Cidadela – Espetáculo de Madame Boulevard
Escritor: Vitor Vitali

Não recomendado para menores de 18 anos
[Não aconselhável para menores de dezoito anos]
Para Jones Viana Gonçalves e Dieyson Crow.
“Pobre é o amor que pode ser contado.” – William Shakespeare
Capitulum Primeiro
“Embora as apertadas ruas abecoadas e vielas úmidas causassem no jovem William a perturbadora sensação de que as paredes já tão próximas uma da outra pudessem fechar-se sobre ele a qualquer momento, o rapazote seguia em frente através das escadas escorregadias de degraus irregulares – esgueirando-se solitário em passos silenciosos pelos corredores labirínticos da Cidadela -, iluminado apenas pela branca orbe lunar naquela noite particularmente silenciosa.”
Por uma pequena fresta entre duas ripas de madeira do assoalho mofado de uma abandonada soleira, uma pequena mancha negra horrendamente aracnídea projetou suas oito escurecidas patas para cima e observou a noite com seus muitos olhos marrom-avermelhados. Esgueirou-se para fora e moveu-se para perto da parede, seguindo agilmente pelo seu contorno até parar próxima de uma pequena escada de três degraus destruída pelo tempo. Desceu, pois, silenciosamente pelo escuro e vagou algum tempo pelas ruelas escuras e úmidas.
Em um momento, observou um ínfimo ponto de luminosidade próximo ao chão e seguiu para ele. Lá, uma fresta com não mais que um dedo de altura por onde o horror-aracnídeo apertou-se para entrar. Viu-se em ambiente semelhante a um porão. As aberturas basculantes que davam para as ruelas da Cidadela estavam quase todas enterradas pela pavimentação de pedra da rua – como se aquela sala subterrânea estivesse ali já há muito tempo -, com exceção daquela pela qual havia entrado, não estando completamente fechada apenas por um desnível.
O porão possuía cheiro envelhecido de umidade e poeira, misturado sutilmente ao odor de estopa e salgada decomposição. A mancha-aracnídea desceu pela parede escondendo-se sempre que possível nas sombras das ripas de madeira que sustentavam o teto rachado. Um movimento abaixo chamou-lhe atenção; um rato magro de couro enrugado farejava curioso o ar. O aracnídeo desceu em sua direção lentamente – quase como se não tocasse a parede -, olhos perturbadoramente fixos e atentos ao animal, quelíceras úmidas pelo veneno cor de ferrugem. No entanto, uma sombra surgiu sobre ela, e antes que pudesse fugir habilmente para alguma fresta, viu-se capturada por dedos magros e ásperos.
Uma velha senhora de rosto enrugado – o que confundia as expressões de sua face -, observava com seu único olho remelento o aracnídeo negro em seus dedos que contorcia-se tentando escapar. A velha aproximou-o do rosto e cheirou-lhe os pelos finos. Em seguida, abriu os lábios rachados semeados de pequenas pústulas amareladas revelando uma língua escura e áspera enquadrada por alguns poucos dentes apodrecidos. Levou a aranha a língua seca e engoliu de um só vez, bufando com bazófia. Estremeceu e coçou com as unhas a garganta até que sua pele pálida ficasse avermelhada naquele local.
No lado oposto da soturna sala subterrânea, olhos azuis observavam a horrenda cena.
“William tropeçou em um degrau desnivelado e tombou batendo com o ílio em uma quina de pedra. Praguejou em dor, tapando a boca em seguida com desgosto de si mesmo. Olhou em volta por algum tempo, deixando a atenção recair preocupada sobre as portas e janelas de madeira emolduradas pelas paredes de pedra manchada daquela rua tão antiga quanto a própria Cidadela e a guerra para qual fora construída. Nada pareceu fora do comum; acalmou-se aos poucos, mas não inteiramente; haviam conhecidos seus por aquela região; se aquela saída noturna chegasse as orelhas velhacas de seu inchado padrasto, ele – velho obeso que trepava com a torta senhora que dizia ser sua mãe – olharia nos olhos azuis do rapaz e quebraria lhe mais que um braço dessa vez.”
“O jovem – quatorze recém completado -, levantou-se e tateou com os dedos calejados o bolso da calça desbotada. Puxou o papel amarelado de lá, tomando trêmulo cuidado para não rasgá-lo e o olhou sob a luz austera do luar, não vendo mais que sombras de letras traçadas em uma caligrafia tosca e tremida de alguém que não escrevia com freqüência. Sentiu nas narinas e na boca o cheiro forte que vinha do papel e envergonhou-se de sua luxuria solitária. Tentou lembrar a si mesmo de não devolver a carta para a jovem Marjorie, então prosseguiu pelo último corredor apertando, sem perceber, a carta com sua mão suada.”
