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Oct
18
2010

Dia de craque

Escritor: Israel Duarte

dia-de-craque

Era melhor que nada daquilo tivesse acontecido.

Ser medíocre depois de ter sido estupendo é uma merda. Uma puta de uma sacanagem! Até quando você consegue ir bem, você sabe, lá no fundo, você ainda é um merda. Talvez um merda diferente do de antes, mais mesmo assim, um merda.

Tudo aconteceu mês passado, último domingo do mês passado. Como era domingo era dia de pelada e como era o último do domingo do mês era dia do torneio da pelada. O único compromisso inadiável que tínhamos, sempre estávamos presentes, até mesmo os que não podiam jogar ficavam lá a beira do campo. Éramos 35 naquele domingo, quatro goleiros, quatro zagueiros, três camisa 10, dois matadores, o resto e eu.  Já fomos bem mais, mais de cinqüenta eu acho, mas casamentos, buracos no gramado, trabalhos ruins e intrigas afastaram alguns de nós do resto do grupo. Com a diminuição do numero participantes, a porra do aumento das nossas idades e a gradativa falência das nossas capacidades atléticas fomos forçados a mudar o local das nossas peladas algumas vezes.

Não lembro quantas vezes mudamos de campo, mas lembro que começamos nossa trajetória como grupo há mais de vinte anos. Éramos moleques e jogávamos em praticamente qualquer lugar, de ruas movimentadas e calçadas a campos de barro. Lá pelos e vinte e poucos anos tínhamos disposição física e dinheiro suficiente para usufruir de campos dignos do nosso amor pelas peladas, jogávamos em campos gigantescos com gramados impecáveis, cercados de arquibancadas para nossas namoradas. Hoje somos quarentões e jogamos em um campinho modesto, no qual só dá pra jogar sete na linha e um no gol, cercado por mato e o único lugar que dá pra sentar e assistir a pelada é na barraca do Sílvio que fica há uns vinte metros da lateral. Vale salientar, que o gol teve que diminuir à medida que o peso dos nossos goleiros aumentava e que os sete da linha não precisam mais correr, e mesmo que pudessem e quisessem eles não conseguiriam, não tem espaço para tal extravagância. É só pegar a bola, levantar a cabeça e passar, ou inventar alguma coisa… mas só os camisa 10 fazem isso.

Voltando ao último domingo do mês passado! O Sol até que brilhava, mas a cara de chuva prevalecia. Era cedo, 6:30, horário perfeito. Todo mundo estava colocando o material quando começou o sorteio. Ritual de sempre, um pote com o nome dos quatro goleiros, outro com o nome dos quatro zagueiros e o pote dos demais. O sorteio é deste jeito desde que um dia, por alguma brincadeira do destino, tivemos um time composto pelo melhor goleiro, os quatro zagueiros da pelada e três figurantes… Eles foram campeões sem levar um gol, sem fazer quase nenhum e machucando quase todo mundo. Hoje, isso não pode acontecer. Eles ficam distribuídos. Não tive sorte no sorteio naquele dia. Meu time não tinha um dos três camisa 10, nenhum dos dois matadores, o goleiro era do tipo imprevisível- estilo Clemer, tá pegando tudo aí vai lá e toma um frango-, mas o Zagueiro era bom, lento, com um joelho ruim, mas era bom, inteligente, sabia onde todo mundo devia estar, reclamava muito, mas era bom, o melhor.

Quatro times, todos contra todos, partidas de 15 minutos, os dois primeiros fazem a final, a final tem 30 minutos, dois tempos de 15, não há disputa de 3º lugar, 3º lugar não vale de nada, o campeão não paga a conta na barraca do Sílvio, o melhor goleiro recebe uma medalha, o artilheiro recebe uma chuteirinha dourada, o melhor jogador recebe uma estatueta de Pelé, o pior jogador recebe uma medalha com a inscrição ‘honra ao mérito ’. Esse era o resumo do regulamento. A arbitragem ficava por conta de Ivan Erick, um galegão de metro e noventa que apita nossa pelada há mais de cinco anos. Grande Erick, ninguém discutia com Erick, nunca vi ninguém chamá-lo de filho da puta ou coisa do tipo em voz alta… mentalmente ele era esculhambado por todos nós todos, claro.

