Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida: Livro 1
Papo na Estante 34 – Prêmios Literários
29 Dicas para se manter criativo:
Vaucarn
A Lenda de Fausto
Chat dos Nerds Escritores
Quer publicar?
Download do livro O Draconiano – Livro 1
Aug
11
2010
Conto em Série

Em Nome da Cruz – A Saga de um Assassino Capítulo II

Escritor: Tomás Kroth

em-nome-da-cruz-a-saga-de-um-assassino

A Derrocada do Glutão

A pequena casa do subúrbio estava mais movimentada do que jamais esteve. Luzes foram colocadas em todos os lugares pela perícia, policiais corriam de um lado para outro. O tumulto girava em torno do quarto nos fundos do casebre, onde o corpo do morador jazia atado à cama por lençóis. Ao lado dele, o jovem detetive examinava atentamente o corpo em busca de sinais que pudessem levar a descobrir quem o matara.

Olhou intrigado para o sangue na parede, onde fora escrito com caligrafia impecável, a mensagem que intrigava a todos. A principal suspeita era de mais um fanático religioso, visto o tipo de mensagem deixada. O detetive se perdeu olhando em volta, não havia indícios que levassem ao assassino. A arma do crime, provavelmente uma faca de cozinha, ainda não fora encontrada. A mulher do homem estava sentada na cozinha, impassível, aparentemente aliviada pelo ocorrido, e apesar dos hematomas no rosto da mulher, seu álibi era forte demais para a suspeita de um crime passional, afinal, ela passara no hospital boa parte da noite, cuidando dos ferimentos.

******

Augusto estava ajoelhado no pequeno monastério. A capela estava vazia e ele rezava fervorosamente em frente a uma imagem de São Tomás de Aquino. Suas mãos tremiam com o frio que assolava a pequena capela, e entre uma prece e outra tentava compulsivamente esquentar suas mãos. No entanto, em poucos segundos sentiu suas mãos esquentarem como se um fogo invisível as lambesse. O seu coração fora tomado pela paz que ele aos poucos já se acostumava, e com um pequeno sorriso, disse “A que devo a honra, guardião da anunciação?”.

Gabriel, às costas de Augusto, sorria. Chegaria ainda o dia em que Gabriel deixaria Augusto ver seu rosto, mas por ora, ele ainda não era digno de tamanha honra. Gabriel trazia a mensagem do Criador presa por entre seus lábios, e em toda sua pureza começou a deixá-la escapar. – O senhor solicita sua benevolência e fé, meu amigo. Mal começastes tua missão, e terás muito que conquistar até garantir teu espaço junto aos anjos. Para tal venho lhe informar que é hora de seguir com a purificação da Terra. Há uma fazenda ao norte daqui, isolada e abandonada, encontrarás lá um celeiro. Leve o pecador até o interior da mesma e lá te direi o que fazer. Acorrente-o e saia para que eu possa te instruir. Até então, adeus amigo.

Augusto sentiu o calor se esvair de seu corpo ao ser tomado novamente pelo frio do lugar. Tinha as mãos suadas e a mente atordoada por pensamentos. Iria agir em breve e pelo Senhor todo aquele esforço valeria a pena. Todos os dias sonhava com a face do seu anjo salvador e antegozava o dia em que a poderia ver em seu trono no paraíso.

******

O monge dirigia calmamente pelo centro da cidade, a hora tardia tornava o lugar melancólico, quase assustador. As poucas pessoas na rua pareciam não notar a presença de terceiros, focadas demais em chegar a suas casas, onde estariam seguras. Na pequena caminhonete, um fogão velho preso à traseira. Rumava para um conjunto habitacional quase na saída do centro, onde observara seu alvo durante as últimas semanas.

