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Sep
14
2010

Os Fantasmas de Rob Robert

Escritor: Tomás Kroth

os-fantasmas-de-rob-robert

Para Roberta, uma grande amiga.

Os vultos do passado assombravam a pequena cidade no interior inglês. A névoa pairava absoluta, os relógios, preguiçosos, pararam de marcar o tempo. As horas já não importavam, e os dias tão pouco se diferenciavam das noites que se tornara inútil contá-los. A cidade vivia sua derrocada, possuía o cheiro forte do medo e da morte em todas as suas construções. As sombras das velhas casas traziam em seu íntimo um terror maior do que podiam suportar. Os poucos habitantes de Lake Shore viviam escondidos, atrelados demais à sua monotonia e preocupados demais em buscar refúgio em qualquer outro lugar além de suas casas gélidas e mofadas.

A umidade do lago próximo tornava o ambiente ainda mais gélido, sua superfície estagnada assombrava, e nele haviam desaparecido os indícios de que um dia houvera crianças felizes atirando-se sobre suas calmas águas. Crianças que hoje eram adultos transtornados pelos acontecimentos de sua juventude. Tinha na memória a tristeza da tragédia na escola local, fechada até hoje. A tragédia de Roberta, uma das mais promissoras estudantes da pequena escola de ensino fundamental assombrava a memória de todos, e até hoje, deixava dúvidas quanto à veracidade de seus fatos.

Era uma manhã ensolarada de outono, as aulas haviam há pouco começado, os primeiros ventos gélidos começavam a tomar conta da cidade anunciando a triste presença do inverno. As árvores douravam-se com o vento que batia em suas folhas secas, nuvens delas se desprendiam e vinham em direção aos pequenos e alegres estudantes. Cada uma das crianças perseguia sua folha preferida entre aquelas que faziam redemoinhos ao vento, divertindo aos pais que esperavam ansiosamente o sinal da escola.

Entre as animadas criancinhas, estava Roberta, uma jovem garotinha de 12 anos, trajada no seu mais belo vestidinho branco, os sapatinhos de mesma cor reluziam ao sol. O vestidinho tinha a saia rodada, estufada pelos enchimentos que a faziam parecer uma boneca de porcelana. Os cabelos castanhos claros caiam soltos por sobre os ombros, indo até a metade de suas costas, onde teimavam em parar, sendo arremessados lindamente pelos ventos. Os olhos eram amendoados, dotados de uma calma e uma alegria incomparáveis, os lábios rosáceos, delineados, em contraste com a tez branca como a neve, que tomava conta da cidade nos mais agradáveis dias de inverno, tornavam-na a garotinha mais bonita de sua turma, adorada dos professores e uma das mais queridas entre as outras crianças.

Com o sinal da escola, cada uma das pequenas criancinhas rumava sorridente para suas aulas, não era diferente para Roberta, que após um longo e carinhoso beijo nas bochechas de seu pai, disparou em direção à escola. A aula começara e tudo permanecia normal, tal qual sempre fora. Vez que outra uma revoada de pássaros surgia, entoando a música que parecia ser a da própria batida do coração de Roberta. Cada novo som entrava em seus ouvidos e lhe causava arrepios de prazer. Era uma musicista nata, tinha os dedos calejados pelas cordas grossas de seu cello, e nas mãos a delicadeza dos movimentos precisos, regidos pela professora de música da escola.

Roberta tinha entre seus maiores sonhos, crescer e tornar-se famosa. Queria ter a eterna companhia de seu violoncelo e apresentar-se nos grandes palcos do mundo. Queria ver o mundo a aplaudir, não por vaidade, mas por ter o prazer de tocar o coração dos que a cercavam com as doces melodias que escapavam de seu instrumento. Melodias que não partiam de seus movimentos, e sim da pura batida de seu pequeno coraçãozinho, que parecia mover-se só e exclusivamente pela música.

O recreio chegara e quando todas as crianças rumavam animadas em direção a pracinha, Roberta rumava em direção à sala de música. Queria tocar, sentia-se compelida a isto, e como nunca antes, sentia que tinha que tocar. Estranhava aquela sensação gozada de dependência de seu violoncelo, mas sabia que deveria tocar. Quando aquele tipo de sensação assomava, a única coisa que sentia era o desejo implacável de tocar. Os que estavam próximos a ela, quando isto acontecia, deleitavam-se em regozijo pelas belas músicas que estavam prestes a ouvir.