Quatro times, com nove jogadores cada, sete na linha, um no gol e um no banco. Eu sempre era o do banco. Sempre. Deve ter alguma coisa a ver com o fato d’eu já ter recebido a medalha de ‘honra ao mérito’ 127 vezes. Sério. 127. Já a recebi até quando não joguei. Também é sério. Mas já fui campeão algumas vezes… em nenhum delas joguei muito, cinco minutos no máximo, mas o que vale é a vitoria. Nunca ganhei um Pelé, nem uma chuteirinha. Posso afirmar, sem medo, que não sou um bom jogador, mas certamente sou um bom peladeiro, apaixonado pelo futebol ao ponto de não querer viajar nos fins de ano só pra não perder as peladas. Posso até perder a cerveja depois da pelada, mas a pelada eu não perco. Não sou fã da seleção, nem de nenhum clube. Só me importa a pelada. Mas, infelizmente, amor e talento não são sinônimos.

Ivan Erick apita, no campo estão o time de colete verde e o time de colete preto. O verde é favorito. Melhor goleiro, melhor camisa 10 e ainda tem um matador. Favorito disparado. O time amarelo estava na barraca do Sílvio, aproveitando as cadeiras pra assistir o jogo duma posição mais cômoda. Meu time, o branco, estava na sombra de um pé de jaca, todos jogados no chão, desanimados. Sabíamos o que os outros pensavam, o branco é o saco de pancadas, três pontos garantidos pra todo mundo, temos que fazer saldo em cima deles. Meu time também pensava algo parecido. Eu estava certo que não iríamos para a final, mas não me importava com isso, a única coisa que me importava era quanto tempo iria jogar.  Gol do verde. Não vi como foi, sei que foi de cabeça e foi do matador.  Gols aos 2 minutos do time favorito. Isso nunca é um bom sinal, nem pra o time que levou o gol, nem para aqueles que esperam ver uma partida interessante.  Quando isso acontece, a partida se torna uma contagem regressiva pro apito do juiz. Gol do verde. 2×0. Preto aceita calado, ninguém grita com ninguém, jogador pega a bola de cabeça baixa, leva pro meio do campo bem devagar, talvez seja o único jeito de atrasar o 3º gol. O preto deve ter ganhado alguns segundos com isso, mas somente isso, logo-logo veio o terceiro, o quarto, o quinto. 5×0. Dizem que o futebol é cheio de surpresas, mas eu nunca vi o grande favorito levar 5×0. Continuo sem ver. O favorito meteu cinco.

-De quanto a gente vai apanhar? Perguntou-me um peladeiro meia boca do meu time.

Não consegui responder, dei um sorriso amarelo e saí de perto. Não tinha como saber. Um, seis, dez, pra mim não fazia a menor diferença. Me ajeitei lá no cantinho no banco e fiquei esperando. Talvez eu jogasse naquela partida. Amarelo e branco em campo. Ivan Erick apita. Do lado de fora time o verde brincava, ria, estavam felizes. Nada de errado com isso. Já o preto discutia, gritava e alguns deles me olhavam de um jeito estranho. Pareciam ter raiva de mim. Não conseguia entender porque me olhavam daquele jeito, não fiz nada pra eles. Por que porra eles me olhavam daquele jeito? Gol do amarelo. FUDEU, o esperado ia acontecer. “Vamos levar uma lapada” pensei. Acho que todos pensaram algo parecido. Verde já tinha três pontos. Amarelo iria, em breve, ter três pontos. Preto e branco, nada. Seria o amarelo melhor que o preto? Não tinha como saber, o branco nem dava pra medir a força de ninguém. O branco era horrível. Gol do amarelo. Oito minutos, faltavam sete. Ninguém parecia estar cansado. Merda. Outro do amarelo, 3×0. Isso! Dez minutos, todos eles evitam olhar pro banco. Eles sabem que eu quero entrar. Comecei a torcer pra que algum deles tivesse algum tipo de lesão boba.  Uns trinta segundos depois, eu estava torcendo pra que algum deles caísse duro no chão. Doze minutos, o Zagueiro recebe a bola do goleiro e abre na direita com Vavá, que avança com ela, continua avançando, dá uma tapa forte e joga a bola lá na frente, quase na linha de fundo, corre como Usain Bolt e bem na hora de cruzar, leva um carrinho magistral. Ivan Erick apita. Dois jogadores saem de campo. O que deu o carrinho, expulso, e Vavá mancando. Pobre Vavá, acho que ele saltou a quase um metro de altura antes de cair de cara no chão. Mas Vavá era cabra macho, conseguiu esconder muito bem a dor com seus xingamentos e juramentos de vingança. Era minha vez de jogar. Treze minutos, eu tinha apenas dois minutos pra tocar na bola pelo menos uma vez. Entrei em campo, me posicionei no meio. O Zagueiro me deu um olhar cheio de raiva enquanto passava ao meu lado. A falta em cima de Vavá ia nos proporcionar um bom cruzamento. O Zagueiro ia tentar cabecear. Eu não sabia o que fazer. Ele grita comigo “vem pegar o rebote”.  Raramente eu fazia um gol, mas quando fazia era de rebote.  Fui pra área. Bola na área, goleiro sai mal, zagueiro do amarelo cabeceia para fora da área, alguém chuta de volta pra dentro, ela bate nas costa de um jogador do amarelo e cai exatamente na frente do meu pé direito.

