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Publicado por Johnny Von Arthoneceron

– que publicou 2 textos no ONE.

Escrevo tudo o que quero, busco informações do meu dia-a-dia e misturo com minhas próprias experiências para escrever um conto. Mesmo enveredado pela fantasia, gosto de misturar os estilos e criar histórias originais, para que as pessoas possam olhar dentro de minha alma.

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Sep
29
2010

A Casa de Hömurein – Prólogo

Escritor: Johnny Von Arthoneceron

Muito ouvia se falar sobre a Casa de Hömurein, ao leste de Mendis. Eu, na posição de filha mais nova de um rico comerciante de cereais, só sabia o que os empregados me contavam.  “É um lugar amaldiçoado, em que as mulheres entram e jamais saem” ou “é um lugar de depravação e imundície” era os que as minhas damas de companhia me diziam.

Antes de tudo, perdoe-me por minha falta de educação, meu nome é Nomue Inagashi e atualmente sou a proprietária da casa supracitada. Meu relato é mais um entre tantos de jovens meninas que se vêem abandonadas pelas suas famílias e acabam por adentrar em um mundo deveras sujo, violento e triste, mas também fala sobre esperança, batalha e principalmente de pessoas maravilhosas que passaram por minha casa durante minha vida.

Meu pai, como dito anteriormente, era Kato Inagashi. Como filho de um nobre senhor da capital, foi cedido a ele na idade de dezesseis uma parcela de terras no campo para cultivo de vegetais e cereais. Ele, como bom filho de um nobre, não desejava se tornar um mero comerciante e começou um grande projeto para abastecimento das grandes cidades ao redor de suas terras, as já decadentes Riune e Hanamaru. Obteve expressivo sucesso, tornando-se dono de um grande latifúndio no ano de 1608. Com vinte e oito anos, negociou se casar com minha mãe, a senhora Notsue Inazagui, o que a entristeceu profundamente, pois era muito ligada às suas irmãs. Ainda assim, minha mãe aceitou se deitar com meu pai e ambos deram origem quatro filhas e um filho, sendo eu a mais nova. E ambos viveram felizes por cerca de vinte anos, até mais ou menos o início de 1632.

No meu caso, eu vivia na casa grande feliz, enquanto minhas damas de companhia me ensinavam a como a ser uma dama da sociedade, com suas regras rígidas de comportamento e moral, e observava o tempo passar, brincando com os meus brinquedos de porcelana e meus instrumentos musicais. Na idade de dez anos, fui apresentada para os empregados de meu pai na varanda de casa, enquanto um pequeno festival acontecia no nosso quintal. Fui muito elogiada e até mesmo recebi propostas de casamento de outro rico comerciante das terras do norte. Meu pai, que até essa época era sensato, recusou dizendo que quando eu tivesse idade de dezesseis eles voltariam a conversar.

Os anos se passaram, meu irmão conseguiu a sua parcela de terras no sul e se arranjou por lá. Na idade de dezesseis, minha irmã mais velha, Mihiko, foi cortejada por um jovem nobre e se casou. Eu, com treze, desejava que ela ficasse ao nosso lado, mas sabia que ela tinha que ir para o bem de nossa família. Com o tempo, minha casa foi se esvaziando, ficando apenas eu e minha outra irmã, Atsune. Vivemos juntas tendo bastante intimidade por cerca de dois anos, brincando juntas e descobrindo os nossos corpos mudarem, tornando-se bastante apreciáveis pelos empregados que tinham a audácia de entrar na casa grande para conversar com meu pai.

