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Aug
09
2010

Arte por Arte

Escritora: Deborah Regina de Souza Stuhl

arte-por-arte

Estava acabado.

Depois de vários dias dedicados inteiramente à sua obra e de noites insones em que sua mente refletia arduamente sobre como aprimorá-la, finalmente ele havia terminado. Descansou os pincéis na mesa, grandes companheiros na jornada, e limpou os dedos grudentos no pano que estava jogado sobre o ombro.

Analisou novamente sua tela, e ela encarou-o de volta. A luz jorrava no quarto através da janela e em sua superfície, criando uma moldura de reflexos brilhantes. Tão sublime e tão completa. Um verdadeiro convite à meditação e ao debate. Aquela era sem dúvida a janela que abriria portas no interior de cada um.

Mais satisfeito do que jamais fora com outra obra sua, o pintor cobriu sua majestosa tela com um lençol de veludo escuro, resguardando-a da exposição exarcebada. Empurrou para um canto empoeirado os esboços de sua obra-prima, telas de pequenos pecados que ele cometera enquanto tentava alcançar o divino com sua arte.

Quando tudo em seu estúdio lhe pareceu arrumado, ele então permitiu-se sentar e descansar. Acomodado no chão (pois naquele quarto atulhado de ideias ele se sentia confortável de qualquer maneira), ele se deixou levar por um sentimento de realização e orgulho.

Como pintor, seu maior desejo sempre fora retratar a beleza, pois ele acreditava simplesmente que a arte acontece onde a beleza está. Porém ele não se contentava somente em pintar graciosas formas femininas, ou paisagens edênicas, mesmo que estas o tenham levado a ser um famoso pintor contemporâneo, capaz de agradar aos olhos mais soberbos.

Ele aspirava ser o autor de uma tela cuja beleza fosse tão extasiante que transcendesse as Eras. Para tanto, era preciso que ele explorasse visões diferentes da vida a fim de capturar aquela beleza atemporal, tão fugaz em seus sonhos.

Durante meses ele mergulhou em si mesmo, procurando a solução. Pensou tê-la encontrado diversas vezes, daí os esboços, que agora eram apenas pedras retiradas do caminho. Recorreu a grandes artistas do passado, não somente pintores, como também músicos, compositores, escultores e até arquitetos. Todos percurssores de maneiras diferentes de se encontrar beleza na vida.

Até que uma noite a resposta assaltou-lhe em um devaneio com características oníricas. Levantou-se rápido da cama e partiu diretamente para o estúdio; o corpo vibrava com as ondas de excitação que viajavam por sua pele até a ponta dos dedos.

Trabalhou febrilmente em sua obra espetacular, esta que nascera do sangue e suor de seu pintor. E agora ele estava pronto para compartilhar sua visão com o mundo. Estava pronto para ganhar finalmente a voz que sempre desejara; sua arte teria afinal a repercussão mundial que ele almejara desde a primeira vez em que unira tinta e pincel.

Em uma exibição pomposa e na presença de renomados críticos e apreciadores de arte, o pintor puxaria enfim o véu que cobria sua criação, revelando a todos o mundo como ele o vê.

Repousando solenemente sobre o cavalete, estaria um espelho. A princípio, olhares espantados recobrir-lhe-iam a superfície. Porém logo depois sorrisos de aceitação iriam florescer em cada reflexo, fruto da aparente compreensão.

E então, como o último sombreado que faltava, o pintor, com um sorriso despontando na face, golpearia o espelho, deixando-o em estilhaços ainda grudados na tela. Todos os sorrisos agora espalhados em cacos.

Já chega de mentiras. A verdadeira beleza não precisa de espelhos para se refletir.


Categorias: Contos | Tags: , ,

32 Comments»

  • Andrey Ximenez says:

    Mt boa a narrativa… só acredito que os parágrafos ficaram de certa maneira redundantes… tlvz o texto pudesse ficar ainda mais enxuto e limpo.

    Aquela parte que tem paretenses tb pode ser cortada, na minha opinião.

    Mas ainda assim, um belo conto.