Cada vez mais próxima da sala de música, os pezinhos batendo alegremente contra o chão de piso emborrachado, Roberta começou a ouvir o que só poderia ser sua professora tocando. O som do piano ecoava lindamente pelos corredores desérticos, repletos de janelas que recebiam alegremente o doce e ameno sol matutino. Misturada a gritaria da rua e o cantar dos pássaros, a melodia do piano formava uma sinfonia ímpar, gostosa e reconfortante de se ouvir. Roberta aproximou-se devagarzinho, queria ouvir o som do piano, queria aproveitar aquela música, e não queria atrapalhar a bela melodia que sua professora entoava.

Ao chegar à porta da sala, espiou na pontinha dos pés, a professora tocando. Ela estava linda, usava o mesmo vestido que Roberta usava, porém alguns laços esvoaçavam ainda que não houvesse vento, ela estava descalça, e os pés moviam-se agitados pelos pedais do piano de cauda, preto como a noite e reluzente como os olhos azuis que a professora possuía. Seu rosto parecia tomado de um prazer incontrolável, ainda que sua expressão pouco se alterasse, exceto pela boca que vez que outra se contorcia em meio a graves e agudos proferidos pelo instrumento. A professora estava vivendo a música que tocava, e Roberta à porta, entrava junto naquele gozo esplendoroso que era a boa música.

Decidiu-se por entrar na sala, e como se as cortinas de uma grande ópera houvessem se cerrado, o som parou. Não apenas o piano emudecera, mas também as crianças e os pássaros. O silencio era assustador, e nem o vento fazia mais as árvores farfalharem. A professora havia desaparecido, o piano também. A sala estava mudada, e nela agora só haviam dos objetos. Uma cadeira ao centro, voltada para a porta, e o cello apoiada nela.

Roberta apavorou-se, sentiu as mãozinhas gelarem ao se dar conta de que estivera sonhando minutos atrás, ou ainda, de que acabara de entrar num pesadelo. No entanto, sentia-se compelida a tocar. O violoncelo parecia emanar um aroma, uma sensação convidativa, algo que estava fora do alcance de Roberta negar. Era impossível resistir àquela tentação, e quase que hipnotizada, Roberta pôs-se a tocar.

Imediatamente após os primeiros acordes de uma belíssima valsa terem ganho o ar, o mundo voltara a girar. Os pássaros agora cantavam com mais vontade, e as crianças na rua pareciam brincar mais animadas do que nunca. E a cada nota que se encaixava na melodia, ela ia crescendo mais alegre, a música ficava mais feliz, e o mundo acompanhava a alegria de Roberta. Cada nota regia o coração dos seus coleguinhas, dos pássaros, da cidade. Parecia que tudo que transcorria nos arredores de Lake Shore havia sido alterado pela bela melodia que Roberta delicadamente fazia ecoar.

Roberta sentiu no ombro direito, livre do braço de seu instrumento, o doce toque de sua professora. A mão quente parecia proporcionar uma paz incrível em seu espírito. O toque macio daquela mão parecia carregá-la pelos mais belos campos do mundo. Quando Roberta abriu os olhos, notou o sol entrando pela janela, dourando o restante da sala. Não era mais a sala desértica e macabra que entrara segundos antes. Era agora uma sala abarrotada de instrumentos, flores e cadeiras. A professora, a seu lado, carregava um lindo sorriso nos lábios, os dentes brancos refulgindo à luz do sol.

- Já acabou o recreio? – Dissera Roberta, sua voz tão bela quanto à melodia que entoava.

- Já minha querida, – respondera a professora, sorrindo, a voz carregada de uma doçura inigualável, um convite ao relaxamento do espírito – Mas não se preocupe, a sua professora deixou você ficar tocando. Não é perfeito isso? Você tocando e todos te ouvindo pelos corredores.

- Mas eu queria que alguém me visse, é tão chato tocar só pra mim. Eu queria que o Lucas me visse. – Disse Roberta, lembrando de seu pequeno afeto, da paixão adolescente que nutria por aquele jovenzinho de cabelos louro brilhantes, sorriso amplo e rosto angelical.

- Ah, minha querida, eu posso trazê-lo, ele adoraria ouvir você tocando.

