O Padre Cabeleireiro
Escritor: Andre Manente
Não sei se Alfredo estava com a atitude certa naquele momento. Não havia motivo para tal escândalo na porta da igreja. Seu filho se queixara que o padre havia o cortejado. Não havia provas. Alfredo não era muito católico e não freqüentava a igreja. Se quer, duvidavam que acreditava em Deus.
O padre olhou para o menino, filho de Alfredo, e o disse
“Garoto, não fiz o que você disse. Vá para sua casa e brinque com as cintas do papai.”
“Não me queira tapiar, velho. Eu sei que tu é maricas, a cidade sabe. Por isso que a capela esvaziou, enche-se apenas de domingo, quando é o padre Eurico.”
As senhoras velhas e fofoqueiras, que assistiam ao escândalo, espantavam-se com tal afirmação do menino; mas no fundo, elas adoravam aquilo, já que na sua cidade não tinham muitas coisas para se fofocar, com aquela história ia render duas semanas de fofocas.
Alfredo já havia chamado a polícia para resolver aquela situação. O padre tinha que ser preso ao seu ponto de vista. Muitos religiosos que ali estavam, torciam pelo padre, outros esperavam para saber a verdade real.
“Que houve na igreja?” Perguntava o delegado da cidade.
“Esse padre cortejou o meu filho.”
O delegado olhou para o padre, assustado, e o perguntou:
“É isso mesmo, ilustríssimo senhor?” Perguntou o delegado.
“Não, senhor. Eu apenas…”
“Ele é maricas.” Interrompeu o menino
“Fique quieto filho.” Alfredo
“Bem, o que o padre lhe disse, garoto?” Perguntou o delegado, voltando-se para o menino.
O menino ficou inseguro, e mostrou-se com medo. Olhou para o pai, Alfredo mostrou confiança. O menino respondeu
“Ele me disse que eu não tenho belos cabelos.”
Todos demonstravam espanto. Não tinham entendido o que o menino disse. E porque o cortejou o padre?
“Menino, tu tens belo cabelos. Eu tenho certeza que o padre não quis o ofender. Apenas, brincava contigo.” Disse o delegado.
“Porque diz isso, meu filho? Você disse que o padre tinha…”
“Não papai. O padre disse que o senhor tem belos cabelos.”
Riu o delegado.
“Seu pai não tem cabelo. Ele é careca!” Disse o delegado
“Estou lhe dizendo dos cabelos da parte debaixo. Meu pai sempre mostra esses cabelos ao padre. E, o padre disse que não tenho belos cabelos porque eu não tenho esses cabelos, ainda.” Falou o menino.
Todos se espantaram. Olharam ao padre e a Alfredo com risos ao fundo. Alfredo olhou em volta e disse:
“Meu filho está confuso.”
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Um colega!kkk
confuso e caricato demais… sei lá, seria bom, se tivesse sido escrito com mais cuidado relacionado a coesão
O tema é até atual (pedofilia, inicialmente), mas concordo com a Samila. Faltou uma certa coesão e um melhor organização do texto, principalmente nos diálogos. O que aparentemente era para ser uma história engraçada, tornou-se um conto mais parecido com uma crônica policial com final feliz.