Não sei o que fiz. Não sei o que eu pensei. Acho que não pensei em nada. Senti algo estranho dentro de mim, algum tipo de choque, um calor muito intenso e muito veloz percorreu todo meu corpo num piscar de olhos. Estranho pra caralho. Não da pra dizer que foi ruim, só dá pra dizer que foi estranho. O que aconteceu? Até hoje eu não sei, estive tão concentrado com essa coisa que eu estava sentido que nem me lembro do que fiz com a bola. Apenas me lembro do Zagueiro falando com um sorriso no rosto “eu disse”. Meu time não comemorou. Ainda estávamos perdendo de 3×1 e tínhamos perdido o jogador mais veloz do time. E só tínhamos um minuto. Impossível.

O amarelo se sentiu ofendido. Gol do pior jogador da pelada, que piada. Eles iriam ouvir bastante sobre esse gol mais tarde na barraca do Silvio. Silvio que também assistia a peleja, ria feliz da vida. Material novo para as suas piadas. “Perronha matador” me parecia um bom apelido. Ivan Erick apita. Amarelo vem pra cima com tudo, tentando provar que o gol foi pura sorte. Parecia uma cavalaria de algum exercito medieval, uma tuia de macho correndo em direção à outra tuia de macho. Muito estranho. Não deu certo, o Zagueiro meteu o pé nela quando um baixinho firulento veio fazer graça na sua frente. A bola ganhou altura. Eu tentei acompanhar sua trajetória, era a direção do gol adversário. Eu de branco e três caras de amarelo olhando pra minha cara. Todos três eram maiores que eu. Mas, a bola é branca. E ela veio caindo como um tijolo que foge do topo de um edifício em construção rumo à cabeça de um operário desavisado. O zagueiro amarelo seria o operário, mas ele deve ter percebido que a bola mudou de forma e de cor durante a sua queda. E então, ele fez o que um zagueiro nunca deve fazer: deixar a bola quicar.

A bola é branca. A rede é branca. O gramado é verde, mas tem umas listras brancas.  Então, zagueiros e goleiros nunca confiem no gramado. Tanto faz ele jogar ao seu favor quanto contra. Ele me ajudou naquele instante. A bola/tijolo quicou e tomou uma direção mirabolante. Ela veio exatamente na minha ‘caixa dos peito’ . Eu não tive tempo de reagir, simplesmente fechei os olhos e senti o impacto. Quando eu tornei a abri-los tive uma surpresa desagradável, a bola ia novamente em direção ao zagueiro amarelo. Levei algum tempo pra perceber que na verdade a bola iria passar por cima da cabeça do zagueiro. Meu primeiro banho em dois anos. Quase desisto da jogada para apreciar o momento. Ainda bem que não desisti. Continuei correndo e me deparei com uma nova barreira, um goleiro de metro e oitenta com cem quilos corria em minha direção como um boi desembestado. Acho que um homem sob a mira de uma arma se sente daquele jeito. Pensei em me jogar pro lado. Lembrei da bola. Ele estava chegando perto. A bola continuava no ar. Eu estava chegando nela. Ele estava chegando nela. Ele iria me matar para pegar aquela bola. É assim que os goleiros pensam, a bola é deles, foda-se o resto. Eu, goleiro e bola. Não resisti, me joguei, mas não fugi. Pulei em direção a bola e dei um toquezinho de ponta de chuteira. Fechei os olhos, esperei a porrada. Ela não veio, mas pude senti o ar deslocado por aquele animal. A bola vagarosamente caminhava em direção a trave. Dentro ou fora? O zagueiro da direita não esperou. Ele correu com todas as forças que tinha e deu um carrinho que deve ter lhe custado a pele da coxa esquerda. Perdeu a pele em vão, ele tocou na bola dez centímetros atrasado. Gol do Branco! Ivan Erick apita. Todos os peladeiros do branco gritam de felicidade. Todos que estão fora do campo, abrem um sorriso, eles torcem pelo branco agora. Fui abraçado por todos. Descobri naquele momento como se sentem os matadores.  Percebi Ivan Erick sorrindo antes de meter o apito na boca outra vez.