No entanto, a escola não possuía mais o dia ensolarado que Roberta via pelas janelas da sala de aula. O tempo estava feio, ameaçando uma tempestade provavelmente. Uma daquelas reviravoltas difíceis de ver. Uma densa névoa começava a se espalhar pela orla do lago, e o delicioso vento de outono estagnara. O que se ouvia nos corredores, agora abarrotados de gente, era o triste som de um violoncelo. Uma música profunda, densa tal qual a névoa, que transportava ao coração de todos que a ouviam uma agonia profunda.

Todas as crianças rumaram para suas salas de aula, o recreio havia sido suspenso pelo tempo que cada vez mais se fechava. Com todos em suas salas, não demorara muito para a professora notar a ausência de sua aluninha de primeira fila. O som do cello ecoava pelos corredores, e ela rapidamente assumira que a pequena Roberta estaria tocando na sala de música. Iria mandar uma coleguinha buscar a garota, quando uma forte sensação tomou conta de si. Uma sensação que a compelia a mandar Lucas ir buscá-la, ainda que jamais houvesse visto os dois andando juntos.

- Lucas, vá buscar a Rob para nós, por favor, diga que já passou da hora de tocar e agora ela tem aula. – Tudo isso fora dito sem emoções, como que hipnotizada, a voz da professora saíra etérea, distante, como se a mente da mesma não mais pertencesse a esse mundo.

Lucas percorrera o caminho até a sala de música a passos largos. A música lhe agoniava, e à medida que se aproximava, parecia que ia ficando mais triste. Por fim chegou à porta da sala de música. Entrou pela porta e viu Roberta, e o que vira o assustara. Roberta estava tocando, os olhos cerrados como que em uma dor profunda. Os lábios entreabriam-se vez que outra, soltando pequenas golfadas de ar, e contraindo-se cada vez que alcançava um ponto de clímax naquela melodia mórbida e assustadora.

Os pezinhos descalços contorciam-se, como se sofressem câimbras terríveis, e os cabelos assustavam. Eles haviam perdido o brilho de sempre, haviam perdido sua cor castanha clara, sua beleza. Eram cabelos negros que lhe cobriam os ombros, estagnados e sem movimento. A pele branca estava doentia, pálida, olheiras profundas circundavam os olhos e estes eram delineados por um preto assombroso. Os lábios, outrora cheios e rosáceos, eram colorados de um vermelho pálido, crispados e sem visco.

Lucas assustara-se, atrás de Roberta, uma moça de rosto cadavérico e olhos vermelhos flamejantes, flutuava. O vestido branco esvoaçava e os cabelos negros cobriam-lhe a face. Ele tinha certeza absoluta, de que aquilo só poderia ser um fantasma. E recuando passo a passo, dirigiu-se a porta entreaberta que acabara de cruzar.

Como que prevendo o movimento do garoto, a porta se fechara com um estrondo. Um som gutural escapou lentamente da boca da moça atrás de Roberta à medida que ela a abria e com a mesma voz gutural, o fantasma falara.

- Roberta está muito sozinha Lucas. Ela solicita sua presença. Eu mesma farei questão de te levar até ela.

E com um som abafado, um jorro de sangue manchava o vidro da porta da sala de música. Lucas estava pendurado pelo pescoço, por uma corda invisível. Um veio de sangue escorria de seu pescoço, outrora intacto, porém agora com uma terrível ferida, que o transpassava de lado a lado.

Roberta sorria, fazia algum tempo já que a professora havia saído da sala, e ver o movimento da maçaneta a animara. Foi com um sorriso nos lábios que viu entrar junto dela seu querido Lucas. O garoto respondera a seu sorriso, e com um gesto para que ela continuasse tocando, sentou-se quieto em uma cadeira junto à parede, olhando estarrecido para a beleza original de Roberta. Com seus brilhantes cabelos castanho claro e seu sorriso incomparável.

Continuou tocando, e ainda que achasse que já estava ali há muito tempo, não conseguia parar de tocar. O dia não passava e era sempre no mesmo lugar que o sol projetava sua luminosidade no chão. Era o dia perfeito, as horas não passavam e ela podia tocar o quanto quisesse.

