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Oct
07
2010

Noite de Luar

Escritora: Vania Gomes da Silva

noite-de-luar

Era uma noite de luar. Quase não se via estrelas, tão clara estava a Lua. O mar estava calmo, a maré alta e havia pouco espaço na areia. Mesmo assim, deitaram-se.

Olharam-se. O olhar de cumplicidade era o mesmo de sempre. Uma lágrima caiu na face rosada de Maria. Abraçaram-se. A luz da Lua banhava seus corpos como o clarão de um farol. Voltaram os rostos para o céu, admirando a noite. Só se ouvia o barulho calmo das ondas quebrando na praia. Ninguém por perto, nenhuma música, nenhum assovio. Nem do vento.

Mas o silêncio falava pelos dois. Joaquim soltou um longo suspiro. Um misto de tristeza e de alívio. Maria apertou-lhe a mão e ficaram assim por horas, olhando o céu, ouvindo o mar calmo.

Uma estrela cadente surgiu no céu. Maria fechou os olhos, pedindo que aquela noite durasse para sempre. Olhou para Joaquim e ele também estava fazendo seu pedido. Entreolharam-se e lágrimas rolaram dos olhos de ambos. Chorando, agradeceram a companhia um do outro naqueles tempos difíceis. Abraçaram-se. Um abraço forte, sentido. Viveram juntos momentos difíceis, convivendo com a dor, o sofrimento e a morte de jovens soldados combatentes na França. Não fosse por Joaquim, talvez Maria não suportasse tanta dor e angústia.

Ele fora o homem de sua vida. Filha de imigrantes, Maria deixara de ser virgem durante a guerra e vivera com intensidade aquela paixão. Não queria mais cuidar de soldados feridos e doentes, mas também não queria que a guerra acabasse, pois com ela acabaria aquele amor.

Ambos estavam vivos, a guerra acabara e era o fim. O médico do hospital dos combatentes voltaria para o Porto, em Portugal, onde sua esposa o esperava com seus filhos. Sim, era a última vez que Maria via Joaquim.


Categorias: Contos | Tags: , , , ,

29 Comments»

  • Andrey Ximenez says:

    Traição, guerra e morte… td de uma maneira tão suave e poética.

    =]

    • Vania says:

      Andrey, obrigada! Este foi um dos primeiros contos que escrevi. E, acredite, não tinha reparado na “maneira suave e poética” com que tratei temas tão duros…
      Valeu!
      Abs.

  • Samila says:

    Lindo, Vania! Muito poético, embora eu tenha sentindo ódio do desgraçado do joaquim ._.

    • Vania says:

      Samila, muito obrigada! Simplesmente adorei saber que provoquei seu sentimento de ódio pelo Joaquim! O mais legal de escrever é isso: provocar reações nas pessoas!
      Valeu mesmo! 😉
      Abs.

      • Rainier Morilla says:

        Samila, acho que na guerra não é tanto assim. Imagine-se você em uma situação onde a morte lhe aparece tão rotineira quanto a leitura de um email.
        Seus sentimentos ficam a flor da pele, sua vida começa a perder o sentido e tudo fica tão vazio.
        Não se tem perspectiva de nenhum dia a mais, ou de retorno ao teu lar, pois amanhã pode ser tu a morrer! E então, de repente, alguém lhe proporciona um sentimento tão diferente daquela realidade ríspida.

        Será que você ou qualquer outra pessoa não faria o mesmo que este homem fez?
        ==//==
        Vania, obrigado por este prazer proporcionado ao ler este texto. Mais uma vez comprova o valor da obra que teus dedos produzem.

        Parabéns e abraços.

  • E.U Atmard says:

    Uma curiosidade, és portuguesa ou brasileira?

  • Asami says:

    Parabéns pelo excelente conto, pela maneira suave com que você escreve e por conseguir dizer tanto em poucas linhas (uma qualidade que eu invejo). Gostei muito do enredo desse conto, muito legal 😉

    • Vania says:

      Muito obrigada, Asami! O conto curto é só o resultado de um certo pavor que tenho em ser prolixa e a história ficar chata: se eu escrever menos, menor a chance disso acontecer, certo? Portanto, não é exatamente uma qualidade, é mais um cuidado de minha parte. 😉

  • Franz Lima says:

    As críticas positivas são uma prova incontestável do quanto é bom seu conto. O amor em tempos de guerra foi muito bem descrito, principalmente quando é exposta a realidade do casal: a amante e o homem casado. Poético e muito bonito.
    Parabéns.

    • Meu caro Franz, muito obrigada! Fico muito feliz que tenha gostado de meu conto. Foi um dos primeiros que escrevi. Acho que tenho muito a aprimorar, mas foi um bom começo. Valeu!!!

  • Vitor Vitali says:

    Poesia de mais, conto de menos. Queria uma estória ):

    • Vânia says:

      Vitor, refleti sobre seu comentário e concluí que temos algumas diferenças conceituais. De qualquer forma, obrigada por ler meu texto! Abraços, Vânia.

  • E.U Atmard says:

    De facto o texto está muito poético, muito bonito, mas achei que não era bem um conto. Parecia, bem nem sei como é que se diz isto ao certo, um daqueles episódios do meio que ou precede ou sucede imediatamente a um climax transposto para muito perto do fim. Não sei, achei que estava um pouco meditativo demais, descritivo demais, e perdeu-se um pouco a ideia de enredo, e de acontecimento…parecia que nada estava de facto a acontecer, e chega-se ao fim com a sensação de que se deixou escapar alguma coisa…

  • lobaempeledeovelha says:

    Lindooooooooo xD

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