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Nov
24
2010

Mundos em palavras – I

Escritor: Vinicius Maboni

mundos-em-palavras

Por que nos sonhos, entramos num mundo
inteiramente nosso –  Alvo Dumbledore

Havia muitas estantes, muitas mais que se possa imaginar. Em cada uma, uma quantidade incontavel de livros. Era um lugar imenso, corredores se estendiam infinitamente. Tantos livros quanto um coração solitário pudesse desejar eram encontrados ali. Havia também algumas mesas num vão, antes das estantes. O piso fora cuidadosamente lustrado e brilhava sob a agradável luz que vinha de indefiníveis janelas no alto. O teto era escuro, talvez fosse o céu, mas não havia estrelas e nem lua, apenas uma imensidão sem vida.

O lugar cheirava à fantasia.

Surge então um intruso em tal cenário. Um corpo cansado a procura de sua alma perdida. Descalço, mas incapaz de sentir o frio do piso, caminhava lentamente entre as estantes. Apenas passando o olho por cada capa. Lendo suas gravuras. Não havia títulos, só um imenso mundo a ser descoberto em cada obra cujos autores e respectivas vidas eram desconhecidos.

Era um lugar para a Solidão.

Eis que um livro de capa verde surrada lhe chama atenção. Retira-o da prateleira mas antes que possa ler uma linha, é surpreendido pela figura de uma garota vinda de lugar nenhum, assim como ele.

A solidão total é uma mentira.

A garota vestia uma fina camisola branca, tinha os pés descalços, belos e longos cabelos negros  soltos. Uma descrição mais aprofundada seria desnecessária, era de beleza definitiva.

Ela pegou então um livro, era de capa vermelha, admirou por longos minutos as gravuras dos dois lados e recolocou-o em seu lugar, com uma expressão de medo. Caminhou mais alguns passos, e pegou outro, esse tinha uma capa marrom. Abriu-o e começou sua leitura ali mesmo, em frente à prateleira. Nesse instante, algo extraordinário aconteceu: a bela garota simplesmente foi puxada pelo livro, e este por sua vez, retornou por conta ao seu lugar.

Então ele compreendeu.

A fantasia alivia a alma surrada pela realidade.

Caminhou lentamente tomando o cuidado de manter a vista naquele mesmo livro de capa marrom. Pegou-o com certo receio e avaliou a capa. A figura mostrava uma torre, alta e imponente. Observando com atenção notou que se tratava na verdade de um farol, numa pequena ilha ao mar. Sem mais nenhuma hesitação, abriu-o e se pôs a ler.

Era uma vez, um velho farol isolado numa ilha no meio do mar…

De inicio, nada ocorreu, mas passados alguns segundos foi tomado por uma estranha sensação de não ser ninguém… não ser nada.

Nesse mesmo farol, vivia uma bela jovem…

A sensação passou a um misto de medo e incerteza, mas que logo o abandonou, e deu lugar a uma nova realidade. De repente não pode mais ler. Não havia mais livro.

Viu-se sozinho, frente a uma torre que se estendia ao céu escuro. Dela partia uma luz, que lentamente fazia uma volta completa. sso era feito de forma irregular, de forma humana, variando a cada volta. Havia também uma única porta feita de madeira. Foi por ali que decidiu entrar.

Não havia muita coisa pra ser descrita ali, apenas uma escada circular que levava ao topo do farol. Subiu a mesma às pressasansiando por ver a imensidão do mar sem saber exatamente por que.

Quando alcançou o topo, se viu surpreendido. A bela jovem que desaparecera no livro estava ali, era ela quem girava a luz do farol, porém estava notavelmente cansada. Parou o trabalho ao vê-lo, contemplou-o por uns segundos e retomou sua tarefa.

Foi diante dessa cena que o coração do garoto experimentou mil sensações. A principio apiedou-se, depois admirou a força de vontade e muitos outros sentimentos se mostraram e foram-se deixando uma duvida.

Por quê?

