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Aug
30
2010
Conto em Série

Pequenas Coisas – Lição 4

Escritor: Samila

pequenas-coisas-licao-2

Você brinca com uma lâmina, e isso dói.

Dói, porém dói menos do que você gostaria. Dói menos do que seria necessário para fazer com que você se esqueça das suas outras dores.

Menos do que o necessário para espantar os seus medos.

Você olha para a lâmina e pensa na dor. Você quase diz a ela:

“Eu te quero.”

E você pode jurar escutar como  resposta:

“Eu te quero também.”

Então você aumenta a pressão, e com regozijo vê sua própria carne se partindo, libertando seu sangue. Aquele vermelho tão belo, tão profundo… o contraste entre ele e a sua pele, entre as gotas que caem e o branco do piso do banheiro. Isso chega a te excitar, e você sorri.

Você sorri, enquanto suas mãos tremem e sua pele se arrepia.

Você sente frio, mas isso não te incomoda. Nada mais te incomoda, pois sua atenção está totalmente voltada para aquele corte, e para o outro que você está prestes a iniciar, bem ao lado do primeiro.

E mais uma vez, você sente o alívio adentrando seu corpo na forma de uma lâmina bem afiada, ao mesmo tempo em que a angústia flui na forma de sangue.

Diferente do que os ‘normais’ diriam, não se trata de um ato suicida.

Ao fazer aqueles pequenos cortes você pode até flertar levemente com a morte, pensando no quão bom seria se ela viesse, e você nunca mais precisasse encarar seus sofrimentos. Mas no fundo, sabe que ela está distante, ainda. Você se corta não pela morte, mas pela dor.

Porque quando seu coração dói demais, quando a sua alma sangra, você sente uma necessidade inexplicável de dar forma e cor a essa dor, a esse ferimento.

Acima de tudo, trata-se de um ato de desespero, como um pedido silencioso de ajuda.

As cicatrizes te mostram, externam as feridas que você guarda dentro de si, e que no fundo, você quer mostrar para todos. Mesmo que você esconda o que faz, no fundo você pensa: “queria que eles vissem isso, queria que eles vissem o que fazem comigo”.

Mas você nunca vai mostrar, é claro. Afinal, você não quer se mostrar tão fraco quanto a sua pele.

Então você esconde seus cortes, assim como você esconde suas dores e medos, pois se fechando você se sente mais seguro, quem sabe até mais forte.

Porque você sabe que será mais difícil para eles te atingirem da próxima vez.

Mas nunca é. E, por isso, a dor que você expeliu junto com seu sangue não vai demorar a se acumular de novo.

E com isso, mais cicatrizes vão surgindo. E muitas delas vão ficar para sempre, minhas coxas que o digam – é o lugar mais fácil de esconder, você só precisa estar sempre de bermudas.

A automutilação é algo comum entre pessoas que passam por grandes sofrimentos, e o bullying é um deles.

Quando criança, eu aprendi a buscar na dor e no sangue o alívio para meu desespero.

E funcionava, ou pelo menos parecia funcionar.

Mas, por que estou dizendo isso tudo? Por um motivo bem simples: o convívio com Renato fez com que minhas cicatrizes se tornassem pouco a pouco mais numerosas e profundas.

A tensão me tomava ao mesmo tempo em que se misturava com meu medo. Talvez, e por isso, eu pudesse sentir muito bem meu coração bater mais acelerado em meu peito enquanto sentia o sangue correr frio por todas as minhas artérias.

Pálido e trêmulo, eu abri a porta da minha casa para ele.

Renato entrou sem dizer nada, um ‘boa tarde’ que fosse. Ele apenas me encarou com seus olhos repletos de raiva e finalmente perguntou, aparentemente impaciente.

-Sim, vai ficar aí feito leso me olhando, é?

Eu senti vergonha, pois de fato estava sendo um idiota, mas… Oh Deus! Como eu estava inseguro e assustado! Mal conseguia me mover.