“Ao final da viela, o luar iluminava toda a rua, acompanhada de algumas poucas lanternas a óleo de fogo amarelado presas a postes escuros. Escondido nas sombras, William observou a janela de Marjorie. Fantasiou seus lábios dizendo-lhe algumas das palavras lascivas que estavam na carta escrita e entregue pela jovem naquela manhã ordinariamente nublada. Em seguida, sua mente deslizou para outro rumo; ponderou sobre como botar-se para dentro do quarto da garota. Observou com sutil indolência a disposição desnivelada das casas de pedra e traçou um caminho possível para chegar a sua janela. Teria de tomar cuidado para algum telhado não se romper com seu peso ou mesmo para não fazer qualquer barulho maior do que os gatos e corvos fariam. Por fim, imaginou-se adentrando por aquela janela e sendo recebido por ela em trajes simples de dormir; aproximando-se, despindo-a lentamente; olhando e em seguida tateando ávido aqueles seios tão fartos que causavam inveja em outras – “Ah!, as tetas de Marjorie!” -, os bicos rosáceos e o cheiro da pele, da excitação, o hálito doce e suor íntimo que tocaria suas narinas quando ela abrisse as pernas como que pedindo para que a penetrasse com força ímpar, equiparando-se a um animal possuindo à força sua fêmea.”
“Contendo parte da rigidez que lhe apertava a ceroula e as calças remendadas e desbotadas, William inspirou fundo – sentiu o cheiro quente do verão – tentando trazer a calma do ar para dentro de seu corpo esguio. Guardou a carta em seu bolso e esperou algum tempo para que ao menos um fiapo de coragem lhe empalasse as entranhas frouxas. Ouviu um farfalhar de asas e passos atrás de si, na escuridão. Olhou, observou, mas ofuscado pela luz recente das lanternas na rua, não viu nada além de escuridão e penumbra. Voltou-se para a visão da janela da jovem Marjorie, e a imagem incontrolável de suas tetas fartas sacolejando a sua frente invadiu-lhe os pensamentos novamente. Levantou os cabelos tentando esvaziar os pensamentos, sentiu o vento noturno tocar-lhe o suor da testa. De súbito, algo sólido acertou-lhe na nuca com força e ele desabou de rosto no chão gelado. Ouviu uma risada atrás de si que mais assemelhava-se a um crocitar. A visão borrou-se, depois tornou-se escura e o garoto desmaiou.
Capitulum Segundo
“Doloridos e penosos os olhos azuis se abriram; uma iluminação fraca de velas presas as vigas de sustentação bruxuleava pelo ambiente que fedia como a morte. O crânio doía de tal forma que parecia poder romper-se a qualquer momento. William sentiu ardência nos pulsos e percebeu que estavam amarrados atrás das costas por uma corda áspera. Estava de pé, mas as pernas presas fortemente pelos tornozelos. Todo o corpo doía. Com a visão levemente embaçada, viu que estava amarrado as toras de madeira da fundação de uma casa, em uma sala subterrânea. Sentiu repentina vontade de vomitar, mas nada ocorreu. Para seu tremulo horror, notou que seus lábios estavam costurados com grossos barbantes escuros.”
“A respiração tornou-se ofegante e o coração pulsava incomodo dentro do peito como um ser vivo à parte. Um estranho odor de putrefação vinha de um caixote alto de madeira posicionado no centro da sala subterrânea. Embora não pudesse ver o que havia dentro, uma repentina e assustadora intuição lhe dizia que algo terrível ocorria naquele porão. Seus olhos, pois, vaguearam trêmulos; em ambos os lados haviam outras pessoas amarradas as vigas de sustentação de forma semelhante a dele. No entanto, reparou com horror crescente que suas bocas estavam costuradas assim como a dele e mais ainda, seus abdomens possuíam um grande corte horizontal suturado pelo mesmo barbante negro. Todos mortos e lugubremente pálidos. Um patético fio fino de lágrimas salgadas escorreu pelo seu rosto quando – aliviado – notou que não havia tal corte abdominal em si mesmo.”
Em nenhuma outra data – exceto talvez pelo advento da colheita – as ruas, ruelas e vielas mirradas de pedra da Cidadela ficassem tão cheias e o ar tão fedido como na Feira dos Três Dias – homenagem esquecida à mítica volta dos mortos do Homem Cristo -, onde juntavam-se tendas de comércio por todos os lados entrecortadas por espetáculos de rua e toda sorte de diversões e muitos homens, mulheres, garotos e garotas vinha da Cidade-baixa para a Cidadela, beber de seus prazeres e gozar de seus festejos naqueles três longos dias que reavivam a economia estagnada daquele forte labiríntico de pedra e madeira construído para servir a guerra há muito terminada.
Arl – um velho mendigo possuído pela horrenda doença da erva-ferrugem – esmolava em uma das ruas que levavam aos festejos, um naco velho de carne ou mesmo um roto pedaço seco de pão para alimentar aquele corpo magro e retorcido. Sentado sobre um desfiado pedaço de lã crua, estendia a mão sempre que a tremedeira e os espasmos deixavam e gemia se possível – pois a língua há muito apodrecera – esperando a caridade que poucas – raras – vezes ocorria.
Uma jovem de cabelos loiros escuros – não aparentando ter mais de dezesseis anos – aproximou-se e estendeu um naco de pão amarelado. Uma deformidade semelhante a um sorriso surgiu no rosto de Arl ao ver os seios da moça inclinarem-se do corset em sua direção. Estendendo a mão com dificuldade, Arl tentou, por fim, receber a esmola, mas a garota deixou o naco cair na sarjeta molhada à sua frente; pediu desculpas pelo triste descuido com um aceno e um toque de leve na saia, em seguida, saiu a risos abafados, agarrada ao braço de uma amiga sardenta. Arl inclinou-se como pode e agarrou com a ponta dos dedos o pedaço de pão molhado e o levou a boca. Amaldiçoou a jovem três vezes – como seu quase esquecido pai costumava dizer – e engoliu o pão, sentindo o gozo azedo da chuva empoçada na língua quase morta.
