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Nov
10
2010

A lenda da Rosa Azul Capitulo IV

Escritor: Vinicius Maboni e HIOTO

a-lenda-da-rosa-azul

Uma Floresta Atribulada

Wordz lá parado, à porta da ferraria como se já os esperasse, não intimidou a corajosa Loren, que o encarou diretamente enquanto um trêmulo Markus lhe entregava a espada. O centauro por sua vez recolheu a arma e entregou um saco cheio de moedas ao rapaz quase que o ignorando.

– Não esperava que a espada fosse me trazer também a presença de uma jovem cuja ancestrais as forjaram.

– Tristes acontecimentos me tiraram de minha floresta. Sem historias a contar, estou a procura da Rosa Azul, me diga o que sabe.

– Ah! A também conhecida como flor dos desejos, acredite elfa, muitos já definharam buscando essa lenda. Nem mesmo posso lhe afirmar se é verdadeira.

– Me disseram que sabe como encontrá-la. Tem que me contar, eu preciso.

– O que sei sobre a rosa em nada pode lhe ajudar, – disse o centauro se virando aparentemente para pegar alguma coisa – não vai ser uma busca fácil, vai ter que mexer no passado e muitos podem não aprovar essa idéia. É uma lenda que já atravessa milênios, até onde sei e só uma pessoa chegou perto de encontrar a bela flor. Hoje essa pessoa vive escondida numa floresta, está lá há incontáveis anos. Talvez vá gostar da visita, talvez não. Mas escute com atenção: esteja ciente que muitos já perderam suas vidas buscando tal flor. Quer mesmo fazer isso?

– Se não encontra-lá, definharei do mesmo jeito e perderei minha vida. Não questione minha coragem. Diga, onde posso encontrar essa pessoa?

– Saia de Hal pelo portão sul e dirija-se à oeste, para a floresta. Leve provisões e armas, vai ser uma longa e perigosa viagem. Saiba que tal missão pode lhe custar mais que a sua vida – ele olhou para Markus que não parecia confortável com aquela conversa.

– Espero que não seja de mim que esteja falando centauro! – Markus que até então assistia calado, entra na conversa.

– Sim, aspirante a feiticeiro, você vai descobrir mais sobre você mesmo e sobre este livro que tenta esconder – instintivamente Markus agarrou-se mais firme ao pequeno objeto de capa preta.

– Eu me recordo das histórias na vila que falavam de você… de um centauro – Loren corrigiu-se. – Você pode ficar com a espada, por ora, tenho coisas mais urgentes a resolver.

Um silêncio tenso tomou conta da cena. As pessoas de Hal não passavam perto da ferraria, que ficava quase no bosque lateral ao muro sudoeste da cidade. Quando Wordz estava na porta, passavam sem o olhar. Agora alguns arriscavam olhares afoitos – nunca ninguém falou com o centauro sem abaixar a voz e a cabeça – esperando o momento em que ele esmagaria a elfa imprudente. Ao invés disso, esboçou um leve sorriso. Virou-se sem aviso e entrou em silêncio para sua oficina de metais, sem ser seguido pelos visitantes e carregando consigo a espada.

Loren apressou-se em sair da cidade e chamou Markus. Ele a seguiu sem reclamar, embora soubesse que não poderia se virar sem provisões e afins tão bem quanto a elfa. Era movido pelas palavras do centauro, por gratidão a Loren ou por pura curiosidade. De fato precisava ir com ela. Precisava descobrir  o que se escondia na mal falada floresta oeste e uma vez mais, não sentiu medo. O frio que levava no estômago era mais expectativa e curiosidade que qualquer outra coisa.

Ninguém os incomodou, exceto pelos olhares e comentários abafados do tipo “um elfo e um humano juntos”. Não se detiveram e passaram até mesmo pelos guardas sonolentos do portão sul. Em pouco menos de uma hora, a campina amarelada de vegetação baixa, escassa e retorcida já anunciava que daria espaço ao oceano de altas árvores de copas densas que formava a Floresta do Oeste.