Como previra, o Glutão estava sentado solitário, num banco a frente do edifício Santa Clara, um dos muitos chiqueiros de pobres da cidade. Estacionou o veículo em frente ao banco, respirou fundo ao admirar a face perdida de sua presa. Aquele glutão sempre estivera ali, sentado, perdido em sua melancolia, muitas vezes acompanhado de algum lanche ou comida. Devia ter uma vida inútil e sem propósitos, que graças ao auxílio do monge, estava prestes a acabar.

Desceu do carro, indo em direção ao fogão. Soltou a lona que o prendia, desamarrando cuidadosamente as cordas que o atavam a carroceria. Respirava o ar noturno e sentia a inspiração tomar conta de seu corpo, planejara a cena toda, semanas a fio, sabia ser aquela a hora, tinha de ser feito. Fingiu tentar deslocar o fogão, fazendo o máximo de barulho para chamar a atenção do homem.

O glutão, ainda que contrariado, percebeu a intenção do monge e levantando-se vagarosamente, como se aquilo consumisse toda a sua energia, aproximou-se dele.

- Quer ajuda aí, Padre?

- Ah meu filho, ainda bem que você se ofereceu, estava passando maus bocados com esse fogão. Me ajuda a descer ele da caminhonete, por favor.

Contrariado a ter que mover seus músculos quando poderia estar sentado sem fazer nada, o homem começou a arrastar o fogão para fora da caminhonete. Após alguns minutos de força, o homem conseguiu colocar o objeto na rua. Arfando, dobrou-se sobre os joelhos, respirando de maneira gutural. O ar frio noturno, a inércia de seus músculos e a eterna asma tornavam qualquer exercício em um martírio sem fim. Um calvário na existência daquela pobre criatura.

Aproveitando-se do momento de desatenção do glutão, o monge correu a mão por sobre a caminhonete e puxando a chave de roda providencialmente colocada perto da entrada do compartimento de carga, golpeou a nuca do gordo, que desfaleceu sobre a caçamba. Certificando-se que ninguém o vira, esforçou seus bem treinados músculos ao máximo para içar o restante do corpo do desfalecido sobre a carroceria. Tocou a lona sobre ele e o atou firmemente a carroceria.

Dirigiu por cerca de uma hora, até chegar à velha fazenda que Gabriel comentara. Abriu as portas do celeiro e avistou diversas correntes na parede oposta, que serviam, em outros tempos, para erguer o feno ao andar superior do local. O cheiro forte de mofo o nauseara, mas tinha de prosseguir com a missão que lhe fora confiada.

Arrastou o corpo inerte do gordo, com muito sacrifício, até as velhas correntes. Amarrou-o com alguns cadeados e suspendeu-as através da antiga roldana presa ao teto, até que o homem fosse obrigado a ficar de pé. Caminhou até um antigo bebedouro de cavalos, que possuía uma das antigas bombas de água, de metal sujo e enferrujado, como tudo em sua volta. Bombeou até que o líquido enlameado caísse no recipiente. Encheu um balde próximo com o líquido sujo e o arremessou no rosto do homem, que acordou de sobressalto com o impacto da água gélida e dos muitos pedaços de barro que colidiram contra sua face desfalecida.

A cena se repetiu tal qual da última vez, gritos, xingamentos, a raiva e o medo estampados na cara de sua vítima. O monge custava a admitir para si que começara a sentir certo prazer nessa parte mais suja do trabalho. Dava aos pecadores o que eles mereciam, e sentia-se bem por isso, e quando ouvia da boca deles aquela sequência infindável de impropérios, tinha certeza de que de fato eram abominações. Todos eles mereciam o fim que Deus os dava.

- Fique quieto, meu filho, ninguém te ouvira e teus xingamentos atingem ao Criador e tão somente a Ele. Sou um enviado D’ele para salvar-te dos teus pecados. Estou aqui para provar que tuas falhas inundam o mundo de tristeza e que tua gula é um mal a ser combatido. Deves pesar teus atos enquanto fica em teu calvário, para como Cristo, sair vitorioso desta provação. Como teste, tu ficarás por três dias e três noites sem comer, e veremos a provação de Cristo passar pelo teu corpo. Espero que ressuscites como um novo homem ao passar das três noites, ou encontrarás o inferno reservado aos pecadores.

