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Sep
27
2010

The Raven Song – Capítulo 3: Quando os Demônios…

Escritor: Sara

the-raven-song

Parte 1: …Vendem Suas Almas

Moskov saiu do elevador batendo os saltos no chão com ruidosos toctoc e ao alcançar a “Área Especial” (onde costumava-se prender os prisioneiros homicidas e os esquizofrênicos) passou seu cartão de identificação na porta, entrando definitivamente na Zona Proibida.

Esse olhar… quantas vezes já não o vi? Aquele olhar que diz o quanto você é um animal, um lixo, um verme… Sim, eu sei que sou tudo isso, Tenente, mas o que posso fazer? É a minha natureza morder quando você menos espera. É a minha natureza correr atrás desse olhar, porque é ele quem me alimenta

— O Sr. Morrys está bem? — questionou nervosamente para o guarda que tomava conta da sala acolchoada feita exclusivamente para os prisioneiros que não tinham um parafuso muito preso… Se é que conseguem entender, senhores.

— Está vivo — foi a resposta pouco animadora que recebeu. O rapaz de cabelos curtos e claros parecia nervoso em ter de ficar ali.

— Abra a porta para mim, meu jovem.

Seu asco apenas comprova o meu sucesso em ser um monstro.

Ele me satisfaz profundamente.

— O que?! Mas, Tenente…

— Nada de “mas”! Abra logo essa porta ou vou mandá-lo limpar as latrinas do banheiro masculino por um mês e será com sua escova de dente!

O guarda, mais nervoso do que nunca, digitou a senha que abria o “quarto-dos-malucos” e empurrou a porta para que Moskov pudesse ver seu mais novo e mal-comportado prisioneiro.

Um vidro à prova de balas separava a entrada da verdadeira porta que dava para o quarto acolchoado e o guarda também tratou de que este subisse para que a Tenente pudesse passar.

— A senhora tem mesmo certeza disso? — indagou com suor escorrendo pelo rosto.

Você tem medo de mim. Isso é agradável.

Você me odeia. Isso é um fato.

E apenas se odeia com real convicção nos outros, aquilo que queremos esconder em nós mesmos…

Ela simplesmente assentiu e a porta da sala acolchoada foi aberta.

Sentado no canto esquerdo com uma expressão de sublime serenidade, estava Raven.

Alguns guardas realmente corajosos haviam conseguido colocar-lhe a camisa-de-força, mas ele logo arrebentara a lona e transformara-a em um casaco estranho, amarelado, com fivelas quebradas balançando pelos lados. Quando voltou seu rosto quase lupino para a mulher, ela percebeu (com o estômago revirando-se e o vômito pedindo passagem por sua garganta) que a boca e o queixo dele estavam sujos de sangue e que de seus dentes (exibidos no mesmo sorriso debochado, sarcástico, que ele dera ainda na sala) pendiam finos pedaços de carne, assim como mais sangue ainda.

Engane os outros, Tenente. Coloque sua máscara, isso mesmo. Não faz diferença pra mim. Eu sei o que você é e você também sabe.

Você é tão suja quanto eu.

Acha que não reparei nas marcas roxas no seu pescoço, vagabunda? Ou nos seus olhares para aquele fardado cópia do “Scarface”?

Suas tentativas de esconder a ambos foram falhas… Ou será que não seria seu desejo que todos reparassem que você anda empinando o rabo para um dos seus homens?

Rá, é mesmo uma piranha…

Quando se faz um trato com um Nevasca, Tenente Moskov — começou com um tom que indicava o princípio de uma risada (e era muito melhor que ele apenas ficasse na vontade, pois se realmente se atrevesse a rir, ela seria capaz de dar-lhe um tiro no meio da testa) — você automaticamente faz um trato também com o próprio Diabo. É melhor ir se preparando, pois isso é apenas o começo.

— Feche essa porta. — a mulher ordenou para o guarda. E ao vê-lo hesitar, perdeu o controle. — Feche logo essa porta, caralho!

Raven erguera-se e agora caminhava lentamente na sua direção. A porta tornou a mover-se automaticamente para impedir a passagem dele, mas o Nevasca colocou o pé antes que ela o trancasse lá dentro.

Você não pode fugir de si mesma.

E eu sou a verdade que vive dentro de ti.

Por isso… corra enquanto pode. Pois eu vou te pegar um dia.

Moskov tinha noção de quanta força era precisa para manter aquela porta aberta e quando ele começou a afastá-la, tentando sair, ela correu com o guarda em seus calcanhares, fechando a parede de vidro blindado que separava a porta de saída da porta da sala acolchoada.

Sem parecer abalado, Raven bateu com ambos os punhos no vidro e um som crocante pode ser ouvido quando a superfície rachou um pouco na parte que ele atingira. Talvez ficasse batendo ali o dia inteiro sem conseguir fugir, mas algo dizia a Tenente que ele não pretendia fazer isso.

O sorriso sangrento só queria dizer uma última coisa para ela:

Vou te fazer se arrepender de ter feito um trato comigo, puta.

E como vou…

Parte 2: …Amam

Giovanni estava um pouco melhor com os curativos que a enfermeira fizera. Entretanto, eles não eram como os que Raven fazia. Os que Raven fazia quase sempre não duravam nem três dias, pois havia alguma coisa nas mãos do homem que era… mágica.

— Sr. Puente vamos precisar muito da sua ajuda.

Ele ergueu os olhos confuso para a Tenente Moskov — esta carregando uma expressão séria no semblante.

— Por quê?

— Porque seu amigo, o Sr. Raven, acabou de aleijar um dos meus guardas. E não estou falando de um braço ou de uma perna…

— Então onde foi?

— Digamos que seu amiguinho fez uma vasectomia de forma invejável.