Por sorte minha mãe apareceu na sala, e eu acredito que com a presença dela meu rosto conseguiu reaver um pouco de sua cor original. Apenas um pouco, todavia…

-Oi, filhinho, esse é o seu amigo com quem fará o trabalho?

-Sim, mãe, esse é o Renato… –Respondi corando um pouco ao observar o sorriso de escárnio que o meu ‘visitante’ dirigia a mim. Mães definitivamente possuem um poder misterioso de conseguir constranger seus filhos, e sempre nas piores horas possíveis, é claro.

-Fique a vontade, Renato. Se precisar de qualquer coisa, peça ao Tony, certo? – Ela sorriu para ele, definitivamente não notando a aura maligna que aquele ser emanava e o quão falso era o sorriso amistoso estampado na cara dele. E como se não fosse ruim o suficiente, ainda me chamou pelo apelido… ótimo… –Toninho? –Ela invocou minha atenção enquanto eu silenciosamente amaldiçoava a minha existência. –Você está se sentindo bem? Está pálido…

-Eu ‘tô bem, mãe… –Respondi mal-humorado, desviando-me da mão que já vinha na direção de minha testa para checar a temperatura.

-Tem certeza? Você estava tossindo ontem, será que não é a sua asma?

-Eu estou bem! –Insisti, olhando de canto para a cara debochada de Renato.

-Não venha reclamar que não consegue dormir depois. –Ela disse um pouco mal-humorada, e pegou então sua bolsa de cima da bancada e foi em direção à porta. –Vou trabalhar, comportem-se, meninos! E nada de vídeo-game! É para fazer o trabalho!

Éramos relativamente pobres se comparados com as demais famílias que colocavam seus filhos na respeitável escola que eu frequentava, mas infelizmente não éramos pobres o suficiente para ter uma casa cujo chão era feito de terra batida, logo a possibilidade de enterrar minha cara em algum lugar tivera de ser descartada.

Sem opções, comecei a andar e disse em voz bem baixa.

-Meu quarto é nessa direção…

Ele me seguiu, e assim que entrou no aposento, dirigiu-se ao meu computador, sem pedir licença ou qualquer coisa. Começou a mexer como se fosse dele, e ainda reclamou:

-Merda de internet lenta…

Eu apenas me sentei na cama, logo atrás dele, e o vi tentando entrar em diversos sites ao mesmo tempo, buscando alguma coisa sobre a globalização que pudesse, quem sabe, fugir do lugar-comum sem soar minimamente interessante. Eu duvidava que ele fosse encontrar, mas quem era eu para dizer isso a ele?

Um nerd.

E sendo um nerd, eu tinha algumas peculiaridades, as quais Renato provavelmente conhecia de alguma maneira.

-Cala a boca. –Ele se antecipou.

-Eu não falei nada. –Defendi-me.

-Não fale.

Eu suspirei, baixo o suficiente para não incomodar aquele que abusava da hospitalidade da minha casa…

Balançava minhas pernas impacientemente, perguntando-me sobre quando aquele inferno acabaria. Mordi os lábios, sentindo uma vontade enorme de me cortar. Adorava fazê-lo quando estava infeliz…

Mas a presença dele, mesmo sendo a causa deste desejo, me impedia, e por isso eu me conformei.

Contudo, aquele marasmo era um pouco demais para mim. Mais tarde, depois de minha adolescência, eu fui diagnosticado como portador de Distúrbio de Déficit de Atenção, um transtorno mental relacionando à capacidade de uma pessoa para se concentrar em algo.

