A conformidade de Fernanda
Escritor: Andre Manente
Todas as manhãs, Fernanda, uma moça madura e decisiva em todos os aspectos, saía de sua casa com destino ao seu trabalho. Ela era uma secretária de um escritório de advocacia. Fernanda se sentia, ainda que sutilmente, excluída pelo resto do mundo. Ela era uma moça séria, firme e tímida. Não era muito agradável aos olhos dos homens e não muito realizada ao ponto de vista feminino. Fernanda era muito sozinha e não sentia a necessidade de ter amigos, já que achava que amigos tinham a finalidade de pedir dinheiro e criar intrigas. Mas, era óbvio, ela queria se sentir amada e de certo modo, procurava isso, no entanto nunca encontrara. Fernanda não era vaidosa, não usava roupas ousada nem jóias. Ela era simples. Muito simples. Vivia em um quarto cedido por um comerciante, em troca, ela pagava a luz, a água e o telefone, mesmo que ela não os utilizava.
Fernanda nunca demonstrava seus sentimentos nem mesmo se expressar corretamente. No entanto, era altamente qualificada, esforçada e muito eficiente. O seu chefe, o doutor Emanuel Cordeiro, um velho homem de 56 anos barrigudo, baixinho e careca chamava a moça para sair, porém, Fernanda sempre vinha com o papo de que no momento ela queria apenas estudar e trabalhar e que não tinha tempo para pensar nessas coisas. Já o velho abarrotado desejava passar se quer uma noite com Fernanda e senti-la como mulher. Suas companheiras de trabalho, Clarisse e Denise eram duas tagarelas, gostosonas e fofoqueiras que viviam enchendo o doutor Emanuel com seus charmes irresistíveis a qualquer um.
Clarisse era uma moça linda com um corpo perfeito, mas o seu caráter era corrompido pelas pragas da vida. Ela era supositícia. Mulher fingida. E, nem se quer olhava para Fernanda. Denise? Idem.
Jogando uma pilha de documentos à mesa de Fernanda, Clarisse disse que Fernanda precisaria criar um sistema de analitismo antes das 18h, pois o doutor Emanuel precisaria para uma audiência. Fernanda, como era de se esperar, não negou nem se quer questionou. Denise, que lixava suas unhas e passava reboques, lembrou que uma vez imaginara a vida de Fernanda e concluiu que era uma vida sem graça e sem sabor. Fernanda após sair do trabalho seguiu para sua casa a pé e sozinha. Enquanto caminhava, viu estampado em um outdoor o seguinte: CONCURSO DE MISS JUNDIAÍ. INCREVA-SE. Por uns instantes, imaginou-se em uma passarela desfilando em Paris, sendo mira dos maiores fotógrafos do mundo e admirado por todas as pessoas à sua volta. Ops, de repente, esbarrou em alguém. Caíram algo. Olhando melhor, caíram sua bolsa e alguns documentos. Ela abaixou-se para tomar suas coisas e nem se preocupou em ver a pessoa em que esbarrou.
Ouviu alguém dirigindo a palavra a ela. Assustou-se e estranhou. Ela olhou e percebeu era um rapaz, aparentemente 25 anos. Era alto, olhos e cabelos bem escuros, e por sinal, muito educado. Então, ele voltou a perguntar se ela estava bem. Ela olhou em volta, espantada, olhou para ele, e moveu a cabeça em sinal de sim. Ele disse que estava passando, viu um anúncio e distraiu. Ela o perdoou, mesmo que fora sua culpa também. Ele, meio sem jeito, perguntou o seu nome. Ela o respondeu. Bem, ela poderia ter sido mais educada e ter aproveitado o momento e perguntado o seu nome, mas não! Ela virou as costas e saiu. Ele ficou ali, parado, sem saber o que fazer. Ele pensava se ela deveria ter algum problema psicológico ou psíquico. Ela pensava que tinha que se esconder. Então, ela se foi.
Ao chegar a sua casa, Fernanda pensava no que deu no rapaz em falar com ela, privando-se de sociabilidade. Então, sentou-se à cama e continuou calada e tímida como no início desse conto.
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É isso? Termina assim?
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Hummm… Não sei, mas, acho que ficou uma lacuna ai.
Não sei dizer o que é mas, faltou algo.
É verdade Jessé, faltou algo.
A história não tem um arco… um caminho claro de começo, meio e fim.
Apontou-se a personagem e sua problemática, mas não a desesnvolveu.
Falta uma correção ortográfica: falta de algumas letras (erro comum de digitação), falahas de concordância e tempo verbal.
Além de repetir muito o nome da Fernanda. É possível deixar claro de quem se fala sem citar-lhe o nome a cada nova frase.
O autor diz que personagem é uma “moça”, mas depois a descreve como uma mulher frustrada de meia idade. Não dá para saber se esta atitude é oriunda de algum trauma passado ou de um real distúrbio. Mas ao parar no final para olhar o outdoor me faz pensar no distúrbio bipolar. A mulher não é vaidosa e de repente DO NADA se imagina famosa e linda?! O.o’
O chefe escroto não come as outras mulheres pq? Prefere a baranguinha? Não ficou claro isso.
Sei que o intuito era surpreender o leitor no final com a não-reação da personagem usando para isso uma comunicação direta do narrador com o leitor, mas ficou meio nonsense
Enfim, acho que nada do que lemos sobre o mundo externo é real. essa mulher aí é doida e nós passeamos por alguns de seus devaneios em frenrte a TV enquanto assiste a um programa no estilo da Márcia Goldsmith repleto de anúncio vazios de estética. É isso.
Pronto, falei.
Para refletirmos nas possibilidades maravilhosas que perdemos por medo de algo que desconhecemos. Parabéns!
só quem já foi/é “fernanda” vai conseguir entender/ver o final do conto. curti!