Rumo
Escritor: Franz Lima

As luzes ofuscam minha visão, enquanto dirijo até meu lar. Sinto as pálpebras pesando, mas estou feliz. Feliz por ter acabado tudo, feliz por não ter começado com isso.
Sinto os olhos lacrimejarem, efeito do sono por não ter dormido há dois dias. Mas quem precisa dormir?
Sacudo a cabeça para espantar o torpor da sonolência. As placas à minha frente estão embaçadas. Com o antebraço, esfrego os olhos e continuo a dirigir.
Logo, muito logo, estarei em meu destino…
Mais dois minutos dirigindo e estou em uma grande avenida. Mesmo a esta hora (quase três da manhã), o fluxo de carros é grande. Afinal, esta é a “grande” São Paulo, não?
Acelero, motivado pelo desejo de chegar rápido. O velocímetro indica algo em torno de 120 quilômetros por hora. Boa velocidade, penso.
Uma pequena coisa me chama a atenção. Hoje, quase todos os carros estão com películas escuras nos vidros. Muitos dizem que é por proteção, porém a realidade é que elas servem mais para isolar nossa intimidade de outros ao redor. Hoje, vivemos como em uma ilha. Vivemos isolados no carro, no trabalho, no shopping, em casa e em centenas de outros lugares e situações. Isolacionismo é a palavra de ordem. Isolar e sobreviver são as metas atuais.
Sinto um certo desprezo por isto e uma melancolia forte se abate sobre mim. Quantas pessoas morrem em função de tanto isolamento? Quantas pessoas continuam estranhas entre si por causa desta política, deste modo de vida tão mesquinho? Acho que não gosto de compartilhar destas opiniões, mesmo sabendo ter tais atitudes, vez por outra.
Interrompo meus pensamentos por um clarão vindo do farol de um caminhão. Minha visão, já nublada, quase se torna nula. Mais uma lágrima escorre pelo meu rosto.
E logo, muito logo, estarei em meu destino…
Olho para o banco de trás e vejo as pessoas mais importantes da minha vida. Lá estão minha mulher, meu filho e minha filha. Todos lindos. Todos silenciosos.
Claro, o que poderia esperar além do silêncio deles? Hoje não foi um bom dia. Hoje não conversamos direito. Hoje, definitivamente, vivi um dia ruim, muito ruim.
Briguei com Cláudia, minha mulher. Desprezei Jonas, meu filho, que só queria brincar, nada mais. E, por fim, magoei Clarice, minha pequena e linda bonequinha, apenas por estar ocupado demais para lhe dar atenção. No fim, todos queriam apenas atenção e, agora, eu vou lhes dar toda a atenção merecida.
Percebo, pelo retrovisor, que Cláudia está acordando. Também, com tantos solavancos, é impossível permanecer dormindo (cinco comprimidos de Diazepam 20 mg dissolvidos e espalhados na comida, deram conta do recado, certamente até agora). Não quero que ela veja. Não quero que ela se magoe mais.
Fico calmo quando percebo-a retomando o sono. – Graças a Deus, penso em voz alta.
E é aí que avisto meu destino… é aí que avisto nosso destino.
Acelero, saindo da avenida, e subo um grande viaduto. Olho novamente para o velocímetro e estou a mais de 140 quilômetros por hora. – Devem ser suficientes, concluo.
Abruptamente, guino o carro em direção a murada. O choque é muito violento e vejo meu filho passar entre os bancos do motorista e do carona, chocando o rosto contra o pára-brisa. Meu pescoço estala e sinto um torpor agonizante. O frio toma conta do meu corpo, enquanto o corpo de Jonas cai em meu colo, tomado pelo sangue e, paralelamente, o carro começa sua queda no abismo.
As coisas acontecem com muita rapidez. Percebo, instantaneamente, que o garoto está morto. No banco de trás, não consigo ver muita coisa, tamanha a confusão com os corpos de Cláudia e Clarice. Meus óculos sumiram e o mundo fica, brevemente, de cabeça para baixo, enquanto o carro gira no ar. Vejo o concreto da rua se aproximando… ouço gritos… sinto o gosto do sangue em meus lábios.
Enfim, divago, chegamos ao nosso destino. Rápido e definitivo. Definitivo.
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Forte, sombrio, assustador…
Uma narrativa psicótica e claustrofóbica.
Taí… Gostei!