Ainda que sob urros intermináveis do homem, o monge saiu, trancando o galpão em suas costas. Entrou na caminhonete, notando que a mesma estava sem o espelho retrovisor interno. De imediato sentiu aquele calor vindo direto do banco traseiro, evitou olhar para trás sabendo e principalmente, sentindo a presença de seu anjo.

- Parabéns fiel amigo, agora vá para tua casa e volte somente em três noites…

O calor se extinguira, ao passo que Augusto notou o espelho quebrado, atirado sobre o banco do carona, como se tivesse sido arrancado à força dali. Sorriu ao imaginar as provações que Gabriel passava para evitar que seu rosto fosse revelado, e mais uma vez antegozou o momento em que conheceria seu anjo.

******

Na delegacia, uma denúncia chegava aos ouvidos do detetive. Um homem havia sido visto andando com uma caminhonete pelas ruas da cidade, na traseira uma lona discreta. O que tornava a denúncia interessante era a alegação do denunciante, o motorista de um caminhão, que dizia ter visto uma mão saindo da lona, aparentemente inerte. O detetive levantou de sobressalto de sua mesa com as chaves do carro na mão, iria atrás desse caso, depois voltaria ao caso do homem esfaqueado no subúrbio. Não iria permitir que alguém desovasse defuntos em sua jurisdição.

******

Na terceira noite, a porta do celeiro lentamente começou a se abrir. Os olhos abatidos do gordo custavam a focar sob a forte luz que os faróis da caminhonete proporcionavam. Notou quando o monge entrou, desviou o olhar para si, estivera apagado há algumas horas e só agora voltava a perceber sua realidade, faminto, com suor e urina pelo corpo, fedendo mais do que jamais estivera. Não movia as mãos, os dedos em eterna dormência por estarem para cima, e tinha certeza de ter um dos ombros deslocados pelo peso de seu próprio corpo. Sentia dor no estômago e no ânus pelo terceiro dia sem defecar. Agarrava-se a esta última réstia de higiene e sanidade, não defecaria nas calças enquanto pudesse suportar.

O monge caminhou até perto do homem, e largou a seus pés três potes de comida, todos com uma porção de comida suficiente para alimentar um homem adulto, porém se somadas, insuficientes para se igualar ao que aquele glutão a sua frente estava acostumado a ingerir. Olhou fundo para os olhos perdidos do gordo, sentiu neles o ódio e ao mesmo tempo a cobiça por aquele prato de comida. Sorriu, o homem apresentava mais dois dos pecados após sua provação, uma obra completa do demônio. Deveria ser expurgado, o quanto antes.

- Vou te soltar, teu sofrimento terá fim meu caro. Aqui está tua recompensa, coma e recomponha-se, vou te levar pra casa assim que terminares. Para a minha segurança, vou te deixar comendo sozinho assim que te soltar, quando terminar, grite que eu o levarei para casa.

O monge atravessou os poucos passos que o separavam do controle da roldana e liberou as mãos do gordo. O homem caiu de joelhos, olhando extasiado para a comida em sua frente. Viu o monge passar longe de seu corpo, atravessar a porta e a fechar na saída. Após alguns segundos, sentindo o cheiro que emanava daquela comida, se pôs a comer enlouquecidamente, sem pensar em nada, apenas no quão saborosa aquela comida parecia agora. Jamais notara como um prato de arroz e feijão era tão gostoso, e prometia a si mesmo, degustar muito melhor cada nova garfada em sua vida.