Eu sou do tipo que nunca vai conseguir se focar em qualquer coisa que não seja interessante, por isso eu tinha algumas dificuldades em certas aulas – as quais eu sempre superava utilizando minha abençoada capacidade de raciocínio lógico. Por causa dessa minha tendência a ser avoado, eu conseguia não ligar para a maioria das coisas ruins que falavam de mim na escola. Estavam cochichando sobre mim? Que se dane, eu estava desenhando no meu caderno mesmo…

Mas o ponto negativo é que: não consigo ficar muito tempo parado, e geralmente quando isso acontece, eu acabo fazendo alguma merda sem querer…

Embora eu já tivesse apanhando o suficiente para saber como lidar com aquela criatura cruel e ignóbil que estudava comigo, meus instintos nerds aliados a minha patetice natural me levaram a transgredir uma das minhas principais regras: nunca tente argumentar com o Renato.

-Nós poderíamos utilizar os animes para exemplificar a influência… –Calei-me ao sentir o olhar gélido dele quase me paralisando.

-Não quero a sua opinião.

Encolhi-me com medo ao mesmo tempo em que meu estômago se revirava em revolta.

Aquilo estava muito, muito errado…

-Nós somos uma dupla, se você não lembra. – Novamente caí na asneira de querer argumentar.

-Não por minha vontade. –Ele foi seco e frio, como de costume, sem perder, é claro, o natural tom de agressividade em sua voz já tão grossa pela ação dos hormônios que trabalhavam aceleradamente.

-Sua vontade não está em questão. O fato é que eu também faço parte, e além disso você está na minha casa! –Levantei a voz querendo pela primeira vez na vida me impor.

E justo para quem eu quis me impor! Talvez em algum momento de devaneio eu tenha chegado à conclusão de que Renato não era nada sem a desprezível corja que o acompanhava e o admirava. Li em algum livro de psicologia que a agressividade é um aspecto que costuma indicar insegurança, e se Renato era inseguro, provavelmente não me atacaria sem estar em seu costumeiro grupinho.

Grande bobagem…

E com isso eu quebrei outra preciosa regra de sobrevivência: jamais levante a voz para o Renato.

Ele se ergueu de supetão, e sem que eu pudesse sequer pensar em me esquivar dele, seus braços fortes me alcançaram e me empurraram com força. Caí sobre o colchão com os olhos arregalados, tentando a todo custo compreender o que estava acontecendo. O peso dele estava sobre mim, e dessa vez ou notei mais do que nunca o quanto ele era maior que eu.

-Cala a boca… –Ele sussurrou raivoso bem ao lado do meu rosto. Sua voz mais parecia o rosnado de algum animal, e eu pude sentir seu hálito em minha bochecha. Aquilo me deixou mais do que assustando, e desesperado eu tentei sair debaixo dele.

Não consegui.

Eu era realmente fraco…

Minhas mãos estavam presas acima de minha cabeça, e minha garganta era levemente apertada. Senti uma grande vontade de tossir, mas não consegui. Minha respiração se achava mais difícil do que nunca. Em pouco tempo, tudo ao meu redor começou a girar e minha vista começava a escurecer.  Eu piscava desesperadamente para conseguir enxergar alguma coisa, mas tudo que vi foi a fúria nos olhos daquele garoto.

Mergulhado em aflição, eu apaguei.

Eram coisas simples. Pequenas coisas mesmo, mas que naquele momento pareciam fazer valer cada um dos cortes nas minhas pernas.


Written by Samila Lages in: Contos,Pequenas coisas,Samila | Tags: , ,

51 Comments»

  • Lord Jessé says:

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    Excepcional Samila.
    -
    O principio, quando falava do corte e do sangue correndo, foi muito bom. Muito bem descrito, e passou as emoções do personagem.
    -
    Realmente muito bom.

    • Samila says:

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      Eu acho esse início desse cap muito forte, mas muito realista
      que bom que gostou, Lord =D

  • Andrey Ximenez says:

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    A descrição está boa. Mas decaiu um pouco. Principalmente pq foge um pouco da realidade em alguns pontos.
    -
    Vamos ver a continuação.

    • Samila says:

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      em que aspecto foge da realidade, Andrey?