Só nos restava os acréscimos. E dessa vez a cavalaria medieval vestia branco. Todos os sete corriam pra o ataque assim que Ivan Erick apitou. Funcionou, roubamos a bola e fomos com tudo….

Dessa vez eu só acompanhei a jogada. Foi linda. Realmente linda. Todos os jogadores do meu time correndo, com os olhos brilhando, olhos fixos na bola. Eu fiquei esperando, sabia que de alguma forma ela viria pra mim, sabia que naquela partida tudo dependia de mim. Bola na ponta, bem perto da linha de fundo, jogador do branco prepara o cruzamento. Ele desiste e vai pro drible. Jogador amarelo estava branco de medo. Ainda tento imaginar o que se passava em sua mente naquele momento. Tento imaginar o que ele acha de tudo aquilo ainda hoje. Mas não preciso imaginar nada pra saber que ele estava morrendo de medo, pude ver como ele andava pra trás à passos largos. O medo o fez cometer um erro terrível, dar passos demais. Ele praticamente convidou o inimigo pra entrar em sua casa. O branco entrou. Mas, assim que o amarelo percebeu quem ele tinha deixado entrar em seu território, ele saiu do medo direto pro desespero. E então fez o que um homem desesperado faz: merda. Se um cara em desespero não fizer merda, saiba que ele errou, pois certamente ele tentou. E ele fez uma grande merda na forma de um chute no meio das canelas do jogador do branco. Ivan Erick apita. Ivan Erick vê tudo. Todos gritam. Quase todos. Ninguém do amarelo grita. De alguma forma muito difícil de explicar eles já haviam aceitado o que estava acontecendo, ou pelo menos o que parecia estar acontecendo, um milagre. Acho que os mais religiosos pensaram que aquilo era obra dos deuses, sei lá, uma lição de humildade. O time amarelo me olhava com admiração, quase pude ouvir-los falar com os olhos, acho que eles diziam “desculpas por ter te tratado mal só porque você não é um bom jogador. Aprendemos nossa lição, sabemos que uma pessoa não pode ser julgada por algo tão bobo como uma pelada. Desculpas”. Fiquei emocionado. Meu time não parava de gritar. As pessoas fora do campo não paravam de gritar. Senti uma mão no meu ombro, quando me virei pude ver o cara que sofreu o pênalti estendendo a bola na minha direção. Fiquei surpreso. Depois de alguns instantes entendi que nada no mundo fazia mais sentido que aquilo. Pra mim, destino é quando nada mais no mundo faz sentido se não aquilo e não aquela baboseira que as pessoas acreditam por ai, o que essas pessoas chamam de destino pra mim é sorte, coincidência. Eu bater aquele pênalti era destino. Destino. Bola na marca. Goleiro na linha. Juiz com apito na boca. Ultimo lance da partida. Todos os olhos em mim. Silêncio absoluto. Goleiro bate palmas. Doze milhões de pensamentos chiando em minha mente. Tentei me acalmar. Respiração. Inspira, expira. Inspira, expira. Tentei pensar em coisas boas. Falhei vergonhosamente ao tentar fazer isso. Inspira, expira. Começou a funcionar. Sete milhões de pensamentos, um milhão, dez mil, mil, duzentos e quarenta e sete, quinze e, finalmente, só um pensamente estava em minha cabeça:

-Esse porra vai apitar hoje ou não?

