe deu o mais sonoro “até” que já ouviu. Luiz ia para casa feliz, em passos firmes, não mais cambaleando, ou tropeçando no ar, como faria.

No caminho, o estomago suplicava por um pouco de comida, e por sorte Luiz tinha alguns poucos reais no bolso. Passou no armazém, que havia perto de sua casa, comprou uma duzia de pães e duzentos gramas de mortadela. Seguiu para sua casa.
Mesmo o cenário caótico que era sua sala de estar, com tudo jogado pelos cantos, o assoalho de parquê desfalcado, não o desanimava. Sobre a mesa suja e mofada, Luiz pegava um dos poucos pratos que havia no armário. Preparou um suco artificial de laranja e comeu e bebeu com gosto. Dormiu na cama encardida e dura, com o cobertor fedendo, mas feliz. Feliz por um único sorriso sincero que recebeu durante muito tempo. Foi a primeira vez que alguém o olhou como pessoa, e não como um pobre coitado que precisava de ajuda, mas nunca ajudavam. Muitas pessoas pensam que apenas sentir pena, e demonstrar uma pseudo-compaixão jogando alguns centavos para o mendigo na rua, vai salvar a vida do infeliz. Enfim, pegou no sono, e sonhou, o que era o mais raro de acontecer.


Categorias: Contos | Tags: , ,

29 Comments»

  • JonesVG says:

    Cara, gostei, pra mim a menina ali parada olhando pra ele era uma anja, só pode he he he he. Muiti bem detalhado, e muito bem escrito, Muito bom mesmo.

  • Vinicius Machado says:

    Po! Valeu Jones ^^

  • Roberto Freitaz says:

    Com certeza esse é um dos piores contos que já li! A técnica é razoável, mas ainda sim, muito precária. Esse “JonesVG” gostou deste conto? Me perdoe, apesar de respeitar quaisquer opiniões, isso esta longe de ser bom! Muito longe. Espero que com um tempo você melhore, vejo algum potencial, mas esta ainda muito escondido.
    Antes de mandar alguma coisa para qualquer site tenha autocritica, e pense mais de uma vez antes disso…Para poupar nós de lermos algo tão ruim. Bom, lhe desejo melhoras…

    • Lord Jessé says:

      Nossa!

      O.O

    • Andrey Ximenez says:

      U.u

      É impressionante as asneiras q vemos de paraquedistas por aqui.

      Eu acho que o ponto alto do ONE não é publicar um conto para as pessoas comentaram algo como “Legal”, ou ainda “gostei” e por fim, com um pouco de sorte um “Muito bom”.

      O ponto alto é a discussão. Se gostou, diz pq gostou. Se ficou ruim, aponte para o autor onde ele deve melhorar.

      Só reclamar sem apontar um caminho é coisa de quem tem o ego sensível e não tem coragem de colocar a mão na massa.

    • “Antes de mandar alguma coisa para qualquer site tenha autocritica, e pense mais de uma vez antes disso”

      Desculpe, mas você esta errado Roberto. O ONE serve justamente para o jovem escritor ter seu primeiro contato.

      Todos aqui não são profissionais e estão aprendendo. E caso alguém tenha mais experiência aqui, os comentários servem para transferir esta xp para os outros.

      Autocrítica é importante. Mas não aqui no ONE.

  • Andrey Ximenez says:

    “Esse JonesVG”

    Kkkkk

    Mal sabe ele que o Jones é uma das jóias da casa

    suahsuahsuashuashas

    Lol

    • Vinicius Machado says:

      É verdade! Mal sabe ele que o Jones é uma das jóias da casa xD! Mas da nada né cara…cada um cada um…

  • HIOTO says:

    Vou ler, só pela crítica.

    Acho que é importante tirar a trave do próprio olho antes de criticar negativamente viu. Aposto que só leu uma vez e sem prestar atenção.

    Tem que saber criticar “pra poupar nós” de ler coisas absurdas.

  • HIOTO says:

    Caramba. Quase fiquei bêbado ao terminar o segundo parágrafo. Acho que a mulher do sorriso não existia. Era a consciência de bêbado irresponsável martelado para Luiz sair dessa.

    Tem poucos erros, nada consideravel. Só queria chamar a atenção para um que você repetiu algumas vezes: não se coloca vírgula antes de “que” pois é uma conjunção usada para dar continuação à idéia (o mesmo vale pra “e”).

    Se eu fosse seu professor de redação lhe daria um 9, alguns risquinhos vermelhos no texto e um “muito bom”.

    Não ligue pros pobres de espírito e incapazes de fazer melhor ou parecido – você tem futuro!

  • Rainier says:

    Sinceramente eu gostei do conto. Não foi aquele de explodir a cabeça, mas foi bom!

  • Asami says:

    Também gostei muito do seu conto. Pequenos erros, errinhos mínimos que qualquer escritor pode cometer. A narrativa ficou muito boa e o enredo é bastante interessante. Muito bom!

  • Muito bom, um conto com um sentimento forte. Gostei. =)

  • Vitor Vitali says:

    Olha, vou te dizer que gostei bastante, em especial do começo. Muito bem escrito. Me agradaria se tivesse um pouco mais de peso, de sujeira, mas já está bom assim. Gostei. 🙂

  • Gostei do conto, mas achei que ele tinha uma esposa, que ao receber o sorriso iria comprar o pao para dividir com ela =P

  • Gostei, bem escrito… curto mas com um estilo claro 🙂

    Gostei da teoria da mulher ser uma “consciencia de bebado”, rs.

  • Vânia Gomes da Silva says:

    Boa história, bom conto. E o mais interessante: deixa para o leitor a decisão: quem era a mulher? A consciência do protagonista? Uma anja? Uma alucinação? Parabéns!

  • Muito obrigado pelos comentários! Que bom que gostaram!

  • Samila says:

    tb gostei, mas assim como a Laize, pensei que fosse esposa dele a princípio XD

    • HIOTO says:

      Se fosse a esposa a descrição incluiria: braços cruzados, semblante fechado e olhar impaciente, segurando um rolo de macarrão inquieto na mão esquerda e o páragrafo seguinte seria de reclamações, resmungos e xingamentos.

  • Thainá Gomes says:

    A ficou lindo!JÁ acontceu comigo(eu não estava bêbada) eu tava muito mal e foi a minha amiga olhar pra mim e sorrir que fiquei muito feliz!Muito bem escrito e detalhado do jeito que eu gosto e mostrou bem os sentimentos.

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