Augusto esperou por quase uma hora, ao que julgou que o homem tentava escapar do celeiro. Sabia que todas as janelas estavam lacradas, e qualquer tentativa de sair causaria barulho suficiente para que ele fosse alertado. E de fato, o homem ao desistir de tentar escapar, gritou de dentro do celeiro, um robusto e renovado “Acabei…”. O monge sorriu, iria averiguar os resultados de seu último teste, galgou os passos que o separavam da porta do celeiro.

Augusto entrou, dessa vez, trazia um revólver nas mãos, não queria ser surpreendido pelo homem. Estava certo, quase recebera um murro no rosto ao entrar. Desviou-se bem e apontando a arma para o homem conseguiu que ele ficasse parado. Olhando fundo nos olhos daquele pobre coitado, sentiu a certeza de que tudo ocorrera perfeitamente. Virou-se e viu os três potes vazios, limpos como se tivessem sido lambidos, até que a última parte de seu conteúdo fosse extraída.

- Você não aprendeu sua lição, meu bom amigo… Disse que tu eras um pecador e me apronta essa? Persiste em teu pecado mesmo depois de tudo que lhe disse… É uma pena. Se tivesse comido apenas um dos pratos, teria uma dor de barriga incomoda, mas viveria para contar a Deus teus demais pecados e buscar teu espaço junto a Ele. Agora com os três pratos juntos, a dose do veneno infelizmente é letal, rápida e extremamente dolorida. Sinto muito, mas você escolheu a morte, meu amigo. Essa era a vontade divina, que pena que não percebeu tuas falhas a tempo.

O olhar do homem era de incredulidade, a raiva consumia seu coração, e só não pulava sobre o homem por causa daquele revólver. Tão logo a raiva tomara conta de seu peito, uma dor ainda mais forte tomou conta de sua barriga, fazendo-o dobrar no chão de dor. Sentia seu interior se contorcer, como se a cada segundo suas tripas fossem queimadas por uma chama invisível, que se espalhava rumo a sua garganta e o sufocava.

- Viu o que disse? Agora ficarás sofrendo, leva mais de duas horas pra matar esse pequeno veneno, me dói no coração te ver sofrendo desse jeito. – tirando de dentro da roupa a mesma faca de cozinha que matara sua primeira vítima, o monge arremessou-a para o glutão – Quando a dor superar o nível do plausível, você saberá que a morte imediata é a melhor opção, use esta faca para tal. Sugiro um corte no pescoço, é rápido e praticamente indolor.

O monge se levantou e recostou-se à sombra, ficando quase invisível aos olhos do homem que começava a engasgar e sufocar. Gritos ecoavam pelo celeiro e se perdiam na noite. Até que subitamente acabaram. O gordo estava estirado no chão, uma vertente rubra escapava de seu pescoço e escorria pelo chão, o efeito psicológico do veneno fora mais forte que a razão e a faca estava presa a mão do glutão, suja com seu próprio sangue. O fim dele era ainda mais inescrupuloso. Além de pecador, ele próprio comprara seu passaporte ao inferno. Augusto se pôs a pensar, era terrível a ira Divina contra os suicidas…

Augusto saiu de seu lugar, limpando qualquer evidência de sua presença no lugar. O Arcanjo havia pensado em tudo, tinha que parecer um suicídio. Ainda que o monge soubesse que qualquer legista identificaria o veneno no corpo do homem. Pelo menos tiraria a polícia de seu encalço por alguns dias. Ou ao menos assim julgava em sua mente inexperiente para estes assuntos.

******

O detetive chegou à fazenda após a denúncia do vizinho, que ouvira gritos na madrugada anterior e ao ir verificar na manhã seguinte, encontrara um torrencial de sangue e um defunto. A perícia já estava no local, e aparentemente concluíra se tratar de um homicídio, ainda que tivesse certeza que o golpe final fora desferido pela vítima, havia indícios demais de que outras pessoas estiveram no local. Uma marca de sapato na saída do galpão, rodas de um carro marcadas no barro, digitais na faca e nos potes de comida. Tudo indicava a presença de uma segunda pessoa no ambiente.

