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Oct
28
2010
Conto em Série

Escolhas na Escuridão – Capitulo III

Escritor: Andrey Ximenez

escolhas-na-escuridao

NOITE DOS PÉS FRIOS


Calmamente servia um pouco de café no copo, depois acrescentou duas pequenas colheres de açúcar, estendendo por fim a mão na direção do rapaz mais novo.

Will agradeceu a gentileza do padre, depois de quase dois meses de corrida não provara mais o sabor do café. Esquecera até mesmo que estava sentado na antecâmara dos sacerdotes mortos. Ster, por sua vez, caminhava lentamente pelo ambiente mordiscando um pedaço de pão. Seus olhos pareciam se dedicar a cada detalhe da sala, mas sabia William que na verdade ela não estava ali, não, deveria estar arquitetando o próximo passo a seguir, mas parece que dessa vez estava mais indecisa, interpretara o rapaz.

- Bem, o que te trazes aqui novamente Ster? – iniciou a conversa o padre.

- Ouvi dizer que os primeiros estão por essa região padre.

- Ouviste bem, filha – comentou o padre Klaus – Ouvi dizer de um grupo de soldados que eles organizavam-se mais ao norte, perto do monte.

- Os soldados foram para lá? – entrecortou William.

- Muito provavelmente sim. Isso foi um pouco antes da primeira grande derrota dos milicos. Eles acreditavam se tratar de uma infecção simples. Tomaram todos os exemplares dessa maldição como os da terceira geração. A derrota foi certa obviamente.

- É verdade. Mas parece que na próxima investida estarão mais preparados. – tomara a palavra Ster – Conheci um soldado, de nome Sérgio, padre. Ele estava comigo na investida contra um deles. Antes de o cientista morrer, ele passou todas as informações necessárias à Sergio. Creio que a próxima investida regida pelo exército ocorrera em pouco tempo, e desta vez será melhor organizada.

- Deus te ouça filha, Deus te ouça.

- Mas e tu? Não ouviste mais nada de novo?

- Ouvi algumas coisas sim, filha. Como havia dito, ao que parece os primeiros deles mantém base perto do monte, ao norte. Mesmo assim, eles se dividem em dois grupos. Um protegendo o flanco do outro. Coisas de estratégia que não compreendo direito.

- E como se organizam, sabes? – inquirira a garota, aproximando-se do padre.

- Sei pouco. O açougueiro me dissera a uns quatro dias que, ao passar a cavalo pelo campo, avistara dois soldados com as roupas tingidas de sangue se encaminhando para o lado leste do monte. Era um homem alto, com duas pistolas na cintura, e uma mulher com um cabelo ruivo em forma de trança. Ambos muito brancos de acordo com ele.

- O açougueiro está vivo então? – disse o rapaz desta vez.

- Se estiver certo sim. Há uma semana aqui na igreja, havia um grupo reunido de pessoas. Em grande parte simples civis. Mas ainda assim disposto a fazer algo. Como imaginaram que os soldados estariam prestes a investir contra a área oeste, decidiram ir atrás deste homem e desta mulher.

- Tolos, a morte deles é certa – constatara a rapariga.

- Desejo do fundo de minha alma que não, querida Ster. – emendou o padre.

- Padre. Estive numa formação ampla. Armas de calibre pesado, e nada disso fizeram aquela besta parar. Antes de cair fez questão de levar oito consigo. Tu realmente acreditas que um grupo de civis possa enfrentar essas criaturas, e ainda por cima duas?

- Bem, jovem Heyer, tu és obviamente uma civil, e está aqui na minha frente. Acredito que haja chance sim. Pelo menos é melhor do que ficar parado, não?

- Então por que estás parado, padre? – inquiriu de maneira agressiva a moça, sentindo-se contrariada.

- Por que alguém tem de ficar para auxiliar as pobres pessoas que não tem onde ficar. Este é o meu objetivo.

Desta vez a garota tomara fôlego para continuar a conversa, no entanto silenciara, sabendo que não chegaria a lugar nenhum. Logo acima das suas cabeças, depois do caminho pelo qual entraram, estranhos grunhidos chegavam a seus ouvidos.

- Que diabos é isso? – perguntou William.