“Nem som de passos ou de vozes ouvia-se vindo das ruelas lá fora. Embora confuso, jovem William imaginava que era noite, e se realmente fosse, assustado questionava a si mesmo se era a mesma de quando fora atacado pelas costas na viela ou alguma posterior. Seus pulsos ardiam sempre que os mexia e sua cabeça latejava de forma incompreensível. Tremia e embora repetisse para si mesmo – sem muita confiança – que chorar de nada adiantaria, seus olhos não pareciam querer concordar.”
“O barulho de passos vindo do teto chamou-lhe atenção. Passos frágeis e descompassados caminhavam à cima dele. Um fiapo de esperança misturado a preocupante desespero preencheu seu vazio estômago. De súbito, um portinhola abriu-se no teto com estrondo e as entranhas do garoto se contraíram de susto. Em seguida, algo grande – enrolado em trapos escuros – despencou pela abertura e levantou poeira ao tocar o chão com um baque. Por uma abertura nos trapos, William viu uma mão. Seu primeiro impulso foi o de gritar, mas quando seus lábios tentaram abrir-se, ele lembrou tarde de mais que estavam suturados e uma dor aguda irrompeu quando pequenos rasgos surgiram nas suturas. Outra torrente desesperada de lágrimas acompanhadas de dor brotou em seus olhos, mas sua atenção voltou-se para o ruído arrastado de uma pesada porta abrindo-se em um canto da sala subterrânea que não podia ver, em seguida, sendo fechada por um ruidoso trinco de metal.”
“Uma imagem soturna de um velha corcunda caminhou à passadas lentas na direção embrulho recém atirado pela portinhola. Com pernas magras que pareciam poder quebrarem-se a qualquer momento, a velha cutucou o embrulho com o pé. Em seguida, debruçou-se sobre ele tateando em busca da boca, e quando a achou, abriu-lhe com os dedos indicadores e cheirou-lhe repetidas vezes.
- Vinte peças – murmurou sozinha. – Vinte peças por este lixo. Ah!, Edna, tome mais cuidado com seus negócios, é, tome, tome sim. Malditos sejam esses Corvos e seus preços!”
“William – não conseguindo mais segurar-se frente aquela cena horrenda -, deixou um gemido baixo escapar e a velha de aparência perturbadoramente incomoda e assustadora virou-se em sua direção. No entanto – para alívio momentâneo de William -, seus olhos desviaram-se para algo a seu lado. A velha botou-se de pé, espanando a poeira da barriga inchada, e caminhou até chegar próximo a uma pilastra de sustentação. Ali agarrou algo por de trás dela e levou até próxima do seu olho direito, pois na órbita do esquerdo havia uma esfera azul desbotada; um olho de vidro. William reparou que a velha havia capturado um horror-aracnídeo, e após cheirar-lhe como um animal, engoliu o aracnídeo de uma só vez. O estomago do garoto revirou-se.”
“- Ah!, bem, aí está você garoto esguio – falou virando-se para William após coçar o pescoço, como se o jovem houvesse voltado para sua atenção. – Pensei que não fosse sobreviver, é, pensei. Edna prefere fresco – comentou aproximando-se dele com a cabeça curva para um lado. William gemeu e tentou inocentemente virar o rosto para não vê-la, mas ela virou-lhe a cabeça pelo queixo e aproximou o rosto semeado de feridas da face do garoto que vomitou em uma contração rápida, embora apenas gotículas do líquido tenham atravessado a boca costurada. Edna cheirou-lhe a face e provou de sua pele com uma lambida demorada de sua língua áspera, fria e escura.”
“- Sabor de juventude. Sim, sabor de ímpeto e luxuria. Bom trabalho dos Corvos com você, tenho que admitir, tenho sim – comentou observando o garoto. – Por quem este cacete pulsava, jovem você, por quem? Os Corvos encontraram-te andando por aí à noite. Que perigo, que perigo. Onde ia, rapaz? Em que racha úmida pretendia enfiar este cacete? – perguntou contorcendo o rosto em um sorriso, mas não parecendo dar muita atenção ao próprio questionamento. Em seguida, levou a mão esquelética de pele frouxa até as calças do garoto e conferiu-lhe os bolsos; achou um papel dobrado e após cheirá-lo jogou o para o lado. Em seguida, retirou-lhe a calça e rasgou-lhe as ceroula com uma de suas unhas rachadas, deixando a mostra o sexo e a pequena moita de pelos que começava a nascer sobre ele. Edna então pigarreou guturalmente e deixou o líquido amarelado escorrer por sua língua escura e pingar sobre o pênis do garoto que contorceu-se como pode ao toque daquele viscoso líquido morno. A velha sussurrou algumas palavras da língua antiga em seguida – que pareceram reverberar -, e para o horror incompreensível de William, seu membro tornou-se rijo como jamais havia ficado.”