Não havia estrada. Os humanos não se atreveram a desbravar essa lendária mata. Mitos recheavam os poucos que dali voltaram. A estrada “oficial” passava longe, à sudoeste. Isso não era problema para Loren e se não o era para ela, também não haveria de ser para Markus – assim pensava o humano.

Como em outros momentos tensos, folheava o velho caderno de seu pai e seguia a elfa o mais rápido que podia. A noite chegou mais rápido e só quando Loren parou sob uma árvore de frutos que Markus desconhecia é que ele se deu conta do quanto havia andado e como doía seus pés cheios de bolhas e suas pernas finas quase sem pelos.

Quando a luz abandonou completamente o dia, os improváveis  companheiros de viagem já haviam montado acampamento, que se tratava na verdade apenas de uma fogueira, já que não tinham absolutamente nada para se cobrir durante a noite. Loren não parecia mesmo interessada em uma noite de sono. Mantinha um olhar preocupado, observando tudo que pudesse estar se movendo ao seu redor.

Em pouquíssimo tempo, cansado, Markus foi pego pelo sono. Encostado ao tronco da arvore e abraçado à aquele livro que despertava em Loren certa curiosidade, pois o semi-homem  o lia  quase que o tempo todo, o que de certa forma Loren gostava, já que mantinha ele ficava em silêncio. Nunca esteve tão longe de casa, tinha medo de que perigos aquela floresta, conhecida pelos elfos por floresta do pesadelo, poderia lhe apresentar.

A escuridão e a companhia muda de Markus, que dormia levaram a mente de Loren pra longe dali, até Alzegrim, onde seu avô esperava seu retorno, onde esperava voltar com a Rosa Azul. Lembrou-se das palavras do centauro, ninguém ainda havia encontrado a Rosa.

A mente te Loren pára de vagar quando ouve passos pesados por perto, lança um olhar ao humano que dorme ignorando qualquer perigo. Os passos se tornam ainda mais pesados e menos distantes.

–        Acorde Humano!

Markus resmunga alguma coisa, vira pro outro lado e continua a dormir. Inútil! – pensa Loren – já com o arco armado enquanto a criatura vai se aproximando e tomando forma. Os tremores agora fortes fazem Markus despertar a tempo de ver o maior troll que sua curta vida humana permitiria. Tinha cerca de três metros, era absurdamente gordo e carregava nada menos que um tronco de árvore que brandia ameaçadoramente para os dois.

Enquanto esperava o ataque, Loren observava o monstro detalhadamente, mania que tinha em combate – apesar de muito sujo, a criatura era bem branca, dona de braços absurdamente longos e fortes. Vestia um farrapo de couro de algum animal grande e carregava a arma na mão direita, com quatro dedos sujos e grossos de base.

Os pés chatos feridos da criatura deram impulso ao ataque, desferindo com a clava improvisada um golpe vertical, que ela desviou em um salto lateral. Por sorte Markus estava do outro lado – não sabia se ele podia evitar esse ataque tão fácil.

As duas primeiras flechas da elfa saíram muito rápido e viajaram quase juntas, atingindo em cheio o peito do troll, o que só serviu pra deixá-lo mais irritado. A pele era dura como a madeira com a qual ele fez um ataque mais “esperto”, batendo dessa vez na horizontal, na altura do abdome de Loren, no entanto sem velocidade para atingi-la. Esquivou se abaixando e rolando – por sorte a criatura não era muito esperta.

Markus pulou para trás, pois o segundo ataque quase o atingira, mesmo não estando perto de Loren e caiu sentado no chão. O monstro deu um passo para atingir a moça que, ainda no chão, desferiu uma flecha certeira, que viajou rápida e o atingiu por baixo do queixo. Girou para se levantar e tomou um baque surdo da madeira, que o troll agitava desgovernadamente, atingido em uma parte sensível. Ela levantou-se dolorida, sem dificuldade e sem sangrar – o que mostrava sua “fragilidade élfica” – e gritou para Markus:

– Mantenha-se longe e abrigue-se nas árvores! – O humano a obedeceu e, apesar do estardalhaço furioso, o gigantesco troll tombou entre espasmos e urros. Em poucos minutos estava imóvel e os dois tiveram que mudar o acampamento, para que o sangue da criatura não atraísse mais problemas.