Sim, ele iria. Ele tremia, mas mesmo assim levou o apito à boca. Encheu o pulmão de ar e soltou com tudo. Dessa vez, não sei o que passou em minha cabeça, era algo disforme, sem sentido algum. Intenso, sem dúvida alguma, mas sem sentido também. Pude sentir que minhas pernas tremiam e até pude ouvir meu coração bater, mas não pude sentir aquilo que senti no primeiro gol, nenhuma coisa milagrosa tomou conta do meu corpo e fez o gol por mim. Era eu, a bola e o goleiro. Fechei os olhos, soltei o ar e comecei a corrida pra chutar. Decidi durante a corrida que ia chutar forte. Tinha que ser forte, não sei chutar colocado. Também não sei chutar forte. Mas forte havia sido escolhido. Corri. Chutei. Bola no canto. Goleiro parado. Bola à meia-altura. Goleiro olhando. Bola bem no canto, no canto demais. Bola na trave. Na trave e depois na mão do goleiro. Diretamente nas mãos do goleiro. Ele nem saiu do canto.

Silêncio ensurdecedor. Ninguém se mexeu. Um segundo. Ninguém falou nada, ninguém se mexeu. Dois segundos. Olhos lacrimejantes, silêncio brutal. Três segundos. Ainda nada, nenhum som, nenhum movimento. Ivan Erick, o salvador, parou com aquela tortura. Apitou. Ninguém reclamou. Ninguém conseguia olhar pra mim. Eles não tinham raiva de mim. Eles estavam tristes. Muito tristes. Incompletos, alguém acabara de roubar deles algo que eles nem sabiam que existia. Acho que esse alguém era eu. Até o amarelo estava triste. No fundo, até eles queriam que aquilo tivesse acontecido. Não aconteceu. Eu tirei de todos eles aquilo que eu nem sabia que era capaz de dar. Continuei calado, entrei no meu carro e fui embora sem nem pensar em jogar as outras partidas. Puta que pariu, como é ruim ser o merda de sempre.


Written by Israel Duarte in: Contos,Israel Duarte | Tags: , ,

44 Comments»

  • Thumb up 1 Thumb down 0

    Já estava começando a ficar com saudades de ter um texto aqui na agenda!
    -
    Este aqui é meio longo, mas é bom. Quem já jogou bola vai entender bem como é o sentimento do protagonista.
    -
    :P

  • Ana Bourg says:

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    Não sou uma fã de futebol, mas gostei bastante desse texto. XD
    A tensão do protagonista e a humilhação de quem leva o jogo a sério e perde foi muito bem descrita, mesmo não fazendo parte do meu cotidiano, deu para criar uma conexão com o azarado protagonista.
    E eu adorei o parágrafo do começo: “Até quando você consegue ir bem, você sabe, lá no fundo, você ainda é um merda. Talvez um merda diferente do de antes, mais mesmo assim, um merda.” – Talvez seja porque sai meio assim de uma apresentação de seminário totalmente “fail” devido a minha incapacidade retórica, mas deu para entender muito bem a situação do azarado jogador.

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      Hehehe… eu tenho esse mesmo problema, incapacidade retorica, pra descrever as coisas. Falo alguma besteira, passo vergonha e 10 minutos depois vêm em minha mente a coisa perfeita que eu deveria ter falado.
      -
      :P

  • Samila says:

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    eu odeio futebol e tudo que se relacione ao mesmo, logo, não gostei desse conto…
    (o israel sabia disso faz tempo)
    Mas é bom dizer que a tecnica e o estilo desse cara em escerever são geniais.

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    Samila, amor! Eu sabia sim. :P
    -
    Hehehe… tenho a sensação que as mulheres em geral não vão curtir muito não… Se bem que a Ana B. leu ontem e gostou, só que o comentario dela ficou na moderação
    -
    Mas se vc tiver a mente aberta e muita boa vontade, vc consegue ver esse texto como uma metafora que trata de situacoes da nossa vida em que somos embalados por uma serie de aconteciementos “maravilhos” que nos fazem esquecer de quem nos somos… e na empolgação tratar nossos sonhos mais absurdos como uma realidade bem proxima
    -
    Luiz vai pra agenda amanha, depois de tu dar uma olhada, claro.

    • Ana Bourg says:

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      Tem um monte de mulher que gosta de futebol, Israel. XD

      (espero que meu comentário apareça logo)

      • Samila says:

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        Hahah
        eu já tinha visto o comentário dela antes de ser liberado xD
        — e nhai, luís tá liberado, confio em você.
        Será que sapatinhos estilo boneca vai sair junto com o luís?

