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Jul
30
2010

All That Jazz

Escritor: R. Báthory

all-that-jazz

– E há quanto tempo isso?

– Um mês mãe.

– Um mês?! E quando você pretendia nos contar?

– Logo mãe, logo.

– Logo quando? Quando?!

– Assim que eu tivesse um dinheirinho para ajudar aqui em casa.

– Um mês… Então foi assim que você conseguiu dinheiro para pagar a parcela da hipoteca da nossa casa?

– Foi. Viu só mãe, esse dinheiro vem só para ajudar!

– Sim, mas olha maneira que você achou para botar dinheiro dentro de casa!

– Melhor do que o emprego na farmácia!

– Melhor? – quem falava agora era o pai – Melhor! Diga-me quem vai querer casar com você agora que você fez o que fez!

– Papai, já estamos em 1948…

– E? Não mais lhe respeitará! E o que dirão os vizinhos ao saberem!

– Os vizinhos! – disse a mãe com lágrimas nos olhos sentando-se em uma cadeira.

– Papai, mamãe… Eu só estava querendo ajudar aqui em casa…

– A casa é minha e eu posso sustentá-la sozinho!

– Ora que mentira! Sempre está fazendo dividas papai! E a hipoteca!? Você ficou muito agradecido com o dinheiro que eu lhe emprestei!

– Aqui está! Eu lhe devolvo! – gritou o pai atirando notas na filha – Eu não vou aceitar dinheiro de… Dinheiro de uma…

– Uma o quê? Diga! Vamos!

– Você não é minha filha!

– Fale pai, diga! Assuma que sua filha é uma vedete melindrosa!

O pai deu-lhe um tapa no rosto.

– Nunca mais repita essa palavra sobre meu teto!

– Parem! Parem! – pedia a mãe chorando – Peça desculpas para a sua filha!

– Eu não tenho filha!

– Tem sim! Peça desculpas!

– Você – disse o pai à filha -, quero você fora da minha casa!

– Não! – chorava a mãe – Filha minha mora comigo até casar!

– Entenda mulher, ninguém mais vai querer casar com ela! Você acha que Harry vai querê-la depois de saber do que ela fez?

– Quer dizer que se eu quiser ajudar em casa eu tenho que casar com um ricaço ao invés de trabalhar?

– Não seja tola! Você tinha um bom emprego na farmácia! – dizia o pai de costas para que sua filha não visse suas lágrimas.

– E eu ainda posso casar com outro…

– Há! – riu o pai virando-se para ela – Você acha mesmo que alguém vai querer casar com uma mulher que viveu em meio à bebida, homens e jazz?

– Você está enganado pai. Eu não vivi em meio a homens e bebida. Eu vi em meio a gim gelado, piano quente, diversão e jazz!

Sua mãe desmaiou.

– Suma da minha casa agora!

Ela se levantou, pegou a sua pequena mala que havia sido feita assim que ela voltara para casa após ver seu pai no clube e saiu de casa para nunca mais voltar. Nove meses depois viu no jornal a noticia de que seus pais tinham uma nova filha…


Categorias: Contos | Tags: , , ,

36 Comments»

  • Andrey Ximenez says:

    Gostei. O final é surpreendente, embora leve.
    =]

    • Sanchez says:

      Eu não vi necessidade de um final mais pesado. E que bom que tu gostou! fico feliz

  • Vitor Vitali says:

    Bem, sei lá. Gosto de descrições, talvez tenha faltado alguma, embora a ausência delas traga uma fluidez. Mas questão de gosto, no geral, está interessante, só não entendi muito bem.

  • Asami says:

    Legal demais. Gostei bastante, mas se eu não estiver enganada, vai uma correção para o trecho “essa palavra sobre meu teto”. Não seria melhor sob o meu teto? Fora isso, achei seu conto muito interessante. 😉

    • Sanchez says:

      simsim! ^^ e tmb não seria “essa palavra” já que vedete melindrosa são 2!! erros de digitação! #sorry!

  • Gabriel Monteiro says:

    Legal! O texto flui fácil e rápido, mas senti falta de alguma coisa,só não sei explicar bem o quê. Final ótimo.