      • Andrey Ximenez says:

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        As reações de Renato, Samila. Vai por mim, está fugindo da realidade.

        • Samila says:

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          sério? ._.
          Para mim foi bem real…. ._.

          • Lord Jessé says:

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            Eu tbm achei bem real.
            -
            Não achei que foi exagero.

          • Andrey Ximenez says:

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            Vai por mim. Convivi com maloqueiros e valentões boa parte da minha infância. Sei o q estou dizendo.
            -
            A narrativa ta boa e coerente. Mas as reações dele, embora bem expressas, não condizem com a realidade.

          • Samila says:

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            Eu tb convivi, Andrey… e pelo menos com a realidade que eu vivi, está condizente sim… ._.
            *menina que já teve um pulso quebrado*

          • Samila says:

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            acho que vai ficar mais facil de aceitar as reações o renato quando se explicar um pouco da vida dele…

          • Andrey Ximenez says:

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            Kkk
            -
            eu entendo Sammy. mas qnd digo q convivi, digo… convivi mesmo, com a nata sabe. Lado a lado, como inimigo e como amigo. POr isso consigo entender bem a mente deles e certas coisas q eles possam vir a fazer.
            -
            Mas se o meu conceito de realidade é diferente do teu, bom ai é complicado neh. Pra mim não trouxe substância. Mas eu não posso, e não estarei, certo 100% das vezes tb.

          • Samila says:

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            =*
            O importante é que eu te adoro =*

          • Andrey Ximenez says:

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            *_*

  • Franz Lima says:

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    Aí, Mano. Firmeza? Se liga, dom. O bagulho é louco e a disciplina é consciente, certo? Qualquer treta, a genta chama os truta pra firmar, certo?

    Samila e Andrey: cada um tem uma realidade diferente. Não há um manual para a malandragem. Cada Estado tem suas peculiaridades. No Rio, onde moro, o “bagulho é sinistro” rsrsrs.
    Mas valeu pelo diálogo de vocês. Ficou show de bola.
    P.S.: estou lendo o conto para comentar, porém não resisti a esta primeira observação.
    Valeu… :)

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      Ai irmão, melhor tu não si meter no x1, sinão o bagulho vai embaçar pra teu lado, tu vai comer pipoco e a chapa vai iskentar pu teu lado. Miu Gral.
      -
      Nã… tche… qnd eu falo de malandragem eu digo pelo consciente, não pelos tipos de malokeiro. Ta fora da realidade algumas atitudes do Renato, q por mais q o cara seja emcapetado não faz sentido algum.
      -
      =]
      -
      Mas é akele negócio, sobre politica, religião, futebol e renatos, nunca se seja chega a alguma conclusão
      xD

  • Franz Lima says:

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    Samila, mais um trabalho primoroso. Quantas crianças e jovens não passam por isso todos os dias?
    Gostei da influência e do medo exercidos pelo torturador. Ele conseguiu entrar e dominar o garoto em sua propria casa.
    Enfim, um ótimo conto.
    Parabéns.

    • Samila says:

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      MUITO OBRIGADA, Franz! Que bom que gostou!
      çççç
      Sim sim, acontece mesmo… e muito…
      E a coisa ainda piora, vai por mim…
      O renato é um saco muito especial. Ele não é do tipo que se intimida fácil, não é do tipo que só age com a presença de um grupo. É um líder nato, inteligente, seguro de si, estrategista e frio… seria um grande anti-heroi, se não fosse um vilão…
      Mas é claro, também tem seus pontos fracos…
      Ahhh…
      tenho que escrever, escrever! ç_ç

  • Vinicius Maboni says:

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    Muito Bom Samila!!!
    impossiel não gostar dos seus textos.
    Parabens, segue muito bem.
    A proposito, o Renato pode ser atropelado? odeio ele.
    kkk

    • Samila says:

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      Nhaii!
      obrigada!
      e bem… eu o odeio, Tonny o odeia, nós o odiamos… hum….
      Mas atropelamente seria pouco demais, não? XD

      obrigada por ler e comentar, meu querido!