Pois bem, quando eu tinha dezesseis anos, houve a “Guerra de Oshimori”. Enquanto eu via nossos empregados se dirigirem para a capital para prestarem serviço ao exército que se dirigia pro norte, nossa família ficou em nossas terras, pedindo para os nossos antepassados fazerem aquele tempo ruim passar logo. Mas o conflito se arrastou por meses, e esses meses se tornaram anos, arrasando os negócios da família. A safra, que chegava a abastecer mais de oito cidades nos arredores das nossas terras, mal dava para abastecer duas, além do acampamento militar que havia se estabelecido em nossas terras. Minha mãe sofria com a distância do meu pai e nós convivíamos diariamente com tropas avançando para o norte por perto de nossas terras. Meu pai, já distante da cama de minha mãe, começou a viajar por semanas, junto dos empregados que ainda restavam. Ela, infeliz no casamento e impossibilitada de voltar para casa da sua família, tentou se matar duas vezes, sem sucesso. Eu e minha irmã, observando o desespero de minha mãe, tentávamos consolá-la, mas sabíamos que o que ela desejava era um pouco de atenção do homem que ela aprendeu a amar com o tempo.

Dois meses se passaram e meu pai não retornava da longa viagem que ele havia se enfiado na capital. Nossa família passava por necessidades, as poucas damas de companhia que ainda restavam em nossa casa tentavam nos ajudar com os negócios, sem muito sucesso e minha mãe conformada com o fardo que meu pai havia afligido a ela, havia decidido transformar nossa casa em uma pensão para os viajantes que passavam. Eram, em sua maioria homens, de aspecto rústico e sem instrução, mas que traziam dinheiro e passavam pouco tempo em nossa casa. E por certo tempo, nós conseguimos viver ligeiramente bem com a nossa nova situação.

Já havia se passado oito meses, desde a viagem de meu pai, e nenhuma notícia havia chegado a nossa casa. Minha mãe aparentava ter se acostumado com a situação. Eu estava com dezessete anos e minha irmã dezenove e estávamos felizes em trabalhar todos os dias e receber os nossos clientes em nossa casa. As notícias do mundo lá fora chegavam e sabíamos que o norte de nossa nação estava vencendo os povos do sul e do oeste, e as terras do império estavam se estendendo para perto das nossas terras. Sabíamos que cedo ou tarde o governo bateria na nossa porta e exigiria que nos curvássemos para ele, mas tentamos viver bem até o momento em que algum emissário do governo chegasse.

Certo dia, tive um sonho premonitório em que eu me via em meio a várias pessoas, enquanto via meu pai ser assassinado a sangue-frio por guerreiros vestidos com roupas do norte, carregando longas espadas curvas em suas mãos. Em seguida, vi minha casa envolta em chamas, enquanto via minha mãe e minha irmã serem queimadas em meio a pessoas estranhas, que sentiam um prazer demoníaco em ver minha família ser queimada por inteiro. Acordei assustada e percebi que minha irmã dormia tranquilamente no futon ao meu lado. Entretanto, percebi uma luz tarde da noite que clareava de leve o nosso quarto, iluminando a persiana. Decidi investigar e percebi que o quarto da minha mãe estava iluminado pelo lado de fora, e que uma conversa de leve era possível de se ouvir de fora.

– Senhora Inagashi, eu entendo a sua posição, mas isso foi estipulado no contrato em que o seu marido assinou em que na sua falta ou na sua morte, a senhora seria responsável direta sobre suas terras e sua casa – disse uma silhueta que aparentava ser de um homem um pouco acima do peso – E nós, da família Yamatsu exigimos o nosso pagamento!

– Eu não possuo quantia tão grande – disse ela, em prantos – Tudo que eu tenho são as minhas terras, minha casa e minha família. Por favor, senhor Inohimoto, me dê mais tempo!

– O tempo acabou – a silhueta se levanta e desfere um tapa contra a silhueta de mulher – Nos dê o nosso dinheiro ou queimaremos esta casa e cortaremos a cabeça de suas filhas, do mesmo jeito que fizemos com o seu marido.