O detetive olhou a cena, o fedor era nauseante e a situação apavorante. Teria de esperar os resultados completos do legista para montar qualquer opinião. Mas em minutos fora comprovado que a faca era a mesma do crime no subúrbio. Ou aquele homem era o assassino e alguém fizera vingança, ou o assassino original tentava livrar sua cara colocando a culpa em outro sujeito. De qualquer forma tinha um assassino em mãos, e iria pegá-lo. Seu distrito nunca fora conhecido pela violência, não iria ser agora, que assumira o cargo de detetive, que deixaria aquilo acontecer.

27 Comments»

  • Tomás Kroth says:

    Thumb up 0 Thumb down 0

    Aberta a leva de comentários pessoal xD

    Ajudem ai! Brigado por colocar mais esse conto Guns!

    • Thumb up 0 Thumb down 0

      Cri cri.. cri cri… cri cri… .. ..

      hehehe.. tive que tirar um sarrinho! :D

      • Tomás Kroth says:

        Thumb up 0 Thumb down 0

        Poh Guns! Tira sarro a vontade xD

        O importante é tirar da Agenda e tirar sarro também é comentário xD

        • John Macedo says:

          Thumb up 0 Thumb down 0

          Muito boa essa segunda parte. Confesso que estava sempre olhando na agenda para ver se já havia sido incluído. A forma como você descreve as ações e o ambiente é excelente e somado a imaginação de cada um pode transmitir os sentimentos exatos.
          -
          Conto de alto nível. Está de parabéns!

          • Tomás Kroth says:

            Thumb up 0 Thumb down 0

            Muito obrigado pelos elogios ^^

            Sempre bom receber massagens no meu já inflado ego xD

  • Andrey Ximenez says:

    Thumb up 0 Thumb down 0

    Melhorou bastante Tomás. Me deu mais animo de ler e saber a continuação da história.
    Mas um detalhe… Tem um parágrafo, qnd está com o frio nas mãos que vc repete a palvra “mãos” muitas vezes seguidas… isso torna o texto pesado. Uma saída é usar um artigo definido para retomar o substantivo concreto, ou utilizar um sinonimo
    ;)

    • Tomás Kroth says:

      Thumb up 0 Thumb down 0

      Andrey, relendo ele, pela enésima vez, eu trocarei 80% dos parágrafos xD

      Achei muitas repetições, alguns erros, algumas falhas…Enfim, mas é aquela coisa, quanto mais eu ficasse olhando, mais erros ia achar e mais ia ficar com vontade de deletar e sair do zero de novo. Então escrevi, revisei umas duas, três vezes, e enviei…xD

      Mas obrigado por ter gostado, terceira parte em processo de idealização. Ainda nem comecei a escrever, só o roteiro…

  • Thumb up 0 Thumb down 0

    Cruel e assombroso. Uma narrativa que prende e não me deixou desistir até chegar ao final. Gostei bastante.

    • Tomás Kroth says:

      Thumb up 0 Thumb down 0

      Que bom Tio Elcio xD

      Obrigado pelos elogios ^^

      • Thumb up 0 Thumb down 0

        Tio Elcio.. hehehe … apelido vai pegar agora.

        • Tomás Kroth says:

          Thumb up 0 Thumb down 0

          No grupo já pegou uauahuhauahuahuhaua

          Mas é o nosso tiozão, dá bons conselhos o tio xD Daqui a pouco aprimoramos pra Tio da Sukita…

          • Thumb up 0 Thumb down 0

            Agora que eu vi os comentários… Não avacalha, Mr. Kroth…
            É bom conversar com estes meninos e menina (Samila é a única que sempre está lá), que tem uma criatividade enorme (e livre) e que tem muito para oferecer, também, ao tio…

          • Tomás Kroth says:

            Thumb up 0 Thumb down 0

            Toda piada só é pra te elogiar Tio. Bom conversar com um cara com experiência de vida, dá bons conselhos e boas dicas.
            Ainda mais alguém que já tem livros publicados e afins.