- São as criaturas. Devem ter sentido o cheiro de vocês. Em breve partem, assim que perceberem que não passarão pelas barras.

- Teremos que esperá-las sair para podermos partir, então? – disse o rapaz.

- É o jeito – sorriu o padre. – Mas agora descansem. Vocês estiveram fugindo durante muito tempo. Hoje poderão descansar tranquilamente, sob o teto da casa de Deus.

Pouca coisa foi dita após isso. Caminharam para um canto iluminado apenas por um pequeno lampião a gás. Ali havia um colchão, com algumas cobertas e apenas um travesseiro. O padre então acenara para que ali ficassem, que ele não dormiria essa noite.  William não dissera nada. Mas ficou imaginando, aquele espaço tão pequeno, para caber ele próprio já seria um colchão pequeno. Para os dois então…

- Hã… Ster… Pode dormir na cama, eu me viro numa das cadeiras, ok?

A garota, parecendo não entender onde o rapaz queria chegar logo soltou – Deixa de besteira Will, durma no colchão também. Está uma noite fria ainda por cima. A última coisa que precisamos é que alguém fique gripado aqui.

O rapaz não ficara convencido com o argumento dela, mas após um leve tapa no ombro decidira deitar-se ali. Primeiro tirara as botas que usava, depois a jaqueta. Esticara-se sobre o colchão e depois subira o grosso cobertor sobre o corpo. Ster, ainda conversava alguma coisa com o padre no outro lado da sala. O rapaz, porém, não conseguia dormir. Seria mentir para si mesmo, dizer que não estava interessado pela moça com quem andava a pouco mais de um mês. Afinal de contas, pensava ele, ela não era tão mais velha. Contava ela vinte anos, ele dezessete. Não é uma diferença tão grande, senão fosse o atual momento talvez algo pudesse acontecer afinal. Talvez. Talvez, quem sabe no fim de tudo isso.

Seus devaneios foram interrompidos quando ela deitou-se ao seu lado. Os pés frios da moça roçaram de leve os seus. Por um segundo a respiração do rapaz parara. Nem mesmo a vira remover as botas, agora já estava ali, a menos de uma mão de distância dele. Um suor frio escorria da fronte de William, ele, sem perceber, espremia-se no canto do colchão, perdendo até mesmo bom pedaço do cobertor. O frio já se lhe aproximava quando a voz de Ster chegou, pela primeira vez, bem próxima à sua orelha, fazendo com que seu hálito úmido emprestasse um pouco de calor ao rosto do jovem.

- Tu estás deixando buraco nas cobertas, assim nem tu te aqueces nem eu.

- Desculpe… – falou Will, aproximando-se um pouco mais da garota.

- Tudo bem. Temos de dormir bem está noite. Amanhã partiremos cedo.

- Por que da pressa? – perguntou o rapaz, enquanto esfregava as mãos para tentar sentir o sangue novamente.

- Tentaremos alcançar o grupo de civis que foram atrás do casal de zumbis.

- Zumbis? Achei que tivesse aversão a essa palavra.

- São as más influências – disse, dando uma leve risada, Ster, que se aproximou mais do garoto. – Will, está tremendo… tu estás bem?

- Estou sim, só estou mal vestido – comentou o rapaz, tentando parar de tremer – Não pude dormir de jaqueta por que ela está cheia de sangue.

- Sim… não podemos sujar a cama do padre afinal… – disse ela, com uma voz pensativa.  – Bem, não pude dormir com meu agasalho também, então, creio que como bom cavalheiro que és, não irá se importar de eu roubar um pouco do teu calor.

O rapaz resmungou apenas um “hã?” quando a garota se chegara, abraçando-lhe pelas costas – Assim mantemos o calor. – disse, enquanto passava uma de suas firmes coxas por cima da perna do rapaz. Sua outra perna buscou os pés do companheiro. – Pelo menos seus pés estão quentes.

- Sempre foram assim, desde pequeno – disse, enquanto tentava disfarçar a vergonha.

- Que sorte a sua. – disse ela, com a boca quase colada a sua orelha. – Os meus sempre foram frios… sempre precisei de meias para dormir, ou de alguém para me esquentar.