Obrigado, Sara. Estou com outro trabalho em pauta. Aguardo sua avaliação. Abraços.
Guns, quando puder, acrescente a imagem destinada ao conto. Obrigado pela publicação.
Att
Franz.
Aaa sim, é nesse aqui que você enviou a imagem por e-mail, vou tentar colocar ela ainda hoje!!
Valeu, Guns. O visual da imagem irá dar mais ênfase ao texto. Mas cadê seu comentário??? Gostou do conto? Abraços.
A imagem só entra qnd ele sai da agenda Franz.
-
Kra… gostei… não me decepcionou a espera… O conto tem mts pontas soltas, q nos obriga a tentar ligar os pontos para um total entendimento.
-
Gostei, embora esse estilo não me agrade. Mas mt bem aplicado.
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=]
Quer motivo maior de orgulho que esse? Só o fato de ter a atenção de alguém tão sincero já é motivo de vitória. Obrigado pelo comentário… Sucesso, brother.
Por td sua capacidade de critica ja sabia q não viria algo fraco, não me enganei.
Sucesso para todos nós, brother!
Hehehe.. na verdade, se a pessoa enviar uma imagem junto, eu já coloco na hora
–
só não espalha isso! o.o
Tenho de concordar, este conto é muito mais poderoso que o Visitante. É intenso, a descrição final termina abruptamente, exactamente como o próprio choque, e pareceu-me descobrir parecenças na aceleração da narrativa e do carro, que demonstra uma mestria de estilo impressionante.
Muitos parabéns Franz, este é o melhor texto de ficção paranóica (se estiver a classificar bem) que alguma vez li.
Realmente, Atmard, este é um conto de impacto, com o perdão do trocadilho. Contudo, em breve, trarei outros mais chocantes, densos e sinistros que este.
Fico muito feliz em receber um elogio de tão elevado grau de um escritor e leitor como você. Espero continuar agradando a todos…
Abraços.
Franz.
Enredo intenso e de grande impacto, narrativa frenética, sombria, enérgica… fim surpreendente e trágico, enfim, seu conto ficou maravilhoso. Parabéns Franz!
O ego deste humilde e pretenso escritor ficará muito inflado rsrsrs. Asami, grato pela crítica favorável e sincera. Espero estar sempre trazendo materiais de qualidade para você e os outros leitores.
Valeu…
Quando puder, dê uma passadinha por meu outro trabalho: Visitante. Não é algo tão intenso, pois o fiz muitos anos atrás. Mas é algo de que me orgulho.
Até lá…
¬¬…. maldito franz. Maldito!
-
quase choro aki. muito bom o texto
-
maldito Franz, Maldito!
Honestamente, esta foi a reação mais legal que já vi rsrsrsrs.
Israel, obrigado pelo comentário e por sua presença no rol dos leitores do meu texto. Valeu mesmo.
Abraços e muito sucesso, meu amigo!
O conto foi a 140 km/h, muito foda, história no estilo para o dia de sexta-feira 13.
Realmente, Bruno, o conto veio a calhar com a sexta-feira 13 rsrsrs. Vou por em pauta outros trabalhos de igual teor (até por que não consigo escreve em outro estilo) em breve.
Sou grato por seu comentário…
PQP!
Caramba, cara! sinistro!
muito bom!
inesperado!
ah!
sei lá, me deixou sem palavras!
ah…
Samila, deixar você sem palavras é algo, no mínimo, capaz de me deixar orgulhoso. Saiba que seus trabalhos também são ótimos (como já comentei) e, por isso, fico feliz em lhe trazer esta sensação com meu conto.
Grato… e muito sucesso para todos que aqui escrevem.
Tens um e-mail que estejas disposto a enviar-me? Eu tenho um projecto para o qual te gostava de convidar, e dava jeito. Se estiveres disposto, podes mandar um e-mail a avisar para aqui: erik.u.atmard@gmail.com
É lendo recados assim q eu realmente acho fantástico esse sotaque de Português
-
=]
Diferente, realmente, mas é legal. Agora imagine um carioca conversando com uma pessoa de Manaus ou do Rio Grande do Sul(como já aconteceu comigo)? A comunicação fica bem engraçada e difícil…
Regionalismos em um país continental.
