As Cartas de Mondego – Segunda Carta
Escritor: Andrey Ximenez

- Vossa majestade, é com prazer que vos digo que nosso engenho trouxe resultados.
O homem grisalho então desviou sua atenção da janela que dava para as montanhas, fixando à sua frente um homem vestindo leves mantos brancos.
- O que me trazes Philgrim? – perguntou, analisando o amigo de tantos anos.
O arcano então, num movimento calculado e teatral, tirou de dentro de sua manga um envelope pequeno, alvíssimo, diga-se de passagem.
O regente então exclamou – Ora, não me diga que… – e deixou as palavras penderem de sua boca. Philgrim somente confirmou com a cabeça, estendendo em sua direção a carta.
As mãos do guerreiro aposentado tocaram o papel, notando uma fina caligrafia que trazia escrito o nome do remetente:
Francisco de Azevedo.
Caminhou analisando ainda o que tinha em mãos, indo por fim buscar uma das poltronas disposta pelo seu escritório. Com um aceno apontou a que sobrara ao amigo, que se sentou grato por poder dividir aquele momento tão ilustre com o Arquiduque de Mondego.
Caro Sr. Stephan,
Devo dizer que fiquei um tanto feliz, mas, acima de tudo, surpreso com sua carta. Realmente ela não era esperada. E, para falar a verdade, ainda não compreendo de maneira integral como foi que conseguiste me enviá-la.
Quanto à suas aventuras, as quais o jovem Will tenha sentido falta, bem, devo te dizer que me encontro numa situação delicada.
Desde o princípio, quando decidi escrever sobre ti, que elaborei o personagem em si, nunca pensei em ir tão longe.
Fora uma surpresa para mim mesmo quando, por obra do destino, o jovem aventureiro que contava as poucas peças de ouro para o pernoite na estalagem se tornou um arquiduque. Tu bens sabes quantas foram às aventuras necessárias para tal encargo.
Posso dizer que, assim como tu, estou trilhando o caminho para a ascensão. Completo meu mestrado até o final do ano, em breve serei um dos homens mais reconhecidos dentre os da minha área. No entanto, como deve saber, ascensão necessita, logicamente, de tempo, esforço e sacrifícios. Sacrifícios quais como passar menos tempo com minha esposa e filha. E escrever sobre suas aventuras, logicamente…
- Casado e com filha, Philgrim.
O mago então assentira, não sabendo exatamente que reação seu senhor esperava com aquele comentário.
- Casado e com filha, majestade. – respondeu.
- E ainda irá receber nomeação de mestre em sua área, Philgrim! – disse o homem de cabelos grisalhos e pele bronzeada com chamas no olhar.
- Foi o que disse, senhor, foi o que disse.
- Ao que me parece ele deve ser um grande mago, assim como tu. Ou quem sabe um guerreiro, general, han?
- Creio qu…
- Ora fique quieto homem! Assim não conseguirei ler a carta dele! – disse Stephan, acenando com a mão de maneira divertida para o amigo de longa data.
- Continue, por favor…
Falando em filha, Karen tem me preocupado.
Ela conta com pouco mais de um ano. Nos últimos tempos tem feito muito frio nessas terras. Está gripada a quase uma semana. Noites e mais noites de febre. Os médicos daqui indicaram tratamento, mas nada tem dado efeito. Eu e Miriam, minha esposa, estamos passando maus bocados por causa disso.
Mas enfim, para encerrar digo, uma vez mais, que fiquei muito feliz com sua correspondência. E como tu, espero que nasça uma bela amizade dessas cartas. Em breve relatarei mais noticias suas e, se puder me ajudar, me sugira alguma próxima aventura pois já não tenho idéias para um desafio condizente à tua altura.
Grato pela atenção e com um abraço,
Francisco de Azevedo
O homem ainda manteve a carta nas mãos durante algum tempo. Foi então que, lentamente, dirigiu seu olhar para Philgrim.