— Raven não ataca sem que alguém o provoque. — retorquiu o espanhol

Moskov pensou na fita da câmera instalada no elevador. O guarda havia passado a mão na bunda do Nevasca e perguntado de forma sacana se não podia divertir-se um pouco com ele, afinal de contas “a bichinha chorona com quem ele devia trepar, se desmaiava com um choquezinho de nada, na certa não lhe dava o prazer que ele merecia, não era macho o suficiente”.

— Além do mais, aquele cara me machucou. E isso Raven não aceita.

— Vocês por acaso tem alguma coisa? Algum relacionamento sexual?

— Não!

— Olha, não adianta tentar mentir pra mim. Eu vou descobrir a verdade sobre a relação de vocês.

— Eu não estou mentindo.

— Acha que não reparo a forma como ele olha pra você?!

— E que forma é essa?

— Como se… como se fosse capaz de fazer qualquer coisa por você. Nem mesmo meu ex-marido me olhava daquela forma.

— E daí?

— Daí que vocês são homens, pelo amor de Deus! Um homem olhar assim pra outro…

Um sorriso pequeno surgiu nos lábios do rapaz.

— Então acha que só porque somos muito ligados isso nos obriga a manter uma relação íntima?

— Acho! — ela aparentava muita firmeza no que dizia.

— Então… acha que somos gays?

A Tenente abriu a boca para responder, mas…

Olhando bem para aquele sujeito, ele não parecia nem um pouco efeminado. Haviam cinco cicatrizes enormes em seu rosto, uma delas repuxava o canto de sua boca num sorriso vazio ao mesmo tempo em que encovava sua bochecha  esquerda. Queimaduras horríveis começavam no lado direito de seu rosto bem no queixo e acabavam no couro cabeludo, fazendo os fios rarearem ali. Com ele sem camisa, Moskov também reparava no peito coberto de pelos e mais cicatrizes/queimaduras.

Aquele sujeito não parecia ser gay. Quer dizer, todos os gays que vira até hoje pareciam um bando de mulherzinhas, além de serem bem egocêntricos.

Ou seja, ela poderia considerar que Raven…

Se bem que olhando bem para ele também… Raven só parecia frágil próximo do espanhol. Quando o viu sentado na sala acolchoada, sozinho, Moskov notou o quanto era másculo com aqueles ombros largos e os olhos claros, investigadores. O queixo pontudo e o nariz nobre complementavam o rosto conferindo-lhe uma aura de mistério. Na verdade, ousava até mesmo a dizer que a presença dele fizera um calor molhado surgir no meio de suas pernas…

“Que raios estou pensando?”, ela questionou a si mesma, suando frio. Então lembrou do relatório que recebera do laboratório dizendo que determinados fatores nos Nevascas poderiam causar… “reações estranhas” nas pessoas comuns.

— Eu não sei. As aparências enganam.

— Só temos um ao outro. Desde sempre. Meus pais morreram muito cedo. Raven me salvou da morte, ele me deu uma nova vida… Você não tem ideia do quanto ele fez por mim…

Então, acabou sendo levado na onda das memórias, aquelas criaturinhas perigosas e de dedos hábeis que agarram nossas mentes e nos transportam para lugares que às vezes gostaríamos de esquecer.

/////

Ele, Giovanni, tinha 11 anos.

A vida não estava sendo muito generosa, dando-lhe apenas um corpo magro e minúsculo, muito diferente do que viria a adquirir na chegada dos famosos dezesseis…

Mas, por enquanto, era apenas um moleque baixinho, raquítico. Saúde frágil. Enfim…

Tanto Raven quando o garoto estavam parados próximos de uma barraca de frutas. Com um sinal de cabeça do mais velho, ele passou a encher uma sacola de papel rapidamente com maçãs e laranjas. Tudo teria dado certo se… um cão imenso não tivesse aparecido rosnando para ele.

No início, até tentou acalmar o bicho, mas era impossível. Achando que ia ter um braço arrancado ou coisa parecida, ele se pôs a correr desesperadamente — e ainda bem que pelo menos sua estrutura corporal lhe permitia correr feito um desvairado, porque nem gostaria de imaginar o que aquela boca cheia de dentes teria feito com seu traseiro. Não encontrando o traseiro, porém, o cão não desistiu e arrebentou a sacola, fazendo seu conteúdo rolar pelo chão, atraindo um grupo de mortos de fome que atirou-se ali, brigando pelas frutas como animais selvagens.

Recostando-se numa parede de tijolos depois de fugir ele inclinou a cabeça para trás e respirou o ar em golfadas. Saltou quando uma mão pousou em seu ombro, mas era apenas Raven, o ar taciturno de sempre e a roupa de violinista de rua, puída, ainda assim perfeitamente ajeitada, como se ele não tivesse corrido atrás do garoto e sim caminhado.

— Desculpe, Raven! — sentia-se imensamente envergonhado por não ter tido capacidade para roubar as frutas que serviriam de jantar para ambos.

O mais velho simplesmente suspirou e tirou duas peras de dentro do paletó negro e remendado que usava. Eles as jogou para o menino e apanhou o estojo com o violino no chão, começando a caminhar encurvado, uma postura típica que ainda lhe renderia boas dores quando envelhecesse.

— Vamos logo antes que os guardas apareçam.

— Você não vai comer, Rae… Raven? — corou mais ainda, percebendo que o chamaria pelo bendito apelido. E isso seria duplamente vergonhoso, pois desde que entrara no período da pré-adolescência não conseguia pronunciar aquela palavrinha infantil, acreditando que ela… Melhor seria não pensar naquele assunto agora… Raven poderia “ler sua mente”.

— Não. Você está em fase de crescimento. Precisa se alimentar.

