Pimeiro conto de amor – Diálogo Solitário
Escritor: Yuri Andrey
A tv chiava. Imagem de milhares de pontinhos em preto e branco dançavam, deixava o pequeno aposento mal iluminado. Na beira da cama várias garrafas de cerveja vazias e em cima dela um casal coberto por um fino lençol tentando evitar o calor e sua nudez estavam abraçados. Lentamente Alice abria seus olhos e observava suas roupas jogadas no chão, num cantinho onde a iluminação da tv não alcançava.
Alice: Tá acordador?
Sua resposta foi apenas um suspiro prolongado pelo tédio e por não querer conversar, pelo menos não agora.
Observar o escuro sem conseguir dormir e sem ter com quem conversar era algo nostálgico, trazia lembranças da sua infância e de seus pais, de seu primeiro beijo e do seu primeiro amor e tentou mais uma vez.
Alice: Você sabe que essa noite é um erro. Não deveriamos estar juntos, mas eu me sinto confortável e segura agarrada em você. Mas eu penso em ir embora, essa não é bem a vida que eu quis.
Algo brilhou no escuro, perto de suas roupas, era seu celular que chamava pela dona silenciosamente. Nem precisou olhar quem ligava, era óbvio. O rapaz continuava imóvel, Alice não sabia se ele estava realmente dormindo ou se evitava uma conversa em que deixaria um dos dois magoados.
Alice: Eu estou grávida e o filho seu… Eu vou me casar com ele em duas semanas… E não nos veremos mais, nunca mais.
Tentou jogar alguma frase de impacto que o fizesse abrir os olhos e dizer tudo o que ela queria, mas a resposta dessa vez foi outro suspiro curto e o braço magro e firme, tatuado uma inicial que não era de ninguém que ela conhecia, era tirado debaixo de sua cabeça, deixando-a desconfortável sob a cama.
Alice: Acho que já tá na hora de eu ir. Obrigado por essa noite, nunca vou esquecer.
A garota levantou-se um popuco, ainda cobrindo o corpo com o fino lençól e beijou o rosto de barba mal feita e imóvel do homem. Deixou o lençól e foi se vestir. Apanhou o celular do chão e viu uma ligação perdida, guardou-o no bolso e caminhou até a porta, evitando acertar algumas latas de cerveja e as roupas do rapaz que se encontravam por toda a parte.
Alice: Vou viajar amanhã.
Silêncio.
Alice: Adeus.
Algo brilhou na escuridão, escorreu pela face tristonha da garota e pingou no chão do quarto. A porta se fechou.
Em frente a porta de sua casa tateou os bolsos em busca da chave e pegou-a no bolso esquerdo, mas sentiu que havia algo mais ali, um papel. Uma carta amarelada. Não estava ali até ontem à noite, ela tinha certeza. Abriu a carta e leu as palavras de uma letra feia e bruta que logo ela reconheceu:
“Estou aqui, sentado a beira da cama, um pouco bêbado até. É tão lindo ver você dormir. Mexi em suas coisas quando estavamos na sua casa, vi um papel que comprovava que você está grávida e provavelmente o filho é meu. Me perdoe por te tratar mal essa manhã. A solidão me dói, mas me dói mais ainda é saber que não posso te dar tudo o que sempre quis. Vou te deixar ir porque sei que assim vai ser melhor, não ouse olhar pra trás, o que aconteceu entre nós já está muito distante, observe as cicatrizes, seu cheiro ainda consta no meu lençól. Entre. Essa é a sua nova vida. Como lembranças do nosso relacionamento te deixo essa carta, uma vida e meu coração.”
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Pois bem, li o conto por que o nome do autor me chamou a atenção
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Nota-se uma noção de estrutura literária, ainda que fraca. Erros ortográficos espalham-se pelo texto, bem como de concordância e sintaxe. Vírgulas que faltam, pontos finais equivocados.
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Mas acho q o erro mais grave se dá na hora das falas. Lembra-me muito algumas fanfics amadoras. Não se escreve o nome da personagem, dois pontos e a fala. O certo seria colocar um travessão, ou descrever as palavras ditas. Enfim, valeu uma estuda mais afundo.
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Quanto ao tema, diria q é simples e clichê, mas ainda assim o desenvolvimento está regular. O conselho que te dou e ler mais, escrever mais, revisar mais e prestar mais atenção em questão de teoria e estruturação na literatura.
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Grande Abraço