O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

(2) Moby [agenda]
(3) Prova [agenda]
(13) Burqa [poesia]
(11) Ursos [poesia]
(14) 100 [conto]

Publicado por ONEbot

– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

>> Confira outros textos de ONEbot

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Jul
29
2010

O Cárcere e a Música

Escritor: Jonathas Macedo

o-carcere-e-a-musica

Queria que fosse um pesadelo, somente fruto de sua imaginação. Gostaria que fosse algo causado por ver um filme de terror na TV, ou por contar uma história amedrontadora na roda de amigas, no acampamento de verão. Não, não era por nada disso e, nem ao menos, era um pesadelo. Se fosse, ela não sentiria a corda tão apertada cortando seus pulsos, sua pele macia, sentiria? Tinha ainda mais certeza de que não era um pesadelo, pois ao tentar acordar, a única coisa que ocorria era o aumento de seu desespero por estar acordada.

Aquela música, naquele timbre estridente, tocada com tanta maestria que sugeria uma vida toda de dedicação, não poderia ser apenas a trilha sonora de um sonho. A atmosfera criada pelo som era envolvente e viajava pelo interior do prédio. Era como uma invasora, atravessando, penetrando e conduzindo até um intenso sentimento de… Paz. Havia um contraste agora: o desespero se misturava a paz, como em uma interessante combinação de preto e branco.

Um grito faminto por liberdade escalava a garganta dela, mas por algum motivo morria antes de poder ecoar. O suor corria pelo rosto como uma reação ao esforço para ganhar a liberdade. Nada adiantava, estava impotente. Em algum lugar de sua mente a pergunta começava a surgir. Por quanto tempo? Por quanto tempo mais estaria viva? Por um momento se envolveu pela canção e esqueceu-se de sentir medo.

Aquelas notas eram tão doces e felizes, eram livres para vibrarem pelo ar e encontrarem os ouvidos de quem quisesse ouvir. Um pedaço da prisioneira queria se entregar aquele momento e deixar-se envolver pela canção, sem lutar. Outra parte ainda queria gritar, fugir dali, mesmo que fosse cavando o chão com os dentes. O embate estranho só é interrompido por um ruído, irritante aos ouvidos. Por um momento a canção se veste de silêncio absoluto. A refém só consegue ouvir a própria respiração, o que é ainda mais desesperador. O silêncio poderia significar o fim, mas então as notas começam de novo a sua viagem. Não era mais a mesma canção, agora não havia paz, nada de paz.

Ódio, violência, frustração voavam pelo ar. O instrumento virou arma, e o som, facas de agonia voando pelo ar.


Categorias: Contos | Tags: , , ,

30 Comments»

  • sueco says:

    frenético!

    toda a sensibilidade que o cérebro humano sente ao ouvir uma música agradável.

    belo texto!

    abraços

  • Louise says:

    Ótimo conto!
    Muito boa idéia e interpretação do tema.
    Gosto de como introduz a narrativa e vai desenvolvendo a trama.

  • Luiz Gustavo says:

    Um conto muito bem trabalhado, admito. A idéia de loucura e desespero retratada no conto pela vítima e pelo assassino foi simplesmente incrível. Achei brilhante a idéia de utilizar o instrumento musical como uma arma, já havia pensado nisso certa vez, mas nunca explorei a idéia. No mais, é um ótimo conto 😀

  • Lord Jessé says:

    Puxa!
    Exepescional, sou simplesmente fascinado por musica.
    E em geral me sinto assim ao ouvir solos de guitarra!
    E sua descrição foi muito boa.
    Parabéns.

    • John Macedo says:

      Cara, também fascinado por música. Inclusive tento tocar guitarra. Procurei usar a experiência de viver emoções por ouvir música.

      Obrigado pela avaliação.

  • Aline says:

    Que interessante ,mais uma vez , gosto muito de toda sensibilidade , e até exarcebada que se coloca em toda forma de escrita , realmente demais.

  • Andrey Ximenez says:

    Muito bom!
    BEm narrado e conduzido.

    Parabéns!
    =]

  • vinicius machado says:

    Olha! xD Eu gostei bastante, Achei a narrativa legal envolvente, mas(para mim) não ficou clara a idéia xD Tem partes que eu penso:” ela deve estar louca, lutando pela sanidade…confronto de ideias na mente e tal” mas tem hora que perde a profundidade e fico só imaginando que é um cara matando a mulher…Mas deve ser eu..pelo jeito fui o unico que não pegou a essência do texto xD Mas uma coisa é certa: Ele passa muita coisa com poucas palavras xD!

    • E.U Atmard says:

      À contos que perdem a profundidade pelo tamanho, tem pouco para dizer. Este é ao contrário, está muito comprimido, e fica tudo muito rebuscado e de difícil compreensão. Está óptima ideia, podia-se melhorar o principio de ele a matar a mulher, mas isso não faz mal. Só era preciso alongar a dissertação, e dividi-la igualmente por todo o texto, porque senão parece um monte de parágrafos ligados por uma ideia, em vez de um texto unido e coerente.

