A cama de três pernas e dois tijolos
Escritor: Israel Duarte

João. Pobre João.
Uesley era seu segundo nome. João Uesley. Viveu vinte e quatro anos, sete meses e três dias. Pobre rapaz. Vida sem graça, morte trágica. Não foi rico, não foi feliz, não teve amigos, não teve a sorte de nascer com um rosto bonito, não teve educação, não foi abençoado com algum dom maravilhoso e nem teve uma boa família, na verdade nem teve uma família. Sua vida, basicamente, foi uma merda. Uma grande merda. Só uma coisa o separava do suicídio, o amor de uma mulher, uma jovem, sua namorada Monick. Ela era simplesmente linda. Linda, inteligente e doce. Nem o seu comportamento rebelde conseguia esconder o quão doce ela era. Parecia-se com uma adolescente da novela das oito, olhos claros, cabelos lisos e jeitinho de anjo capaz de fazer qualquer homem ficar de excitado. Ela sempre conseguia isso, todos queriam Monick. Às vezes nem percebia o que fazia com os homens, outras ela sabia muito bem o que era capaz e curtia a brincadeira. Sentia-se poderosa.
Foi numa dessas brincadeiras que ela conheceu João. Ele estava sentado só num bar imundo, bebendo alcatrão sem mel, quando ela chegou acompanhada de seu melhor amigo, Paulo. Como de costume todos olharam pra ela, como de costume ela não deu bola. Mas ela ficou curiosa com o cara que não olhou pra ela e não tinha pinta de gay. Ela ficou muito incomodada com isso e começou a bolar teorias mirabolantes que eram capazes de explicar a indiferença daquele rapaz. Casado, corno, míope, capado, brocha, cego, pensou em tudo e não conseguia tirar os olhos daquele vagabundo que bebia aquela coisa intragável como se fosse água mineral. Paulo começou a se incomodar com a situação, ele tinha um amor secreto por Monick. Na verdade, nem tão secreto assim, ela sabia e fingia que não. Afinal Paulo era o seu melhor amigo e um relacionamento carnal poderia ser o fim desta amizade.
Passados dois quartinhos de alcatrão João teve de ir ao banheiro. Monick estranhamente teve vontade de ir trinta segundos depois. O lugar era uma espelunca e só tinha um banheiro, os homens mijavam tudo e as mulheres faziam posições escrotas para não encostar naquela bacia imunda. João dentro, Monick do lado de fora contando os segundos para o “casual” encontro. Ele termina, abre a porta, olhos nos olhos, ele desvia o olhar e volta pra sua mesa sem lavar as mãos. Foi a cantada perfeita. Não aconteceu mais nada nesse dia. Mas Monick se tornou freguês VIP daquele boteco e sempre que podia ia pra lá na esperança de ver o infame João. A coisa toda foi evoluindo aos poucos, passos de tartaruga. Até o dia que ele se arretou e a abordou da forma mais grossa possível.
– O que tu acha de ir lá pra minha casa agora?
Ela topou no ato. A casa era uma merda, pequena, pintura descascada, geladeira cheia de ferrugem e a cama tinha três pernas e dois tijolos. Mas ela não ligava pra isso, só queria saber dele. Ele continuou calado, beijou-a, quase rasgou a sua roupa e jogou-a em cima da cama. Trepraram como um casal de coelhos a noite toda. Na manha seguinte, tratamento frio, poucas palavras e adeus seco. Ele realmente sabia do que ela gostava. Ela não conseguia tira-lo da cabeça. Ela continuou indo ao boteco, mas as idas ao banheiro não precisavam mais ser sincronizadas. Pra falar a verdade, o boteco era apenas o ponto de encontro, ficavam apenas alguns minutos lá. A festa se fazia na casa dele. A cena se repetiu por um bom tempo, a intimidade entre os dois foi crescendo e evolui pra um namoro. Ela apaixonada, ele simplesmente feliz por estar com uma mulher linda, inteligente e rica. Ninguém conseguia entender aquilo, alguns criticavam, outros elogiavam a coragem de assumir o relacionamento com alguém tão diferente, os pais dela simplesmente não aceitavam aquilo e Paulo morria por dentro só em pensar em sua amada nos braços de um cara como João.