  • Samila says:

    muito fluído, conseguiu o efeito todo graças aos diálogos diretos e palpáveis…
    gostei muito *-*
    se não fosse pelo título, acharia que o conto era atual, e a moça tinha se prostituído…
    é bom ver o puritanismo das gerações passadas… e pensar: que bom que está acabando, mesmo que aos poucos…

    • Sanchez says:

      tem certeza que é bom o fim do puritanismo de entigamente? (falou agora o grande fã das décdas de 20, 30 e 40!)

      E bem, ela meio que era prostituta né.. vedetes não eram puras…

      • Samila says:

        Que maldade, pô… não fala assim das vedetes, pô…
        eu pelo menos sou muito fã das pin-ups! XD

        • Sanchez says:

          Sim, eu tmb sou muuuuuito fãs de opun-ups (tenho uns 5 botons), mas ainda assim a gente tem que admitir que elas não eram nada santas! Ou pelo menos a sua grande maioria!

  • Tomás Kroth says:

    Causa um efeito legal até a metade do conto, sem ler o título, tu te perde pensando “O que diabos essa menina fez?”… Ai quando vêm a data e a verdade, mais pro fim, fecha muito bem e é engraçado por não se parecer com nada do que tu imaginou antes. Achei legal esse jogo de sensações.

    Mas acho que faltou a cereja no final, sei lá, parece que o fim ficou devendo um pouco.

    Mas parabéns, baita conto…

    • Sanchez says:

      Se tu tiver uma ideia pra ser a cereja, me avisa, pq como disse meu professor Charles Kiefer, um texto só fica pronto quando o autor morre, até lá ele pode e deve ser lido, relido e reescrito em alguns pontos.

      • Tomás Kroth says:

        Pior é que como nossos estilos são totalmente diferentes, minha concepção de cereja seria um escarro sobre a tua obra…

        Não me entenda mal, adorei o conto. Só acho que não me senti inteiramente completo ao fim dele.

        • Sanchez says:

          A minha ideia no final foi que os pais dela teriam tido um outra filha, como que para substituí-la e, quem sabe, casar-se com algum ricaço…

          Mas cada um tem direito a interpretação que quiser!

          • Tomás Kroth says:

            A tua intenção ficou clara ao final da conto…Talvez o que tenha me desagradado foi a simplicidade da troca, do recomeço… E talvez fosse justamente essa a tua intenção com o conto, mostrar a simplicidade para se esquecer…

            Enfim, eu adorei o conto, achei que pro meu gosto o final teria sido diferente, mas ainda assim, um dos grandes contos do ONE…

  • HIOTO says:

    Viva os comentários!
    .
    Se não fosse por eles, não teria entendido o que o texto tenta passar. Talvez porque eu não soubesse exatamente o que é uma “vedete melindrosa” ao ler pela primeira vez (viva os sites de busca tb).
    .
    Tá legal, bem escrito. Como em tudo que leio, gostaria de saber quem conta a história. Do ponto de vista de quem estamos observando?

    • Sanchez says:

      Obrigado pelo elogio!

      Bem, quem conta a história é ninguém, tipo, é como se tu estivesse ali parado olhando… ou foi o que tentai fazer pelo menos! ;P

    • E.U Atmard says:

      Eu entendo-te Hioto, torna-se confuso quando nos põe no meio de um diálogo e o narrador não é ninguém de especial. Mas neste caso acho que é um de terceira pessoa que não interfere com a história.

      O texto está sublime, o diálogo flui muito levemente e diz exactamente o que seria preciso. Quem me dera poder escrever diálogos assim! O fim é mais que tudo surpreendente, apesar de o que ela tinha feito ser já bastante claro, com tanto alarido e com o dinheiro. A ideia de eles terem outra filha deixou-me com uma leve ideia de que tudo aparenta ser possível de substituição. O título, por outro lado, pode não ter sido o melhor. Eu só vim agora ler, e foi porque, bem, comecei recentemente a gostar de jazz!

      De facto um conto excepcional.

      • Sanchez says:

        Puxa… muito obrigado! Fico muitissimo feliz que tu tenhas gostado! Afinal, por que escrever se não tiver quem goste?