Nesse momento, meu mundo ruiu! Meu pai havia sido assassinado por um clã do norte, enquanto minha mãe contraia uma divida gigantesca, e corríamos o risco de ser assassinadas por ele. Sem eu perceber, meu rosto se umedeceu de uma forma que eu nunca havia sentido, enquanto meu estômago se embrulhava de tanto pavor. Não pude conter as minhas pernas, me ajoelhando no chão, enquanto percebia a segunda silhueta de homem se levantar e agarrar a silhueta de minha mãe pelo pescoço. Minha mãe implorava, quase gemendo para os homens:

– Por favor, não! Minhas filhas valem muito mais do que a minha vida. Façam o que desejarem comigo, mas deixem-nas em paz.

– Qualquer coisa – perguntou um deles.

Não me lembro claramente do que aconteceu a partir desse momento, mas me lembro que o homem que havia prendido a minha mãe com o braço puxou uma pequena faca e corta as cordas que prendiam o quimono de minha mãe. Ela, já liberta do braço do homem, se ajoelha no tapete e engole o choro, enquanto os homens se aproximam dela retirando as suas roupas. O que me recordo a partir desse instante é um apanhado de gemidos imundos, xingamentos e ameaças dos homens, que para mim era um mistério porque eu nunca havia tido nenhum tipo de experiência sexual e junto do medo e da tristeza da minha mãe me deixaram num estado de torpor estranho. Acabei adormecendo ali mesmo na varanda e acordei com a minha mãe nua, num estado deplorável ao meu lado numa posição humilhante, enquanto tentava cobrir meu corpo.

– Eu peço seu perdão, Nomue – ela me disse, agachando-se, colocando o seu rosto contra o chão – eu falhei com você como mãe e peço humildemente seu perdão. Não te ensinei que o mundo em que vivemos é sujo e que alguns homens são uns porcos se tratando de mulheres.

Naquele momento, ignorei o corpo de minha mãe coberto de esperma e a abracei com força, de maneira que jamais havia feito em toda a minha vida. Ela surpresa, me retribuiu o abraço, e me fez um juramento, em que eu jamais esqueci em toda a minha vida:

“Guerreiras Inagashi superam todas as adversidades…”


Categorias: Agenda,Contos |

3 Comments»

  • Rainier Morilla says:

    Um conto muito bom. Tem uma boa energia e rítmo.

    Entretanto, nos últimos três parágrafos, acho que a descrição da mãe se entregando deveria ser mais suja, mais dolorida e pesada. Como o narrador é a própria filha, carece de mais emoção nesta parte. Cadê o ódio e a fúria que elas deveriam sentir destes homens?

    Uma coisa que você tem que ter cuidado também é o tamanho das frases, por exemplo:
    “O que me recordo a partir desse instante é um apanhado de gemidos imundos, xingamentos e ameaças dos homens, que para mim era um mistério porque eu nunca havia tido nenhum tipo de experiência sexual e junto do medo e da tristeza da minha mãe me deixaram num estado de torpor estranho.”

    É isso aí. Sua estréia no ONE. Espero ver mais contos teus por aqui. As críticas é só para melhorar seus próximos trabalhos.

    Seja bem vindo.

    • Rainier Morilla says:

      Dione me escreveu por email:
      Obrigado pelo comentário. No caso, eu achei que o site poderia barrar a minha história, se eu colocasse algo mais pesado, mas visto que não é o caso, acho que farei os próximos capítulos de maneira mais densa daqui em diante.

      Abraços!

      • Rainier Morilla says:

        Eu respondo:

        Dione, o site não barra essas histórias não. Quando o conteúdo for em excesso, coloca no inicio do conto: Não aconselhavel para menores de 18 anos

        Um bom exemplo de um conto que trata sobre isso é o “Contos do Predador” http://www.onerdescritor.com.br/category/autores/cindy-dalfovo/

        Ah, quando for mandar uma resposta, comenta aqui no site mesmo. Assim todos sabem que você está por aqui. O site é bom para divulgarmos nosso trabalho, mas também é para interação entre todos os escritores.

        Abraços…

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