Paulo conhecia bem Monick, sabia que qualquer tentativa de fazê-la mudar de opinião acabaria muito mal, então ficou calado. Seus dias foram ficando cinzentos, seu olhar distante e seu sorriso virou item de colecionador. Raramente ele via a sua amada, o máximo que conseguia era alguns minutos com ela durante o almoço e ela só falava em João. O ódio que Paulo sentia por João foi pouco a pouco aumentando e ouvi-la falar dele foi se tornando uma tarefa muito dolorosa. Certo dia ela não agüentou e pediu pra ela não mais falar de João pra ele. Ela ficou em silencio, entendeu a mensagem e não mais fazia questão de almoçar com Paulo.
A história de amor continuou. Com o tempo Monick começou a ter uma influencia positiva sobre João. Ele ficou mais sociável, arrumou um trabalho como motoboy. Depois de muita insistência voltou a estudar, curso técnico à noite, e seus instantes de lazer/prazer com sua garota foram ficando raros. Ela sentiu, mas aceitou a situação, a causa era nobre. Deixou de ser motoboy, arrumou um estágio na área que estava estudando. A casa foi ficando mais apresentável, a cama das três pernas foi trocada, a geladeira aposentada. Era o melhor momento da vida de João. Ele ria com qualquer bobagem. Ela foi a melhor coisa que aconteceu na vida dele, finalmente ele via isso.
Mas algo muito estranho acontecia com Monick, ela sentia falta de Paulo. Afinal eles são amigo desde os 12 anos, já tinha vivido muitas coisas juntos. Quando tinham 14 ela fez algo por Paulo que ele jamais irá esquecer. Ele era extremamente tímido com as garotas a acabou sendo o único garoto da turma que nunca havia beijado uma garota, virou motivo de chacota, ela quando o viu triste e isolado não pensou duas vezes, foi pra perto dele e deu-lhe o melhor beijo que pôde. Desde este dia ele não consegue vê-la simplesmente como uma amiga. Ela admira o jeito que Paulo trata as mulheres, dando atenção, presentes, carinho. Ela nunca recebeu nem um chocolate de João. Ela admirava o jeito que Paulo a tratava, sempre a postos, ombro amigo e era todo ouvidos quando ela precisava desabafar… ele estava fazendo muita falta. Ou seria aquilo frustração pela falta de tempo de João? Ela estava confusa demais para ter certeza.
Alguns meses se passaram, o tempo livre de João diminuiu, Paulo tentou seguir sua vida sem sua musa e ela que era tão firme em relação as suas decisões, começou a se questionar a respeito ao que sentia por João. Monick não estava mais feliz, brigas com João viraram rotina e saudades de Paulo apertavam seu peito. Pobre Monick, sofria só, sofria muito. E quando encontrou Paulo por acaso na fila do supermercado não se conteve, o abraçou com toda força e pôs-se a chorar. Ele não entendeu a situação, mas aproveitou cada segundo daquele abraço. Eles conversaram horas depois desse abraço e Paulo finalmente pôde ver nos olhos dela que também era amado. Foi o dia mais feliz da vida dele. Só não foi perfeito porque se lembrou de João, mas nem essa infeliz lembrança conseguiu tirar o sorriso do seu rosto. Paulo feliz, Monick aliviada e João empolgado, acabara de receber uma ligação para uma entrevista de emprego. Não um emprego qualquer, mas um que pagava quatro salários mínimos tinha um horário flexível, ou seja, tempo para cuidar de sua garota. Resolveu guardar para si esta noticia, não queria dar falsas esperanças a Monick, só diria quando assinasse a papelada.