Sim… certeza… inclusive pq meu pai é carioca, minha mãe gaúcha e eu nasci em são paulo =]
-
Mas sou gaúcho u.ú
-
Mas é bacana mesmo. Na faculdade eu ja tive q entrevistar umas portuguesas, foi uma das coisas mais legais q eu ja fiz na minha vidinha academica
=]
Atmard, é com muito orgulho que recebo este seu convite. Estarei enviando neste momento um e-mail para você. Espero realmente fazer jus a tal empreitada. Desde já, agradeço.
Franz.
P.S.: caso o e-mail não chegue por qualquer problema, o endereço é hommanoff@gmail.com
Atmard, sei que estou devendo uma resposta para seu convite (aliás, já aceitei), mas tive alguns contratempos. Hoje à noite irei reler tudo e, com base nisto, dar sequência ao projeto.
Mais uma vez agradeço tão elevado prestígio.
Att
Franz.
Ué gostei. Mas ele ta sonhando, pq escreveu o conto depois! =D
-
Gostei gostei. Muito Bom meu velho, muito bom mesmo!
Atreus, quem está agradecido sou eu. É ótimo ter este tipo de retorno de pessoas tão bacanas quanto você. Em breve colocarei novos (novos mesmo) trabalhos no ONE.
Abraços e muito sucesso, amigão.
Nossa não estou acreditando até agora,que o cara fez o que fez,impressionante.
Thainá, fiz esse conto com base em alguns relatos (verdadeiros) de suicidas. Como escrevo com temas geralmente voltados ao horror, nada mais justo que estudar sobre aquilo a que me proponho expor. Reações como a sua dão um ânimo extra a quem escreve.
Obrigado…
Muito legal Franz. Gostei da forma que tu contou a história e gostei do final. Desde um pedaço do conto eu torcia por esse final(estranho isso? ahhusasa).
Não senti a necessidade de saber os motivos para o cara fazer isso.
Acho que o final acaba suprimindo um pouco os “fios soltos” que comentaram aí em cima.
Parabéns
Bem, Rodrigo, eu não consegui também ver a necessidade de explicação para o homicídio da família. Acho que o desespero e o medo de perder a família durante o transcurso da vida são motivos fortes, pelo menos na mente do pai.
Obrigado pelo comentário.
Triste vida desgracada desse personagem. Gostei do conto, da idéia dele. Mas ainda estou a pensar se gostei muito da sua narrativa, ou não.
–
Pode ser só estilo, mas talvez falte pratica.. não sei. Quero ler mais um conto seu Franz para ter uma opnião concreta sobre sua maneira de escrever!
Well… Guns, eu tenho vários estilos de escrita. Tenho mais ou menos uns cem contos, quase em sua totalidade voltados ao horror. Este foi trágico em sua conclusão, sem dúvidas. Porém tenho outros de tons mais escuros, voltados ainda mais ao mal.
Aqui, simplesmente, eu quis expor a que ponto um homem é capaz de chegar por causa de um temor. E que temor seria este? O medo de perder aos poucos a família. O medo, ainda maior, de ser o último a morrer. Desta forma, movido por tal sentimento, ele resolve acabar com a vida de todos e, quem sabe, manter a união familiar… ainda que na tragédia.
P.S.: já leu o outro conto chamado “Visitante”?
Quanto à prática, tenho certeza que ela ainda será construída, edificada com a ajuda de vocês. Obrigado pela sincera opinião, amigo.
Sucesso…
Eita.. não falei mal do conto… !!!!
–
Só estou tentando entender se gosto do estilo de escrita ou não. =o
Opa, foi mal… Não quis deixar a impressão que fiquei chateado com o comentário. Nada disso.
Aliás, Guns, aqui a sinceridade é uma das melhores características dos componentes do ONE. Sem isso, seria algo como “eu o elogio”-”você me elogia”. E, nós sabemos, isso jamais irá ocorrer com qualquer escritor, por mais famoso e bom que seja.
Aqui é minha casa, amigão. Não se importe jamais em ser sincero.
P.S.: não esqueça de me dizer se gostou do estilo ou não. Valeu!!!
–
mas eu não falei mal … hehehe
Tudo ok, meu amigo. Você e todos daqui estão em meu coração. Descobri um lar para as palavras que não se calam em minha mente. Descobri o ONE.
Bom saber que as minhas reações são produtivas.