— Só vou poder me alimentar se tiver você aqui, mas se morrer de fome como isso vai acontecer?

— Parece que alguém anda querendo bancar o espertinho pra cima de mim, não é?

— Eu não…

— Eu sou o mais velho então dou as cartas por aqui, garoto. E se eu digo que você vai comer tudo isso, então você vai comer tudo isso! Entendeu?

— Sim, Raven. — baixou a cabeça, sabendo que jamais seria capaz de desobedecê-lo.

Os dois caminhavam em silêncio até Raven passar o braço em torno dos ombros do menino que era vários centímetros mais baixo que ele.

Se você comer tudo vou te ensinar aquelas técnicas de luta.

— Jura mesmo?! — os olhos negros (e que o perturbavam profundamente) brilharam e um pequeno sorriso surgiu nos lábios finos e rachados pelo frio do rapaz mais velho.

Claro que sim… Mas só se comer tudo…

//////

— Não tente me distrair com suas histórias! — a mulher apontou o dedo em seu rosto. — Você vai me falar o que eu quero ouvir nem que seja na marra, senhor!

— E o que você quer ouvir?!

— Quais são as fraquezas dele? Do que ele tem mais medo? Onde ele se “machuca” caso alguém o “cutuque”?!

— Raven não tem fraquezas visíveis. Ele não teme a dor ou o sofrimento… Apenas uma coisa o torna mortal como qualquer outro.

— E o que é? Alguma substância específica? Algum trauma? Algum… abuso?

Os olhos de Giovanni tornaram a vagar; era fácil que tal ocorresse por conta do déficit de atenção…

/////

— Quem é o garoto? — perguntou o homem com a mão pousada sobre a pança monstruosamente grande. Quando ele ergueu o braço para apanhar uma caneca de cerveja oferecida pela garçonete usando um short minúsculo enfiado na bunda, Giovanni conteve-se para não vomitar diante da imagem das estrias esbranquiçadas em sua carne flácida.

Ninguém da sua conta — foi a resposta ríspida de Raven. — Onde está o dinheiro?

O gorducho estalou os dedos e alguém estendeu-lhe um maço razoavelmente grande com notas de cem. Ele passou as notas na frente do Nevasca e este agarrou-as, contando minuciosamente.

Pra um começo até que está bom. Quero o dobro disso quando terminar.

— Acho que você cobra bem caro pra fazer esse… “serviço”.

Eu não trabalho com isso… Não gosto de gente mandando em mim, mas alguém precisa trabalhar. — os olhos verdes pousaram em Giovanni e ele tirou algumas moedas do bolso do colete, passando-as para as mãos do garoto de 14 anos. — Vai comprar umas balas enquanto eu resolvo isso.

Ele estremeceu. Não queria se afastar do mais velho. Aquele lugar cheirava a drogas e prostituição, como ele poderia ficar sozinho? E se alguém tentasse alguma coisa? Mesmo querendo não admitir, ele jamais conseguiria se defender por conta própria… Só estaria seguro perto de Raven!

— Mas…

Está tudo bem, Vanni. Eu e o Sr. Gonzalez temos assuntos de adulto para tratar… Isso vai ser bem chato pra você, vá se divertir um pouco; algumas meninas estão louquinhas pra ficar contigo… Mas não vá deixar nenhuma arrancar suas calças, hein moleque?!

O garoto assentiu, o punhado de moedas sendo apertado firmemente por seus dedos desajeitados. Não pretendia, no entanto, perder aqueles dois de vista.

Por quê?

Bem, digamos que jamais Raven o tivesse chamado de “Vanni”. Nem mesmo nos momentos em que ele acordava gritando por conta dos pesadelos que ressuscitavam seu passado do caixão anônimo no qual fora enterrado, o mais velho o chamara daquela forma.

Recostou-se no balcão do bar observando o homem alto e pálido parado diante da mesa, aparentemente conversando com o cara obeso. Então, o sujeito levantou da cadeira, cambaleante, contornando a mesa com extrema dificuldade por conta de sua composição física semelhante a de uma bola de boliche. Percebeu, sombrio, que eles moviam-se na direção das escadas de degraus que rangiam violentamente, subindo para onde ficavam os quartos daquela casa de massagem barata.

Sem hesitar, correu na direção deles, passando por garotas que sentavam na cara de homens bêbados e uma banda de leprosos cantarolando alguma canção dos Rolling Stones. Ironicamente, era “Don’t Stop”.

Quando chegou no topo da escada, parou e virou-se, vislumbrando uma bunda gorda sumir no final do corredor. Correndo, o jovem parou, ofegando diante da porta que fechava-se na sua cara apaticamente.

Raven dissera mais cedo que eles iriam até ali para conseguir dinheiro suficiente para tratar sua doença. Uma doença estranha, mas que vinha proliferando-se como uma praga nos últimos meses, que os médicos haviam, ironicamente, apelidado de “A Morte Rubra”. Ela o fazia por vezes dobrar-se sobre o próprio corpo, tossindo com tanta violência que o sangue saía, maldito… rubro…

Giovanni já não era mais tão ignorante quanto ao que o mais velho fazia. Roubar frutas na feira não era o pior crime que ele já cometera. Raven já matara pessoas… Antes mesmo de matar os mendigos que destruíram sua família ele já havia matado incontáveis vezes…

E era exatamente isso o que ele ia fazer. Na certa, o gorducho o contratara para eliminar alguém e ambos discutiriam isso no quarto, onde nenhum policial disfarçado de ébrio poderia ouvir. Mais uma vez, Raven estava indo contra a lei apenas para salvá-lo.