“- Ah!, belo e belo. Muito bonito. O sangue corre nas veias. Sim, corre. Bem, ao menos por agora – pontuou a frase com um riso asmático. Lambeu os próprios lábios rachados e gargalhou com doentio prazer.”
Capitulum Terceiro
Um corvo sobrevoou baixo por uma das ruelas da Cidadela e Marjorie assustou-se com ele. Observou-o pousar sobre um telhado e fitar em silêncio a rua recheada de pessoas seguindo para bares, festejos e prostíbulos naquele primeiro dia de festa. Perguntou a si mesma se aquele era apenas um corvo comum, ou mais que isso. Embora fosse dito por muitos – em especial os ébrios senhores que frequentavam a taverna de seus pais – que desde a chegada do Sindicato dos Corvos, os Magistas Obscuros – praticantes da magia agressiva e escravista – houvessem sido erradicados, era provável que ainda existissem alguns escondidos e trabalhando suas artes obscura na calada da noite em seus porões, assim ela pensava e sentia-se segura pela presença do Sindicato em toda a cidadela durante os festejos, mesmo que corressem histórias sobre a corrupção daqueles homens de preto e seus chapéus pontiagudos escondidos na pele da aqueles aves agourentas.
- Jorie – chamou uma jovem de aparência atarracada com a face semeada de sardas que a acompanhava pela ruela. – Tu há de ir para o inferno, devassa.
- Deixe de besteira – comentou Marjorie e então sorriu pelo canto da boca. – Juro que tropecei e o pão escapou de minha mão. Além do mais, tu viste, e sei que viste o olhar que ele lançaste aos meus seios quando me curvei.
- Mas foi para isso que te curvaste – gargalhou a amiga sardenta e ambas seguiram pela rua aos risos. – Ah!, Marjorie, tu há de pagar pelas tuas ações dia mais, dia menos. Nem que seja a rodopiar na ponta de um cacete.
- Isso arranja-se – sussurrou Marjorie para a sardenta que só então atentou-se para o rapaz que seguia a amiga já há algum tempo, com feições que faziam-no aparentar ter vinte anos ou mais, embora tivesse menos. – Vá, por favor. Vá – pediu Jorie.
A sardenta pareceu ponderar por alguns segundos, e com ar de derrota por fim soltou-se da amiga e adentrou um beco qualquer, talvez dirigindo-se de volta à Cidade-baixa. Marjorie trocou olhares com o rapaz – Edmund, era seu nome -, e por fim atentou-se para uma grande lona vermelha ao longe e decidiu seguir naquela direção. O rapaz a seguiu à distancia, com olhos matreiros.
A lona vermelha era de fato formada por retalhos de muitos outros tecidos de cores semelhantes, que à distancia aparentavam ser levemente uniformes. Frente à entrada para o interior da lona, havia uma placa onde lia-se “Rei Lear” escrita em tinta preta sobre um tecido esbranquiçado parecido com algodão. Marjorie aproximou-se da velha fedida de rosto ferido e olho de vidro postada ao lado da placa e deu-lhe uma moeda para poder entrar, então seguiu em frente. Dentro haviam cadeiras divididas em filas separadas por um nave central. Marjorie olhou para trás quando sentava-se e com um sorriso viu, além das muitas outras pessoas que entravam, Edmund pagar a velha e caminhar até a cadeira imediatamente atrás da sua.
Algum tempo depois, a velha sentiu o bolso interno de sua roupa recheado de suficientes moedas. Recolheu a placa e entrou, fechando a lona atrás de si. O espetáculo de Madame Edna Boulevard iria começar.
“Por algum tempo, Edna nada fez. Apenas olhou para o membro rijo de William com um perturbador olhar; o olho de vidro, estaticamente olhando para a mesma direção. Então aproximou-se e, mesmo que ele tenha tentado esquivar-se de seu toque, foi impossível escapar. Ela agarrou-lhe o membro com as duas mãos e correu-o com sua língua áspera e fria, e por fim acariciou-lhe algumas vezes. Pareceu apreciar o toque de seus ásperos dedos com a suave pele peniana do jovem. Correu com sua língua pelo membro outra vez, não aparentando estar interessado em satisfazer William – que apenas contorcia-se e chorava -, então virou-se e caminhou afastando-se com seus passos lentos. Virou na esquina do grande caixote de madeira que estava no meio da sala e sumiu da visão do garoto. Após algum tempo, William começou a ouvir o inconfundível som de metal sendo afiado.”
- “Então vai ser teu dote só a tua veracidade, pois pela sagrada irradiação do solo, pelos mistérios de Hécate e, assim, da noite, pelas operações dos orbes que nos fazem viver e definhar...” – prosseguia a peça no palco.
Metade de uma hora já havia se passado do começo do espetáculo quando Edmund – aproximando-se mais da cadeira à sua frente -, começou a acariciar Marjorie no ombro, por vezes afastando seu cabelo da orelha para poder sussurrar-lhe elogios e promessas, das quais ela nem mesmo se importava ou acreditava serem verdade, mas fingia ter interesse. Embora o espetáculo já houvesse começado ambos achavam difícil prestar atenção na história que se desenrolava no palco, mesmo que fosse interpretada por estranhos bonecos de corda de aparência e tamanho humano, de olhos costurados em x por uma linha preta e vestido nas roupas dos papéis que faziam, tendo suas vozes interpretadas aparentemente pela velha dona do espetáculo e que estivera cobrando os ingressos na entrada.