Foi como eu disse acima para o Guns. Todos os que leem e analisam nossos trabalhos, seja positivamente ou não, fazem parte de nosso aprendizado e aprimoramento. É muito legar ter esse feedback por parte do leitor, pois temos a sensação do dever cumprido.
Bravo!
>
Admito, tive que reler. Enfim um ótimo texto. Quase sem erros, curto, eloquente. Destaque para a maneira como você usou a gradação, indo e voltando, enquanto intercala explicações que esclarecem o feito.
>
“agora, eu vou lhes dar toda a atenção merecida” – nessa parte já se percebe a intenção. Não seria surpresa e nem acidente. Só estranhei a mulher não reclamar da velocidade (elas sempre fazem isso).
>
Em alguns lugares caberia ponto, o que iria reforçar o impacto do texto (sem trocadilho), mas nada que atrapalhe o todo. É o seu primeiro trabalho que leio Franz, mas já conseguiu o segundo lugar na minha lista (Samila/Franz/Israel/Vitor).
>
Com certeza vou ler seu outro texto e deixar um comentário. Parabéns!
nota mental: matar samila e o franz
-
¬¬
Como diria Rorschach em Watchmen: não sou eu que estou preso com vocês. Vocês é que estão presos comigo.
Ha ha ha ha ha ha…
Hehehe… nada como uma disputa saudavel.
Vamos pensar da seguinte forma: somos gladiadores que lutam com honra. A vitória e a derrota são o resultado direto da forma como lutamos.
Aqui, felizmente, todos são ótimos lutadores. Aqui há honra. Aqui há pessoas que querem sobreviver… e mostrar para o que vieram.
This is Sparta!
Ad sumus.
Israel, quando puder me contacte pelo email: hommanoff@gmail.com. Será bom tirar da gaveta o projeto Colectiva…
Att
Franz.
Façam o que quiserem, mas quando estiver avisem ok?
Passem bem,
Atmard
Hioto, o simples fato de me incluir entre estes ícones do ONE já me deixa por demais satisfeito. Estou fechando um novo e inédito trabalho para publicar. Afinal, escrever para um público tão seleto é uma honra.
Grato, amigo.
Muito sucesso…
Franz.
Muito bom!
Escrita fluente e de facil leitura, tá de parabens!
Gosto do estilo.
Valeu, Vinicius… sei que é um estilo pesado, onde nem sempre o final é agradável, mas é como gosto de mostrar o mundo: cruel e real.
Abraços.
Qualidade excelente. Costumo ser o chato que só aponta os defeitos, mas nesse caso tenho que admitir. Muito bom mesmo!
Mais um motivo para me orgulhar: um elogio seu. Obrigado pela leitura e pela sinceridade. Abraços…
Ai pé-de-chumbo, chegou onde queria!
-
Bom conto Franz.
-
Ainda não tive a oportunidade de ver seu outro conto, mas logo vou ler.
Pé-de-chumbo? rsrsrsrs. Jessé, com a ajuda e a crítica sempre sincera de vocês, vou chegar ainda mais longe. É muito bom ouvir a opinião dos amigos. Valeu
Disponha
Sinistro! *_*
muito inesperado,me prendeu até o ultimo segundo.
Que bom tê-la comentando meu texto, Peregrina. Bons comentários fomentam o instinto de criação. Estou com um novo texto para publicar em breve… ainda mais sinistro.
Bom conto ,mas com o final muito previsivel…
Entendo, Merrick, mas apesar da previsibilidade, o que eu quis passar não foi a surpresa no final. A intenção é descrever os momentos finais de uma família. Momentos provocados pela insanidade de um pai desesperado.
De qualquer forma, obrigado pelo comentário e, se puder, dê uma olhada em meu outro conto: Visitante.
Abraços.
Muito bom. Gostei. Um conto muito bem escrito, que envolve quem está lendo.
Obridado pela leitura e o comentário, Lucas. Com o apoio de vocês, estarei escrevendo muito mais. Valeu…
Rapaz, este foi foda, principalmente para mim que sou pai de familia, muito impactante, FODA mesmo!!!! Parabens Brother, parabéns mesmo!
É como já disse acima, amigão, o desespero e a vontade de permanecer junto aos seus foi o motivo que o levou a tomar uma decisão tão radical. Coisas da vida…
Thanks for your comment
Nota comemorativa: três textos publicados e dois entre os mais comentados. Obrigado a todos os que acompanham meus trabalhos e os dos outros escritores. Isto é gratificante.