Sentando no chão, o garoto resolveu esperar, mesmo que depois levasse uma bronca. Durante dez minutos ficou ali e de vez em quando ouvia sons abafados, como se alguém estivesse batendo com um socador num travesseiro, na certa vindo do quarto em frente. Quando tudo ficou em silêncio, o gordo abriu a porta abruptamente, saindo de dentro do quarto com um sorriso na cara. Apesar de ter esbarrado nele, o homem não o notou: Aparentava mais preocupação em fechar o zíper da calça do que dar-lhe atenção.

Hesitante, o garoto enfiou a cabeça pela fresta da porta, avistando Raven sentado na cama. Ao aproximar-se, notou algo errado…

As roupas dele estavam espalhadas pelo chão.

Por que Raven tiraria a roupa na frente daquele cara?

O rapaz levantou da cama, o lençol em torno da cintura. O lençol estava manchado de sangue.

Por que diabos o lençol estava manchado de sangue?!?

— Raven…? — nesse instante, jurou não reconhecer sua voz tão fina e fraca encontrava-se.

Ele o encarou, os olhos claros vazios.

Devia estar comprando balas, garoto…

Lágrimas reuniram-se nos olhos negros. De repente, em sua cabeça, quase pode ouvir o som de uma superfície de vidro estilhaçando-se…

Aquilo era o que restava de inocência dentro de si… morrendo.

— Aquele… aquele cara te machucou, Raven… Você tá… sangrando… Meu Deus, VOCÊ TÁ SANGRANDO, RAVEN!

Mas Raven parecia bem alheio a qualquer sangramento, até mesmo a dor que deveria estar sentindo.

Eu disse pra você que isso era assunto de adultos. Você não devia estar aqui, Giovanni.

— Raven… — definitivamente, ele não era mais tão inocente — você transou com aquele cara? Você é… gay?

Não.

— Pra qual pergunta?

Para a segunda, óbvio!

O silêncio foi desconfortável. Giovanni não conseguia tirar os olhos do rosto inexpressivo do mais velho. Era aterrorizante. Sentia que estava sufocando naquele quarto com o cheiro de sangue e sexo se misturando. Ao tentar encarar outro ponto que não fosse aquele semblante pálido, percebeu que haviam marcas roxas pelo abdome e pelos braços dele.

O maldito batera em Raven.

Ele te estuprou?! Como pode deixar algo assim acontecer, Raven?! Você é muito mais forte que…

Olhe bem o tom que está usando comigo, moleque! — ele rosnou um pouco e em seguida prosseguiu: — E sexo consentido não é estupro.

— Mas Raven… — agora seu coração estava pesado. Então isso queria dizer que o seu heroi havia…?

Sim, eu agi como uma puta. — ele respondeu lendo seu pensamento.

— Por… por que fez isso? Por que… fazer uma coisa dessas?!?

O dinheiro.

Ele não queria mover a cabeça, mas acabou virando-a para onde Raven apontava. Em cima de um criado-mudo dois maços grossos de notas de cem repousavam, iluminados de forma um tanto quanto diabólica pelo abajur. Mas era apenas impressão de sua mente confusa — só poderia ser…

— Por que não roubou?! — ele agarrou os próprios cabelos, como se isso fosse evitar as lágrimas e os soluços de saírem — Por que não matou aquele cara e roubou o dinheiro dele?!

Ele é um dos cafetões mais famosos da cidade. Se eu o matasse meio mundo viria atrás de nós. Não valia a pena.

— Então você resolveu dar o cu pra ele como forma de ganhar o dinheiro?!

Ele preferia que tivesse sido você no meu lugar — aqui, a boca do jovem escancarou-se, tão horrorizado estava. O tom do Nevasca não deixou de ser indiferente um único segundo. — Mas eu jamais permitiria que aquele velho nojento tocasse em você.

— Então você foi no meu lugar?

É o que parece.

— EU PREFERIA MORRER ENGASGADO COM MEU PRÓPRIO SANGUE DO QUE VER VOCÊ FAZER ISSO CONSIGO MESMO!!!!!

O tapa doeu. Não porque foi forte e sim porque Raven nunca o batera na vida, ao menos não a sério, pois no treinamento constantemente ele “levava uma surra”. Aquele era o primeiro tapa sério e ele não sabia como reagir.

Nunca… — a inexpressividade sumia, dando lugar a um sentimento de imensa tristeza — diga que preferia morrer. Nunca.

— Raven… olha o que ele fez com você! Ele… ele… Raven, você tá sangrando… — quanta vontade não sentira de descer as escadas e matar aquele viado obeso? Muita, nem saberia definir o ódio mortal que instalava-se na sua cabeça. Irônico, anos depois, analisando bem aquela questão… sentia-se como um vingador cobrando a honra perdida de sua donzela amada… que no caso era um homem, mas isso… era apenas um detalhe.

Eu não ligo! O meu corpo foi criado pra aguentar castigos piores. Mas o seu não. Se não fizer o tratamento rápido pode estar tudo acabado. Eu não tinha tempo para roubar bancos, sequestrar pessoas em busca de resgates ou fazer outra coisa… Os tiras nessa cidade estão em todo lugar e logo nos capturariam… Os trabalhos honestos? Rá! Os poucos para os quais eu teria chance de receber um salário não seriam o suficiente para cobrir um quinto do seu tratamento então… eu apelei pra isso.

Giovanni sentia que alguma coisa estava entalada em sua garganta. Percebeu que era um grito. Soltou-o furiosamente, caindo de joelhos.

— A culpa é minha! Toda minha!

Pare de dizer essas coisas!

Raven queria muito acalmá-lo, mas não o tocaria naquele momento. Não com o gozo do cafetão filho-da-puta escorrendo pelas pernas junto com seu próprio sangue. Não… não iria maculá-lo… mais.

Eu vou tomar um banho. Preciso me limpar. Espera aqui… Faça o que eu mando dessa vez, só pra variar.