- Sempre bom em ser útil. – tentou ele, desta vez, brincar.

- Muito obrigada – disse estreitando o abraço.

- O que mais tu conversaste com o padre Klauss?

- Não muito. Só há uma nova. Parece que a investida contra as criaturas será em três frentes.

- A dos civis pelo leste, do exército pelo oeste… quem mais irá investir?

- Na ultima semana esteve dois homens aqui, conversando com o padre. Eles são da capital, parecem que estavam só de passagem e viram a situação. Decidiram intervir. O padre contou a lenda do sexto “zumbi”, o que manteve a consciência. Ao que parece eles decidiram ir atrás dele.

- Tu achas que, mesmo que a lenda seja verdadeira, ele estaria disposto a nos ajudar.

- Não sei Will… espero que sim. – disse Ster, colando sua cabeça nas costa do rapaz. – Espero que sim…

Nesse momento William sentiu suas costas ficaram levemente úmidas, as mãos dela apertaram com mais forças seus braços. Ele, no entanto, não dissera nada, fingindo não entender o que acontecera.

De manhã, pouco antes de o sol nascer, Ster despertara. O garoto ainda dormia profundamente. Olhou para o lado, ao fundo da sala, perto de uma pequena lareira, o padre observava as chamas enquanto rezava silenciosamente.

A moça de tapa-olho saiu delicadamente debaixo das cobertas, colocando os pés quentes sobre o assoalho frio de granito. Klaus despertando de seu transe divino reparou o movimento das cobertas, voltando sua atenção para a moça de rosto amassado e inchado.

- Bom dia jovem Ster, como foi a noite de sono?

- Não há como descrever… Já fazia algum tempo que não dormia em um colchão.

- O seu amigo parece estar esgotado.

- De fato está, Padre. – disse, olhando na direção de William que, tranquilamente, ressonava com a cabeça sobre o braço direito. –Ele ainda é tão novo. Tendo que passar por esse tipo de coisa.

- A verdade é que ninguém é velho o bastante para enfrentar o mal que estamos enfrentando, filha.

- Nisso o senhor está certo.

- Me diga, onde o encontrou?

- Logo após ter me separado de Sérgio, enquanto caminhava entre as terras do estancieiro entre o espaço de nossa cidade e da vizinha, encontrei-o escondido no celeiro de uma fazenda. Estava amedrontado, havia visto sua família inteira sendo atacada por essas malditas criaturas. Ele ainda não superou bem esse fato.

- É de se imaginar.

A moça somente confirmou com a cabeça antes de se dirigir ao pequeno banheiro que havia ali. Lá lavou o rosto, dando uma conferida na ferida do olho em seguida. Apresentava algumas cascas, sinal que se recuperava bem. A íris, porém, apresentava-se sem brilho, com um fino traço cortando diagonalmente pelo meio. “Maldição”, pensava enquanto lembrava-se de quando fora atacada.

Após sair do banheiro, antes do padre falar qualquer coisa, ouvira um ruído partir de sua mochila. Um som de estática.

Correu em direção a ela, vasculhando seu interior em busca do walk-talk que o seu amigo soldado lhe dera. William acordava com o som estranho que se projetava e, logo após isso, a primeira coisa que ouviu foi:

- Bom dia, Flor-do-Dia, pronta pra chutar algumas bundas?

- Sempre pronta, Sérgio. Onde está?

A voz com um chiado leve respondeu – Do lado de fora da sua cidade, estou te esperando aqui.

A garota então olhou para o garoto e para o padre, com um sorriso nos lábios. – Pronto para o inicio da diversão, Will?

- Se for onde tu fores.

A garota, dos finos e longos cabelos negros, se permitiu sorrir pela antecipação do combate.

PÁGINAS DE UM LIVRO NÃO ESCRITO

PARTE PRIMEIRA


O vento soprava de maneira gentil e fria sobre o topo da colina. Ali, sentados o casal observava as nuvens. Ela calmamente penteava os longos cabelos loiros que lhe caiam sobre o ombro direito. Ele acendia calmamente um cigarro, sugando a fumaça demoradamente. Ficaram algum tempo dedicando-se somente aquilo. Até que o homem, soprando uma baforada em direção ao horizonte começou.