  • Tomás Kroth says:

    Muito intenso. O tipo de conto que uma palavra mal lida te faz perder o fio da meada. Disse muito em muito pouco tempo, mas também disse tanto que chegou quase a confundir quem lia. Ótimo jogo de palavras e uma coerência fantástica. Bem escrito, meus parabéns.

    Não esqueça de olhar meu conto e comentar: Em Nome da Cruz – A Saga de um Assassino, está na Agenda. Grato e parabéns

    • John Macedo says:

      Hey, Tomás.

      Desculpe a demora em responder os comentários.
      Obrigado pelos elogios e comentários e perdoe-me por não ter ainda comentado seus contos.

  • HIOTO says:

    Introdução de filme de terror – quando a primeira vítima é envolvida pela idéia do assassino, no caso, matar depois de fazer ouvir a música. Infelizmente ficou como um meio capítulo. A primeira impressão é a que fica e, se houver continuação, você deveria ter mostrado mais nessa primeira parte. Se não houver continuação, ficou incompleto e pouco explorado o texto.

    Mas vale dizer que tá bem escrito e que você, apesar de colocar vírgula antes do “e” como os outros autores do ONE, fez isso de forma correta!

    Parabéns pela gramática e ortografia. Quanto à história, te digo quando eu ler ela, não só o início da introdução.

  • Lord Jessé says:

    Adoro esse conto 😀

    Eo que não entendo é, como ele ainda não saiu da agenda? Porque não comentam aqui?

    É muito bom.

  • Franz Lima says:

    Bem tenso o clima que envolve a personagem. O trabalho está muito bom, mas seria bem melhor se o tivesse desenvolvido um pouco mais, dando-nos o prazer de mais linhas e palavras a ler, ampliando a trama. De qualquer forma, parabéns.

  • Lord Jessé says:

    Percebi que em alguns comentários disseram que falta algo, e você John disse que pede uma continuação.

    Bom, pra mim tudo consegui ficar bem claro. Embora sejam poucas linhas e que, logicamente agradariam um pouco mais se fosse mais extenço. Mas gostei muito. E já que você mencionou eu realmente quero uma continuação.

    Curti porque lembra muito o sentimento quando você está fazendo solos. Aquela sensação que sentimos ao segurar a guitarra fechar os olhos e apenas sentir a melodia. E a forma como ela varia conforme o seu humor, assim como é mencionado no texto, sendo a ultima de odio, frustração…

    Solos de guitarra são terapia pra alma.

    • John Macedo says:

      Eu quero mesmo escrever uma continuação. O problema que eu tenho tido um bloqueio para escrita desse tipo.xD

      Solos de guitarra são uma terapia para alma com toda certeza. Concordo absolutamente.


      A ideia do conto surgiu quando eu ouvia um certo violinista, mas o qual eu só conheci por ouvir um outro certo guitarrista fenomenal.

      Abraço.

  • Vinicius Maboni says:

    Outro texto de dificil interpretação, mas muito bom!
    Parabens!

    • John Macedo says:

      Conforme as pessoas foram comentando, eu fui relendo o conto por vezes, em alguns momentos eu mesmo pude encontrar diferentes interpretações. As vezxes não compreender algo nos deixa perturbados, mas acho que uma perturbação assim é compatível com o meu texto. Acho. Obrigado pelo comentário.

      • HIOTO says:

        Não respondeu o meu comentário… Concordo com o vinicius!
        Uma continuação será bem vinda. E curiosa, com certeza.

        • John Macedo says:

          Desculpe, Hioto. Realmente acabei pulando seu comentário. Pensando bem, você fez uma boa observação. Acho que pelo fato como deixei essa “introdução” me complica para escrever uma continuação que não perca a intensidade. talvez isso seja um problema, somado ao fato de quem não tenho tido humor par escrever coisas do gênero.


          Procuro zelar pela ortografia e gramática, embora não tenham sido matérias que me encantavam nos tempos de colégio.

          Agradeço o comentário. Os dois.

  • John Macedo says:

    Será que ainda esse ano eu vejo meu conto saindo da agenda? xD

  • Asami says:

    Seu conto é de uma descrição única. Em poucas linhas você analisa perfeitamente o psicológico da personagem dividida entre o desespero por estar encarcerada e o alívio temporário causado por uma melodia que, por alguns instantes a entorpece. Adorei!

  • Gostei bastante. Lembra muito meu estilo de escrita! 😮

  • Vitor Vitali says:

    Me perdi em alguns pontos, mas em geral eu gostei, está bem escrito. Só acho que faltou algum enredo.

  • Renan MacSan says:

    Cara, ficou muito bem desenvolvido, gostei bastante. Ótimas descrições. Só ficou um pouco confuso.

  • Gabriel Mont'Serrat says:

    Simplesmente excepcional.
    Escrita envolvente e contagiante. Me prendeu até o fim (mesmo o conto sendo pequeno, está sendo díficil eu parar para ler algum inteiro aqui no ONE)
    Sem contar o final… Sem palavras, simples e perfeito 😀

RSS feed for comments on this post.


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério