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Jul
11
2010

O caçador de recompensas

Escritor: Ramiro Valdaliga

Pagaram-lhe para matar a menina. Porém, uma menina de apenas dezoito anos não se deixava matar assim tão fácil. Logo Francisco o ia comprovar. Foi ter com ela à taverna do galego, à de Aurélio Mosteiro.

- Vieste por mim, não vieste?- disse a menina ao vê-lo passar.

- Vim, sim, bem sabes quem me manda, ou?-disse Francisco, a responder.

- Havia de te mandar meu pai, o terratenente-confirmou a menina.

- Manda, deste na diana.

Os fregueses da taverna eram quase todos contrabandistas de passagem. Eles é que não conheciam, nem se importavam. Os que moravam naqueles pagos sabiam bem quê lhes convinha e quer não ousavam quer não queriam intervir.

- Vamos fora, e acabamos logo- dixo Francisco

- E iremos- dixo a menina.

Francisco e a menina afastaram-se um trecho da taverna. A planície à volta estava deserta. Apenas se ouviam os rinchos dos cavalos dos contrabandistas. Nenhuma autoridade, nenhuma testemunha. Francisco retirou as esporas, e ambos enfrentaram-se, os ponchos sobre os ombros. Pegaram cada um no seu machete e principiaram o combate. Francisco perdeu o machete na escuridão. Afinal, houvera uma testemunha, mas não poderia mais dar conta do que vira. Aurélio Mosteiro morreu pelo machete de Francisco.

- Aguarda, menina. O nosso paisano fodeu-me o machete. Tenho de ir por outro ao cavalo. Não me fujas.

Assim que o Francisco desapareceu, a menina aproveitou para fugir das terras de seu pai.


Categorias: Agenda,Contos |

3 Comments»

  • Franz Lima says:

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    Achei a leitura um tanto confusa. Mas tem seus méritos.

  • Felipe Lopez says:

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    Não me agrada textos assim. Acho muito confuso e o tempo que passo buscando entender algumas palavras, acabo perdendo o ritmo da narrativa.

  • Andrey Ximenez says:

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    Só consegui buscar o sentido na segunda lida. Santo vocabulário gaudério q me deu base para ler o texto.
    -
    Bem… não há mt o que dizer neh?
    -
    Não sei dizer se gostei ou se não. A linguagem é confusa, e o excesso de termos, como posso dizer… não eventuais, misturado ao as argumentos sublineares, torna a leitura dificil.

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