No mundo real, o terror se espalhava entre os professores e alunos. As aulas haviam sido suspensas, e tentativas frustradas eram feitas de se entrar na sala de música. Muitos dos que haviam ali chegado, tiveram uma boa chance de olhar para o interior da sala e apavoraram-se com o que haviam visto. Roberta tocando, e a seus pés, restos de sangue seco e o corpo flutuante de Lucas, suspenso por algo invisível há alguns centímetros do chão. A polícia fora chamada e apesar de todas as tentativas, as portas não cediam.

O pai de Roberta, viúvo desde o parto da filha, olhava agoniado cada tentativa de abrir a porta. Força bruta já havia sido utilizada, e magicamente, a porta sequer se arranhava. A música que entrava pelo ouvido de todos tornava-os apáticos. A música os impulsionava a deixarem àquele lugar, a recolherem-se em suas casas. Sentiam-se abatidos, nervosos, entediados. Sentiam-se como se o mundo houvesse parado para eles, e a doçura daquela manhã houvesse se extraviado em algum recanto oculto de suas memórias. Tudo que conheciam eram a tristeza, a melancolia e a morbidez.

Como que tomado por impulso, o pai de Roberta avançara em direção a porta. Todos ficaram olhando apavorados. Não sabiam o que falar para aquele homem que via a filha como protagonista de uma cena tão macabra. Alguns inclusive, já tão absortos pela melodia assombrosa, deixavam de se importar com aquele sujeito. Sentimentos eram motivos banais para se falar, o mundo estava insensível a eles, e aquelas criaturas absortas pela música também estavam.

Roberta sorria. A professora a seu lado acabara de lhe contar que seu pai estava vindo vê-la, e logo e logo estaria entrando por aquela porta. Ela, a pequena garotinha de cabelos castanhos claros e olhos vivos, divertia-se com a idéia de ser agraciada com a presença de seu pai, a quem tanto amava.

O Sr. Robert encostara lentamente a mão na maçaneta e temendo o que estaria por vir, girou-a. Como que por mágica, a porta se abrira, e a passos lentos, ele cruzara o portal. Arrepiou-se ao ver atrás da filha, a figura cadavérica de uma mulher, estranhamente familiar. Ela flutuava e tinha os olhos sulcados e vermelhos, exalando uma aura de medo e ódio ao seu redor. O pai de Roberta, apavorado com a situação, apenas pode balbuciar, olhando para a aliança em seu dedo, e vendo-a reproduzida no dedo do fantasma de sua esposa.

- Querida… Porque está fazendo isso com nossa filhinha? – Foram as únicas palavras que ele conseguira balbuciar em meio a seu medo.

- Como ousas indagar-me quanto aos meus métodos, meu amor. – Havia um estranho toque carinhoso em meio à assombrosa voz gutural que escapava da boca cheia de feridas do fantasma da Sra. Robert. – Tu tens o prazer de ouvir nossa filhinha tocando o tempo todo. Tu! Que jamais soube tocar. Eu, sim. Tenho a música corrente em meu sangue e exijo ver minha filhinha tocando. Ela que aprendeu comigo a tocar este instrumento, em todos esses anos que estive ao lado dela. Eu fui o anjo dela, o anjo que a ensinou a tocar. Não me venha tirar meus direitos, eu quero a minha filha para mim.

O pai de Roberta estava parado junto à parede. A porta há muito havia se fechado, impedindo que qualquer outro entrasse e o medo que perpassava o corpo do pobre homem, só não era maior que o desejo de ver a linda filhinha livre das garras daquele demônio. O demônio que um dia fora sua adorável esposa.

- Leve-me. – Implorou ele ao fantasma em sua frente, um tom de súplica emocionante em sua voz. – Faça o que quiser, mas deixe-me ver minha filhinha uma vez mais…

E antes que pudesse dizer qualquer outra coisa, o Sr. Robert adentrava a sala de música, onde sua bela filhinha tocava uma linda melodia. Sentou-se ao lado de Lucas e a viu tocar, por horas e horas a fio. Vez que outra alguém chegava para acompanhá-lo. A vizinha, alguns coleguinhas de sala de aula e alguns parentes. Todos admirados com a beleza da pequena mocinha, sempre acompanhada de sua professora de música, tocando-lhe o ombro. O rostinho angelical jamais desmanchara o sorriso que estampava, e Roberta para sempre vivera em seu mundo de sonhos.

