Evolução
Escritor: Pandion Haliaetus
O cidadão passa em frente a loja de televisores e nota uma multidão se aglomerando, curioso, ele para e também assiste. A cena é um homem sentado em banco de pedra, e atrás dele imenso mapa do mundo, que toma todo a tela. O local é sombrio, e o homem com cabelos negros e despenteados caindo sobre os olhos, de pele parda e um olhar vívido mal pode esconder o diabólico sorriso em seus lábios.
Ele começa seu discurso em esperanto, e para cada país do mundo a legenda aparece eu seu idioma nativo. E o que ocorre em seguida fica a cargo da impressão e sensação de cada um observando o estranho ser com ar de seriedade e sarcasmo jamais visto.
“Olá cidadões do mundo, antes que tentem confirmar eu lhes aviso, todos os países que possuem transmissão de TV estão presenciando o mesmo. E o que eu tenho pra lhes falar é de suma importância, e sem sombra de dúvidas, decisivo, para a raça e não pessoalmente como estão acostumados. Desta vez todos ganham ou todos perdem. Não ignorem o sentimento de estar frente para o inusitado que paralisa cada um. Hoje chegaremos a uma curva descisiva em nossa evolução.”
“Eu sou um homem? Um animal? Ou os dois? Uma coisa é certa, estou a frente, eu sou o homem… Dotado da inteligência e capacidade de construir, criar, humilhar, rir, chorar, sentir, imaginar, pensar, acreditar, odiar, adorar e destruir…”
“Um ramo da evolução que me trouxe até aqui. Vejam, um ser humano perfeito. E no entanto… não passo de um mamífero usando uma roupa…”
“Tão magnífica é vida de um ser humano… Admirem-me, vejam a minha casa, vejam o meu filho, eu sei muito, você sabe pouco, eu sou melhor, você é pior, eu tenho que conseguir mais, eu compreendo muito bem o meu mundo…”
“Fomos mais longe do qualquer outro animal neste planeta, mas vejam só… Somos ridiculos, afundados em ilusões para esconder o quão imcapazes somos.”
“É isto que se chama de ser humano? Estudar pra que? Trabalhar pra que? Por que as coisas são como são? Isto não é pra mim pensar? Não é pra mim mudar? Por que eu sinto culpa? Por que eu tenho medo? Quem foi que disse que eu não posso mentir, que não posso robar? Quem define o que é certo ou errado?”
“Isso é a evolução?!”
“Encarem a realidade! Não passamos de formigas construindo castelos de areia e brigando por migalhas de doce.”
…
“No entanto, ai estão todos vocês, fazendo o que mandam, vivendo por viver, para continuarem vivos, somente por que não tem coragem de morrer, por que gostam do prazer.”
“Ai está onde a evolução o levou.”
…
“Esta Terra é tão minha quanto sua, ela é livre, e eu faço o que quiser com ela, de forma irresponsável.”
“Daqui em diante veremos se o ser humano pode ter um recomeço. Onde a evolução nos levará.”
Dizendo estas palavras, o mapa atrás do homem começa a queimar, a TV fica sem sinal, e os cidadões do mundo podem ver nos céus a chuva de explosivos se aproximando.
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Eu gostei muito da história, mas acho que poderia tê-la desenvolvido mais. O leitor fica apreensivo conforme o texto vai passando, mas no final é: “E aí?”
A menos que isso seja parte de algo maior (os sobreviventes das explosões lutando contra o cara megalomaníaco da TV, sei lá), acredito que a história tenha ficado incompleta.
Olha, ficou interessante e foi uma idéia original, usando pedaços de texto da música do Pearl Jam (aliás, você deveria por uma nota na sua história avisando que algumas frases são traduções livres de Do The Evolution). Uma coisa que você poderia fazer era falar da reação de diferentes tipos de pessoas ao ver a transmissão de TV, cada uma acusando alguém pelos mísseis no final, por exemplo.
Interpretei como se fosse um discurso sobre a podridão da humanidade, que ficou bem feito, mas poderia ser mais trabalhado.
Ainda assim, bom conto. ^^
tem continuação ou acaba por aqui?
Olá pessoas, vejam só como são as coisas, esse texto era nada mais do que um esboço, tanto que eu o apaguei, pensando que nem seria publicado hehe.
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Mas enfim, realmente foi inspirado pela música do Pear Jam, Do The Evolution.
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A minha intenção era colocar este diálogo em uma situação que transportasse o leitor para uma situação comum. E pensava em rever isto, também pensei que estava muito drástico hehe.
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Eu seu lugar iria escrever um conto chamado “Assalto a Banco”, onde o protagonista visa roubar as crenças sociais das pessoas, e não dinheiro.
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Então espero em breve vê-lo publicado :]
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E me sinto muito grato pelos comentários.