Markus ficava a cada minuto mais abismado com a força da Elfa. Não é todo dia que alguém derrota um Troll sem tanta dificuldade. Devia haver algum motivo muito forte pra ela ir tão longe por sua busca.

– Porque procura tal rosa? – pergunta Markus reunindo mais coragem do que acreditava ter.

– Esse caderno que sempre carrega, deve lhe fazer recordar de alguém importante, não? – Loren responde com uma voz inesperadamente suave – se para você que é mortal é ruim, imagine viver a eternidade sem … – não teve tempo de terminar de explicar seus motivos: uma voz cortante e fria a interrompeu e ao mesmo tempo em que se virou e viu de quem se tratava, seu coração élfico gelou.


Categorias: A Lenda da Rosa Azul,Contos | Tags: , ,

39 Comments»

  • Andrey Ximenez says:

    Segue bem rapaziada. O cap poderia ser mais longo neh?

    Mas tá bacana. Poderiam detalhar um pouco mais tb.

    ” que de certa forma Loren gostava, já que mantinha ele ficava em silêncio. ”

    “A mente te Loren pára de”

    😉

  • HIOTO says:

    “já que mantinha ele ficava em silêncio” – a gente não tinha arrumado isso já Vinicius?
    Esse “ficava” tá sobrando ae.
    >
    Até que enfim na agenda!

  • Está cada vez mais interessante e o gancho no final me lembra o estilo de alguém que eu conheço. Fico ansiando pela continuação…

    • Vinicius Maboni says:

      De quem será ein Elcio?
      uahauhauh
      Obrigado por ler, que bom que tá gostando.

  • HIOTO says:

    Comeram nossa pizza outra vez???
    >
    Acho melhor mudar esse ícone pra algo menos saboroso hein!
    >
    \o/

  • Asami says:

    Boa… não, ótima continuação! Sempre mantendo em alta o suspense em uma narrativa detalhada e intensa. Espero os próximos caps 😀

    • Vinicius Maboni says:

      Obrigado por ler Asami, fico muito feliz que tenha gostado, continue acompanhando.

  • Lord Jessé says:

    Essa história é fascinante. E eu adoro ela. (tanto a história quanto a elfa).

    E o final foi muito bom. Deixou todo o suspence, e a instiga de continuar a ler. Ficou muito bom o final.

    Novamente parabéns pra vcs!!!

    • Vinicius Maboni says:

      Gosta da Elfa né pervertido?
      uahuahahu
      Ficamos felizes por que acompanha!

      • Lord Jessé says:

        Ero senin!!!

        kkkk

        Mas é isso ai, a história é muito boa. É envolvente, prende na leitura, e mesmo alguns capitulos sendo mais compridos não se torna cansativa.

  • Thainá Gomes says:

    Meu coração tbm gelou quando vi que tinha acabado!Muito bom mesmo, facinante.Muito bom.

    • Asami says:

      É de praxe meu coração também vacilar quando o conto acaba. Adoro A lenda da Rosa Azul *-*

  • Perla says:

    ta otimooo vinii… esperando o proximo!
    ate =D

  • Vinicius Maboni says:

    Tirem esse da agenda plissss
    uahauhauh

  • Sara says:

    Depois de um século pra ler essa história, com o Vinicius quase me matando… eu li! E tenho uma coisa a dizer: Loren é fod@! *-* Eu geralmente não curto elfos porque eles sempre pareceram muito bonzinhos nas histórias que eu lia, mas essa aí… XD

    Agora cadê o Maboni e o HIOTO com o capítulo 5??? Terminar um cap. com um mistério desses e depois não continuar é tortura… x_x

    • Vinicius Maboni says:

      Putz isso tudo?
      uahuah
      Obrigado por ler Sara

      Assim que esse sair da agenda o V brota.

  • Wilker says:

    uhuuu!Tudo de bom, adoro elfos e essa dai está com tudo.
    Muito bom mesmo, vê se não deixem os leitores esperarem muito o próximo cap.