  • Lord Jessé says:

    Realmente!
    Muito bom, e o final quando se retrata a um espelho, fez eu me lembrar de dois contos da Samila.

  • Rubens (HIOTO) says:

    Me perguntando porque esse texto está parado sem comentários há algum tempo, resolvi ler.

    Me parece que o pessoal não conseguiu captar exatamente o que o texto quis passar. Talvez por culpa da autora ou mera incapacidade de compreensão.

    A idéia é boa. Acho que o texto é curto pra ela e o vocabulário poderia ser melhor trabalhado. Ainda assim é uma idéia e tanto.

    Sugiro que aqueles que leram, leiam novamente com mais atenção.

    • Lord Jessé says:

      Concordo!

      As pessoas deveriam ter comentado mais aqui.

      • Andrey Ximenez says:

        Concordo com vcs, guys.

        Mas ainda acredito que os parágrafos são redundantes. Tem coisa que pode ser cortada ae.

        Fora isso, concordo com o Hioto, uma idéia e tanto. Nâo sei pq não foi comentado pelos demais.

  • Asami says:

    Bela temática, mas em alguns trechos o trabalho feito pelo pintor me levou a imaginar um quadro concreto, o que se contrapõe aos três últimos parágrafos, quando o espelho é revelado. O enredo é muito bom, só precisa ser mais explorado, mesmo assim achei o conto muito legal.

  • peregrina says:

    ficou muito legal.
    principalmente o conceito da beleza.
    acho que voce exagerou nos parágrafos,mas fora isso ficou uma bela obra de arte. =)

  • E.U Atmard says:

    Os últimos parágrafos estão escritos de uma forma um rebuscada, mas de resto a narrativa está subtil, leve, e de muito agradável leitura.
    Muito bom o conto, está de parabéns!

  • Vinicius Maboni says:

    Bom conto, mas de dificil interpretação(gosto disso)
    parabens!

  • HIOTO says:

    Bom, é a terceira vez que leio esse conto e ainda não consegui compreender bem o que a autora quis passar.
    .
    Porque os “dedos grudentos” se a obra seria um espelho? O que exatamente “quebrar o espelho” iria mostrar?
    .
    Alguém pode explicar?

    • Andrey Ximenez says:

      Embora seja um espelho, pelo que eu entendi o artista deve ter pintado detalhes sobre ele. Acredito eu.

  • Tomás Kroth says:

    Pois é, acho que houve uma pequena falha de fatos…Começa com ele repousando o pincel, seus companheiros de trabalhos, dedos grudentos de tinta…”Trabalhou febrilmente em sua obra espetacular”, ele fabricou o espelho?

    A idéia do conto foi fantástica, a beleza está em qualquer um, está em todo o lugar, e no meu entendimento, mesmo que o que estamos vendo esteja distorcido e quebrado, como o reflexo em um espelho estilhaçado. Porém faltou coesão nos trechos…

    Quantos aos parágrafos, não tiraria nenhum, é teu estilo esse descritivismo, e eu adoro isso, deixa assim que foi ótimo.

  • Sanchez says:

    boa ideia, bem escrito… mt bom mesmo! b(^^)d

  • HIOTO says:

    Três meses aqui…
    E ninguém se arrisca ou melhor, poucos se arriscam a interpretar o texto. Por onde anda a autora?
    \o/
    Go go tirar da agenda.

    • Vinicius Maboni says:

      Ao meu ver é ums dos melhores contos do ONE, se algum dia eu conseguir interpreta-lo vou gostar mais ainda.
      auhauahuah

  • Victor says:

    NÃO INTENDI BEM!VOCE PRECISA PASSAR PRA GENTE, DE UMA FORMA MAIS SIMPLES PRA GENTE INTENDER OQUE VC QUIS DIZER PQ SE NAO DIZER O DOBRO DO QUADRADOR ENTRE DIVIDIO POR PI + O RAIO DA CIRCUNFERENCIA QUE PODE SE TRAÇAR ENTRE A TERRA E O SOL!