        • Thumb up 0 Thumb down 0

          hehehe…
          vou botar com na lista com mais um pouco de folga so pra ter certeza que ele venha depois do pessoal ter visto sapatinhos primeiros

          :P

          • Samila says:

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            se quiser colocar junto, no problem. acho que não precisa de ordem… ou precisa? ._.

      • Thumb up 0 Thumb down 0

        :P
        -
        É… vamos ver num futuro proximo o que as mulheres do ONE acham disso

        • Samila says:

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          de fato, tem um monte. minha opinião sobre esse esporte é meramente individual… provavelmente não gostaria mesmo que fosse homem, assim como meu namorado não gosta.
          -
          Prefiro Vale-Tudo *-*

  • RodrigoBS says:

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    Opa opa. Tri bom :)
    Me deu até vontade de escrever um sobre uns jogos que já participei. hehe
    Gostei muito da forma como escreveu e detalhou tudo. Conseguiu passar o “pensar sem pensar” do jogo de futebol.
    -
    Adorei o “o goleiro era do tipo imprevisível- estilo Clemer, tá pegando tudo aí vai lá e toma um frango-”. Eu sou assim. Como prefiro jogar na linha, mas devido ao meu não ótimo nível em linha vou pro gol, nos jogos mais sérios, consegui sentir muito bem os acontecimentos do conto. ashusauhasuhsa
    -
    Futebol é algo raro. Parabéns por conseguir passar o sentimento e a emoção :D

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      Valeu, macho!
      -
      Futebol é uma das coisas que eu mais amo, é um tema que volta e meia tento escrever. Fico feliz por ter agradado RodrigoBS

  • Asami says:

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    Israel, meu querido, você é o cara! Primeiro porque me tirou da pindaíba… tava ruinzinha hoje até ler sua crônica. :D Segundo, porque pegou um tema que eu amo e escreveu um texto maravilhoso desses! Nunca tentei jogar futebol, por isso não posso dizer que conheço a emoção dos jogadores, mas como a boa telespectadora dos jogos de domingo que eu sou, consegui ver todas as cenas direitinho jogada por jogada! Parabéns!!!

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      Asami, coisa linda! Saber que tornei seu dia melhor, torna o meu dia melhor!
      -
      Se vc ama esse tema, vai ficar feliz mais vezes… como disse tb amo futebol e vez ou outra vou escrever.
      -
      Beijos :P

  • John Macedo says:

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    Conto magistral. Coisa de camisa 10! Com certeza muitos peladeiros vão se identificar com a personagem, pelo menos em algum ponto. Parabens!!!

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      Isso, John!
      Foi exatamente isso que eu tentei fazer com esse texto, mostrar o verdadeiro futebol. O futebol que a gente pratica, verdadeiros amantes do futebol. Jogadores, jogam por dinheiro… Nós por prazer
      -
      :P

  • Tomás Kroth says:

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    Olha, creio que fui o primeiro a ler esse conto, há muito tempo atrás? xD

    _

    Muito bom Israel, comédia na medida certa, teu jeito coloquial e simples são fascinantes, ótimo texto…

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    De fato, Thomás! Tu foste o primeiro do ONE a ler este texto, antes de tú só minha “amiga”.
    -
    Valeu, Tomás. Obrigado pela ajuda que tu me deste na revida deste texto.
    -
    Abraços, macho.

  • Thainá Gomes says:

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    Intensso.Muito bom e não é cansativo tem sempre algo que nos deixa presoa o texo.Realmente nem eu que gosto muito de futbol deu vontade de jogar xD.

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      :P
      -
      Valeu, Thina. Futebol é intenso, rápido, coisa difícil se ver por inteiro… tudo muda de acordo com a forma que você olha.
      -
      Até o chat do ONE, garota!

      • Samila says:

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        bem, se for para sentir o que o cara sentiu (em parte) eu tb jogava XD
        pena que sou perna de pau E sedentária XD

  • Thainá Gomes says:

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    Muito intenso.Eu que não sou muito chegada a futbol deu vontade de jogar xD!Parabéns muito bom.