Os pais de Monick logo notaram o brilho no olhar de sua garotinha estava de volta. Ficaram felizes e perguntaram à garota o que havia ocorrido. Ela falou do encontro que teve com Paulo. Um sonho estava perto de se realizar, eles secretamente sempre sonhavam em ver sua filha com Paulo, rapaz distinto, respeitador, inteligente e trabalhador. E logo após a garota terminar o relato, correram em direção ao telefone e conversaram com Paulo. Ele entendeu o recado, era hora de agir. Se programou para ir à casa dela assim que acordasse na manha seguinte.
Na manha seguinte João se acordou, montou em sua moto guerreira e se meteu no caminho da entrevista. Ele sentia que a vaga era dele, finalmente descobrira o que é confiança. Paulo, que quase não dormiu aquela noite, colocou sua melhor roupa, fez a barba e foi de encontro a sua amada. Ela continuava em seu quarto estudando pra uma prova que teria no dia seguinte. Quando João estava passando no bairro de Monick parou em semáforo e sentiu algo na sua barriga, era uma arma, um homem jovem a segurava. João desceu da moto sem tirar o capacete, o homem subiu, apontou a arma pra João mais uma vez e calmamente pediu o celular. Esperou o sinal abrir e partiu sem capacete e com um sorriso no rosto. João ficou lá parado, vendo sua moto se misturar ao transito caótico. Perder o emprego dos sonhos por conta de um assalto era demais pra ele, precisava desabar com alguém e a casa de Monick não estava muito distante. Ele decidiu ir andando.
Paulo apertou a companhia da casa, a pai de Monick o atendeu sorridente e disse que ela estava no quarto. Ele entrou, caminhou devagar, respirou fundo e bateu na porta. Ela disse “pode entrar”. Ele entrou. Ela sentada na cama, ele em pé fechando a porta. Ficam se olhando em silencio. Ninguém consegue falar, ninguém precisa falar. Paulo dá mais dois passos até a beirada da cama, se senta de frente a ela. Ela sente frio, começa a tremer e ele se sente seguro, sente que algo lá no fundo lhe da coragem para seguir com aquilo. Paulo se aproxima e dá o primeiro beijo em sua amada, desde aquele quando tinha 14 anos. Nos próximos minutos eles descobririam o que fazer amor significa. João chega à frente da casa e instante antes de apertar a cigarra lembra-se que o pai de Monick estava lá. A última coisa que ele precisava naquele momento era de um olhar atravessado, então ele preferiu ir à janela do quarto dela na esperança de encontrá-la. Encontrou, mas não do jeito que queria, ela vestia menos roupa do que ele queria naquele instante. O coração de João parou por alguns instantes. E quando voltou a bater, bombeava algo diferente de sangue, algo gelado e ácido, capaz de consumir o corpo em segundos. João não conseguiu falar nada, apenas afastou-se da janela e transtornado pôs a andar sem rumo. Foi a primeira vez em mais de dez anos que ele chorou.
Monick e Paulo conversavam na cama, faziam planos em futuro sem João. E o infeliz rapaz ainda andava, mas agora tinha rumo, iria para o bar. O mesmo bar no qual conheceu a miserável garota. Oito quilômetros de caminhada. O telefone de Monick toca, a empresa que esperava receber seu namorado pergunta se ele desistiu da vaga. Ela não sabia responder. A telefonista diz que era uma pena, pois João tinha sido indicado por pessoas influentes e sérias. Monick tenta ligar para João, telefone fora de área, por isso a telefonista ligara pra ela. Fica preocupada, o novo João jamais brincaria com trabalho, sabia que algo acontecera. João no bar se senta e conversa com o dono do bar.
- Quanto tempo João! Pensei que tinha virado crente.
- Nada Seu Carlos. Foi trabalho demais.
- Que bom meu filho. Trabalho é sempre bom. O que vai querer?
- Me dê uma meiota de alcatrão.
- Certo! Mas o alcatrão deu uma subida de preço nesses tempos que tu não tava bebendo.
- Quanto tá a meiota?
- Quatro contos.
- Quatro contos? Eu me fodo todo pra fazer um! Me manda uma meiota de cana mesmo.