O garoto estendeu a mão e segurou o pulso fino dele, impedindo-o de andar. Levantou com dificuldade e depois de engolir algumas vezes em seco (parecia que havia uma bala de canhão escorrendo dentro de si), conseguiu dizer:

— Eu… eu te ajudo, Rae-Rae.

E o mais surpreendente é que, apesar disso, quem tinha o olhar de piedade não era Giovanni, e sim Raven.

Afinal, seria a vida tão cruel a ponto de criar uma criatura tão boa quanto aquela, tão pura… apenas para fodê-la no final de tudo?

Não, baixinho. Você já fez demais por hoje.

Os apelidos. Ah… quantas saudades não sentia deles? Muitas. Era como ouvir seu filho te chamar de “papai” de novo depois que ele aprende que “coroa” é muito mais interessante.

— Está doendo muito?

— Acho que desloquei as costas, mas amanhã vai estar melhor. Meu corpo é rápido pra se curar, você sabe.

— E essas marcas? Ele… te bateu muito?

Já apanhei mais no reformatório, não se preocupe. Comparado com o Canibal, esse cara tinha “mãos de moça”.

Apesar de terem começado a rir (meio forçadamente), logo o jovem recomeçara a soluçar.

— Desculpe, Rae-Rae…

Não há nada para perdoar, baixinho. Eu… — pela primeira vez, Raven parecia sem-graça — Esquece.

— O que foi?

Estou… me sentindo um pouco tonto. Acho que é por causa da perda de sangue. Poderia me levar pro banheiro… por favor?

Sem hesitar o garoto o fez passar o braço em torno do seu pescoço e o levou cuidadosamente para o pequeno espaço dentro do quarto em que havia um boxe e uma privada sem tampa.

Ao tirar o lençol manchado, pela segunda vez na noite, conteve-se para não vomitar, dessa vez diante da imagem dos líquidos vermelho e branco escorrendo pelas coxas alvas do melhor amigo.

“A culpa é minha”, foi a única coisa que conseguiu pensar. A água foi ligada. O corpo de Raven começou a ser lavado. O sêmen e o sangue desciam ralo abaixo. “É toda minha…”

////

O rapaz ficou em silêncio olhando para as próprias mãos pousadas no colo.

A Tenente Moskov de repente se deu conta de que não sabia o que dizer; Raven fora capaz de vender o próprio corpo… só pra salvar a vida dele? Isso não… fazia sentido…

Raven era um psicopata, um louco…

Como…?

— Ele me ama. E eu amo ele. Essa é a única verdade, senhora.

////

Depois que os guardas levaram Giovanni embora, Moskov sentou na maca em que ele estivera e apoiou a cabeça nas mãos.

Se tudo o que ouvira era verdade… Então seria realmente muito difícil lidar com aquele homem.

Ou talvez… não.        


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80 Comments»

  • Asami says:

    Ahá, foi postado, foi postado! 😀

    Vejamos… quando eu li esse cap do The Raven Song, eu fiquei eufórica, meu querido Sara, especialmente devido à forma como o enredo vem apresentando cada vez mais ação, mais suspense ao longo da trama. Vale frisar também a amizade sem fronteiras existente entre Raven e Giovanni que eu particularmente acho a coisa mais linda do mundo. Essa capacidade dos dois de se protegerem, gerada pela solidão e sofrimentos compartilhados e impulsionada pelo companheirismo é algo verdadeiramente belo e forte. O conto vem apresentando uma qualidade incontestável no enredo… Ah, e eu já falei o quanto acho o Raven fodástico? *-*

    • Sara says:

      oh… my… god! ^^””’
      Nossa, que comentário quilométrico e lindo! *-* Nem sei direito como responder!
      Acho que no meio de uma história com coisas tão horríveis quanto “Raven”, a amizade do Giovanni e do Raven realmente é uma coisa muito… bonita. É como se fosse um fator apaziguador de tanta crueldade. Sei lá… XD
      Pode crer, Raven é MUITO [email protected] (acho que você e outras quinhentas pessoas já disseram isso! XD /exagerado). Pra fazer o que ele fez “numa boa”… o cara tem que ter muito culhão.
      ———————
      Nhai… se prepare para ver mais momentos em que eu torturo psicologica, emocional e fisicamente meus personagens! (6) Acho que quando se lê muito yaoi a pessoa acaba ficando meio sádica… né, Samila?! XPPPPP
      E eu preciso escrever logo o capítulo 4! /apanha Fico só na preguiça e história que é bom, nada! Mas em breve ele vai estar lá no meu blog e aqui, no ONE! 😀
      É só colocar fé que vai!

      • Asami says:

        Epa! Epa! EEEEEEEEPPPPPAAAAA!!! Que história é essa de história que é bom nada? Sara não faça isso ao meu coração que ele não aguenta! Você tem que escrever, você tem que escrever cara!!! Senhor Sara, eu acho bom você começar a escrever ou eu peço ao Israel pra me ensinar a dar uma voadora on-line, aí você me paga! 🙁

        • Sara says:

          /PAVOR
          Não faça isso comigo! Se você me der uma voadora on-line eu vou parar no hospital todo quebrado (?????) e não vou poder escrever a história!
          Não se preocupe, eu vou continuar “Raven” – deixar uma história descontinuada é uma verdadeira forma de tortura com os leitores… né, Samila??? [2] (cadê o cap.16 de “Purest”?!?)
          ———————
          É que eu tenho andado meio ocupado, aí não consegui parar pra dar atenção à história. Mas eu VOU continuar.

        • Vinicius says:

          Asami tá ficando prerigosa…
          xD
          Acho bom fazer o que ela diz cara, pra felicidade geral da nação(ou do ONE.