Afinal, essa é sempre a grande pergunta geralmente sem resposta. Por quê?

A jovem estava claramente cansada, mas o que podia ser feito? Como livra-la da sina? Tais duvidas obviamente só poderiam ser respondidas de uma única forma. Atos.

Então o rapaz ajudou a manejar a luz. Era realmente um trabalho árduo, pesado, e   nauseante. A luz projetava-se longe sem uma distância definida. Não se olhavam, apenas trabalhavam num ritmo preciso e harmônico. Como se já conhecessem um ao outro. Suas dores e angustias.

Então surge um imenso navio que veleja lentamente em direção ao farol. Em poucos minutos um marinheiro já remava num pequeno bote para o resgate. A garota desce correndo as escadas e ele a segue. Entendeu que a estória estava completa. Esperou com os pés mergulhados na gelada água do imenso mar, que agora parecia dizer adeus.

Assim foram resgatados, sem nenhuma palavra, cada um já sabia seu papel ali. Logo estavam a bordo do navio, que os levou pra onde quer que tivessem de ir.

A sensação de vazio lhe leva de volta.

E foram felizes para sempre. De repente se viu terminando a leitura.

Estava outra vez na biblioteca e mais uma vez o corpo feminino era sua silenciosa companhia. Que já se punha procurar outro livro deixando a estranha sensação de que faria isso pra todo o sempre.

41 Comments»

  • Sara says:

    ” sso era feito de forma irregular”
    “Subiu a mesma às pressasansiando”
    Tirando esses, não achei mais nenhum erro – ao menos nenhum me chamou tanto a atenção. XD

    Eu espero logo pela continuação, pois gostei desse começo. É bem… ah, nem sei o que dizer, cara!
    As frases em itálico parecem os sussurros que às vezes se tem no meio de um sonho e que nunca se sabe direito de quem é. 😀 Ficou vago, mas mesmo assim mostra que virá muito mais coisa por aí!

    Compensando o fato de ter demorado meio século pra ler o “lenda”, sou o primeiro a comentar nesse conto aqui!! Agora só falta você ler “raven”, né cara? 😛

    • Vinicius Maboni says:

      Putz, o comentario é quase do tamanho do meu texto, uahuaha
      Obrigado por ler Sara, ainda vem muita coisa, todos os fios serão amarrados.
      vou no Raven agora mesmo.

      A formatação fico estranha…

      • Sara says:

        Na verdade, meu comentário foi maior que seu texto! XDDD
        Fala sério, nem tá tão grande assim, cara! (Grande mesmo sou eu escrevendo “raven”, mas enfim… :P)

        Eu espero mesmo que venha mais coisa! /fanático por séries mode on/

  • Samara says:

    Já falei para você o quanto você é inteligente, criativo… Adoro ler teus textos por que sempre me dá curiosidade de ver o próximo. Sem falar que te ajudo na edição, então tudo fica ótimo 😛

  • Thainá Gomes says:

    Adoraria ir pra um lugar assim!Cheio de livros.Muitlo bom me senti sugada pelo computador direto pra biblioteca.

  • Andrey Ximenez says:

    Foi a porr* mais original que li aqui nos ultimos tempos. Ta de parabens Maboni!

  • HIOTO says:

    Tem algo nesse texto que me incomoda.

    Ele passa uma melancolia em alguns pontos desagradável, o que não muda o fato de ser bem feito. Não dá pra dizer que gosto do texto. Mas tá bem escrito.

    Dumbledore é top;
    ^^

    • Vinicius Maboni says:

      Obrigado(eu acho)
      kkk
      É, ele é meio deprê mesmo…

      • Quer livro mais depressivo que Senhor dos Anéis! É uma das melhores literaturas que existem, e te causa uma depressão no termino do livro esmagadora.

        Eu acho isso uma boa característica, quando é necessário que no texto haja essa melancolia,

        Particularmente acho um “a mais” no texto.

        • Vinicius Maboni says:

          Verdade Rainier, não só Senhor dos Aneís, inumeras outras obras, é um estilo que me agrada bastante.
          Obrigado pelo comentario.