João bebeu três meiotas naquela tarde. Monick que continuara conversando com seu amigo por horas, sente que deve ir à casa de seu namorado e descobrir o que aconteceu. Entra em seu carro e dirige com a cabeça sendo metralhada por pensamentos de culpa. O que diria a João quando o visse? Aquilo era o fim? Ela não sabia, ela não sabia de nada. Entra um homem no bar, João olha pra ele e o reconhece. “Um homem roubado nunca se engana” já dizia Chico. O homem não reconhece João, havia cometido o erro de não olhar nos olhos de sua vítima. Senta ao lado de João, pede a cerveja mais cara do bar e puxa assunto com João. Quanta cara de pau. Um telefone toca, o homenzinho enfia a mão no bolso e pega o celular que horas antes pertencia ao corno. Ele não conseguiu suportar aquilo, pediu licença e se retirou do bar. O que fazer? Passar em casa, pegar o seu revolver e matar aquele filho da puta, afinal tudo aquilo só aconteceu por conta dele.
Quando estava chegando lá, viu o carro de Monick estacionado na frente do seu mocambo, olhando direitinho aquilo ainda era um mocambo. Entrou e a viu sentada no sofá com a TV desligada. Ela se levantou e tentou abraçá-lo. Ele a empurrou de volta para o sofá. Ela ficou calada, olhos lacrimejantes.
-Vi você e Paulo, no seu quarto hoje de manhã…. Vá embora daqui e não volte – disse João olhando para a parede.
Ela chorou, chorou como nunca havia chorado antes, mas obedeceu e saiu. Ele ainda podia ouvi-la chorar lá fora quando foi no guarda-roupa e pegou seu velho 38. Esperou ela dar partida no carro e saiu a caminho do bar. Chegando lá, achou o homem, chegou bem perto dele e deu-lhe um tiro na barriga para causar dor e um na cabeça pra trazer-lhe a morte. João olhou para o dono bar, sorriu pela ultima vez e antes de apertar o gatilho da arma que estava apontada para sua fonte disse “desculpa pela bagunça Seu Carlos”. Mais ou menos naquela hora Monick cometeu o seu último erro, a sua mente transtornada trocou o pedal de freio com o do acelerador e seu carro entrou em um cruzamento. Lá um caminhão carregado de barro encontrou o seu carro. Ela não sentiu dor.
Paulo sentiu dor, muita dor. Os pais de Monick tiveram poucos anos de vida, tristes anos, eles se sentiam culpados. Eles eram culpados. Todos eram culpados. Paulo nunca mais tocou em outra mulher, todas o faziam lembrar de Monick. Alguns diziam que Paulo havia ficado louco, mas ele continuou a viver, cheio de mágoas como qualquer um.
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quem falar “novela mexicana” vai levar uma voadora on-line!
-
É… eu sei que a formatação não ficou legal.
¬¬’
Novela mexicana!
AHH… tu não vale. Como poderei mandar uma voadora on-line pra a minha “amiga”.
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é… texto grandes afastam os leitores do ONE, fato!
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esquece o que eu falei sobre a formatacao, acho que o guns deu um grau.. sei lá. Sei que ficou no ponto, agora
Israel, os textos grandes só afastam quando tem um conteúdo fraco. Sei que esse não é seu caso. O que me mantém sem comentar, neste momento, é uma viagem ao Rio. Mas estarei de volta na terça, comentando tudo.
Nota mental: ler e comentar todos os contos e poesias de cada autor.
P.S.: podem me cobrar.
=p Só estava tentando descobrir como é uma voadora online…eu devia ter colocado um pseudônimo.
Mas não é novela mexicana.
Pra ser falta o roteiro cheio de “fantásticas ironias do destino” que leva o(a) pobre mocinho(a) perfeito(a) ao final feliz padrão : casado(a) morando numa mansão circulado por filhos rosados, avos simpáticos, a empregada fofoqueira, o motorista discreto e o jardineiro caipira; Enquanto a governanta ou o mordomo apodrece na cadeia e a ex do cara, a vilã, num hospício.
=]O que não é o caso.