“William não podia libertar-se do horror e nem da lúgubre e amaldiçoada ereção. A cada arranhar do afiador no metal, suas entranhas apertavam-se e suas dores ardiam. Ao fim de alguns poucos minutos, o som parou e William ouviu a velha caminhar em sua direção. Ao vê-la virar a esquina do caixote de madeira, uma áspera sensação de desfalecência tomou conta do garoto, mas ainda sim o terror o impediu de desmaiar, mesmo vendo a velha aproximar-se à passos lentos, carregando um estranho objeto de aparência maléfica nas mãos; assemelhava-se a um 7 de ponta superior em forma de gancho, todo feito de metal e aparentemente afiado na curva interna, como uma foice.”
“…por teres tomado o partido de quem já caiu no desagrado. É assim; se não puderes sorrir do lado do vento, em pouco tempo apanharás resfriado. Toma; fica como meu gorro. Ora vê, este sujeito baniu duas de suas filhas e fez um grande favor à terceira, contra a própria vontade dela. Se vais segui-lo, precisarás usar o meu gorro. Então, meu tio? Quisera ter dois gorros e duas filhas...” - disse o boneco vestido de bobo da corte sobre o palco.
Na platéia, dois jovens trocavam carícias da forma que podiam impedidos pelas posição da cadeira. Em certo momento, quando a peça já chegava quase a sua metade, Edmund levantou-se e segurou a mão de Marjorie. Puxou-a para próxima da lona onde havia uma entrada, da forma mais silenciosa que pode para não chamar atenção de quem assistia o espetáculo. Adentrou pela abertura na lona e viu-se em uma sala lateral sem iluminação ainda coberta pelo tecido de retalhos vermelhos apoiados por vigas de madeira enterradas no chão. Caminharam por entre os muitos objetos de cena cobertos por panos para que não pegassem poeira e chegaram até o fundo, em um local mais distante possível do palco, onde ainda o ouviam, mas certamente não seriam ouvidos.
Marjorie deixou Edmund guiar suas mãos por todo seu corpo por alguns minutos – embora aparentemente o jovem preferisse seus glúteos -, e só então iniciou sua aventura tátil pelo corpo de músculos torneados do jovem ajudante de pescador que conhecia desde a infância. Quando as carícias superficiais não mais foram suficientes para acalmar o impeto que lhe apertava as calças, Edmund apoio Marjorie de bruços em uma mesa de madeira coberta por um pano encardido e lhe levantou a saia; retirou as próprias ceroulas após abaixar a calça e buscou caminho por entre as pernas da jovem de tetas fartas.
“Edna aproximou-se do garoto com sua estranha foice-gancho nas mãos magras. Sorriu ao saborear o medo de William e ver o suor e as lágrimas se misturarem em sua face. Encostou a foice gelada na barriga do garoto por de baixo de sua roupa, iniciou o corte do tecidos com estocadas curtas e sem jeito. Quando a camisa se abriu, revelando o peito nu, a velha aproximou-se e lambeu a pele de seu peito. William apenas grunhiu e a velha gargalhou alto em seguida. Abaixou a foice e deixou o pênis ereto do garoto apoiado em sua curva interna, afiada e gelada como só um bom aço poderia ser.”
Edmund controlava as reações de Marjorie da forma como desejava; podia fazê-la gemer alto em estocadas fortes e repentinas, podia deixá-la sem fôlego ao aumentar o próprio ritmo ou mesmo deixá-la com mais vontade diminuindo-o; a garota apenas gemia a seu bel prazer e embora retirar seu corset houvesse dado trabalho, seus seios fartos eram uma recompensa mais que merecida para o tátil e cada toque de sua palma e dedos calejados naquela pele rosada, macia, suculenta e morna lhe direcionavam para o orgasmo que ele lutava com cada vez mais dificuldade para adiar.
- “…não; parece-me que te exprimes melhor…” – Ao longe, vindo da palco, os amantes ouviam as falas recitadas já próximas ao final da peça… – “Vamos, senhor; eis o lugar. Chegamos. Ficai quieto…” – e cada vez aproximavam-se mais do ápice de loucura prazerosa; Marjorie gemia com prazer e seus gemidos misturavam-se as falas recitadas distantemente. A mesa sobre a qual agora estava deitada próxima a borda vibrava ante as estocadas ritmíticas de Edmund e seus braços fortes seguravam com destreza a garota umidamente excitada. Sua respiração estava ofegante e após mais minutos, Marjorie não mais pode aguentar; libertou um grito aprazível e deixou-se inundar em uma cascata de orgasmos no mesmo momento em que Edmund deitou-se contra suas tetas fartas e liberou o gozo contido com gemidos altos.