          • Asami says:

            É bom mesmo, eu sei ser muito ruima quando dão motivos! Ò.Ó hahahahaha… (risada malvada)

            Portanto trate de escrever, seja um bom escritor e eu serei uma boa leitora e todos ficam felizes 😀 mas é claro, eu não estou te pressionando, ou pelo menos eu acho…

  • Samila says:

    eu sádica?? XD
    nem sou! eu chorei quando li esse cap, lembra?
    bem, como já te disse antes, lindos, fods, emocionante, maravilhoso e todos os outros bons adjetivos! sou sua fã não é à toa!

    e purest.. hum…

    • Sara says:

      Você é sádica com seus próprios personagens e com os leitores! 😛
      Você além de fã é minha beta 1#! (sem levar em conta que você é a única beta que eu tenho… XD)
      ——————
      COMO ASSIM “PUREST… HUM…”?!? Ò.Ó Samila, eu juro que se você largar “Purest” eu vou aí na sua casa te catar, garota!

      • Asami says:

        Depois Asami é que é perigosa… @_@

      • Samila says:

        Calma, calma… não vou largar!
        só não sei quando vou terminar… com tanta desgraça acontecendo uma em cima da outra….

        • Sara says:

          E é bom não largar mesmo, senão… eu faço greve de “Raven”! XDDDDD Zoa, nem a pau que eu deixo de escrever… senão a galera daqui me lincha!
          ————-
          Asami… isso não é pressão. É ameaça! 😛
          Há uma diferença entre essas duas!

          • Asami says:

            Pra mim são quase a mesma coisa: significam que você tem de escrever :P, como diz Vinicius, pelo bem geral e também pela felicidade total da nação, completo eu. Pense nos leitores, pobres leitores, ansiosos por embrenharem cada vez mais fundo no universo de Raven, desejosos por descobrir cada vez mais sobre sua estória… pobres leitores, que esperam a cada dia a postagem do próximo capítulo, pobres leitores! Dependentes de sua criatividade! !!

            Ah! E considerando que você não consiga escrever a estória por estar no hospital, eu retiro a ameaça da voadora on-line (até porque eu ainda não sei dar uma voadora on-line), mas que fique de aviso… sem preguiça! Ò_ó

          • Thainá Gomes says:

            E eu ajudo!

  • Vinicius Maboni says:

    Sara, meu amigo, voce está de parabens viu!
    Mesmo.
    Esse capitulo é supreendente, fascinante e muito bem conduzido. Digo mais, foi o melhor até então.
    Continue assim.

    • Sara says:

      XD Oh, god! Valeu pelo comentário, cara!
      Também acho que esse é o melhor capítulo até agora (superando até o prólogo), mas creio que desse “Raven”, o melhor momento mesmo vai estar no epílogo, que é quando vai rolar uma luta. *-* (detalhe: viciado em cenas de pancadaria = me)

  • Andrey Ximenez says:

    *Se espreguiça e boceja* Bem, bem… vamos para mais uma critica e analise que vai por água abaixo.

    Buenas o ritmo esta envolvente e muito melhor trabalhado do que nos outros episódios.

    Acabo me lembrando de uma conversa que tive com o Viny ao revisar um texto dele que em breve estará aqui. Cuidado com reticências, e tu, assim como ele, as usa muito. Reticências = silêncio. Use-as em excesso num texto de ritmo acelerado e terá uma quebra de ritmo. Claro ela cai bem em determinados pontos. Mas em outros, como por exemplo:”Então… acha que somos gays?” ou “Só temos um ao outro. Desde sempre. Meus pais morreram muito cedo. Raven me salvou da morte, ele me deu uma nova vida… Você não tem ideia do quanto ele fez por mim…”

    Enfim, cuidado com as reticências desnecessárias.

    Rá eu estava certo, há uma relação amorosa entre eles, ainda que não haja sexo.

    E rá, eu sabia q ele ia dar pro cara gordo. Q mente fudida que eu tenho.

    Mas é isso tchê, o ritmo melhorou muito nesse cap. Só acho que vc força mt a barra com o itálico e com o negrito. Existem técnicas literárias que suprimem isso tornando o texto mais limpo e profissional *agora é o momento que vc fala “mas eu não quero ser profissional e bla bla bla* fod*-se mas essa é a verdade.

    Sendo assim termino aqui minha analise. Gostei bastante desse cap.
    =]

    • Sara says:

      Ah, eu sei porque o comentário do Andrey foi moderado…
      Porque essa coisa é uma bíblia de tão grande!!! XD Zoa, acho que seu comentário foi moderado, cara, por causa da parte do “mente f…” 😛
      —————–
      Então quer dizer que nesse só vai reclamar das reticências e do negrito/itálico?? O_O Que surpresa.
      O negrito eu posso dar um jeito e as reticências mais fácil ainda ajeitar. Mas o itálico vai ter que ficar, pois já virou a “marca-registrada” do Raven. XDDDD Antes que você me pergunte de onde eu tirei essa ideia escrota pra caramba, eu digo: Maloquei essa do “30 dias de Noite”, onde a letra dos vampiros fica simples ilegível porque são numa espécie de itálico – só que é bem mais legal que isso.
      /apanhapelaidiotice
      ———————-
      “Rá eu estava certo, há uma relação amorosa entre eles, ainda que não haja sexo.”
      ESSA eu não saquei muito bem…
      ———————-
      Quanto ao negócio do cara gordo… não é sua mente que é poluída (porque a Sami que é “A Sami” nem desconfiou que isso ia acontecer quando leu! XDDDD). Tipo, se Raven fosse uma garota ia todo mundo pensar nessa hipótese, mas como ele é homem é mais difícil imaginar isso. Eu pelo menos nunca vi um cara dos filmes de ação dando a bunda pra salvar a vida do melhor amigo! /apanhadenovo ^^’
      ——————
      Enfim, que bom que você gostou do texto, Andrey! *-* (/risada maníaco-obsessiva/ isso vai pro meu diário: “O Andrey disse que GOSTOU BASTANTE do novo capítulo!!!!!”)
      E sim, realmente, eu não pretendo me tornar um profissional. ^^

      • Andrey Ximenez says:

        É por essas respostas, como essa q vc acabou de dar na ultima linha q eu fiz qstão de escrever lá em cima

        “*Se espreguiça e boceja* Bem, bem… vamos para mais uma critica e analise que vai por água abaixo.”