  • John Macedo says:

    Se eu não conhecesse e apreciasse jazz, apostaria mesmo na prostituição. A ambiguidade dos diálogos conduz bem o texto e surpreende aos menos informados. Final simples e cabível; real penso eu.

  • Gostei.. diálogos fortes.

    Mas.. não entendi no jornal. Pq estava no jornal que os pais tiveram uma nova filha?!

  • Franz Lima says:

    A filha descobre que o pai não é o santo que aparentava. A mãe não resiste às respostas da filha. A filha trabalha em um jazz club.
    Diálogos rápidos e eficientes. Boa história, sem dúvida. Parabéns.
    Contudo, do mesmo modo que o Guns, fiquei sem entender a notícia sobre a nova filha.

  • Esta hipocrisia característica de famílias americanas de muito tempo atrás (nem tanto, nem tanto tempo assim) fica muito bem retratada aqui. A substituição da filha vedete, por uma outra, chega a ser cruel. Adorei!

    • Franz Lima says:

      A sociedade norte-americana (american way of life) é uma das mais racistas e hipócritas do mundo… até os dias atuais. Não há muita diferença do que lemos para o que se vive atualmente. New Orleans foi dizimada e teve que esperar dias por apoio do governo (cidade de maioria negra). Os latinos recebem cargos para que todos pensem estar integrados à sociedade, mas as fronteiras do país são isoladas por cercas elétricas e muros gigantes, além da vigia de fronteira 24 horas. A vedete do conto pode ser substituída pelo imigrante que busca a sorte ou o pobre que é visto como lixo pelos mais abastados. A hipocrisia vai desde o banco destinado a gordos (IMC acima de 30) mas sem qualquer mudança no espaço para transitar no ônibus, até o abrigo para moradores de rua. Tudo, podem acreditar, é apenas um “agrado” para os marginalizados (à margem da sociedade) e os excluídos, dando uma falsa sensação de proteção e atenção. Esta política de “aceitação” jamais será suficiente para os que buscam uma vida honesta e produtiva, ainda que não tenham tido oportunidades de progredir.
      A verdade é que o abandono pelos pais radicais. A falsidade dos que fingem que nos aceitam. O almoço por 1 (um) real. O governo que obriga os colégios a aprovarem um aluno sem rendimento escolar. A cota para negros (ao invés de cota para pobres). Enfim, todos estes “cala-boca” são apenas subterfúgios destinados a tirar nossa atenção da realidade. É uma Matrix cruel (e real).

      • Sanchez says:

        Fico feliz que meu conto tenha te feito ter essa reflexão, o que me prova (de maneira nada humilde!) que meu conto cumpriu sua função como literatura, levou a uma relfexão!

      • Nem me fale em sistema de cotas… o governo parece que só copia as coisas mais bizarras, não as mais certas… e a “sociedade” apoia. Pois é, Sanches, missão cumprida!

    • Sanchez says:

      Obrigado! ^^V

  • Peregrina says:

    ficou muito legal.
    coitada da garota. -_-
    tem continuação?

    • Sanchez says:

      não planejei nenhuma continuação… até pensei em desenvolver o enredo (virar livro), mas seria mostrando como ela se tornou vedete…

      mas que bom que tu gostou!! ^^

  • Patch. says:

    Gostei. Bem criativo. Mas o final com o jornal ficou meio estranho mesmo, porém não deixa de surpreender.

    Parabéns cara!

    • Sanchez says:

      Obrigado! Estou a repensar o último paragrafo para deixa-lo menos estranho.. continuaremos a ter o jornal, mas de outra forma (espero…)

      • Franz Lima says:

        Talvez deva detalhar um pouco mais o período entre a saída de casa e o nascimento da bebê. Também sugiro esclarecer os motivos que levariam um jornal a publicar o nascimento de um bebê de uma família, aparentemente, pobre (a filha iria trabalhar em uma farmácia).

        • Sanchez says:

          Na verdade era uma tipica familia classe media e o jornal é tipo, que nem tem na Zero Hora, só um anuncio que os pais põe…

          Até pensei em detalhar esse espaço de tempo, mas achei que o conto perderia a fluidez original e a ideia original de ser só de falas…

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