Bom, foi massa. Hehehe
eauheauheaea.. reação de quem nao gostou do final.
Novela Mexicana!!!
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brincadeira, mas pra ser novela mexicana, precisa o João ter dois nomes, tipo, Antoni Carlos, Pedro Geraldo, Afonso Alberto, Ricardo Valentin, Carlos Daniel etc. (repare como os nomes combinam).
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Mas falando serio, foi fodastico o que aconteceu com eles.
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Mas mesmo assim, ficou interessante, bem escrito.
Opa, Jessé! Feliz de ter agradado.
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faz tempo que eu escrevi isso.
li agora, peguei um monte de erros, sei lá… fiquei emcabulado com o texto. ele nao me agrada mais
É que eu raramente repara os erros de ortografia. Se analisar bem, não reparo nem nos meu. Meus contos estão sempre cheios de erros. Quem sempre me corrige, e que agradeço muito por isso é o Andrey!
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Ah! O titulo é otimo.
Hehehe. Eu nem reparo nisso, creio que o importante é o leitor entender. So que como eu num tava mais contente com esse texto fikei botando “gosto ruim”.
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O titulo foi uma gambiarra. Era “João Uesley”, mas achei que chamava pouca atenção.
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Os meus professores reclamam dos meus tropeços em vírgulas e pontos finais.
Bom texto. Uma tragédia cotidiana?
Eu gostei do tom de crônica policial, esse arzinho de texto de jornal que parece falar “inevitáveis ironias do destino”.
Gostei das reviravoltas ao longo do texto. Logo que comecei a ler, não tinha ideia no que ia dar a narrativa e achei que foi tudo bem contado, boa evolução de roteiro.
Oi, Ana. Que bom que tu voltou por aki.
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Pô, antes de qualquer outra coisa… obrigado.
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Nem eu sabia do fim quando começei a escrever, foi fortemente baseado naquele progamas policias/humoristicos que passam na hora do almoço {pelo menos em PE}
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Mas… esse nao é meu estilo. uaehueahaueheauhea… minha onda é humor mesmo, todo vez que olho pra esse texto vejo uma falha nova.
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abraços, ana. Quero material novo teu, gostei muito do mestre dos fantoches
Nem fala dos horários politicos.
Aqui tem o “Tiririca, pior que ‘tá não fica!”
Acho que um humor meio ácido sempre cai bem. XD
Eu postei mais dois contos, estou só esperando aprovarem.
Muito bom texto.
Tem alguns paragrafos embolados, assuntos nada aver no mesmo. entende?
Fora isso foi espetacular.
Escrever muito bem, Parabens!
sei sei… eu tambem tenho impressao agora.
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eu escrevi esse texto dum salto, nem revisei direito. sinto que despejei sem maiores cuidados… mas, mesmo com todos esses problemas, consegui passar a ideia inicial
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Valeu Vinicius! Fico feliz por ter agradado tú, man.
Cara, gostei muito. Não sei se foi só comigo, mas em momentos me veio um pequeno riso a boca. Muito bem conduzido, as descrições agradam bastante, lembram a realidade de muitos brasileiros. Uma história assim, pede que alguém sofra mesmo. Bom final.
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É impressão minha, ou você gosta mesmo de satirizar o nome dos personagens? Como no conto do Uoxinton. Se bem que também é uma realidade brasileira. xD
Hehehe…. Não é impressão não, Macedo.
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Quase todos eles possuem nomes deste tipo. As mulheres geralmente tem “K” no nome e os ricos tem o primeiro nome simples e o sobrenome gringo… Não me pergunte o pq.
Novela Mexicana
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Falando sério, se fosse uma novela mexicana ninguém teria morrido, sabe. Seu conto foi bem realista quanto a esta parte enquanto que os mexicanos são exageradamente romancistas, ninguém morre exceto os vilões. O conto ficou muito bom foi bem conduzido, fluiu bem demais. Sem falar que o enredo ficou simplesmente incrível. Parabéns cara!
Hehe… Valeu, Asami. Muito feliz de ter agradado
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nisso eu concordo. todo mundo morreu, pois no final das contas todo mundo sempre morre.