        Q coisa brochante de se ler…

      • Samila says:

        QUEM DISSE QUE EU NÃO SAQUEI O QUE IA ROLAR COM O CARA GORDO? ò_ó

  • Andrey Ximenez says:

    Opa, fui moderado, pq será
    xD

  • Sara says:

    Ahhh… agora eu também estou sendo moderado! =/

  • Thainá Gomes says:

    Hu! \o/ Muito bom Cara!Adorei esse ficou muito bom!Nossa!A finalmente saiu aqui.Parabéns!Parabéns!continue assim.

    • Thainá Gomes says:

      Eu acho a amizade deles muito bonita mesmo,amigos verdadeiros sõ dificies de achar masi quando nós temos é sempre um grande conforto.Fique revoltada na parte daquele gordo, tadinho do Raven ele não merecia isso.

      • Sara says:

        Hummmmmmmmmmmmmmmm…
        Não sei porque, mas acho que vai todo mundo querer matar o Raven no próximo capítulo! 😛
        Ah, cara, eu sou malvado até na hora de TENTAR dar spoiler da próxima parte! XDDDD
        ———————-
        Realmente, amizade assim é bem difícil…
        (eu só não entendo o Andrey falando da parte do relação amorosa sem “oba-oba”!)

  • Sara says:

    Cara… se descobrissem o que eu escrevo (leia-se nas entrelinhas: “família”), no mínimo, seria posto pra fora de casa. Ou então morto. E ressucitado. E morto de novo.
    Existem motivos muito complexos. Ou você acha que eu não transformaria isso aí em [email protected] se tivesse apoio!? -.-‘

    • Andrey Ximenez says:

      Não estou falando de escrever um livro ou não. Estou falando de vc sempre responder, qnd eu pego em algo teorico ou de estilo q vc não pretende ser escritor ou qualquer coisa parecida. Então deixa avisado que é assim e eu paro de te considerar como escritor e de perder meu tempo escrevendo algo detalhado, preferindo assim um “ficou legal”

      • Sara says:

        -,-”
        Andrey, a sua opinião é simplesmente a que eu mais considero quando vejo. Se eu não desse valor à ela (pra mim é o que você parece estar dizendo), não teria reescrito completamente a história e nem me importaria em tentar ao máximo melhorar nos defeitos que você aponta.
        Eu não debocho quando digo que você gostar do capítulo é importante pra mim, porque é mesmo!…

  • Franz Lima says:

    Sara, estou lendo todos os capítulos para relembrar e pegar a sequência do trabalho. Mas quero, desde já, parabenizá-lo por mais um trabalho publicado.
    🙂

    • Sara says:

      É muita informação por capítulo, né? ^^”’ Eu mesmo tenho que reler várias vezes pra não cometer nenhuma gafe enquanto escrevo. 😉
      Valeu pelo comentário, cara!

  • Asami says:

    Tá bom… tava lendo lá em cima sobre alguém querer matar o Raven no próximo cap. Sara, vê lá o que você vai fazer com ele. @_@

    • Samila says:

      eu nunca vou querer matar o raven ò_ò

      • Sara says:

        /risadinha perversa/
        Tá bom, tá bom…
        Não digo mais nada! /escrevendo alucinado o capítulo 4/

      • Asami says:

        Eu também nunca vou querer matar o Raven, mas mato o Sara se ele me fizer querer matar o Raven 🙁 Afinal, também nem compensa, se eu inventasse matar o Raven, provavelmente ele me mataria…

        • Sara says:

          Com toda certeza vão querer me matar durante toda a série de “Raven”! 😛 Eu sou o tipo de cara que adora ferrar com os próprios personagens – principalmente os protagonistas.
          O lema dessa história é:
          “Quando você pensa que acabou, apenas começou”. XDDD Um doce pra quem descobrir de onde eu maloquei essa frase.

        • Sara says:

          Acabei o capítulo 4!!!
          Agora eu vou dar um tempo, revisar o negócio todinho depois… e talvez seja bonzinho e coloque alguma coisa no blog! 😛

          • Thainá Gomes says:

            Tadinho do Raven! olha lá hein?O q vc vai aprontar?Quer dizer, oque vc aprontou com ele coitado ela já sofreu tanto!

  • Sara says:

    Ah, sofrimento nunca é demais, pode acreditar! (credo! ^^”’ E olha que eu estou falando isso porque não estou num momento emo!… Eu acho)
    Já dei uma 3a revisada, então vou ver se coloco alguma coisa lá no blog agora, antes que fique com preguiça. 😀

    • Sara says:

      I’m a bad, bad boy… 😛
      O blog foi atualizado!
      E se quiser podem me xingar bastante lá. /masoquista XDDDD

      • Samila says:

        ¬¬
        manda logo para a sua beta o capítulo, menino mal!

        • Sara says:

          Eu já mandei, sua estressada! -,-”
          Mas você vai ter de me dizer por e-mail o que achou, porque o meu msn tá uma maravilha pra não dizer o contrário…X_X

  • Asami says:

    Caralho… parece que as ameaças deram fruto! Vou dar uma olhada só pra ver o que você fez com Raven, sir. Ò_ó

  • lobaempeledeovelha says:

    Um dia ainda escrevo assim xD

  • lobaempeledeovelha says:

    Eu to escrevendo um mas quando vejos os que tem aqui eu morgo de publica xD

    Um dia mando um xD

    • Samila says:

      Faz isso, não, Loba… pode mandar sem medo, viu?