“Com um movimento rápido, Edna decepou com violência e frieza o membro rijo do garoto e o segurou antes que caísse no chão. William urrou e as suturas em sua boca se romperam em sangue. Seu grito preencheu a sala subterrânea somado as risadas asmáticas da velha, que em seguida, vendo o jorro de sangue que escapava pelo orifício recém aberto, atentou-se, caminhou até um canto e trouxe de lá uma pequeno caixote de madeira; colocou-o frente aos pés do garoto, para que o sangue pingasse lá dentro. Então postou-se frente a William e enquanto olhava-o nos olhos levou o pedaço de carne que estava em sua mão e deu uma farta mordida. Mastigou com dificuldade pela falta de dentes e em seguida engoliu. O garoto apenas chorava sem pronunciar qualquer som e parecia cada vez mais próximo de um desmaio. A velha alimentou-se novamente de seu membro e parecendo satisfeita no momento, atirou o naco de carne ainda sangrando para dentro do caixote no centro da sala.”
“- Salgado de mais – comentou com um riso indolente. – Mas bem, você não sentirá falta.”
“Edna aproximou-se e beijou o lábio do garoto semiconsciente que não mais lutou contra o toque da velha de cheiros ruins e pele ferida. Ela aprumou sua foice-gancho e com apenas um movimento enterrou a lâmina até onde pode na barriga do garoto que pareceu despertar e urrou novamente. Com pequenos puxões a velha foi rasgando a barriga horizontalmente e observou o sangue jorrar sobre caixote, até que então, o rasgo tornou-se grande o suficiente e a velha introduziu o gancho mais fundo dessa vez, e com um puxão, observou os intestinos do garoto saírem do corpo para dentro do caixote como uma avalanche vermelha.”
“- Agora bem, não chore – disse para William, que voltava a um estado muito próximo da morte depois de ter urrado até voz tornar-se apenas um ganido fino e fraco. – Pois bem – disse a velha para si mesma olhando em volta – onde estará a estopa?
Capitulum Quarto
Edmund massageou um dos seios desnudos de Marjorie por algum tempo, aproveitando as últimas gotas de prazer. A garota, ainda ofegante, estava com o rosto virado para o lado e a pele semeada de gotículas de suor lascivo. Lá dentro, a peça dava sinais de ter chegado ao final.
“- Do tempo triste somos os arrimos: Digamos tão-somente o que sentimos. Muito o velho sofreu; mas desgraçada nossa velhice não será em nada” – narrou a voz vinda do palco e então uma marcha fúnebre começou a tocar.
O garoto Edmund desabou, por fim, ao lado de Marjorie e ambo passaram algum tempo olhando para o telhado de lona vermelha. Em certo momento, Edmund tomou a mão de Marjorie com a sua e a garota esboçou um sorriso. Então quase sem notar, reparou que Edmund estava usando sua mão para massagear seu membro que voltava aos poucos a tornar-se rijo. A garota levantou-se e observou o corpo desnudo e forte do garoto com surpresa, pois o ímpeto não havia se esvaecido completamente, por fim montou sobre ele. Os gemidos voltaram a inundar o ambiente, mas dessa vez era Marjorie quem estava no controle. Lá fora, sons de pessoas indo embora após o final da peça.
Após alguns minutos de prazer, suor, tato, respiração rítmica e gemidos longos o som de um pigarro asmático chamou atenção de Edmund que deitou a cabeça para o lado e achou ver alguém nas sombras próximo a entrada.
- Espere – comentou. – Há algo ali…
Mas a garota continuou a cavalgá-lo; outro pigarro e teve certeza de que havia mais alguém ali. Empurrou a garota para o lado fazendo-a desequilibrar e escorregar da mesa, caindo de nádegas desnudas sobre o chão de pedra gelado.
- Estúpido grosseiro – berrou, mas então viu a sombra à porta e calou-se.
A sombra deu um passo a frente, revelando ser Edna – a dona do espetáculo de bonecos. As feridas em seus rosto pareciam maiores e incomodas à luz fraca daquele local. Aos poucos, ao seu lado começaram a chegar mais pessoas, e ambos notaram com horror que eram os bonecos da peça, cada um vestido na roupa de seu papel, mas sem as cordas que deveriam sustentar-lhes.
- Mate-o, quero apenas a rapariga – disse a velha com sua voz asmática e arranhada, os olhos obscuro pela luminosidade.
O boneco esguio vestido de bobo da corte deu um passo à frente e observou com seus olhos costurados os amantes desnudos em um canto. Caminhou em sua direção levantando o bastão com guizos acima da cabeça e quando chegou perto suficiente viu no rosto de Edmund um pavor paralisante, então deu o golpe fazendo o ajudante de pescador cair da mesa e rolar pelo chão com a mão sobre a ferida na cabeça. A velha sorriu à distancia, mas Edmund inesperadamente levantou urrando, empurrou o bobo da corte que caiu sobre vários objetos com estrondo e correu na direção da velha com as mãos prontas a agarrá-la. Edna gritou arranhado quando o garoto estava a não mais que um passo dela e uma mancha negra de oito patas pulou de sua boca sobre o rosto do garoto e o fez girar para trás.
Quando as quelíceras úmidas pelo veneno cor de ferrugem cravaram-se fundo na pele, Edmund gritou expelindo o ar e tropego caminhou para trás até cair sobre o chão em convulsões rítmicas. O horror-aracnídeo saltou de sua face para o chão de pedra e correu agilmente para de baixo de alguns móveis e sumiu. Enquanto o bobo da corte se levantava, Marjorie chorava e soluçava de medo, encolhida em um canto.