A escola deixara de ser habitada, ainda que a música fúnebre vez que outra escapasse pelas suas janelas. Os corredores eram pontilhados por corpos flutuantes, presos a cordas invisíveis e na sala de música, Rob Robert tocava a melodia fúnebre que acompanharia Lake Shore, até o fim de seus dias.


Written by Tomás Kroth in: Contos,Tomás Kroth | Tags: ,

52 Comments»

  • Sara says:

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    Oh… god…
    Cara, ficou muito boa essa história, com toda certeza! Quando você se toca do que está acontecendo com a Roberta… O clima fica bem tenso. o.O”
    O estilo do conto me lembrou uma série de TV que passa por um desses canais da vida: “13 Medos”. Apesar de às vezes ter umas histórias bem clichêzinhas, tem outras que realmente valem à pena.
    ————
    E essa aqui com toda certeza vale!

  • Vinicius Maboni says:

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    A junção perfeita de duas paixoes minhas, leitura e musica.
    Adorei o conto, parabens Tomás.

  • Rob Robert says:

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    Obrigada!!!
    Eu nunca havia recebido algo tão especial!

    O conto ficou ótimo, principalmente pelo mistério delicadamente explorado, e eu adorei o fato de tu ter me transformado em uma menininha ^^

    Eu te adoro, Tomás! Já te falei que tu vai longe!
    Pode ser pouco tempo, mas tu já virou um dos meus melhores amigos… obrigada pela homenagem! ^^

    Beijão!

  • Thainá Gomes says:

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    É sensível e medonho ao mesmo tempo muito bom,ótimo trabalho.

  • Tomás Kroth says:

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    Sério, tava olhando meus outros contos, os comentários nos meus contos sempre são sucintos… Que coisa, sejam mais prolixos, eu gosto de ler xD
    ___

    Fico com inveja dos outros, sempre comentários tamanho família

    • Thainá Gomes says:

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      Eu não tenho muita experiência com escrita então eu não sei mesmo o que falar ou criticar,masi quando eu ficar mais experiente eu falo mais.

      • Tomás Kroth says:

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        uhauhauhauhauha
        ____
        Não foi uma crítica, foi uma brincadeira. Relaxa, já fico extremamente grato por tu ter lido o conto.

  • Asami says:

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    Se me permite dizer, Tomás, esse é com certeza o seu melhor conto. Tão belo, assustador, simplesmente surpreendente. A trama envolta em mistério e embalada pelas melodias ora fúnebre, ora felizes; a narrativa sob dois pontos de vista e o enredo em si ficaram incríveis. Como a soma das mais belas notas, formando a melodia perfeita. Muito legal, cara, amei :D

    • Tomás Kroth says:

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      *-*
      __

      Tu não sabe como me deixa feliz ler um comentário assim, sério, muito obrigado. Adorei escrever esse conto, e mais ainda ler esse tipo de coisa, muito obrigado ^^

  • Clarissa says:

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    Sinceramente, eu não gostei muito pelo fato de ser muito detalista, fiquei confusa e meio e achei meio consativo. Mas o enredo ficou bom.

  • Fischer says:

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    Minha opinião não é válida, não entendo nada de literatura, mas achei esse conto realmente interessante. 10/10.

  • Hellboy says:

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    Mesmo minha opinião também não sendo muito válida, achei muito bom.

    • Tomás Kroth says:

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      uahuahuahuahuahuahuahuah!
      _____

      Comentário da nerdaiada super criativo xD

  • Thumb up 0 Thumb down 0

    Cara, é engraçada que não importa o tempo que a gente não se fale, não importa quanto tempo eu fique sem ler teus textos, sempre que leio algo teu, de cara da pra ver que foi você que escreveu. Tu tens um ar “dark” que é muito peculiar. Parabéns, está muito bom, é bom ver que pelo menos mais um dos CZ², além de mim, continua com um toque artístico vivo. RSRSRSRSRSRS

    • Tomás Kroth says:

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      uahuahuahuahuha Aqui a coisa ta bem menos viva, se comparar contos ocasionais a vida de um ator/diretor/roteirista/professor/ de teatro xD
      ____

      Obrigado mesmo cara, bom que tu leu!

  • Maryna says:

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    ficou bom tomás! adorei! com bastante suspense e tal, tirando que os detalhes me fizeram imaginar as cenas. Bem legal, parabéns!