  • Asami says:

    Nossa… que lindo *-* e concordo com o Andrey é um dos mais originais que li ultimamente. Suas descrições… a forma como descreve o ato de ler e como esse ato transporta o leitor à estória… acho incrível! Parabéns Vini, amei!

    • Vinicius Maboni says:

      Obrigado por ler Asami. Fico feliz que tenha gostado.
      Mais dois desse surgirão aqui em breve.

  • Ana Bourg says:

    Texto bonito e poético, tenho a impressão que essa história é cheia de simbolismos e representa uma metáfora da magia da leitura.
    As emoções foram bem descritas, assim como os belos e oníricos cenários por onde o personagem passa.
    Deu vontade de ler mais. 🙂

    Tem alguns errinhos ao longo do texto, mas nada que uma revisão não possa resolver. E eles não atrapalham a magia desse conto.
    Muito original e criativo. =D

  • Vinicius Maboni says:

    Nossa, fico muito feliz que tenha te agradado Ana.
    Seu elogio me é gratificante.
    Vai ter mais dois desses, não deixe de acompanhar.

    • Ana Bourg says:

      ah sim, estou esperando a continuação! 😀

      seu estilo de escrever é muito “meigo”. xD

  • Perla says:

    muito bom Vini, adorei!!
    estou a espera dos proximos^^

  • Lord Jessé says:

    Gostei. (Em termos)

    Não tenho muito a dizer, e não sei dizer o que não me agradou, mas de qualquer forma, você é um bom escritor, e gosto dos seus textos.

    Adorei a menininha. Não sei poque mas simpatizei com ela com ela. Quando o Hioto falou que em momentos ele passa melancolia, isso tm agradou.

    Sei que o comentario tá estranho, e porque não dizer, vazio. Mas, o que que quero dizer é que, gostei.

    • Vinicius Maboni says:

      Primeiramente, obrigado por ler, e fico feliz que tenha gostado.
      Como já disse a Ana, o texto é repleto de metaforas e simbolismo. Na verdade é por sí só uma metafora.
      Esse estilo tende a não agradadar.
      Mas enfim, obrigado pelo elogio, pra bom escritor falto muito.
      🙂

  • DeeSoares says:

    “As frases em itálico parecem os sussurros que às vezes se tem no meio de um sonho e que nunca se sabe direito de quem é. ”

    Acredito que essa frase disse resumidamente o conto. E eu tive o prazer de acompanhar esse cabeçudo escritor discorrer essa história que deixa-nos tão esperançosos para novos capítulos. Tinha que ser, o meu Carniça! *-*

  • DeeSoares says:

    Sabe que é sincero! *-*

  • lobaempeledeovelha says:

    As palavras vão tocando suas notas sonoras,cativando e insinuando suas vontades ao leitor.
    Um feitiço em cada linha seduz aquele que ousa ler e entender suas entrelinhas.

  • Excelente conto! Adoro esse tipo de fantasia, bem imaginativa e que demonstra a maravilha que é ler um livro e viajar pelos mais diversos mundos! 🙂

    • Vinicius Maboni says:

      Fico feliz em ver que consegui passar a mensagem desejada. Talvez hoje ainda estarei enviando a continuação.

  • Tinha em mente uma imagem para esse conto, que era um mundo inteiro saindo de dentro de um livro, varias coisas pulando do papel. Mas não encontrei nada parecido. Ai peguei uma imagem mais ou menos! 😐

  • Patch. says:

    “Descalço, mas incapaz de sentir o frio do piso” >>> Hobbit Detected

    Que nada, gostei do texto! É quase um Mundo de Sofia invertido.

    • Vinicius Maboni says:

      É fato que os livros que voce leu, influencia diretamente no que vai escrever.

      Obrigado pelo comentario.

  • Jéssica J ' says:

    Adoorei;
    muito bom, me chamou bastante atenção.
    Parabéns : Continue assim

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