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      Está aí um cara que merece ir na casa do Jigsaw! Eles fariam uma ótima dupla!

  • Thainá Gomes says:

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    Pra mim que nunca convivi com maloqueiros pareceu bem real.*-*

    • Samila says:

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      Para quem conviveu com um semi-sociopata, tb tá… xD
      ahuahaa
      obrigada, my dear =*

  • Asami says:

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    Acendam pelo amor de Deus uma fogueira! Renato merece morrer queimado agonizando por seus pecados! Mesmo assim a sou obrigada a admitir que o acho muito foda :( Depois que li esse cap, minha horrível atração por maus elementos foi novamente despertada, ou seja, eu odeio Renato e amo Renato. Ah Samila, viu o que você fez comigo? Fora essa confusão que Renato a contra-gosto causou em minha mente, adorei a continuação. Cada capítulo dá uma sequência ainda mais eletrizante ao último e sempre, sempre surpreende.
    _
    Adorei a descrição psicológica inicial do Toninho, dei de ouvir um gothic metal na hora e entrei no clima, quase chorei… parabéns Samila, muito bom :D

  • Andrey Ximenez says:

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    Eu gosto do Renato.
    -
    Gosto mesmo.

    • Thainá Gomes says:

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      Eu queria saber os motivos pra alguém gostar de um cara tão violento como ele,eu não gosto dele nem de longe.

    • Asami says:

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      God, não imaginava isso Andrey… meu caso e o do Renato é que ao mesmo tempo que eu detesto maloqueiros eu sinto por eles uma espécie de “paixão”, vá entender, mas não quer dizer necessariamente que goste deles. Renato é muito cruel, se não fosse até que talvez eu o achasse legal.

      • Samila says:

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        estou vendo que em breve o Andrey vai odiar Renato, e acho que gente que odiava, vai gostar dele…
        eu acho…
        mas bem, odeio o Renato também XD
        mas a gente acaba gostando dele assim como gosta do Hannibal e de outras vilões ‘fodas’
        coisa assim, eu acho

        • Asami says:

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          Ele realmente é foda, mas eu creio que continuarei em cima do muro até que você me empurre de lá :D

        • Andrey Ximenez says:

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          Acredito que vou continuar gostando. A resposta por eu gostar dele é por q está óbvio q ele tem algum “problema”. Ou seja, ele é um fudido q precisa descarregar suas frustações no mundo. Bacana. Gosto disso, até pq sei q o desenlance vai ser agradável de alguma maneira.
          -
          O fato de ele se portar como um filho da put* não muda a essencia dele.

        • Lord Jessé says:

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          O renato é como a Ster.
          -
          Odiamos e amamos ao mesmo tempo. :D

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    Saiu antes do 3! :o

  • Patch. says:

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    Parabéns Samila! Muito bom o Conto.

    Mas concordo em parte com o Andrey. O arquétipo do maloqueiro ficou bem expresso. Mas talvez bem expresso até demais. Tipo, maloqueiros “reais” costumam usar escárnio, sacanenar por prazer e repetir as mesmas piadas num loop cognitivo. O estereótipo do valentão cheio de ódio parece coisa de filme, pois é bem mais raro (mas nem por isso menos interessante)

    -

    De qualquer forma, aguardando continuação pra saber a verdade e pra saber se falei alguma merda.

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    Samila, tem muita coisa aqui e eu não sei porque, mas pensei que ia fluir mais fácil. A primeira parte é meio “louca”, mas muito boa. Adorei, apesar do tom suicida e sanguinário. Parece meio levado ao autobiográfico… Distúrbio de Déficit de Atenção…
    A segunda parte pareceu-me patinar um pouco. Espero que o Renato mostre um lado que me pareceu despertar aos poucos por aqui… Vamos ver.
    Em termos de escrita, me incomoda a concordância de “você” e “tu” na mesma frase. Pode ser coloquial, mas me incomoda em textos escritos.