  • Thumb up 0 Thumb down 0

    Descricões muito vazias na história. Mas no geral o conto é legal. :-)

    • Tomás Kroth says:

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      Por exemplo Guns? Aponta elas que fica mais fácil saber onde pequei pra melhorar depois ^^

  • Gabriel Monteiro says:

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    Gostei do conto. Adorei a forma como foi apresentada a visão dos dois mundos diferentes, mas em alguns pontos eu acho que certas palavras foram repetidas demais.

    • Tomás Kroth says:

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      Que bom que gostou!
      ___
      Onde por exemplo? xD Eu quero que vocês apontem os erros pessoal, ai eu sei onde melhorar!

      • Gabriel Monteiro says:

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        Quando ela ouve a professora tocar e fica olhando pra ela a palavra “professora” é repetida muitas vezes.
        Não muito depois a palavra “melodia” também é muito repetida.
        Tem um trecho onde aparece várias vezes o verbo “tocar”, porém aí eu nem considerei algo mal, pois dava a sensação da obsessão da garota por tocar o violoncelo e imaginei que poderia até ser proposital.

  • Vitor Vitali says:

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    Tenho que ser sincero, esse em específico eu achei meio chato. As descrições da menina do começo me pareceram um tanto previsível e embora o fim seja divertido, o desenvolvimento e a introdução não me agradaram muito.

  • Vitor Vitali says:

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    Nossa, comentei mas meu comentário sumiu. Então aqui vai de novo. Achei as descrições do começo até a metade um tanto artificiais. Pareceu meio esperado que tudo fosse daquela forma, mesmo que embora isso seja uma boa ferramenta para desconstruir tudo depois, como você fez, em si não me agradou.
    Acho que esse foi o único conto seu que não gostei muito. ):

  • Vitor Vitali says:

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    Desisto, meus comentário não aparecem. Terceira vez que estou tentando.

    • Tomás Kroth says:

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      Apareceram, relaxa Vítor. Poxa, que pena que não gostou cara. Eu julgo esse um dos contos mais bonitos que eu escrevi e adoro o enredo dele. Mas como dizia mamãe, “gosto é que nem c*” ^^
      ___

      Obrigado mesmo assim por ter lido!

      • Vitor Vitali says:

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        Digo, não é um conto ruim, mas se comparado aos outros que são uns dos melhores que tem por aqui, achei esse fraco.
        -
        E os comentários demoraram aparecer por que o Guns me sabotou. Mandou tudo para SPAM.

        • Tomás Kroth says:

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          Guns safadão! xD
          ___
          Bom, espero que não caia no seu conceito por um conto que tu não gostou xD Quanto a personagem “clichê”, bom, ela foi um retrato da Roberta, e a descontrução dela foi de autoria própria xD

  • Sid says:

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    Tocante e arrepiante, mas extremamente relaxante se ouvido em certas horas.
    Excelente conto é aquele que dá um gostinho de quero mais, e é isso que aconteceu com esse.
    Continue assim, continue forte, continue com contos macabros e de arrepio, mas com um toque sutil de nobresa e charme.

  • Andrey Ximenez says:

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    Veja bem, este tipo de estilo não é o que me agrada. Porém, tentarei fazer uma crítica sucinta.
    -
    A introdução é longa e clichê. O excesso de detalhes cansa e torna a atmosfera mais densa que o necessário. Creio que o texto possa ser mais enxuto.
    -
    Repetição de palavras como “gélido”, “tocar” e “melodia” se fazem presentes.
    -
    Em termos de conteúdo, uma história macabra, mt bem intercalada com os momentos de “lucidez” e “sonho”. Não há o que se reclamar com isso.
    -
    Mas vale o ponto de história explorada. Lembra que comentamos sobre um certo texto em que dizíamos que parecia titanic em cinco segundos? (“Esse navio não pode afundar”/ *Afunda*/ Fim). Poizeh. Aqui foi o oposto. A idéia foi explorada demais, descritiva demais, cansativa demais.
    -
    Há pessoas que adoram uma história detalhista. Para elas, perfeito é a palavra certa. Para mim um texto bom, superiores aos que eu tinha visto entre os teus até agora, mas ainda assim, não me agradou muito.
    -
    PS: Toma teu commntz gigante, fia-da-puts
    -
    PS2: Certa feita conheci uma Roberta, em Viamão. Foi namorada de um amigo meu. Um sorriso lindo e mãos para o violoncelo mt atentas. Será…