      • Sara says:

        É isso aí!
        Afinal de contas, ninguém aqui no ONE já nasceu escrevendo assim! XDDD Todo mundo errou antes de conseguir acertar! (momento filosófico de Sara)

    • Asami says:

      Pode mandar Loba, o grande motivo de estarmos aqui no ONE é, na min ha opinião, aprender uns com os outros. É bom saber que você escreve, espero pelos seus contos 😀

      • Sara says:

        Bem, Asami, essa frase aí também vale pra você né?!
        Queremos ver os seus contos também! XDDD

        • Asami says:

          Estou começando a escrever, não sou muito boa… ok, não sou nem um pouco boa, mas ando tendo algumas inspirações ultimamente. Quando eu conseguir escrever um conto inteiro, posto aqui no ONE, mas já vou adiantando, tenham piedade! (zuando)

          • Sara says:

            Olha que eu vou cobrar, hein?! XDDD
            Estou louco pra ver como é o seu estilo na hora de escrever!

  • lobaempeledeovelha says:

    Bem, quando eu terminar eu envio, mas aviso de antemão que ele pode causar sono.
    O que gosto aqui no ONE é que as pessoas são sem frescura, é por isso que virei fã,não é apenas os contos de vocês que me atraem é a receptividade sincera.
    xD

  • lobaempeledeovelha says:

    Águia – Parte 1 já li e quero continuação viu xD

  • Sara says:

    Aahhh, Sami!!!!
    Eu acabei de escrever o epílogo! *-*

    • Sara says:

      Assim, não é por nada não…
      Mas é que eu acabei de colocar o capítulo 4 de “Raven” no meu blog! XDDD
      Para os preguiçosos de plantão (olha quem fala!), aí vai o link:
      http://thedevilunknown.blogspot.com/2010/09/raven-song-capitulo-4.html

      • Asami says:

        Cara, não vou falar o que achei do cap 4 pra não dar spoiler, mas me aguarde no próximo capítulo…

        • Sara says:

          Atenha seus comentários quanto ao cap. 4 pra quando ele for colocado aqui…
          Correção: SE ele for colocado! ^^”’ O Chefão vai acabar me barrando… /chora

          • Asami says:

            NÃO!!! Tem que ser postado! Tem que ser! *chorandoigualumemo* D:

          • Samila says:

            Simmm! precisa ser postado, senao nós faremos greve, guerra, piquete e diabo a quatro! Ò_ó
            faremos até abaixo assinado para Ther Ravens song 4 ser postado no One!
            1- Samila Cavalcante Lages
            2- Punho da Samila Cavalcante Lages

            quem mais?

          • Asami says:

            3- Rêydila Rayenne Caminhas Barbosa (Asami)
            4- Punho da Rêydila Rayenne Caminhas Barbosa (Punho da Asami)
            – –
            Já somos quatro… Revoltei, se o The Raven Song cap 4 não aparecer aqui no ONE, eu corto os pulsos do meu ursinho e se ele morrer vocês ficarão com a consciência pesada e o espírito dele irá atormentá-los até o fim de suas vidas. Se quiserem salvar o ursinho, colaborem e assinem, ou vocês conhecerão depois as consequências de não ajudarem Ò.Ó

  • Sara says:

    /Aimeupai
    WTF?! /aponta para Asami e Samila/ O Guns nem falou nada e essas mulheres já tão surtando! x_x”
    Mas até que esse papo do ursinho convence… 😛

    • Thainá Gomes says:

      Pobre ursinho! Não faça isso com ele Asami!Ele não é culpado.

      • Asami says:

        *Bufando de raiva* Eles tem que deixar postar o quarto capítulo. E onde fica a liberdade de expressão? Abaixo a opressão!

        • Sara says:

          Cara, se controla! O.O’ /medo
          O Guns não falou nada ainda, deixa pra fazer revolução ou não depois que ele se manifestar. -,-” É sério, você está me assustando!

          • Samila says:

            HAUAHAUHAUAHUAAH
            Imaginei a Asami num comício anti-PT brigando pela liberdade da imprensa XD

          • Asami says:

            Seria marvilhosamente belo não acha? Eu adoro esse tipo de movimento =D

  • Peregrina says:

    Nossa! O_O
    Coitado do Raven,chorei baldes aqui,entre xingamentos ao cafetão-obeso.
    sei que todo mundo diz isso mas,Raven é Fod@.
    estou esperando a continuação…

    • Sara says:

      O Raven não tem sido um bom menino… ¬¬’
      Mas enfim, valeu pelo comentário, Peregrina! ^^
      O capítulo 4 já foi postado no meu blog (e o link pra ele encontra-se em algum comment logo aí em cima… é só procurar!) então pode dar uma passada lá e ler se quiser…
      —–
      Ah, sim e como estou muito bem-humorado hoje, talvez eu poste o epílogo para meus adorados leitores fanáticos… XDDD Eu disse “talvez”!

      • Asami says:

        Como é que uma palavrinha arrasa a pessoa… eu já estava quase comemorando quando vi o talvez aqui embaixo. Esse “talvez” me fez engasgar e eu estou até agora tentando cuspi-lo pra fora. Por que você simplesmente não posta? Os leitores fanáticos agradecem Ó.Ò

        • Sara says:

          Eu não posto agora porque sou um menino sádico! 😛
          Brincadeira, tô indo lá no blog postar… é só esperar, que eu sou meio lerdo (isso é FATO).

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