- Meu amigo, de inicio aos preparativos.
- Senhor… já?
- Isso. Irei responder agora mesmo.
- Por que da pressa, majestade?
- Como assim amigo, tu não ouviste o que li na carta? A pequena Karen está com problemas de saúde, devo aconselhar meu mais novo amigo com as sabedorias de meu povo.
- Claro senhor. Pretende enviar na carta algumas das ervas sagradas do jardim imperial?
- Exato. Agora adiante, Philgrim, siga com tua tarefa que eu mesmo irei recolher as ervas!
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Como esperado muito bom.
Mas vem cá, uma coisa me deixa confuso.
Como o Francisco fez pra mandar a carta?
uahuahauha
Ele enviou para o blog, pelo menos foi assim que percebi…
—
O conto está como uma continuação muito boa para a primeira carta, que estava muito interessante. As partes vão ter todas uma carta só?
Gostei especialmente do Philgrim, pois parece que é a gozar com Phill e pilgrim…
—
Muito bom, só é pena que seja pequeno, pois fico à espera da continuação…
Sim sim, vi a parte do Blog, mas como o Stephan le esse blog?
uahuahuaha
Tche… Francisco escreveu pelo blog… mas como o texto do blog se materializa e chega até o duque é S-E-G-R-E-D-O.
Valeu atmard… sim… tds as partes vão contar com somente uma carta.
-
Q bom que gostou.
-
=]
Ambas as partes excelentes, Andrey. Concordo com Atmard quanto ao tamanho dos contos, este, por exemplo, agradaria-me se fosse maior talvez pelo fato da estória ser tão boa. Cara, as palavras faltam na hora de elogiar contos como esse. Só posso parabenizá-lo e esperar pelo próximo
Faltam- me palavras para agradecer vc Asami.
-
Em breve termino a III, vou pensar se consigo estende-la mais. Mas é hard.
O.o
Bem, aguardo ansiosamente… espero da próxima vez ter algo a dizer, além do “está muito bom”
Kkkkk… podexá!
-
*-*
nhaiii
quero mais!
Com a asami disse, o problema é só o tamanho do capítulo… queremos maiores, para que possamos ler mais!
Eu acho q isso é uma das coisas q um escritor gosta de ouvir (ler, sei la)
-
*_*
Muito bom.
A referencia tbm foi muito foda. Philgrim…
–
Aguardo continuações. E espero, assim como Stephan, que estas trocas de cartas sejam marca de uma longa amizade. Quanto mais, melhor!
Podexa meu querido.
-
A pedidos tentarei fazer o próximo cap mais longo… ou não
xD
Eu estou emocionado com a criatividade do pessoal que escreve aqui. Tem tanta coisa bonita sendo publicada, como esta história que me chama bastante a atenção. Escreva mais, Andrey, por favor.
Opa! O tio elcio apareceu!
\o/
-
Q bom q gostou tche!
-
Assim q esse sair da agenda vem a continuação.
Rapaz esperto. Assim garante que uma parte não atropela a outra.
Claro, ninguém é bobo.
-
Muito bom.
-
Fazia tempo que eu estva esperando uma continuação.
-
Ficou muito boa.
Que bom q agradou tche
-
=]
é difícil achar um conto seu que não agrade *-*
Numa fase ruim q ando passando sempre é bom saber disso.
Valew
-
^.^
Só pra tirar uma duvida.
-
As Cartas de Mondego, vc tem escrito nessa fase ruim? Porque só quero pensar quando vier a fase boa.
=]
-
Sim, estou escrevendo numa fase bem ruim. Não só na escrita. Mas do jeito q eu sou caótico, se as coisas melhorassem talvez os textos decaissem
-
ou não
E quando você volta pra fase boa?Eu quero ver pra comparar.
Ihhhh vai demorar.
-
Mas podexá q eu aviso
=D
Vê se não esquece.