Edna caminhou em sua direção seguida pela sua trupe de bonecos. A olhou de cima a baixo enquanto o bobo da corte a colocava de pé, sem muita resistência. Por seu rosto corriam lágrimas salgadas e seus olhos possuíam beleza única úmidos daquela forma.
- Bonita, acho que estou apaixonada – disse a velha aproximando-se com um sorriso sarcástico, massageando com seus dedos cumpridos, a pele macia dos seios fartos da garota. – Ah!, as tetas de Marjorie! – comentou dando um olhar humorístico ao bobo da corte que continuou impassível.
Marjorie tentou falar, mas estava em choque. As lágrimas já corriam pelo sulco entre os seios e a respiração chorosa lhe fazia soluçar perturbadoramente. Edna largou as tetas, passou a mão ossuda pelos cabelos para ver melhor a face e deu-lhe um beijo selado nos lábios quentes com os seus frios e rachados. Então, como se um fio de intuição lhe corresse a mente, a jovem virou-se lentamente e observou o rosto do homem vestido de bobo da corte e as lágrimas aumentaram.
- William… - murmurou a garota. Então a velha acenou para o bobo com a cabeça e o rapaz de olhos costurados acertou a jovem de tetas fartas com seu bastão direto na têmpora esquerda, fazendo a garota desmaiar.
Naquela mesma noite, um pássaro negro sobrevoou a ruela escura e pousou sobre um telhado. Olhou em volta, crocitou e desceu em um vôo rápido para a entrada de uma grande tenda de lona vermelha
Um sujeito adentrou a lona sem anunciar-se e deu-se olhando para a velha que com seus bonecos carregava dois corpos enrolados em trapos pela nave principal, em direção ao palco. A velha observou o sujeito inteiramente de preto e acenou de volta quando ele tirou o chapéu pontiagudo.
- Espero sinceramente que tenha tido um bom dia de espetáculo – comentou o sujeito com a voz calma e educada. – No entanto, tenho de lhe cobrar o que nos deve pelo garoto, pois ainda não nos entregou tudo.
A velha murmurou algo ininteligível, caminhou até o sujeito e entregou-lhe quase uma duzia de moedas. O homem de preto agradeceu.
- Não me olhe assim; é um preço justo, já que não necessita pagar atores – comentou olhando a face da velha Edna. – Terá espetáculo amanhã? Digo, somente pergunto por que parece que estará ocupada.
- Não abrirei amanhã.
- Bem, que seja. Depois de amanhã estarei aqui como combinado, e desejarei algo a mais para não ter que lhe prender por assassinato e magia obscura – disse o sujeito de preto observando atentamente os dois sacos carregados pelos bonecos. A velha acenou irritadiça, como que concordando, então o homem de preto se virou e saiu; lá fora, repôs seu chapéu e como se um vento forte o arrastasse, sua capa balançou e ele tornou-se um corvo a medida em que levantava vôo.
Dois dias depois, a luz da manhã chegou nublada, mas as ébrias comemorações continuaram em toda a Cidadela. Nas ruas podiam se ver homens sobre pernas de paus fazendo truques de malabarismo com clavas em chamas, bêbados e toda sorte de tendas vendendo suas cervejas caseiras, vinhos maltados e porcos salgados com ervas simples.
Uma tenda larga de lona vermelha iniciou seus espetáculos mais tarde naquele dia. Uma velha corcunda de aparência doente apareceu à porta pelo começo da tarde e pôs frente a entrada uma placa de madeira onde lia-se seu nome e o nome do espetáculo que seria apresentado.
Em um canto, sobre um muro de pedra um corvo negro observava a tenda com curiosidade. Voou para ela e pousou sobre lona, beliscou um pequeno remendo e este se soltou com facilidade. Lá dentro ele pode ver bonecos sobre o palco presos a cordas que sabia não passarem de mera ilusão. No centro do palco estava uma garota loira muito bela com os olhos e a boca costurada em X. O corvo crocitou como se dissesse “Ah!, as tetas de Marjorie!” e sacudiu as asas como se estivesse rindo, então levantou vôo novamente contornando a lona vermelha e observou a placa na entrada onde lia-se “O Espetáculo de Madame Boulevard” e em seguida, escrita em letra cursiva, “Romeu e Julieta”.
O corvo tomou altitude observando toda a Cidadela em festejo até que o chão tornou-se um ponto distante e o ar rarefeito de mais para se respirar. Lá no alto, com o vento uivando forte a sua volta, tornou-se homem e segurou o chapéu negro pontiagudo para que não fosse arrancado pelos ventos vorazes. O horizonte parecia inalcançável. Deixou-se despencar por minutos, a capa sacolejando violentamente a sua volta. Então, quando o chão pareceu próximo de mais e os telhados das construções ao longo de toda a Cidadela tornaram-se nítidos, o homem voltou a ser o negro animal; como corvo aparou a queda e voou rasante por uma rua recheada de pessoas festivas em mais um dia da Feira naquela Cidadela de pedra construída sobre uma alta colina.
42 Comments»
RSS feed for comments on this post.








Delicie-se com uma versão sensacional e completa da canção dos anões em O Hobbit!