    • Samila says:

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      Muito obrigada, Elcio.. sabe com sua opinião é importante. e bem, eu não gostei dessa segunda parte… mas acho que vai melhorar..
      tomara XD

      sobre a concordância… incomoda a mim também, mas eu coloco por serem garotos, e realmente ser uma conversa coloquial…

  • Ana Bourg says:

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    Acho que essa foi uma das melhores cenas sobre tentativas de “suicídio” que já li. Não ficou forçado, não ficou “emo”, mas sim realista e doloroso: a dor do personagem é compreendida e bem explicada. O fato da autora ter um modo sutil e delicado de escrever contribuí muito para criar uma atmosfera sombria, triste, porém agradável de se ler.

    Achei interessante a reação do Renato. Você está desenvolvendo bem o sujeito problemático com mania de “reizinho”. Acho que “medo” é um ponto essencial ao se falar de bullying: cada vez que a vítima deixa de fazer um trabalho, passar no pátio do colégio ou ir ao pátio do colégio, é como uma concessão de vitória ao comportamento cruel dos colegas.

    Estou gostando muito de ler essa história e mal posso esperar pelo próximo capítulo.

    • Thainá Gomes says:

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      eu me sinto assim quando estou andando pela escola sempre com desconfiança e medo.

      • Samila says:

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        Exato! essa paranoia que toma conta da vítima, a certeza de que tudo vai dar errado a qualquer instante, e essa certeza é a vitória deles! Fico muito feliz que estejas gostando, sabes como a sua opinião é importante para mim, my dear!
        e bem, sobre essa cena inicial, foi uma das que eu mais gostei de escrever na vida! fico contente de agradar através dela

  • Tomás Kroth says:

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    Eu concordo com alguns comentários expressos, o valentão talvez tenha ficado sessão da tarde demais… Tu quis exagerar e talvez o tenha feito em excesso. A fluidez do conto está perfeita, escrito magistralmente, mas realmente, acho que o Renato foi um pouco exagerado.

    Esperando pelos próximos ^^

    • Samila says:

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      Bem, eu achei esse valentão até light, sabia? Poucos files de sessão da tarde sabem o que esse povinho legal da escola é capaz de fazer… Mas opiniões são opiniões e eu respeito todas elas =D
      Mas bem, vamos ver o que acontece nos próximos caps… (‘vamos’ pq nem eu sei!)

  • Ana Bourg says:

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    *mais um review*
    Eu sei que Nirvana é meio “páia” (eu gostava bastante quando tinha uns 14 anos, dai passei a ouvir metal), mas relendo a primeira parte do capítulo (a cena dos cortes, até “A auto-mutilação é algo comum…”) eu não conseguia não lembrar de uma música chamada “You Know You’re Right” – Independente do Kurt Cobain ter sido genuíno ou não no que escrevia, entre o refrão e os versos dessa canção a palavra “pain” (dor) é repetida várias vezes e é repetida uma última vez no fim da letra numa entonação sofrida (e um tanto pegajosa) que dá a entender realmente o significado da palavra. O negócio é que eu fiquei com esse pedaço da música na cabeça (e olha que já faz bem mais de um ano que não escuto) e acabou saindo como uma background music para esse trecho da história.
    Realmente gostei muito, muito mesmo, de “Pequenas Coisas”. É muito difícil não fazer um certo tipo de conexão emocional com esse texto.
    Você escreve muito, muito bem mesmo. :)

    • Samila says:

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      Acredita que eu nunca ouvi essa música? Assim que chegar em casa, vou procurar! Que bom que gostaste, minha querida! eu respeito muito, muito sua opinião… e fico triste por não ter escrito ainda a continuação dela… acho que preciso do humor certo para fazê-lo =/
      Obrigada mais uma vez, amore!

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