  • Juliette says:

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    Fui a primeira a ler esse conto. É um dos primeiros, mas é um dos melhores contos de Israel. Fiquei apaixonada pelo protagonista, senti como se eu fosse ele em alguns momentos, e pela riqueza de detalhes, o ritmo, a psicodelia das cores… tudo! Deu até saudade de jogar bola, mesmo eu sendo uma perna-de-pau. Parabéns, Dear! :*

  • Juliette says:

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    :p
    tente me só um telequete pra vc ver!

    hehehhe

  • Juliette says:

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    *tente me dá só um telequete pra vc ver
    :P

  • Vânia says:

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    Israel, seu conto é ótimo, muito bom mesmo! Você soube colocar com maestria os pensamentos do protagonista e, embora seja previsível que ele não faria o gol de empate, o final foi surpreendente por ele ter ido embora. Tenho um comentário, mas é questão de estilo, tá? Eu achei que tem muito palavrão e apesar de reconhecer que esse vocabulário é bem típico de peladas, penso que seu conto não perderia nada se os palavrões fossem substituídos… No mais, só tenho a parabenizá-lo pela ótima história! Abraços, Vânia.

    • Thumb up 0 Thumb down 0

      Oi, Vânia. Fico muito feliz de ter te agradado, sério mesmo.
      -
      Sim, sim. Reconheço a questão dos palavrões. Neste texto dá a impressão que os usei demais, mas vamos por parte:
      1- Eu naturalmente, falo palavrões.
      2- como vc bem frisou, o ambiemte do conto do conto é propício ao uso de um vocabulário mais rispido.{já joguei com o pessoal da assembleia de Deus e vá por mim: é um saco }
      3- Os palavrõs são indicadores das emocões do protagonista. Inicialmente mostram a sua frustação por ser um perna de pau, mais pro final mostram o seu nervosismo
      —–
      Mais uma vez, obrigo pelo tempo que vc gastou lendo o texto e tecendo o comentario. E obrigado pela dica, vai ser útil em outros momentos

      • Vânia says:

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        Israel, eu é que agradeço pela boa leitura que me proporcionou. É que eu gosto de futebol (inclusive, acho que meu time vai ser campeão do Brasileirão esse ano, apesar da derrota de ontem…) e você escreve muito bem!! E que fique claro: não sou da Assembleia de Deus, nem nada, até falo palavrões às vezes (tem horas que não existem palavras à altura dos momentos), só achei excessivo mesmo… Valeu! Abraços, Vânia.

  • Padilha says:

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    Bora preto…
    meu vei muito irado esse texto, tava demorando pra tu escrever algo de futebol mesmo… logo tu totalmente fiel as peladas aeuhioehuae

    Gostei da modestia colocando o personagem em primeira pessoa e sendo o pior da pelada
    quando na realidade tu eh o melhor goleiro das redondezas eauhioheaiheauae
    MEGATON!!!!

    abracos brother e continue nos fazendo rir e chorar bastante xD

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      Bora, Padilha! Futebol na vêia, mô véi! Tem esse e o “humor negro de um crioulo”.
      -
      Hehehe… Se tu sacar eu sou o goleiro do outro time, saindo com tudo… que nem um doido!
      -
      Esse personagem bem que podia ser bezerro, neh não?
      -
      Megaton, o melhor time de todos os tempos!

  • Loba says:

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    Eu adoreiiiii xD

  • Vitor Vitali says:

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    Eu realmente gosto dos seus textos, mas esse nem deu para terminar. Futebol me dá vontade de ter um aneurisma. ):

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      Hehehe… Da vida, Vitor.
      -
      Como tu gosta de futebol, macho?
      -
      Fica pra próxima, Vitor.

      • Thumb up 0 Thumb down 0

        opsss… como é que tu não gosta de futebol, macho?

        • Vitor Vitali says:

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          Acho meio estúpido. Prefiro algo com mais estratégia ou mais violência.

          • Franz Lima says:

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            Vitor, as maiores pancadarias que eu já vi, foram geradas pelo futebol. Você já deve ter visto arquibancadas em chamas, pessoas pisoteadas, mortes, espancamentos por policiais, cavalaria avançando contra torcedores, jogadores chutando outros jogadores, juízes em fúria, etc. Violência não falta.
            A estratégia existe, mas em menor escala que em outros jogos. Mas vale observar que é mais estratégico que o tênis, por exemplo.

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