            Mas chega dessa rasgação de seda xD

  • E.U Atmard says:

    Thumb up 0 Thumb down 0

    Ah Tomás, um óptimo conto sem dúvida. Depois do último estava com algum medo que fosse tão simplesmente previsível que se tornaria aborrecido. Mas noto que continua com uma qualidade surpreendente, numa narrativa fluída e coesa.

    Há uma coisa que me incomoda um pouco, apesar de não estar mal, é o facto de o seu protagonista ser um personagem achatado (há outro termo, mas eu sinceramente não me lembro, e é apenas um sinónimo…). Não tem grande densidade psicológica, e temo que isso possa torná-lo um pouco repetitivo, com o tempo. Não há mal em tê-lo achatado, apenas não é de uso muito comum hoje em dia…

    • Tomás Kroth says:

      Thumb up 0 Thumb down 0

      Não é nem do meu feitio fazer os personagens ralos…Costuma criá-los com uma profundidade psicológica densa. Mas eu não estou acostumado a escrever séries, e acho que estou liberando os personagens aos poucos, talvez menos do que devesse.
      _
      Realmente séries é uma incógnita pra mim, vamos ver onde vai dar ^^

      • Tomás Kroth says:

        Thumb up 0 Thumb down 0

        Séries “São” uma incógnita…Deus do céu, vai escrever mal assim na China xD

  • Asami says:

    Thumb up 0 Thumb down 0

    Bom, achei muito legal esta continuação. Li a primeira parte, mas não comentei (erro meu), mas ambas ficaram incríveis. São textos longos, mas que em momento algum cansam o leitor especialmente pelo fato de que os fatos do conto são apresentados de maneira rápida e dinâmica. Tens neste conto um ótimo enredo muito bem administrado

  • Asami says:

    Thumb up 0 Thumb down 0

    Bom, achei muito legal esta continuação. Li a primeira parte, mas não comentei (erro meu), e ambas ficaram incríveis. São textos longos, mas que em momento algum cansam o leitor especialmente porque os fatos do conto são apresentados de maneira rápida e dinâmica. Tens neste conto um ótimo enredo muito bem administrado à medida que a estória vai se desenrolando, além da excelente narrativa . Parabéns Tomás!

  • Rainier says:

    Thumb up 0 Thumb down 0

    Superou-se Tomas.
    O conto está muito melhor que o anterior. Mais dinâmico e emocionante. A trama está mais costurada e com mais conflitos que a anterior. Aguardo ansiosamente a continuação.
    Parabéns!

  • E.U Atmard says:

    Thumb up 0 Thumb down 0

    Está para sair o terceiro capítulo? Qual será o pecado?

    • Tomás Kroth says:

      Thumb up 0 Thumb down 0

      O pecado, a princípio, será a inveja, mas apenas estou esquematizando, não tenho nada pronto ainda.

  • Thumb up 0 Thumb down 0

    Muito boa continuacão. Digo que compartilhei do medo do Atmard, de se tornar reptitivo, mas não ficou.

    Quebra a cuca na terceira parte ai! :)

    • Tomás Kroth says:

      Thumb up 0 Thumb down 0

      Ta difícil cara, faculdade, freelas, namorada, encher a cara, festas… Ta ruim de achar um tempinho. Mas daqui a pouco me vem a luz eu escrevo alguma coisa xD

  • Vitor Vitali says:

    Thumb up 0 Thumb down 0

    Uh, continuo gostando. Só espero que o motivo pela qual o anjo não mostra o rosto, seja esse que estou pensando… seria bem caído. Mas vamos lá. :)

RSS feed for comments on this post.


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2011 J. G. Valério