  • Luis says:

    Realmente estah cada vez mais interessante, apesar de eu não gostar do nome do personagem Wordz, (me lembra o Wordpad, Word Excel etc e etc), hehe

  • Thaís says:

    Finalmente terminei de ler. Parabéns, muito bom amor, um dos meus preferidos! Quando chega no final vou até ficando triste. E vce me mata de curiosidade 😡

    • Vinicius Maboni says:

      É a intenção aqui, faltam poucos caps agora…
      Obrigado por ler, que bo que gostou.

  • Andrey Ximenez says:

    Quero a continuação

    u.ú

  • lobaempeledeovelha says:

    Bacanudo d+

  • Huumm.. pois é o conto da Rosa Azul deu uma parada na Agenda. Porém, Vinicius e Hioto, não parem.. o conto é bom, e é bem normal contos maiores perderem o ritmo de leitura com o tempo. 🙂

    • Vinicius Maboni says:

      Pois é guns, tem um tempo que esse tá aqui já. Mas confesso que estamos bem ocupados ultimamente, quase nem tenho visitado o ONE.
      Mas vou adiantar aqui que mesmo quando o lenda acabar muita coisa sobre Alzegrim ainda vai ser escrita, Mitos e fatos envolvendo os personagens dessa estoria.

  • Elanor says:

    Olá, é a minha primeira vez por aqui, é um prazer conhece-lo Vinicius. Como já disse ao H, a história é maravilhosa, uma história simples mas cativante e envolvente, estarei com certeza acompanhado a partir de agora, anciosa para saber como vai ficar o desenrolar da história. Parabéns

    • Vinicius Maboni says:

      Opa, obrigado por ler. E fico feliz que tenha gostado. Acompanhe mesmo, muita coisa ainda vai acontecer.

      • lobaempeledeovelha says:

        Vinicius Maboni_Sama

        Hoje eu li de novo porque ontem a net tava horrível.
        Eu queria a elfa pra mim huahuahuahuahuhuahuahuahu
        Adoro os elfos vou colecionar eles e depois vou comer todos ahuhuahuaauhahu
        Você escreve como se sua alma fosse de um trovador e suas palavras fossem partes de um encanto.

        • Vinicius Maboni says:

          Hehe, Obrigado Loba.
          Também gosto muito de elfos. O que acho legal é a Lorén ter conquistado tantos mesmo sendo tão execentrica. Obrigado mesmo por ler, fico relmente feliz.

  • GeeKS says:

    Grande Vini Maboni, você e oa teu parceiro Hioto estão, uma vez mais, de parabéns!

    Quem pediu detalhes não deve ter lido o capítulo, nível mais detalhado só Dan Brown! rsrs

    Enfim, fora as repetições de erros digitacionais, teve também umas repetições que acabam inevitavelmente deixando o texto “chato” nos momentos em que se fazem presente [mesmo conjunto de palavras no mesmo e/ou no parafágrafo próximo.] mas a cada conto a existência de tais repetições decrescem, e isto é um ótimo sinal!

    Fechar com chave de ouro (com o final estilo novela que praticamente obriga o leitor a esperar por “TO BE CONTINUE”) é um bonus pra não ouvir tanta crítica hahaha

    Abraços e obrigado por compartilhar o conto com todos nós, nota 9,4!

  • She_Nerds says:

    Gostei bastante do teu conto. A narrativa funciona de forma muito boa, as descrições estão no ponto e a concepção desse universo de fantasia não é batida para mim.
    Passei no ONE por indicação de amigos e fiquei surpresa com a qualidade dos contos e também o incentivo mútuo entre os autores.
    Vi umas críticas que para mim não são nada construtivas para aqueles que se esforçam tanto na hora de escrever(Aqui tem uns cara mala sem alça que são um porre mas isso foi uma analise minha)
    Curti teu conto e farei visitas aos teus escritos.

    • Vinicius Maboni says:

      Olá, seja bem vinha!
      Fico feliz que tenha gostado e espero mesmo por suas visitas, convide também seus amigos.

      Obrigado

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