Voltei a ler os contos e poesias e, principalmente, a escrever. Aguardem…
mt bom! interessante estar dentro da cabeça do cara, entender suas “viagens” e etc num momento assim. meu favorito dentre os 3.
Obrigado pelos comentários, Diego. Esse feedback por parte dos leitores é de vital importância para aprimorar os escritos (passados e futuros).
Tenho certeza de que já comentei por aqui meu amor claro pela temático do suicídio, então não é de se admirar que tenha gostado bastante do texto. O cara é doente, matou todo mundo. Na verdade, ser “doente” (mentalmente falando, obviamente) foi a razão que encontrei para o assassinato dos familiares… Se existe outra razão implícita no texto, falhei vergonhosamente em encontrar!
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A expressão: “logo, muito logo…” me incomodu demais, tenho de dizer. Soou estranho demais! talvez se tivesse escrito “logo, muito em breve…” eu teria gostado mais.
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Em outra parte vc diz que “uma melancolia forte se abate sobre” o cara, mas nenhum significado de “abater-se” parece se encaixar aqui, para ser sincero… “cai, “é derrubada” ou, melhor, “a melancolia abate-me fortemente”… não sei, só sei que não soou bem.
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Outra parte que me incomodou foi “interrompo meus pensamentos por um clarão”… não ficaria melhor “meus pensamentos foram interrompidos por…” Quero dizer, foi o clarão quem os interrompeu, não? Vc tê-los interrompidos por causa do clarão não é errado, só parece menos plausível gramaticamente falando.
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Eu adorei o fato de vc ter escrito o conto no presente do indicativo! Acho muito interessante este tipo de construção literária e não o vejo com tanta frequência. O que dá um ar consideravelmente exótico ao escrito.
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Lembro-lhe que minhas opiniões são de um leigo leitor apaixonado e não de um especialista. Assim, vc pode tanto dar-lhes algum valor enquanto vindas de um leitor seu quanto desconsiderá-las completamente por falta de substância teórica.
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O balanço final foi positivo, lógico. Vou continuar contemplando o porquê de o cara ter feito isso ainda por algum tempo, então vc alcançou seu objetivo e a leitura teve efeitos! Parabéns!
Antonio, o simples fato de o conto ter abalado você, já é uma vitória. As dicas serão avaliadas com a devida atenção e, certamente, as correções serão feitas…
Obrigado por analisar com tanto afinco meu trabalho. Opiniões sinceras, positivas ou não, são extremamente valiosas.
Abraços.
Cabra safado, matou os meninos por causa de quê?! :@
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Quando a história é boa, dá gosto analisar. Se for apenas razoável, basta dizer se gostei ou não.
Ok, meu brother. Obrigado pela análise honesta e detalhada. Como disse, vou avaliar e corrigir as pequenas falhas.
Concordo plenamente que a atitude do indivíduo é doentia, mas influênciada. E o tom melancólico nas palavras dele nos faz entender seus motivos, apesar de racionalmente rejeitar-mos a atitude. Triste, trágico mas possível. Sem dúvida um texto muito bem escrito com conteúdo que merece ser comentado de forma aprofundada por sua carga psicológica. Abraço!
Del, agradeço demais por dispor de seu tempo para ler e comentar meu trabalho. Estou reescrevendo meu conto para a coletânea “Cassandras” e quero que ele tenha a mesma carga psicológica que esse. Um grande abraço e muito sucesso…
Franz.
Maravilhoso!
Gostei do seu estilo Franz, é macabro, assustador, o meu favorito *-*
Vou ler sempre seus contos agora
Priscilla, muito obrigado pelo comentário gentil. Fico feliz em agradá-la com meu estilo de escrita. Em breve sairá meu livro, aguarde.
Valeu…
Ótimoa notícia! Vou ser uma das primeiras fãs xD
Valeu mesmo. Sinto-me lisonjeado. Bjs.
Desenvolver um texto com indagações e constatações do meio em que vivemos e de nossas próprias atitudes é um bom meio de chamar a atenção do público, visto que constantemente nos pegamos fazendo isso em nosso dia a dia.
Sem dúvida um bom conto!
Obrigadão, Thiago. Gosto muito de escrever sobre os problemas do nosso cotidiano, principalmente aqueles que nos levam ao extremo, à perda total da consciência sobre o que se faz.
Abraços.