Apple libera iBooks 2 e app para criar livros
The Robins | Ajudantes do Batman podem estrelar HQ juntos
Papo na Estante 34 – Prêmios Literários
Papo na Estante 33 – Literatura de Entretenimento
Show, Don’t Tell ou Mostre, Não Diga.
Occupy Comics: Alan Moore e David Lloyd colaboram
Resenha do livro "O estranho mundo de Tim Burton"
Filhos do Éden - Herdeiros de Atlântida 


Pronto… esta ai. Que Deus (qualquer um deles) tenha piedade da minha alma. o.o
Ora ora, foi publicado, então. Que conto huge.
Hehe.. ficou gigante mesmo.
–
Mas.. vale a pena ler.. muito bom.
Ah sim, Cidadela é uma série. Tem mais por vir.
… tem mais por vir? >.<“
Não é pornográfico, prometo.
Cara, muito bom. Esse é um daqueles contos que após ler a gente sente inveja por não ter escrito antes.
Valeu, cara. Fico contente que tenha lido.
Opa, ai, sorry Vitor, acabei não conseguindo terminar de revisar pra ti!! Li este conto, e fiz uma partezinha da revisão dele, é muito bom, é Huge, mas vale muito a pena ler!!
Sem problemas. Só pelo apoio já valeu.
Mas tu vê, é aparecer um conto do Vítor na agenda, ele aparece no top 10 de comentários e tudo o mais xD
Vou ler daqui a pouco esse monstro, to criando coragem, depois que ler comento.
Eu tô’ roubando. É tudo comentário meu. 8D
Do caralh*
-
Mt bom vitor, mt bom mesmo. Put* q Pari*
Opa, valeu. Que bom que gostou, fico feliz
Surpreendente! muito bom, fantástico. Parabéns!
Valeu. Muitos elogios
finalmente terminei de ler
amei, quero mais! <3
Brigado, sua linda.
Como já era de se esperar, o conto dá voltas e mais voltas, vai criando um emaranhado de factos e depois termina com um gancho para uma continuação, que tem tudo para ser mais assustadora que o primeiro capítulo. De tão bem descrito, chega a causar um desconforto… Excelente, Vítor.
É, meio que só ando escrevendo assim ultimamente, mas estou me policiando para tornar os contos mais fluídos. E brigado.
“Ah!, as tetas de Marjorie”…
-
Opa! quero dizer, muito bom vitor, muito bom mesmo.
-
(Tadinho do William)
Valeu, cara.
Ei Vitor, consegui ler ateh o começo do “Capitulum 3″, mas depois disso nao aguentei, eh como vc disse : o texto nao estah fluído, pelo excesso de descricoes, se nao fosse por isso voce teria mais um fã, hehe.
Acho que pela sua ânsia em fazer um conto perfeito, acaba ficando sofisticado ateh demais, mas eh claro que tem muita gente que gosta do seu estilo !
Pequeno detalhe : voce usou “de mais” no ultimo paragrafo, o correto eh “demais”
É. Ficou realmente muito pesado; tenho que admitir esse erro. Mas aprendi com eles, os que estou escrevendo agora estão bem descritos, mas sem ficarem cansativos.
Eu não achei cansativo e gostei do seu estilo.
Fico realmente feliz de ter agradado, mas eu mesmo achei cansativo. Acontece. :/
Nem sei por que o guns prendeu esse texto por tanto tempo… nem achei tão pesado… e da mesma maneira não achei cansativo… achei divino, por mais cretino que seja o elogio, levando em consideração o tipo de texto.
Perfeitamente descrito, e de enredo deveras interessante.
foi ótimo ler, sentir o cheiro da podridão, o gosto amargo na boca, e a crueldade presente na humanidade…
Ah sim, que que dizer!
VIL!
Ah, obrigado. Que bom que gostou Samila. Podridão é comigo.
Nossa.. odiei a imagem.. eu realmente não estou inspirado nesses ultimos dias.
a gente lhe perdoa, anfitrião XD
É, também odiei. Hehe, mas sem problema
Foi dificil encontrar uma imagem legal.. geralmente eu tenho algo na cabeca que mostra bem a idéia do conto. Mas ai .. bom.. aquilo que vc imagina é dificil encontrar na vida real… ainda mais registrado numa imagem. Bom.. ai depois de ficar uns 45 minutos procurando.. comeco a ficar frustrado.. e tento pegar outras imagens que tenham a ver.. ai.. se eu não achar.. busco outras.. cada vez baixando o nivel.
–
Nessa ai eu baixei o nivel 4 vezes.
–
Imagem nivel 4
Não sei, talvez uma imagem de alguns corvos encaixasse melhor, mas quem sabe.
Gostei bastante. Mais uma vez parabéns. >=]
Se fosse um daqueles contos com trilha sonora, a música perfeita seria Pussy do Rammstein, rs
pegou pesado! hahaha
Só mais um daqueles comentários inúteis do Patch que devem ser ignorados.
Eu gosto dessa música
É divertida
melhor que essa só a ‘te quiero put@’
Uma imagem bem conveninente >> http://tinyurl.com/672ro5t
Nossa, gostei. Que imagem legal, d’onde é?