    • Tomás Kroth says:

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      Depois te mando uma foto dela e a gente vê se é ela mesmo xD
      ____
      Mas enfim, quanto ao extenso e ótimo comentário.
      ___
      Eu adoro descrições longas e demoradas, e passo essa adoração pros meus contos. Acho que nesse quesito do detalhar mais, ou menos, é mais uma questão de gosto do que de técnica.
      ___
      A repetição de palavras realmente, cada vez que leio descubro mais e mais termos repetidos em excesso. Inclusive alguns erros de apostos mal colocados, que tu nem mencionou.
      ___
      O início clichê, foi de certa forma, proposital. Eu queria passar a idéia de algo incocebilvemente alegre. Uma aura de paraíso exacerbada, um lugar quase fantasioso. Afinal o que vem depois é uma destruição total, e o ambiente se torna palco clichê de assombrações. Foi realmente querendo extremar esses dois lados. Se foi bem feito ou não isso, totalmente discutível, e é por isso que eu adoro comentários.
      ___
      Enfim, obrigado pelo extenso comentário!

      • Andrey Ximenez says:

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        Ok, combinado. xD
        -
        Sinceramente, quanto aos apostos, não estive tão atento pra achar coisas mais minuciosas, comentei o q mais me saltou os olhos.
        -
        Excesso de descrição é um caso de gosto realmente. Tornar o texto mais pesado que o necessário, é questão de técnica. Mas… Pra mim vai ser uma questão de técnica. Quem define isso é o freguês, não acha? ;)
        -
        Quanto a ser clichê, fica bem explicito a intenção do contraste com o final do enredo. O problema é que por se tratar de cliche, se tu tende a descreve-lo cansa o leitor. É cliche, e cliche é cliche. Nunca uma coisa boa. Se tu se alongas nele excessivamente o texto fica pesado, fazendo com que pessoas como eu (que não gostam de descrições demasiadas), por exemplo, não seguissem lendo. É uma dica. Tu podes escolher escrever somente para os “seus”, é uma escolha de casa autor.
        -
        =]

        • Tomás Kroth says:

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          Eu realmente gosto de escrever com excesso de descrições, e como escrevo mais por gosto e tenho mais foco em me agradar do que agradar aos outros, continuo assim. Quando for escrever algo visando mercado, penso nessas tuas valiosas dicas!

  • Andrey Ximenez says:

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    Put* Coincidência!
    -
    E não é que a conheço!

  • isael says:

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    de vera cara focou otimo vc tem talento…xd

  • Didi says:

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    Gostei muito do conto!
    Você conseguiu mesclar o fúnebre e a morbidez com a delicadeza, passando uma sensação muito diferente!
    Continue assim que eu sempre volto!

  • Luli says:

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    Olá =)

    Seguinte, Tomás: Eu descobri esse site outro dia praticamente, e só hoje que fui reservar um tempinho pra ler os textos daqui e ver se tinha algum que me agradasse, aí encontrei logo o seu na página inicial, li o texto, li os comentários e resolvi comentar eu mesma =)

    Rapaz, muitas pessoas que comentaram falaram das descrições,dizendo que a história estava muito cansativa ou até pouco descritiva, mas achei que o problema não foi exatamente a “quantidade”, e sim a forma como a história foi descrita. Você se alongou demais nas descrições dos cenários e no início clichê e não aproveitou bem oportunidades para fazer algo realmente diferente – por exemplo, elaborar mais a imagem do fantasma ou trabalhar melhor o dialogo entre o pai da garota e a “mãe”. Sim, você mesmo disse que o clichê foi proposital, mas porque não aproveitar uma idéia clichê e descrevê-la de maneira diferente, ou acrescentar detalhes que a diferenciem das outras? Porque dá pra ver pelo seu texto que você tem um bom potencial para escrever grandes histórias (os momentos entre o sonho da menina e o que ocorria no “mundo real” foram muito bons!) =)
    Bem, como não tenho nada para comentar sobre a repetição de palavras que você já não tenha sido avisado, meu comentário termina por aqui mesmo. Não tenho experiência nenhuma com a escrita, mas se opinião de uma pessoa que é bem chata pra julgar o que lê serve….aqui está xD

    Até o próximo conto, quem sabe! ^^

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