– Uma bela noite não?

– É… Mas chuva pesada vem por ai – respondeu a garota, fitando o campo verde a sua frente, e mais adiante, as nuvens negras que se acumulavam na paisagem.

– Sabe, temos que decidir o próximo passo.

– Sim, a companhia está preparando uma investida não?

– Exato

– O que tem em mente?

O homem então deu uma tragada longa e demorada, apertando os olhos nesse pequeno gesto. – O que tenho em mente? – perguntou ele de maneira retórica – Bem… Tenho o mesmo pensamento de quando tudo isso começou. Ficar vivo. – disse, gesticulando a mão esquerda de maneira suave e teatral.

– O que significa arrasar a companhia, correto?

– Isso… Arrasar a companhia – exclamou, de maneira pensativa, enquanto se levantava. – Reúna os demais. O ataque será em breve. – e saiu, pisando duro sobre a grama.

Lilian ficou ainda observando as nuvens se acumularem. Depois de um tempo começou a fazer sua longa trança. Não pode deixar de reparar, como sempre, suas próprias mãos.

Antes delicadas e alvas, com um tom levemente rosado. Hoje a coloração era de um opaco cinzento, com pontos azulados em algumas regiões.

– Que fome. – disse, simplesmente, enquanto levantava-se para seguir a ordem de seu comandante.


Written by Andrey Ximenez in: Andrey Ximenez,Contos,Escolhas na Escuridão |

34 Comments»

  • Andrey Ximenez says:

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    Opa, até que enfim!
    \o/
    -
    Vale uma dedicatória ao Vinicius Machado, para quem mandei mt tempo antes de estar aqui. Fiquei na duvida sobre cortar ou não a cena da ster com o will. Mas ele insistiu que não. E talvez esteja certo, talvez essa cena faça falta no final
    =]

  • Thainá Gomes says:

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    Até q fim!Até que fim!Eu já tava indo pra U.T.I!De nervoso agora vou ler!

    • Thainá Gomes says:

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      A ficou bom e eu suspeitei desde o princípio!Esse Wil eu desconfiei!E amdorei esse capitulo vou sacanear legal!No bom sentido da palavra e´claro.

  • Asami says:

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    Ster 4ever! *–* A cada dia fico mais fã de Ster. Ela é tão forte, exatamente o contrário da grande maioria das personagens femininas que são retratadas como mulheres delicadas e frágeis. Graças a god, uma guerreira forte e valente pra nos representar =P. O conto continua bem demais Andrey! Que venham os outros capítulos!
    -
    Gente eu sou uma cega com tapa-olhos, nem percebi o clima entre Will e Ster até Andrey escrever… formam um casal tão beautiful! (Ah, meu querido, devido ao seu enorme incentivo semana passada, comecei a escrever, só que agora vou cobrar sua ajudinha camarada :P )

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      Sim… e ele iria cortar essa cena. xD Nunca perceberiam o que estava ocorrendo

      • Andrey Ximenez says:

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        xD, é verdade viny, é verdade.
        xD
        -
        Ué mocinha, manda um sinal de fumaça ai
        andrey_ximenez(arroba)yahoo.com.br
        ;)

        • Asami says:

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          Se a net tiver pegando hoje à noite (parece que vai chover, se chover a internet sai do ar) mando um continho mixuruca pra você ver se eu tenho futuro :D Se tiver, já estou com três interminados e muitos na cebeça :P

      • Asami says:

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        Valeu pelo pitaco Vinicuis! :D Algumas pessoas como eu são completamente cegas quanto ao romance. Eu, por exemplo, vi a Ster e Will como uma dupla dinâmica, tipo Batman e Robin, só que caçando zumbis. Romances intercalados demais nos textos são uma perdição pra mim. Eu não consigo perceber nadinha TT_TT

        • Andrey Ximenez says:

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          KKk
          -
          Eu achei q o lado do Will tinha ficado bem claro desde o inicio O.o
          -
          E vou estar esperando o teu conto mocinha
          ;)

          • Asami says:

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            Falei que eu sou uma cega com tapa olhos. Não entendo nuito de romances implícitos não. Pra eu conseguir captar a mensagem o narrador tem que ser bem claro e… Andrey chatinho, tava querendo cortar o barato de Will deitadinho ao lado de Ster… pode uma coisa dessas? ;)
            -
            Pois é, mandarei o conto se São Pedro assim o permitir, mas não espere muito de mim. Asami tem trauma de Língua Portuguesa @_@

          • Andrey Ximenez says:

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            Claro que queria cortar o barato dele. O mundo caindo e ele querendo safadeza?
            ;)
            -
            Td bem, Andrey entende mt bem esse tipo de coisa. xD

  • Andrey Ximenez says:

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    Parece que eu perdi ibope aki
    xD

  • Vinicius Maboni says:

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    Muito bom Andrey, se tivesse cortado a cena do colchão, não seria tão bom.
    kkk
    Pena que nessa nada aconteceu, digo em relação aos “zumbis”
    mas segue muito bem.

    • Andrey Ximenez says:

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      Poizeh, que bom q valeu a pena não ter tirado…
      =D
      -
      No próximo cap mudam os personagens principais… dae vai aparecer mais zumbis.
      ;)

  • Rainier Morilla says:

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    Nossa, demorei demais para ver que esta parte havia sido publicada!

    E esse Will, que fanfarrão… Não quero nem imaginar a cena dele esfregando as mãos em sei lá o que para sentir o sangue correr novamente. rsrsrs…

    Ainda tem a cara de pau de dizer: “Sempre bom em ser útil”

    Sai dessa lenga-lenga e pega a mulher logo rapaiz!

    • Rainier Morilla says:

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      Ah! Zoei tanto o conto que não falei o que interessa.

      Esse conto está muito bom Andrey. Os dialogos, como sempre, estão bem construídos. Da mesma forma as descrições ficaram muito legais.

      Quanto ao padre, seria ele um zombie de primeira geração? Relendo o primeiro capítulo vi Ster dizendo: “Pelo que Sergio, o soldado do meu antigo grupo, havia comentado, um deles (INFECTADOS DE PRIMEIRA GERAÇÃO) era um homem extremamente religioso. Não se sabe o destino dele. Alguns dizem que ele havia passado a viver excluído, outros dizem que se suicidara. O outro nós matamos.

      E agora???

      • Andrey Ximenez says:

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        Pode zoar mesmo Rainier, esse will é um fanfarrão msm xD
        -
        Quanto ao padre ser o zumbi class 1 já não sei
        xD
        -
        Só nos próximos caps pra saber
        ;)

      • Thumb up 0 Thumb down 0

        Pior Rainer!, eu também estou desconfiando disso.

        • Thainá Gomes says:

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          Agora eu também estou desconfiando xD kk

          • Rainier Morilla says:

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            Ainda digo que o Will foi infectado e se transformou em um classe 2 e vai tentar matar a Sara.

            Quando ela estiver para ser infectada o pirralho sem noção do primeiro conto aparece, salva ela e tem a redenção!

            Bah! Estou a pensar demais! Mande logo a continuação Andrey, antes que meu cérebro frite!

          • Andrey Ximenez says:

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            Só não sei qm é essa Sara, mas blz.
            -
            Mas essa pergunta vai demorar pra ser respondida, uma vez que agora a história vai rolar com o Batata e com o Sorriso
            -
            ;)

          • Rainier Morilla says:

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            prrrrrrrrr…
            Sara não! Estou louco!
            Ster, meu caro. STER!

            Acho que não estou muito bem. Esses dias chamei a Thaina de Thauba! rsrsrs…

            Quanto ao conto ainda tem muito muita coisa para vir.
            Eu fico ansioso na espera pelas continuações!

            Há braços.

  • natan says:

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    muito bom uma longa história párabens

  • Lorene says:

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    Muito legal essa estória.Adorei mesmo.

  • Renan MacSan says:

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    Muito bom Andrey, das melhores histórias de zumbi do ONE. É legal que você começou a criar seu próprio mundo pós-zumbi, com suas próprias regras. E os diálogos também estão muito bons.

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      Valeu renan… tenho que publicar a continuação…. mas como dificilmente tenho acessado a net pelo meu note a coisa ta meio parada. Sei que a gurizada já deve ter perdido o ritmo, mas em breve solto o resto.

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