  • Nossa, belo conto, com um final profundo. Demorou para sair da agenda! 🙂

    Eu acho que narrou bem. Não gosto muito do tempo da narrativa.. pretérito futuro? Sei lá, não sou bom nesses nomes! 😮

  • Vitor Vitali says:

    Achei meio sem graça, mas gostei da idéia. 🙂

  • HIOTO says:

    Até que enfim saiu!
    \/
    CONGRATULATIONS
    >
    “É preciso ter a graça, conhecer a graça, saborear a graça para encontrá-la nas coisas simples.”

  • Franz Lima says:

    A beleza está nos olhos de quem a vê (frase célebre) e, desta forma, a autora tentou evidenciar isso. Não há como retratar o verdadeiro belo. O encanto de algo bonito para um pode não ser tão evidente para outra pessoa. Nós é que determinamos o que é lindo ou feio, de acordo com nossos conceitos já incrustados em nossa alma.
    Diante de tal dificuldade, o pintor não teve outro recurso para mostrar o belo, a não ser este: um espelho. Ele reflete tudo como é, independentemente do número de pessoas que o olhem e da visão deles. A beleza que só os olhos deles podem captar seria refletida… mas, ainda segundo a ótica da autora, o que é realmente bonito não precisa ser refletido. As belezas, as obras, pessoas ou coisas dotadas de beleza existem e continuarão existindo, quer a retratemos ou não. Elas continuarão diante de nós, não importa nossa opinião.
    Por isso, no meu entendimento, a quebra do espelho.
    Li algo que, indiretamente, se relaciona a isso. Em um livro de Jostein Gaarder (Ei! Tem alguém aí?) ele exemplifica o que seria fé. Para isto, questiona-se a existência de Deus com base em nossa crença naquilo que nos cerca. Temos os cinco sentidos. Todos eles nos auxiliam a compreender e a captar as criações ao nosso redor. Mas, se podemos crer que a força da Lua influencia nas marés, se acreditamos que a força da gravidade faz um planeta girar em torno do Sol, o que nos leva a desacreditar em uma força capaz nos puxar para fora dos ocenos e nos dar olhos e cérebros para pensar? “Às vezes penso que as pessoas que não acreditam nisso devem ter um sentido importante a menos.”.
    O texto ficou muito bem escrito (o estilo da autora é sublime) e o conteúdo filosófico leva à reflexão, ao pensamento em prol de novas descobertas.
    Parabéns. Continue escrevedo desta forma…

    • HIOTO says:

      Você ajudou muito a enteder, agora na décima lida, o que o texto passa. Realmente sublime.
      >
      Uma pena a autora não nos dar o ar da sua graça.

  • Primeiro, eu gostaria de me desculpar imensamente por não ter passado aqui antes. Entre outras coisas, anda me faltando tempo, por causa do Vestibular D:
    Segundo, eu agradeço a todo mundo que comentou, eu realmente achei que esse texto fosse passar despercebido por aqui xD
    Agora, sobre o conto em si.
    Sim, eu tenho essa mania de escreve rebuscado e às vezes (muitas vezes) eu acabo me perdendo e sendo prolixa. É uma falha minha que eu reconheço e venho buscado sanar. Os comentários ajudam muito nessa parte ^^
    Sobre a dificuldade de interpretação, é outra coisa minha mesmo. Eu penso sobre o tema de um jeito, e às vezes acho que todo mundo terá a mesma visão que eu, o que não acontece sempre, né? xD
    Aí, quando eu tento aprofundar a temática, quem teve uma perspectiva diferente da minha se perde mais ainda.
    O que eu quis dizer sobre o texto é como o Franz Lima falou mesmo, é bem simples na verdade: a beleza é relativa.
    Eu li por aí também que os “dedos grudados” geraram certa dúvida. Bom, quando eu escrevi isso eu pensei em grudados de cola, e não de tinta. Por que ele teve de colar o espelho do cavalete (não tenho experiência com arte, não sei se isso seria possível, mas pensei assim xD)
    No mais, perdão novamente por ter deixado o mistério no ar por tanto tempo, não foi minha intenção x)

  • Thainá Gomes says:

    Tá ai um texto que eu precisava ler,parabés.

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