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Jul
26
2010

O Príncipe e a Flor

Escritor: G.J. Pinheiro

Há muito, muito tempo, existiu um príncipe, dono de um império inimaginável. A sua cidade principal era vasta, com as mais bonitas casas, dotadas de uma nobreza excepcional.

Cada uma era feita de pedra da mais alta qualidade e do mais puro calcário. Por dentro, eram bonitas e grandes. Riquíssimas, eram decoradas com os melhores móveis, com os melhores tecidos e cada uma suportava oito pessoas por casa.

Era o melhor lugar para se viver de momento, pois para além da sua bonita e riquíssima cidade, em redor, tinham um vasto número de bonitas planícies, aglomeradas umas às outras e de perder a vista.

O palácio real era, talvez, a oitava maravilha do mundo. Gigantesco com paredes decoradas com pedras preciosas, a cada intervalo de dois metros, com centenas de janelas banhadas a oiro. Era do estilo classicista.

O príncipe, de tão poderoso que era e com apenas 19 anos, tinha tudo o que um homem da sua idade poderia desejar. Mas os seus vassalos andavam preocupados, pois apesar de ter tudo, o príncipe era infeliz.

Nada o satisfazia.

Até que um dia, um velho amigo do príncipe, mercador, estava de passagem pelo reino.

Sabendo da infelicidade do príncipe, marcou uma audiência com este.

O mercador com cerca de 52 anos, tinha já o cabelo meio grisalho. Era de feições duras, possuía sobrancelhas grossas (também um pouco grisalhas), olhos cor de mel, nariz, um tanto ou quanto largo, e lábios finos.

Vestido com uma túnica esverdeada, trazia um saco de tamanho médio, quando entrou na sala de estar do príncipe.

O príncipe assim que o viu, cumprimentou-o e convidou-o a sentar-se numa das muitas ricas poltronas que havia naquela sala.

Ao porem a conversa em dia o príncipe perguntou:

“Então velho amigo, o que te traz por cá?”

Ao que este responde:

“Vim com novos produtos, exclusivos. Como soube da tua falta de felicidade, passei por cá e trago-te uma coisa que sei que te vai animar.”

Dito isto, o mercador tirou da sua bolsa, a mais bela flor que o príncipe havia visto.

“Encontrei-a nos jardins da felicidade. Só pode ser nova. Nunca a tinha visto e ainda nem nome lhe dei.”

O príncipe ficou bastante surpreendido com tamanha beleza que a flor tinha e como agradecimento ao seu velho amigo e mercador, ordenou para que lhe fosse entregues dez mil moedas de oiro.

A partir desse dia, o príncipe, todos os dias e noites, cantarolava de felicidade, graças à bela flor. Querendo mesmo partilhar a sua felicidade com os seus, concordou em baixar 50% os impostos que o povo tinha de lhe pagar.

***

Passado um ano, a felicidade do príncipe era cada vez maior, mas as más noticias teriam de chegar.

O rei do império vizinho, chamado Skolan, veio falar com o príncipe.

Havia chegado a hora de o príncipe casar com a sua filha, como estava prometido, a fim de acabar com a guerra entre os impérios.

A filha do rei veio viver com o príncipe, para o palácio deste, uma semana antes do casamento. Esta era de uma beleza única. Com cabelos dourados um pouco encaracolados, olhos castanho claro, nariz adelgaçado e lábios carnudos, faziam um equilíbrio nunca antes visto, com a sua extraordinária silhueta, perfeita. Ela estava bastante apaixonada por ele.

Mas como era óbvio, ao príncipe a única coisa que lhe interessava era a sua bela flor.

Graças a isso, um ódio enorme pela flor maravilhosa, foi crescendo dentro da filha do rei e, vendo que com ela viva, o príncipe nunca iria olhar para ela, a filha do rei planeou matá-la.

Durante a noite, enquanto o príncipe dormia tranquilamente, a filha do rei, sorrateiramente entrou em seu quarto. Olhou em seu redor e viu numa pequena mesa ao lado da cama, a bela flor. Tão bela que era que, emitia uma pequena luz à sua volta, tornando-a mágica.

A filha do rei aproximou-se e sem dó nem piedade, deitou uma pequena quantidade de veneno por cima da flor.

***

No dia seguinte, quando a filha do rei acordou, viu tudo de tom negro, o céu estava todo nublado, as paredes eram baças e negras.

Assim que saiu do quarto só ouvia choros. Estes provinham da família e súbditos do príncipe.

O príncipe tinha morrido juntamente com a flor. De desgosto e infelicidade ao que parece.

A filha do rei incrédula com a situação, sentiu o peito a queimar.

Tanto que o peito lhe ardia que não conseguiu evitar as primeiras lágrimas e consequentemente o choro.

Uma das suas aias ao vê-la naquele estado perguntou-lhe o que passava para ela estar a chorar e a gritar daquela maneira.

Com as suas últimas forças, a filha do rei, apenas apontou para o próprio peito, pois no instante seguinte, embateu no chão, já sem vida.

A aia aflita, rasgou as vestes superiores do corpo da filha do rei.

Horrorizada com a visão, desmaiou.

A filha do rei tinha marcado em seu peito e num tom esverdeado, ‘Joana’, nome que o príncipe tinha dado à flor.


Written by G.J.Pinheiro in: Agenda,Contos,G.J. Pinheiro |

9 Comments»

  • Guilherme says:

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    cara muito bom!

  • G.J.Pinheiro says:

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    Obrigado =)

    Peço desculpa por demorar em publicar, mas agora estou mais concentrado no meu livro do que em contos.

  • Andrey Ximenez says:

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    Erros gramáticos e ortográficos.
    -
    Fora isso gostei da narrativa, mas achei, em geral, fraco.

  • Samila says:

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    Hum, descritivo demais no início, ao ponto de cansar.
    Acho que merecia um final mais trabalhado… mas gostei da história…

  • Thainá Gomes says:

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    Gostei da história

  • Asami says:

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    Acho que o fim foi abrupto demais, fora isso a estória ficou legal. :D

  • Lord Jessé says:

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    De certa forma, bom. Entretanto tem algo que não me agradou. e não sei dizer o que é, mas algo não agradou.

  • Alex Nunes says:

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    Gostei, achei bom, mas, como outros, senti que faltou algo à fábula.

    Não consigo definir o que…

  • Peregrina says:

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    Interessante,mas acho que falta alguma coisa para a história ser perfeita. Só não sei ao certo o que é,talvez se tivesse um final diferente,menos trágico…
    Ainda assim,é uma boa história. n_n
    Beijos de Chocolate.

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