Trágico, é triste, mas pura verdade…
Mas um final feliz não faria bem ao conto e se houvesse um casamento no fim eu ficaria até o fim do ano te incomodando e chamando-o de novela mexicana
Israel, eu gostei … nõ muito do final claro, mas sabe quando a gente assiste a um filme e no final o mocinho morre? A gente não entende, mas sabe que se fosse diferente não seria histórico, relevante e intrigante .. foi isso que eu pensei quando li o fim ..
Foi bom .! hehe
Drika, amor!
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é… de final feliz eu tou cheio. Se ta tudo certo é pq ainda nao chegou ao fim!
Amei seu conto Israel.O final ficou bem triste. i_i
Novela mexicana! XD
Thanks, Peregrina.
heeheheheh… até tu?!
Achei fraco. Personagens mt bem trabalhados, história linear, descrições adequadas.
Mas pra mim não teve efeito. O conflito rolou bem, mas a resolução foi meio previsível e sem força. Não sei dizer bem. Talvez pq a história seja longa e o final curto. Enfim.
Bem escrito, mas fraco.
eh… vou tentar defender um texto meu que eu nem eu gosto muito.
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Eu me esforcei pra chegar a um final não mirabolante, crível, sem ser clichê.
Quanto ao formato do texto, ele nao é tão linear assim. Se vc prestar atençao tá mais pra uma curva, uma exponencial. Perceba que nos primeiros paragrafos os acontecimentos se passam muito lentamente, ao passo que no fim do texto, há uma enxurrada de informaçoes.
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Obrigado pelo comentario, Andrei
Vou mandar o seu agradecimento ao Andrei, um dia eu pexo ele por ae
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Qnd digo q é linear é questão de tempo de história… ele avança sem causar duvidas ou furos. Uma curva exponencial também uma linha afinal.
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Mas acho q o problema do texto é esse. Ele é lento e bem trabalhado no inicio. No final acaba de maneira rápida e corrida.
Não gostei desse ponto somente
=/
entendo, andrei.
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aí é uma questão de estilo, todos os meus textos acabam rapidamente. Finais secos.
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creio de certa forma é papel do leitor enxergar, ou imaginar, os detalhes nas partes… se for da vontade dele, claro.
O fato não é imaginar os detalhes. O q incomoda é a quebra de ritmo. Faz parecer q qnd tu terminaste não estava afim de se prolongar.
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Mas sim sim, pode ser culpa do leitor e uma mera questão de estilo.
culpa do leito é pesado demais, melhor dizer preferencia do leitor.
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Sei que existem outros, que como eu, não gostam de finais ricos em detalhes. Eu mesmo, me sinto amarrado ao que o escritor ( cineasta ou qualquer coisa que o valha) quer passar.
Não sou especialista em normas ortográficas e coisas do tipo.
Só sei que gostei muito do que eu li, vai ver por ser sentimental ou por isso recordar uma coisa que ocorreu com alguém.
É engraçado como a vida pode ser um conto, escrito em um blog, existem momentos onde você poder rir e em outros chorar.
Bem, Sr.Israel sou sua fã.
Bem… Sra. lobaempeledeovelha, fico muito feliz de lhe agradar. Pois a minha intenção é justamente essa: dar as pessoas uma leitura sem estruturas rígidas, arrudeios, vampiros e ainda assim, vez ou outra, tocar-las.
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Loba, já desse uma olhada no “Cronicas do barro/macaxeira”? é um texto meu que fala do… vc sabe bem o que.
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Li hj e amei tb xD
Desse eu não gostei muito. Achei a história batida, embora o desenvolvimento não tenha deixado nada a desejar, como sempre. Parabéns
hehehe… tou contigo, Vitor. Não é um dos melhores e de tão “batido” foi batizado de novela mexicana antes mesmo de entrar no ONE.
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Falei que tu não ia gostar desse!
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O proximo, que já está na lista de pendentes, é o dia em que um cara ruim de bola é “o cara” da pelada.